1.30.2011

SOMENTE O "SÃO FUZIL" PODE NOS AJUDAR.


Militares Brasileiros"

Por JORGE SERRÃO

Cueca blindada para quem precisa, por Jorge Serrão

O Exército Britânico investirá US$ 9 milhões (cerca de R$ 16 milhões) na  compra de 45 mil pares de cuecas blindadas para proteger suas tropas no Afeganistão.

Parecidas com shorts de ciclismo e feitas com um material balístico  especial produzido a partir de seda e tecidos sintéticos, o cuecão vai  proteger os militares de ferimentos na área pélvica, causados pelas bombas do Talibã  nas estradas.

Um cuecão assim, com o devido reforço traseiro, cairia bem para as  Forças Armadas Brasileiras, na conjuntura atual. Aliás, haja cueca.
Nossos militares são constantes vítimas de bombas de efeito ideológico. E  devem preparar a blindagem para aquilo que está previsto na END  (Estratégia Nacional de Defesa). Explodirá, em breve, a bomba da  reengenharia no Exército, Marinha e Aeronáutica. Quem não for  compulsoriamente para a reserva, no enxugamento da estrutura  burocrática, que se prepare.

Já vazou há muito tempo – a ostensivamente negada – intenção de renovar  os quadros das três Forças – principalmente o EB – com "profissionais"  menos identificados com aqueles ideais ante e pós-1964. Com apoio  descarado dos melancias (verde oliva por fora e vermelhos por dentro)  que formam a Tropa de Elite Petralha -, a intenção dos estrategistas da  Defesa é promover um grande "caroneamento".

Oficiais das turmas de 1973 a 1980 seriam convidados a "pedir para  sair". Seriam "promovidos" indo para a reserva. Subiriam um posto acima  no contracheque. Seria uma espécie de cala-bolso. Os novos oficiais –  identificados com a Nova Ordem Petralha – ganhariam promoção na ativa.

Os que adoram a vida militar ainda teriam uma outra opção. Seriam  convidados a aderir à Força Nacional de Segurança. Claro, com vantagens  salariais para deixar o EB, a Armada ou a FAB. Assim, as três Forças  seriam cuidadosamente enfraquecidas. Sem Defesa. Nem adianta cuecão  blindado!

O esquema de reengenharia das FFAA é para anteontem. Por isso, o Genérico  Nelson Jobim resolveu pedir à futura chefona-em-comando que deixe nos  cargos os atuais chefes militares: Enzo Peri, do Exército; Júlio Soares  de Moura Neto, da Marinha; e Juniti Saito, da Aeronáutica. Os três  liderarão o enxugamento. Cumprida a missão dolorosa, acabam premiados com  algum cargão em empresa estatal de economia mista. E passam a espada  para militares ainda mais identificados que eles com o dilmalulopetismo.

Para cuidar dos bilionários negócios de reaparelhamento das três Forças,  os milicos não precisam se preocupar. O PMDB já chamou o Moreira – que o  velho slogan eleitoral jurava que era "Franco, Seguro e Capaz". Se a  marketagem é real, só Deus sabe. Só não restam dúvidas de que o futuro  Secretário de Assuntos Estratégicos é o maior aliado das empreiteiras  que comandarão o reequipamento das Legiões. Jobim terá de trabalhar com  o Moreira. Imposição do Michel Temer. Mesmo contrariando a Dilma.

Enquanto a reengenharia não atinge as Legiões, tudo fica pior que antes nos  quartéis do Abrantes. As Forças Armadas tomam cada vez mais pancadas  ideológicas. Perdem, de goleada, a guerra assimétrica promovida pelos  vencedores do confronto pós-dita-dura. Tornam-se alvos fáceis dos pretensos  defensores dos Direitos Humanos. Vide a decisão da Corte Interamericana de  Direitos Humanos – apoiada pela Comissão de Anistia daqui – que deseja  punição para os acusados de tortura durante o governo dos presidentes
militares.

Quer mais? Enquanto os quartéis faltam recursos até para comprar comida  para a tropa, sobra grana para outras inutilidades. O chefão $talinácio  liberou a primeira parcela de R$ 30 milhões de um total de R$ 44,6  milhões de indenização à União Nacional dos Estudantes (UNE) como  reparação pelos danos causados à entidade durante a ditadura militar (1964-1985). Os R$ 14,6 milhões restantes entrarão no Orçamento de 2011.  Dilma vai mandar pagar.

Sorte da petralhada que os militares de hoje se parecem com aquele machão da piadinha homofóbica. O valentão não tolera que passem a mão em seu traseiro. A não ser que a dedada tenha duração mínima de meia hora.
Assim, fica tudo como dantes na poupança do Abrantes. Para os covardes  que aceitam perder a guerra assimétrica, nem cuecão blindado salva.

Ainda bem que é assim. Custaria mais caro à Nação se Moreira e Jobim precisassem encomendar o protetor milionário para tantos bundões que defecam no sagrado juramento à Bandeira do Brasil.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe  do blog e podcast "Alerta Total". Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

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