Fiquem tranqüilos. Lula prometeu “trabalhar muito” para trazer mais “gás gaseificado” para o Brasil. Ele está se referindo a um quarto estado da matéria, além daqueles três que aprendemos na escola — sólido, líquido e gasoso — e suas fases intermediárias. Como diz a música: “Que saudaaade da professoriiinhaaaa...” Lembro-me das aulas. A coisa era mais ou menos assim. O sólido tem as moléculas mais compactas (xiii, será que eu deveria escrever “partículas” para tentar ser mais genérico e não correr o risco de irritar os químicos?). Sólidos sofrem menos os efeitos do meio ambiente... Huuummm. Já os líquidos são mais atucanados, moléculas mais frouxas, assumem a forma do continente. Os gases... Ah, os gases ocupam todo o ambiente, como bem sabemos todos em ocasiões às vezes dramáticas — assistindo a um filme no cinema com gente malcriada por perto, por exemplo... Gases são como os petistas. Vão se espalhando... Moléculas ali, despregadas de qualquer compromisso... No capítulo dos sólidos, fascinante era a formação dos cristais: o carbono, se não me engano, pode dar em grafite ou em diamante a depender de como se cristalize. Lembro-me de ter tentado extrair daí uma teoria moral.
Por que isso? Leiam o que vai abaixo, de Leonecio Nossa, no Estadão. Volto depois:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ir à Bolívia no dia 12 de dezembro para discutir a situação do abastecimento de gás para o Brasil. O encontro, que será realizado em La Paz, foi acertado nesta segunda-feira, 5, em uma conversa por telefone entre Lula e o presidente boliviano Evo Morales. "Nós estamos fazendo o que precisa ser feito para garantir que o Brasil tenha tranqüilidade energética num futuro bastante longo." Lula disse ainda que será necessário estabelecer prioridades. Neste sentido, garantiu o fornecimento de gás para as termelétricas e ainda assegurou o fornecimento para as pessoas que hoje possuem carro movido a gás. A avaliação do governo brasileiro é de que a solução para o problema passa pelas reservas de gás da Bolívia.
De acordo com Lula, o Brasil não tem no seu território o gás necessário para o abastecimento. Com base nesta situação, ele afirma que será necessário eleger quais são os setores prioritários. "Primeiro vamos ter de garantir o funcionamento das termelétricas, para produzir energia para a sociedade e depois as indústrias". O presidente assegurou também que as pessoas que hoje possuem carro movido a gás terão o fornecimento garantido. "Ninguém colocou tambor de gás porque quis, mas porque teve incentivo. Portanto as pessoas que têm este carro, nós vamos ter de fornecer e garantir a tranqüilidade delas", disse.
E prosseguiu: "Agora vamos ter de trabalhar para importar mais gás, para tentar trazer mais gás gaseificado. E a Petrobras investindo muito para nós possamos ter auto-suficiência em gás. Por isso estamos trabalhando com muito afinco para a construção de todos os gasodutos ligando o Brasil de norte a sul". O presidente Lula negou ainda a possibilidade de o Brasil enfrentar um apagão de gás. "De jeito nenhum, de jeito nenhum", assegurou.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ir à Bolívia no dia 12 de dezembro para discutir a situação do abastecimento de gás para o Brasil. O encontro, que será realizado em La Paz, foi acertado nesta segunda-feira, 5, em uma conversa por telefone entre Lula e o presidente boliviano Evo Morales. "Nós estamos fazendo o que precisa ser feito para garantir que o Brasil tenha tranqüilidade energética num futuro bastante longo." Lula disse ainda que será necessário estabelecer prioridades. Neste sentido, garantiu o fornecimento de gás para as termelétricas e ainda assegurou o fornecimento para as pessoas que hoje possuem carro movido a gás. A avaliação do governo brasileiro é de que a solução para o problema passa pelas reservas de gás da Bolívia.
De acordo com Lula, o Brasil não tem no seu território o gás necessário para o abastecimento. Com base nesta situação, ele afirma que será necessário eleger quais são os setores prioritários. "Primeiro vamos ter de garantir o funcionamento das termelétricas, para produzir energia para a sociedade e depois as indústrias". O presidente assegurou também que as pessoas que hoje possuem carro movido a gás terão o fornecimento garantido. "Ninguém colocou tambor de gás porque quis, mas porque teve incentivo. Portanto as pessoas que têm este carro, nós vamos ter de fornecer e garantir a tranqüilidade delas", disse.
E prosseguiu: "Agora vamos ter de trabalhar para importar mais gás, para tentar trazer mais gás gaseificado. E a Petrobras investindo muito para nós possamos ter auto-suficiência em gás. Por isso estamos trabalhando com muito afinco para a construção de todos os gasodutos ligando o Brasil de norte a sul". O presidente Lula negou ainda a possibilidade de o Brasil enfrentar um apagão de gás. "De jeito nenhum, de jeito nenhum", assegurou.
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A visita de Lula deverá ser precedida por um encontro entre o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e Evo Morales. A reunião está marcada para esta terça, 6. Na pauta das discussões: o possível investimento da companhia na ampliação da produção de gás natural em suas duas jazidas no país. A agenda de Gabrielli, por enquanto, prevê a realização da segunda rodada de negociações sobre o tema com o ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, e com a YPFB, Guillermo Aruquipa Copa, na tarde desta terça, também em La Paz.
Fontes do governo brasileiro informaram à Agência Estado que Lula apenas embarcará a La Paz depois de costurado o compromisso do governo Morales de manter o fornecimento diário de gás natural ao Brasil em 27 milhões de metros cúbicos, com a possibilidade de elevação para 30 milhões de metros cúbicos diários - exatamente como prevê o contrato em vigor. Nesse caso, Lula faria uma visita rápida, apenas para assinar os atos oficiais com Morales.
Fontes do governo brasileiro informaram à Agência Estado que Lula apenas embarcará a La Paz depois de costurado o compromisso do governo Morales de manter o fornecimento diário de gás natural ao Brasil em 27 milhões de metros cúbicos, com a possibilidade de elevação para 30 milhões de metros cúbicos diários - exatamente como prevê o contrato em vigor. Nesse caso, Lula faria uma visita rápida, apenas para assinar os atos oficiais com Morales.
Voltei
É isso aí. Lula vai lá, se me permitem a expressão popular, pagar pau para o futuro ditador da Bolívia, Evo Morales Com o rabo entre as pernas, vai pedir que o índio de araque... cumpra o contrato! Não é o máximo? Depois de toda a má-criação de Morales e de ele ter tungado a Petrobras, o brasileiro encontra o boliviano como seu devedor. Mais gás? Não! Ao menos o que está no contrato, vai, Mô... O Brasil é assim: só agüenta desaforo de países do Terceiro Mundo. Se fosse Bush, nós trataríamos a pontapés. De fato, que se lembre: Lula, Chávez e Morales são aliados.
É Isso aí. Falta gás, mas não vai faltar gás. Então tá bom. Como se o seu governo não tivesse nada com isso — e não estivesse ele no poder há cinco anos —, afirmou que o Brasil, infelizmente, não tem todo o gás de que precisa... Viram só? Trata-se de uma determinação da natureza. A questão, como se afirmou aqui e em qualquer lugar responsável, não é mais gás ou menos gás. O que se prenuncia é outra coisa: uma crise de energia. Leia, a propósito, a reportagem da VEJA.
Postado por MiguelGCF > IMPUNIDADE > VERGONHA NACIONAL
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