Despropósito
General Kozel.
Ontem, uma turma de médicos que teve a sua formatura interrompida em 1972, em função da morte de um colega numa passeata, refez a cerimônia, em ambiente de forte emoção. Um gesto bonito, apesar do forte conteúdo político. Deveriam os generais de hoje promover, também, algumas cerimônias desta natureza. Poderiam, por exemplo, promover póstuma e simbolicamente ao posto de general muitos soldados assassinados por organizações clandestinas de terroristas, seqüestradores e assaltantes de banco que, hoje, recebem gordas pensões e ocupam cargos públicos importantes. O Exército poderia começar pelo soldado Mário Kozel Filho, um verdadeiro herói de guerra,brutalmente assassinado na explosão de um carro-bomba, em 1968, colocado em frente a um quartel por terroristas. Entregar-lhe a espada, postumamente, seria uma homenagem tão emocionante quanto a dos médicos que, ontem, fizeram a colação de grau. Muito mais honrado do que receber ex-terroristas dentro do Clube Militar.
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