1.09.2010

Direitos Humanos e Democracia: ameaças angelicais

Creio que foi Blaise Pascal o autor de uma frase que me veio logo à lembrança, quando lia o decreto: “O homem não é anjo nem demônio; mas, quando tenta portar-se como anjo, transforma-se num demônio”. Faço a citação para, desde logo, deixar de lado a discussão sobre as intenções do Presidente e de quem o levou a assinar o documento. Quaisquer que tenham sido, resultaram em um édito que pode ter efeitos diabólicos para a democracia brasileira (além daquele de reavivar ódios e fomentar a discórdia entre concidadãos).

Para perceber o perigo é necessário ir além do envoltório sublime dos DH, enfatizado nos termos cândidos do corpo principal e avançar a leitura até as “Ações Programáticas”, visto que, como se diz, “o diabo mora nos detalhes” e os detalhes estão no anexo ao Decreto.

De qualquer forma, seja para uma avaliação retrospectiva, seja para formar a decisão dos votos futuros, o essencial é ter bem claro que a melhor promoção e a mais segura defesa dos DH é o estado democrático de direito. Por isso, ele precisa ser preservado e defendido contra quaisquer ameaças, mesmo as que se apresentam em vestes angelicais.
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MG > Levanta Brasil União e clamor uníssono




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