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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

4.21.2009

"Lula é o cara e,,a Rainha, a coroa."


O ZÉ CARIOCA, QUE CHIQUE!, ACABOU VIRANDO POODLE...

"Lula é o cara e a Rainha, a coroa."
José Simão, humorista


por: Waldo Luís Viana*

Obama positivamente não errou. Disse o que todos os seus iguais
estavam sentindo. Lula é mesmo o gênio da raça, o rei da metáfora, o
maior governante do planeta!

"That´s my man" - exclamou o presidente democrata, numa
deferência típica da gíria norte-americana, que quer dizer, mais ou
menos, "esse é meu chapa" ou o nosso mais rastaquera "esse é o homem" e
não o que a imprensa ufanista traduziu, como se Barack houvesse dito "o
máximo" ou "o rei da cocada"...

Mesmo assim, a mídia subserviente preferiu focalizar o
comentário como exagero festivo e não como metáfora ilusória,
proposital e calculada de alguém que reconhece o devido lugar de nosso
desenvolto mandatário ao lado dos líderes mundiais.

Malgrado tantos esforços, nossos amestrados do jornalismo estão
sonhando! Com todos os rapapés, que antes não custavam nada, mas agora
custam muito na diplomacia internacional, o país não conseguiu nada de
significativo no exterior. Não emplacou nenhum dirigente em comunidades
multilaterais dependentes de voto, nem conseguiu o tão almejado assento
no Conselho de Segurança das Nações Unidas. De concreto nada, enquanto a
política externa procura criar um cenário de simulacro, em que pareça
que o Brasil é o mais influente dos países emergentes, hoje chamados
"BRICs", acima da China, Rússia e Índia, que frequentam o seleto grupo
de possuidores de bombas nucleares e tecnologias de dupla-face (uso
civil e militar).

A reação de Obama é proporcional, sem dúvida, à importância
das informações que recebeu, antes de encontrar, pela primeira vez, o
nosso presidente, em Washington.

Qualquer país sério tem mais de um serviço secreto e o
presidente norte-americano é abastecido com toda a sorte de inside
informations sobre o Brasil e seu trêfego presidente. Com a CIA e a NSA
em pleno funcionamento, e que não precisam pedir desculpas por fazer
escutas telefônicas e eletrônicas, Obama recebeu, como num filme de
Hollywood, toda a sorte de informações sobre o "tal Lula" e sua
personalidade vaidosa e ansiosa por popularidade fácil.

Daí a inflação de elogios em pleno palco internacional, que
enche de orgulho e vento o ex-operário, cujas deficiências intelectuais
o remetem a acreditar que seja realmente o máximo e que recebe
exatamente o que deseja do presidente da nação mais importante do
planeta. Obama, inclusive, foi aluno de um ministro do atual governo, em
Harvard, que, além de mal falar o português, afirmou em inesquecível
artigo, em 2005, que o governo Lula foi o mais corrupto da história
desse país! Esta sim, uma hipérbole da qual não discordo: "nunca nezte
paiz"!

Não houve outra alternativa, de acordo com o que inspirava o
marido de Michelle, senão ressuscitar, para consumo externo, o Zé
Carioca, personagem dos anos 40 do século passado, aquele brasileiro
manhoso, inzoneiro, cachaceiro, que gostava de feijoada, samba e
futebol, inventado pelos norte-americanos para aproximar o país aliado
na 2ª Guerra Mundial, agora transfigurado na figura sorridente e
melíflua do Lulinha paz e amor!

O governo dos Estados Unidos tem interesse explícito em inflar
o personagem, na América Latina, para deter o perigo, este bem real, da
influência de Chávez e do socialismo "bolivariano".

Todos sabem que Bolívar poderia ser tudo, menos socialista. Foi
libertador de republiquetas inimigas e morreu frustrado por não haver
conseguido constituir a "Grã-Colômbia", uma confederação de países a
noroeste da sulamérica que faria constraste ao poderio nascente do
Brasil. Nem de longe pôde ser comparado à grandeza de Dom Pedro I, vulto
histórico que acumulou duas coroas (a brasileira e a portuguesa), tendo
a visão holística de manter unido o império brasileiro, ameaçado de se
fracionar, caso fosse contaminado pelos ideais de Bolívar e outros
"heróis" da América espanhola.

Nosso país, por conseguinte, hoje funciona, na visão de Obama,
como "algodão entre cristais" entre os Estados Unidos e a Venezuela.
Percebendo a manobra, Hugo Chávez não passou recibo, porque caminha na
corda bamba diante do leão do Norte: qualquer descuido poderá deixar de
exportar para solo norte-americano mais de 1/3 de sua produção de
petróleo, o que resultará em enormes danos à eterna fome de poder e
expansionismo, além de tornar mais difícil a exibição de sua
fanfarronice diante dos já perplexos cidadãos venezuelanos.

Lula, por sua vez, representa uma espécie de poder moderador
completamente domesticado e fácil de levar, desde que seja sempre
elogiado e tolerado na roda dos maiorais. Posto isso, como axioma, os
dirigentes do G-7, expandidos por concessão ao G-20, perceberam como
melhor tratá-lo, dando-lhe sempre aquilo de que mais precisa: um lugar
na Terra, abaixo apenas de Deus, mas sem qualquer importância ou
concessão real.

"Lula é o cara, aí, ê, ô..." - comentam em suas gírias
características os dirigentes dos países ricos, rindo-se pelas costas de
suas ridículas metáforas, que vêm causando imensa vergonha ao povo
brasileiro. Embora concordem que o Brasil não é para principiantes, não
conseguem entender como o povo deste país conseguiu eleger alguém tão
primário e pueril, cujas origens não conseguem disfarçar o
deslumbramento diante das luzes da ribalta mundial...

Na foto comemorativa do encontro internacional, sentado ao
lado esquerdo da Rainha, como pede o protocolo, já que é o dirigente de
mandato mais antigo, estava sorridente e encantado por agradar a City
britânica, empenhada como nunca em agradecer a recente "entrega" da
Reserva Raposa do Sol.

Obama, ao fundo, sorria às escâncaras, sem precisar sair do
plano de fundo para demonstrar poder, que é real, sem lugar privilegiado
na fotografia, deixando o simulacro, domesticado e agradecido,
sobressair, na crença vaidosa de que jamais poderia ter chegado tão longe!

Obama entendeu, espertamente, que nosso presidente, coitado, é
um personagem que finge ser o que não é quase todo o tempo, demonstrando
explicitamente o prazer do deslumbramento, dos que sabem lá no fundo que
não deveriam mesmo estar ali. É o Zé Carioca, que resolveu ser chique e
se modernizar, virando, finalmente, um poodle bonzinho e sorridente!
Pobre Brasil!

*Waldo Luís Viana é escritor, economista e poeta e gosta muito de
animais de estimação!

"ESTE É O CARA-DURA" - Pres.Obama cuidado com seus elogios!

Amigos:

Mantive os comentários feitos pelo remetente.

Em minha opinião OBAMA quis tirar um sarro do LULLA, ridicularizando-o
fazendo tal pronunciamento. Quis vender uma imagem sem conhecer o
histórico de seu elogiado.

Realmente!!!
A decepção tomou conta dos Brasileiros sérios quando o Presidente Obama
falou para todos verem, ao sr. Lula a seguinte frase na TV para todo o
mundo, que desinformação!!!!
ESTE È O CARA.
Acho que em breve o Lula vai imitar o Romário e falar (EU SOU O CARA)
ahahahahaha.


MENSAGEM PARA OBAMA

Quem se mistura com os porcos, farelo come!
Começo esta mensagem fazendo algumas perguntas ao senhor Obama e tomando
a liberdade de eu mesmo respondê-las.

- O senhor sabe que a candidata do presidente Lula -"esse é o cara... Eu
adoro esse cara", .. Eu adoro esse cara", - para assumir a presidência
do nosso país em 2010, em mais um estelionato eleitoral, tem uma extensa
lista de crimes cometidos durante o regime militar?

- Sabe sim, pois o senhor não é um imbecil desinformado que assumiu a
presidência do seu país em um estelionato eleitoral, e tem à sua
disposição um dos mais competentes serviços de informação do mundo,
apesar da tolice da invasão do Iraque comandada, por coincidência, por
um desqualificado etílico que conduziu os EUA ao maior desastre
econômico de sua história, o que vai acontecer também com o nosso país
com sua colaboração com outro desqualificado etílico, "o seu cara".

- O senhor tem conhecimento que o desgoverno do Retirante Pinóquio está
marcado por dezenas de escândalos e até assassinatos não esclarecidos e
associados ao seu partido, e que todos os 40 meliantes que foram
denunciados pelo Procurador Geral da República no escândalo do mensalão
continuam livres, leves e soltos, e aos poucos tendo desqualificadas
suas acusações por um meticuloso trabalho prevaricador corporativista do
Superior Tribunal Federal, reflexo de uma Justiça absolutamente
apodrecida, bem diferente da do seu país?

- Claro que sabe, pois o senhor não é um tolo que assumiu a presidência
da maior potência econômica do mundo por ser um idiota.

- O senhor sabe que a presidência da República do meu país autoriza seus
protegidos a gastarem milhões com cartões de crédito corporativo que
financiam gastos pessoais inclusive com produtos de beleza e até
operações com botox, e que a sociedade está proibida de ter acesso aos
dados de uso do seu dinheiro por esses meliantes pelo motivo de
segurança nacional?

- Também sabe, pois ao contrario de alguém que não lê, não ouve e não
sabe de nada do que acontece à sua volta, o senhor tem excelente
formação universitária e uma cultura subordinada à contínua preocupação
de saber o que está acontecendo no seu país e no resto do mundo,
através, também, da leitura de jornais e revistas.

Devo lhe dizer, então, que o senhor, apesar de contar, no passado
recente, com minhas esperanças de ajudar o mundo a construir uma aldeia
global mais justa e digna, me decepcionou profundamente ao dizer aquelas
sandices a respeito do senhor Retirante Pinóquio.

Apesar da existência da "sociedade secreta ungermangabeira", nunca
esperaria de alguém dotado com sua complexa formação cultural pudesse
ser tão inconveniente e infeliz, seja por ironia, ou pela prática de um
relativismo na política que tem feito esse instrumento das relações
humanas, transformar-se em um sórdido apoio à perversidade contra os
contribuintes de todo o planeta que não se associam aos desgovernos
corruptos, corporativistas, prevaricadores e assassinos.

Senhor Obama, o senhor faltou com o devido respeito às pessoas honestas
e dignas do meu país.

Senhor Obama, solicite à sua equipe que analise a seguinte notícia
publicada em um dos jornais do seu país: em entrevista concedida à
revista norte-americana Newsweek, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
reiterou a necessidade de mais investimentos para contornar a crise
econômica e financeira mundial. "Então hoje (no Brasil) estamos
investindo em áreas em que não investimos nos últimos trinta anos, em
ferrovias, rodovias, hidrovias, represas, pontes, aeroportos, portos,
projetos habitacionais, saneamento básico. Temos que ser corajosos, pois
no Brasil temos muitas coisas a serem feitas, que já foram feitas em
outros países há muitos anos", disse.

Depois envie essa mesma equipe para dar um passeio analítico ao meu
país, entre outros "divertimentos" para testemunhar os investimentos
feitos durante o desgoverno petista na estrutura econômica, na saúde, na
educação, no saneamento e na segurança pública.

Depois avaliem os investimentos feitos pelos governos militares e pelos
desgovernos civis antes da apodrecida era do petismo.

Se sua equipe tiver um pouco mais de tempo peça para que avaliem o poder
público mais corrupto e prevaricador corporativista da história do meu país.

Senhor Obama, nós achávamos que o senhor seria o "verdadeiro cara", mas
está evidente o erro que estamos cometendo com essa tosca e precipitada
avaliação.

Como o senhor gosta de ler, contrariamente aos hábitos "do seu cara",
leia o livro do jornalista Ivo Patarra, "O Chefe" e entenda a absurda
atitude que o senhor tomou ao chamar esse desqualificado etílico de "o
seu cara", uma covardia sem par com as pessoas dignas e honestas do meu
país.

Presidente Obama, será que o senhor declararia para seus eleitores ter
tomado conhecimento de corrupção no seu governo reconhecendo não ter
feito nada para denunciar os fatos por motivos políticos?

Presidente Obama, o senhor fundaria uma organização terrorista para
promover as mudanças sociais em seu país?

Presidente Obama, o senhor permitiria que propriedades privadas e até a
Casa Branca fossem invadidos e depredados por movimentos sociais ilegais?

Presidente Obama, o senhor toparia jogar camisinhas para seus eleitores
do alto de um palanque de uma festa popular?

Presidente Obama, o senhor urinaria em um local público em pleno
exercício de sua presidência, sendo a foto do seu ato amplamente
divulgada entre os cidadãos do seu país?

Presidente Obama, o senhor ficaria em silêncio diante do fato de um
cidadão que ateou fogo a um índio que veio a falecer, continuar em
liberdade e até ser promovido no serviço público do seu país?

Presidente Obama, o senhor transformaria a Corte Superior do seu país em
um poder subserviente de suas vontades, transformando a última instância
do Poder Judiciário em um instrumento de uma Justiça relativista e
corporativista?

Presidente Obama, o senhor ficaria de porre em festas na Casa Branca
para que suas fotos nesse estado etílico fossem distribuídas para os
cidadãos do seu país?


Presidente Obama, se esse é "o seu cara", então, respeitosamente, vá se
catar!

MEIOS E FINS

Crônica do Quinho

por: Nivaldo Cordeiro

Caminhava eu ao lado do meu amigo Antonio, um advogado grandalhão que
trabalha numa grande banca de advocacia, quando alguém me tocou no
ombro. Era o Quinho, sempre sorridente. Antonio e eu discutíamos o
artigo publicado há dias no Estadão, de autoria do irmão do Celso
Daniel, aquele cara que era prefeito de Santo André, cotado para ser
ministro da Fazenda de Lula e que foi barbaramente assassinado, depois
de seqüestro muito mal explicado. "Bom dia, doutor, tudo bem?"
Cumprimentei sorrindo também e falei para meu amigo; "Conhece o
Quinho?". Vieram os cumprimentos de praxe e Antonio ficou todo
interrogações, curioso para explicar aquela minha intimidado com o
morador de rua. Disse-lhe:

– Antonio, o Quinho é um filósofo. Sabe tudo que se passa na política. É
o ouvido das ruas e os olhos da consciência de São Paulo. Pergunta para
ele o que acha do caso Celso Daniel.

Quinho nem esperou a pergunta, tinha opinião na ponta da língua:

– Uma maldade, doutor, o que fizeram ao prefeito. Como pode? Homem bom,
bem formado, p-r-e-f-e-i-t-o! Ia ser ministro do Lula e fizeram essa
barbaridade com ele. O que me dói mais é o sofrimento da família,
especialmente do irmão, o Bruno. Outro homem bom e íntegro. Um valente.
Clama por Justiça desde sempre e caiu em desgraça por isso. Foi até
exilado. Esse negócio é feio.

Antonio surpreendeu-se com a loquacidade e a clareza do Quinho. Naquele
dia meu filósofo predileto estava diferente, vestindo calça e camisa
pretas. "Está de luto, Quinho?", perguntei, em tom mais elogioso que
curioso. "Não, doutor, é que gosto de preto. Está na moda. Realça minha
pele escura. Ganhei essas roupas e resolvi estrear. Gostou?" "Ficou
bom", respondi.

Antonio, depois de alguma hesitação, entrou no clima da conversa e
perguntou ao Quinho o que ele achava do caso. Quem matou Celso Daniel?
Quem mandou matar? Quem ganhou com isso tudo? Claro, como advogado
criminalista ele estava bem informado dos bastidores do caso. Ia às
delegacias e aos tribunais, conversava com os agentes da lei, mas Quinho
tinha a voz das ruas.

– Doutor Antonio, não tem nada de esquisito nessa história exceto o fato
de que trancaram politicamente o processo.

O espanto do Antonio foi instantâneo. Como aquele sujeito podia usar a
linguagem jurídica assim? Será que ele sabia o significado técnico da
expressão "trancar processo"? A atenção e interesse do Antonio
aumentaram. Quinho: "Olha, se o Lula não tivesse sido eleito esse tal
Sombra estaria nos ferros e o mandante, aquele aspone graúdo do Lula, o
papa-hóstia, também. E muito mais gente, que um homem grande desses não
ia ser derrubado por um sujeito qualquer. Mas sabe como é, todo mundo
sabe que aqueles caras metidos a revolucionários que estão na cúpula do
PT não são de brincadeira. Para eles, os fins justificam os meios. Todos
discípulos de Rousseau e Maquiavel. Revolucionário é revolucionário,
estando dentro ou fora do governo. Esse rapaz, o Celso, boa gente, não
entendeu que revolução exige entrega integral da alma. Tem que fazer o
que a cúpula manda, senão é justiçado. Esse é um caso típico de
justiçamento revolucionário".

Continuou Quinho:

– O Celso não quis ir fundo nas maracutaias e virou dois problemas em um
só, para os chefes. Atrapalhava do ponto de vista tático, não permitindo
maior arrecadação de fundos, e ainda se credenciava a ser ministro da
Fazenda, um problema estratégico ainda maior. Não podia ser ministro
quem não aceitava as ordens da cúpula para fazer as ações
revolucionárias de obtenção de fundos, que é assim que eles chamam o
modo petista de roubar. É só ver o que fez a turma do mensalão, com Zé
Dirceu e Palocci. Celso criaria dificuldades com suas crises de consciência.

– As pessoas dizem isso? Perguntou Antonio.

– As pessoas não são tolas, Doutor Antonio. Lembra do papelão do governo
estadual do PSDB, à época, que abafou o caso? Muito esquisito. O caso
poderia ter decidido a eleição presidencial e a turma do Fernandão
amarelou para os vermelhos. Acho que tinha acordo. Lula tinha que
ganhar. Se o caso fosse rapidamente esclarecido e julgado os petistas
não estariam no poder agora, completou Quinho.

Fiquei admirado. Mas não era mesmo lógico? Se a investigação tivesse
apontado os mandantes e levado a julgamento todos os responsáveis o
impacto político teria sido devastador.

– Tudo político, Doutor Antonio, político, sublinhou Quinho. Pois,
quando os "homes" querem, a polícia funciona direitinho. Não há segredo
nenhum para os "homes". Mas o governador tem que deixar. Se não deixa,
fica tudo na sombra. Puseram o Sombra nas sombras, riu-se do trocadilho.
Já se hospedou numa delegacia? Eu já. Ali é fábrica de loucos. O poder
de Estado é absoluto ali. As masmorras são o local onde o indivíduo fica
mais diminuído e o poder desse mundo cresce em proporções ciclópicas. Só
Deus para ajudar.

Silêncio. Quinho nem se deu conta do impacto que causou em nós dois.

Perguntei: "E você, Antonio, o que acha?"

– O pessoal da polícia, meus amigos, também pensa assim. Aquele esquema
na secretaria de Transportes era rendoso e pagou muita conta das
eleições. Muito interesse envolvido. O prefeito quis dar uma trava e foi
estornado, disse Antonio.

– Sabe, doutor, completou Quinho olhando nos meus olhos, que a política
é um negócio muito sujo. Não mataram mais gente porque o Brasil é Brasil
e aqui rola muito samba. Viu o caso do Roberto Jefferson, o traidor?
Achei que os petistas iriam apagá-lo, mas que nada. Celso Daniel salvou
a vida dele com seu sacrifício. Sangue chama sangue e sai caro. Não é
como nos Estados Unidos, que a turma bota para quebrar. Matam até
presidente, mesmo quando os tempos não são de revolução. Aqui atualmente
todo mundo é revolucionário, até a Polícia Federal. Viram que o
Protógenes, o delegado do povo, é filiado ao PSOL? Onde já se viu
delegado revolucionário? Delegado tem que ser reacionário, mas aqui é
assim: nada se cria, tudo se avacalha. Mesmo na Cuba de Fidel delegado é
reaça.

– Você leu o artigo do Bruno Daniel, no Estadão? Perguntei-lhe

– Li, respondeu Quinho. O Bruno faz a sua parte no artigo, denunciando a
morosidade da Justiça, mas erra em um ponto. O problema da Justiça não é
o excesso de recursos permitidos aos acusados. Nesse caso específico, é
a interferência do poder político no trâmite judicial. Justiça não pode
fazer linchamento, tem que permitir defesa. Se tivermos um sistema de
julgamento sumário aí acaba a democracia e começa a ditadura. Não pode.
Para proteger as pessoas do Estado é preciso que ele seja gradualístico
e ritualístico, tudo dentro da lei. Senão esmaga os indivíduos.

Novo silêncio. Antonio me olhou incrédulo. Não podia acreditar no que ouvia.

– No dia em que as pessoas forem julgadas sumariamente aí dou um jeito
de fugir do Brasil. Vou para o exílio, que rua é igual em qualquer
lugar. Não pode. Até morar na rua, o ato de liberdade mais radical que
alguém pode assumir, como eu fiz, pode virar crime. Crime de liberdade,
ouviram? Não dá. E, com os revolucionários no poder, as penas podem
ficar aleatórias e irracionais. Vejam o que houve com a dona da Daslu,
uma moça boa e honesta que pegou cana de 94 anos por uma ninharia. Esses
comunistas legislando estão criando o inferno na terra. A lei está
virando uma ameaça às liberdades, uma loteria.

Antonio não escondeu o seu espanto e entusiasmo, Queríamos continuar
conversando, mas tínhamos trabalho a nos esperar. Quinho apertou
calorosamente as nossas mãos e foi-se, sorrindo. Antonio e eu fomo-nos
também, meditando naquilo que ouvíramos. Uma lição de filosofia política.

4.19.2009

Feridas cancerosas abertas

Por Arlindo Montenegro

Dona Dilma anda enjoada com essa gente aí, que divulga falsas interpretações sobre sua vida pregressa. São fotos, fichas policiais e artigos escarafunchando a secreta atividade clandestina, naqueles anos duros, quando a jovem idealista revolucionaria e marxista militou naqueles grupos que, “faziam a revolução”.

Ela foi uma líder por livre e espontânea vontade, por convicção ideológica firmada no berço pelo pai, um comunista búlgaro. Armas na mão, seus liderados (ela não!) bombas e fuzis debaixo da cama, assaltaram bancos, seqüestraram diplomatas e empresários, mataram militares, policiais e gente inocente.

Tentavam abrir caminho para a revolução comunista internacional patrocinada por Cuba, China, União Soviética, Coréia do Norte, Albânia e comunistas europeus, todos defensores ardentes das guerrilhas na América do Sul. Todos visceralmente contrários à presença massiva dos exércitos imperiais dos EUA no Vietnã.

Ela diz, segundo a FSP deste Sábado, que sua situação é “desagradável para aqueles que defendem ou que houve ditadura branda no Brasil ou que no Brasil havia uma regularidade democrática naquele período”. A ditadura que alguns jovens cultos defendiam era a ditadura do proletariado e não a ditadura que defendia o estado democrático de direito.

“Naquela época se torturava, se matou, se prendeu". É a pura verdade! Vale para seguirem o blá-blá-blá de Regis Debray (Revolução na Revolução, bíblia dos ignorantes idealistas que queriam ser como o Che Guevara), como vale para os que, por dever de ofício, defenderam as instituições da ditadura que impediu a comunização do Brasil.

A mãe do PAC, a “cara” do Lula, se ressente dos comentários desta gentinha burguesa e “reacionária” que através de jornais e revistas, em blogs de direitistas burgueses desprezíveis, até mesmo no Congresso Nacional, anda conspurcando sua imagem de “democrata totalitária e humanista de esquerda”!

Ela não pode negar que foi bem treinada. Seu amigo e auxiliar Giba revelou à revista Piauí: "Sua tarefa, no começo de l969, era a preparação de um assalto a uma agência do Banco do Brasil. Até janeiro daquele ano, o Colina (grupo armado em que ela, dona Dilma atuava com função dirigente) contabilizava, em Minas, quatro assaltos a bancos, uma meia dúzia de carros roubados e dois atentados a bomba, a residências de autoridades locais." Tudo perfumaria!

Dona Dilma declara que foi prisioneira e torturada “por crime de opinião e de organização, não necessariamente por ações armadas. (...) Muitas vezes as pessoas eram perseguidas e mortas... E presas por crime de opinião e de organização, não necessariamente por ações armadas.”

Ô dona Dilma, peraí! Aquelas pessoas, militantes organizados e armados, em sua maioria idealistas manobradas por gente esclarecida como a senhora, como seus pares no atual governo, deitaram e rolaram com agressividade guerreira. Ainda não foram ouvidos os testemunhos de centenas de familiares dos mortos no cumprimento do dever, tão jovens e idealistas como o eram seus companheiros “internacionalistas” e menos brasileiros.

Depois das aventuras mineiras, o cerco da “repressão criminosa” aos valorosos defensores da “democracia comunista” que aterrorizavam a ditadura dos “gorilas e democratas capitalistas”, a senhora foi militar na VPR de Lamarca, associada à ALN de Mariguella. Todos armados e treinados para matar e tomar o poder. Isto é somente “crime de opinião e organização”?

Os comunistas e seus militantes, muitos inocentes úteis sem opção, atiravam contra outros brasileiros que então estavam ao lado da ordem que vocês dizem “burguesa”, “imperialista”, “corrupta”, a mesma ordem que hoje defendem com unhas e dentes. Queriam o poder contra a cultura democrática e cristã do povo brasileiro. Queriam o poder total e conseguiram depois de anistiados pelos “ferozes” ditadores militares que perdoaram seus “deslizes juvenis” para pacificar a nação.

É diferente a natureza democrática no concernente à crença e confiança na humanidade. Diferente porque sabe quando recuar e reconhece não ser dona absoluta da verdade. Briga e reforça seus pontos de vista respeitando as regras democráticas do estado de direito. Atua de modo oposto à prepotência e desprezo com que os poderosos que são seus pares tratam esta nação.

A generosidade daqueles que estavam à frente dos governos militares, nos cinco anos em que “o povo” trabalhava alheio aos entreveros armados, não foi reconhecida. O perdão, a compreensão, o diálogo, a severidade no trato dos recursos públicos, a saúde, a segurança e fundamentalmente a educação universal, está bem distante das cogitações e práticas marxistas.

Vocês estão com a faca e o queijo. Ignoram as leis e mantêm a política do medo: medo do desemprego, medo de não pagar as contas, medo de bala perdida, medo dos impostos, medo dos traficantes, medo do mst, medo dos grampos. Implantaram o que indicavam os comunistas russos como ferramenta do poder.

A globalização e concentração econômica abrem caminho para a o poder total do estado. O Sistema Eleitoral, os Juizes, o Congresso, os sindicatos, estão dominados e nem existe mais oposição, só uns gatos pingados insignificantes. Precisa fingir religiosidade indo ler a bíblia na missa do Padre Marcelo? A igreja das Cebs infiltrada pelos marxistas já lhes proporcionou o PT e o Poder.

Os sobreviventes - entre os que saíram para matar e morrer pelo comunismo internacional - estão anistiados e bem postos em funções publicas, nas Universidades, nos jornais e revistas, nas tevês. A anistia foi bem aproveitada e as feridas continuam abertas porque vocês são incapazes de conviver com os brasileiros que ainda sonham, desarmados, com a liberdade.

Isto é característico de “internacionalistas proletários” como a senhora, Dona Dilma. Você pode tentar reescrever a História com a ajuda de seus marketeiros. Mas a História nem sempre aceita tantas inverdades fabricadas pela máquina de ilusionismo político.

E as feridas históricas nunca se fecham, como se fossem um câncer em metástase.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

4.14.2009

Associação dos Oficiais da Brigada Militar manifesta apoio ao procurador gaúcho Gilberto Thums

A Associação dos Oficiais da Brigada Militar divulgou nesta
segunda-feira 13 de abril uma nota de apoio ao Procurador de Justiça
Gilberto Thums, que na semana passada, informou que irá se afastar das
questões que envolvem o Movimento dos Sem-Terra (MST) por estar sofrendo
pressões insuportáveis de entidades de direitos humanos. Por sua coragem
e lucidez o manifesto merece todo nosso apoio.

"A Associação dos Oficiais da Brigada Militar vem a público manifestar
seu apoio às iniciativas de restabelecimento das normas constitucionais
e infraconstitucionais realizadas pelo Ministério Público do Estado do
RS, em especial, pela iniciativa do procurador de justiça Gilberto
Thums, em face das reiteradas ações de desrespeito à integridade física
e do direito à propriedade perpetrada por chamados 'movimentos sociais'
encabeçados pelo MST.

O histórico de esbulho e destruição deste autodenominado 'movimento
social', que não passa de um movimento organizado que busca a
instauração de um Estado totalitário em nosso país, requer do poder
público, em especial do fiscal da lei, o MP, ações eficazes para que a
lei não reste desmoralizada e o direito de cada cidadão de viver em paz
em sua propriedade, no campo e na cidade seja respeitado.

O desgaste institucional do Ministério Público é uma mera decorrência de
sua função, assim como nós, Policiais Militares, que apesar de ver nosso
sangue derramado pelas ações criminosas do MST, convivemos com críticas
ferozes de facções partidárias e organizações defensoras da desordem
institucionalizada.

Nunca esqueçamos o saudoso Cabo PM Valdeci, assassinado a golpes de
foice por integrantes do MST na Capital de nosso Estado, pois fatos como
esse devem ser lamentados, porém não esquecidos.

É vergonhoso que o Ministério Público tenha de recuar por 'pressões' de
quem desrespeita a lei, traz o terror aos produtores rurais e se coloca
acima da Constituição."

do: Diego Casagrande

4.12.2009

A maioria se esquece que um dia teremos que prestar contas

 A maioria se esquece que um dia teremos que prestar contas.  Lula vai a uma igreja e se ajoelha na frente de Jesus, rezando: Lula: - Jesus, estou totalmente arrependido e gostaria de redimir meus pecados.  Jesus: - Está bem. Que tens feito? Lula: - Depois de quatro anos no governo, deixei meu povo arruinado ena miséria. Jesus: - Dê graças ao Pai! Lula: - Também traí o povo e meu partido, que me deram apoio e, Quando precisaram de mim, dei-lhes as costas. Expulsei do partido os Verdadeiros petistas! Jesus: - Dê graças ao Pai! Lula: Economizei verbas da saúde, educação, moradia, conservação de estradas, pesquisas científicas, tudo para encher os cofres do PT. Mandei comprar toalhas e lençóis importados, de linho egípcio, para o Palácio Alvorada e Granja do Torto. Enchi os depósitos do palácio com todos os tipos de bebidas caras. Jesus: - Dê graças ao Pai! Lula: Comprei um avião a jato novo, importado, dando emprego paraestrangeiros e não para os brasileiros que trabalham na Embraer. É quereceber mala preta da Embraer ia dar zebra. Protegi as maracutaias doZé Dirceu, do Waldomiro e do tesoureiro do partido. Comprei votos de Deputados e senadores com liberação de verbas de emendas deles ao orçamento. Jesus: - Dê graças ao Pai! Lula: Arregacei com os velhinhos cobrando novamente dos aposentados A contribuição previdenciária, sem qualquer contraprestação do EstadoPara eles. Comprei o apoio da Rede Globo com liberação definanciamento Pelo BNDES, para eles pagarem dívidas vencidas,negocinho de pai para filho Com o dinheiro do povo. Coloquei o protetor de marginais Tomás Bastos Como Ministro da Justiça. Jesus: - Dê graças ao Pai! Lula: Protegi os delinqüentes do MST e dei apoio às invasões do MSTpara desestabilizar a democracia e tentar dar um golpe e assumir comoo Fidel. Agora não sei como fazer para parar aquele bando de bandidos. Dei apoio ao Hugo Chavez, o maior bandido da América Latina. Jesus: - Dê graças ao Pai! Lula: - Protegi o Meireles e o presidente do Banco do Brasil quando a imprensa apurou as realidades sobre as delinqüências dos dois.< /span=""> Jesus: - Dê graças ao Pai! Lula: - Mas, Jesus, estou realmente arrependido e a única coisa que o Senhor tem para me dizer é: "dê graças ao Pai"? Lula: - Apesar da crise econômica nacional e internacional, gastarei R$ 103 milhões, na reforma do Palácio do Planalto apenas para comemorar os 50 anos de Brasília. Jesus: - Dê graças ao Pai!
Jesus: - Sim, agradeça ao Pai que estou aqui pregado na cruz, porque senão desceria dela para te encher de porrada, seu ignorante, analfabeto, deslumbrado, traidor, ladrão, sem vergonha, mentiroso, golpista, corrupto e aproveitador... Vai trabalhar vagabundo !

Nota: Quem receber esta corrente tem obrigação ética e cívica deretransmiti-la ao menos para 10 amigos. Se esta corrente não continuaro Lula será re-reeleito, o Garotinho será novamente governador, o Jader Barbalho vai voltar à presidência do Senado e Marta Suplicy continuará na política.

'Lula é o cara? Fala sério, Obama!'

Artigo do leitor Amandio Luís de Almeida Teixeira

Fala sério, Obama! Tende piedade de nós pobres mortais brasileiros, que
vamos ter que aturar o cabra aqui depois dessa. Bizarro irmãozinho! Não
faz isso com a gente não! Como é que você solta uma dessas no meio do
G20? Que é isso companheiro? Primeiro de Abril? Essa foi sem graça. Vai
que o cara acreditou! Você imagina o que isso significa?

Nesse país em que tudo é o maior do mundo, país da síndrome do tamanho,
isso é um perigo muito sério. O maior rio do mundo, a maior floresta do
mundo, o maior estádio do mundo, o melhor futebol do mundo, o melhor
corredor de F1 do mundo, o maior carnaval do mundo, a maior festa de
reveillon do planeta, ainda dá para tentar suportar. Deus é brasileiro!
Vá lá, que discorde Ele ou o Vaticano... Mas presidente mais popular do
mundo?

Barack, você não imagina o monstro que acaba de criar. Já sei foi de
propósito, tática americana, vão invadir o Brasil! Não precisa invadir
não Obama, aqui é a "Casa da Mãe Joana", cada um faz o que quer, cada um
leva o que lhe aprouver, bobagem... Não precisa invadir não! Vem, pega e
leva embora, olha o Evo. É mole meu irmão. Isso aqui é terra de ladrão,
não te contaram não? Já viu o nosso Senado, Já te apresentaram o Sarney?
Já esteve com o Agripino? Já se exercitou com o Collor? Conheceu o vovô
Lalau? Já te contaram do castelo? E o Maluf? Você teve a sorte (de
continuar com a carteira no bolso)? Pergunta aí para a alemã! De tão
escrachado vão mandar de volta o dinheiro que nunca foi roubado! E o
cara continua dizendo que não tem conta lá fora, aí fora!

Confesso que com essa vejo o sinal dos tempos, o Apocalipse, a chegada
arrasadora das bestas... É o fim mesmo. Falar uma coisa dessas numa roda
de amigos Ok brother, você pode até dizer que eles entenderam que você
estava tirando a maior onda com o nosso Luizinho. Que era tudo gozação,
deboche descarado por esse fantoche que não impõe respeito e é para lá
de engraçado. O rei do improviso equivocado. Não te contaram como foi a
ASPA não? Falha da tua assessoria man! E agora? O bobo da corte dos 20
vai se achar! Quero ver agüentar!

O cara não entende inglês Barack, vai lá saber o que traduziram para
ele! E agora, como é que a gente fica? Era para dar risada, assistisse
os Três Patetas, ele, o Hugo e o Evo, lá no Qatar, iam rolar de dar
risada! Já estou vendo o cara cantando "vai ter festa lá no meu apê,
chama todo mundo, vai rolar bundalelê". Pronto, está tudo acabado. Prá
frente Brasil, agora vai ser mesmo Dilma em 2010! Ou quem sabe o Chávez
ainda convence o Inácio que é mole! Presidente vitalício!

"This is the guy! I Love this guy!". Não, não Barack. Isso é coisa muito
sutil de americano! Tem duplo sentido, não apela meu! Não chuta o balde
não! "Esse é o cara! Eu adoro esse cara!". O que deu em você Obama ,
perdeu o juízo, a noção de perigo? Ou está tudo muito bem pensado pelos
seus assessores e parceiros do G20, os temidos e culpados olhos azuis?


COMENTARIO: Em artigo chamado: "A doença da mentira", o psiquiatra Albert Zeitone nos ilustra a questão da seguinte forma:"É preciso compreender a personalidade psicopata antes de tudo, pois a mitomania é uma ferramenta dela. O mitômano usa a mentira de forma consciente para ludibriar pessoas, tirar vantagens. A amoralidade e a insensibilidade são suas marcas registradas. A mentira vira um estilo de vida. Vemos isso com bastante freqüência na política, na figura de líderes alpinistas populistas. Avalizando este entendimento, temos que o mitômano nunca admite suas mentiras, e tem plena consciência de que os relatos por ele produzidos e reproduzidos são falsos, noutras palavras, desprovidos de verdade. Porém, nesta doença vê-se claramente que a propensão que aponta para um `ego' em busca da evidência afirmativa; razão pela qual, é considerada um transtorno de personalidade, onde o sujeito não admite a mentira, todavia, não se constrange ao vê-la descoberta."

4.10.2009

A QUEM ESTAMOS SALVANDO?

por: Argemiro Luís Brum (CEEMA/DECon/UNIJUI)
Uma das principais reações do governo brasileiro à crise está no
estímulo setorial ao consumo. Dentre os setores privilegiados com essa
medida encontramos o automobilístico. A tal ponto que março de 2009, em
pleno auge da crise, a venda nacional de automóveis só perdeu para julho
do ano anterior, se constituindo na melhor da história para um mês de
março. Foram vendidas 214.130 unidades. No segmento de caminhões, motos,
ônibus e comerciais leves a situação é semelhante. Um dos mecanismos
fundamentais para o estímulo está na redução ou isenção dos impostos,
tipo IPI e COFINS. Na prática, a reação oficial, embora coerente com a
realidade vivida e com a lógica de mercado, esconde uma potencial crise,
essa de cunho essencialmente interno, passada a crise global. Por quê?
Em primeiro lugar, porque o objetivo do apoio setorial é, ao estimular a
continuidade e mesmo o aumento nas vendas, manter as empresas
funcionando e, com isso, conservar o máximo de empregos, embora mesmo
assim haja certo desemprego. Em segundo lugar, a base da questão não é
favorecer ao consumidor e sim favorecer a indústria. Na essência, não se
trata de reduzir a margem de ganho da indústria visando vender mais e
sim reduzir a arrecadação do Estado que, efetivamente, é muito alta e já
passou dos limites há muito tempo. Por extensão, teoricamente o
consumidor sai favorecido, pois tem acesso a um bem de consumo a preços
mais acessíveis. Em terceiro lugar, a atitude consumista da população,
estimulada pelo governo, guarda um enorme risco. Trata-se de um
endividamento de longo prazo, com juros mais elevados, num momento em
que a liquidez e a renda diminuem e o risco de desemprego aumenta,
potencializando um quadro de inadimplência futura que inviabiliza o sistema.

Isso só não ocorre se os consumidores estiverem com sua capacidade de
pagamento, numa perspectiva de longo prazo, em dia e organizada. Assim,
a ideia de reduzir impostos para aquecer a economia é boa e correta,
porém, desde que os consumidores tenham condições de arcar com a dívida
assumida e possuam uma cultura de endividamento que ultrapasse a simples
noção de "posso assumir a dívida porque a prestação cabe no meu salário
atual". Senão vejamos: um automóvel popular, que custe R$ 29.500,00, ao
ser comprado pelo prazo máximo de 60 meses a um juro de 1,5% ao mês,
como existem ofertas no momento no país, custará ao consumidor, no
final, R$ 72.074,98. Ou seja, no final de 60 meses o consumidor terá
pago 2,4 automóveis para poder rodar com um. E o pior, pela
desvalorização do carro e a dificuldade existente em escoar carros
usados, em 18 meses de uso o carro perdeu tanto de seu valor que nem a
sua venda paga o débito restante (mais 42 meses). Com isso, a reprodução
do sistema não ocorre, fato que irá travar novamente, logo adiante, a
economia. A impossibilidade de pagamento das dívidas assumidas, por
grande parte da sociedade, guarda um claro potencial de inadimplência. A
situação se agrava na medida em que tal mecanismo está sendo pensado,
agora, para os eletrodomésticos, área onde a população mais carente já
está afogada em compromissos via carnês. Ou seja, o governo vem
realizando um esforço de enfrentamento da crise onde os favorecidos são
as indústrias e seus segmentos, o que não deixa de ter sua razão, porém,
"esquecendo" de conscientizar aos consumidores de que comprar nessas
condições beira a inviabilização econômica da maioria. Assim, o Brasil
corre o risco de estar gerando uma crise dentro da crise.

4.08.2009

A partir de hoje, também é o Banco do Ademar. Lembram?



Para refrescar a memoria da Dilma, à época a Estela da VPR e VAR-Palmares
do:Coturno Noturno

O QUE FALTA PARA QUE O MST SEJA RECONHECIDO COMO UMA ORGANIZAÇÃO PARAMILITAR?

por Klauber Pires

Reza a nossa Constituição, em seu art. 5º, inciso XVII: “- é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. Pois, a pergunta que não quer calar é clara e eloqüente, e não deixa margem a interpretações metafóricas: O que falta para que o Poder Judiciário dissolva o MST por se revestir como uma associação de caráter paramilitar?
Será a falta de armamento? Sempre quando instados a responder pelos milhares de facões (terçados) e foices e vá lá, uma ou outra enxada, os líderes do MST vêm com esta: “- são os nossos instrumentos de trabalho”. Eu, pelo menos, não tenho nenhuma dúvida de que eles dizem a mais absoluta verdade: afinal, são os instrumentos com os quais eles decapitam seus inimigos, derrubam cercas, carneiam gado alheio, juntam galhos secos para incendiar as benfeitorias e controlam a entrada e saída dos seus territórios conquistados com mais rigor do que qualquer posto alfandegário.
Será a falta de uniformes? Quem não conhece o uniforme do MST? Calça e camisa vermelha e boné padronizado com o símbolo do movimento. Eles possuem também tendas padronizadas, e todo o aparato logístico de um exército em campanha.
Será a atitude dispersa dos seus membros, a falta de disciplina e hierarquia? Quem não viu esta gente marchar em organizadíssima fila indiana? Quem ainda não os viu em rigorosa formação, a ponto de corar os Dragões da República? Quem ainda não soube o que acontece aos integrantes que ousam desobedecer às ordens de seus líderes?
Será a ausência de uma ideologia, de símbolos e de ritos? Então não pregam abertamente o socialismo como meta de tomada de poder? Então não cultivam seus heróis, Che Guevara, Fidel, Mao e até a Dorothy Stang? Então não entoam seus hinos nas suas marchas e nas academias militares, tais como a escola Florestan Fernandes? Então não possuem sua própria bandeira?
Será a falta de ações típicas de combate? Quem ainda não conhece as suas táticas de guerra de guerrilha, quando resistem às polícias militares que vêm dar cumprimento às reintegrações de posse? Neste caso, ouçamos o que diz o Deputado Federal Raul Jungmann ao Estado de São Paulo: “-Sim, durante o governo de Fernando Henrique, o Amorim depredou em mais de uma ocasião a sede do Incra no Estado. Também esteve à frente de uma ação que terminou com um carro do Incra incendiado. Ele chegou a invadir e atacar um navio com coquetéis molotov, para protestar contra o embarque de grãos transgênicos. Para mim são sinais claro de quem cultiva o estilo militarista, brigadista. Quem for à fazenda que ele transformou em sede de operações, na região de Caruaru, verá que se parece com um bunker, com suas paredes decoradas com fotos do guerrilheiro Che Guevara. Ele (Jaime Amorim, líder do MST em Pernambuco) trabalha protegido por vários postos de controle de entrada e saída de pessoas, rodeado por gente armada.”(Extraído do blog do jornalista Reinaldo Azevedo, em 05 de março de 2009).
O que falta para entender que o MST já demonstrou que pode ocupar, a uma só ordem, todas as principais rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas e qualquer outra instalação que julguem estratégicas para uma pronta dominação territorial militar?
Falta um sistema de informações? Pois o MST possui seu próprio serviço de Inteligência, a Inteligência do Movimento (INTEMO), que tem por objetivo obter dados sobre quaisquer pessoas ou organizações que afetem os interesses do MST. (MAIER, Félix. Annus Gramscii. 17/03/2002. Acesso em 05/03/2009. Disponível em http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0135.htm).
Falta uma logística? Pois o MST, além de viver com grossos repasses por parte do governo federal, também conta com o patrocínio dos governos estaduais e municipais por onde chega com as suas caravanas, isto sem contar com a Igreja Católica e com inúmeras organizações estrangeiras.
Numa etapa que podemos chamar de plano superior, em que o MST já abertamente assassina pessoas e os chama de “aquilo”, e é defendido descaradamente pelo ministro da Justiça Tarso Genro, que defende ser isto apenas a realização de uma ação mais arrojada, somente a cumplicidade ou a covardia de quem tem por dever pôr um ponto final a isto podem explicar tal notório silêncio.
Aos doutos senhores e doutas senhoras dos Ministérios Públicos e do Poder Judiciário, que devem zelar pela justiça, pela ordem e pela democracia, creio que não tenho como ser mais óbvio. Se a fala do Excelentíssimo Sr. Presidente do STF e do CNA, Gilmar Mendes, não for compreendida como um especial momento histórico, a nossa civilização estará irremediavelmente perdida.
A todo homem e mulher de bem, que deseja trabalhar em paz e segurança e deixar para os seus filhos um país digno de se viver, furtar-se neste momento a expressar a sua indignação é amaziar-se com o crime, a violência e a revolução socialista. Por favor, imprimam este artigo e o leiam para seus amigos e amigas. Escrevam notas conjuntas nos jornais, mesmo nos classificados - é baratinho. Aos empresários, tanto do setor rural como do industrial e lojista, é hora de arregaçar as mangas. Parem, por favor, com tanta inércia! Arranjem fundos e organizem campanhas com esta idéia. Vocês são tão criativos na hora de defender seus produtos! Pois sejam um pouquinho nesta hora de defender as suas propriedades e até as suas vidas! A cada blogueiro solicito gentilmente divulgar esta nota como forma de nos unirmos em pensamento. Vale, claro, também, que todos usem de suas próprias palavras, mas que o façam como uma pauta permanente, para que a idéia ganhe força. Somente o claro repúdio da sociedade a este movimento terrorista será capaz de mobilizar as autoridades, colocar os bandidos na cadeia e dar alguma orientação a milhares de pessoas humildes que, por falta de opções ou fraqueza de caráter aceitam participar de tão horrível causa.

Comentário:  Transcrevo o comentario de um amigo acerca da crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA
"Estamos habituados a ouvir falar de entulho autoritário e de herança maldita.
Em primeiro lugar os desvirtuados confundem deliberadamente autoritarismo com autoridade. Faltam-lhes virtudes e postura para se comportar como autoridade, daí está uma maneira de menosprezar quem a tem. Se pensam que com isto agradam o povo, estão redondamente errados. O povo brasileiro é ordeiro e não aprecia falta de compostura, no mínimo, a transforma em piadas.
Em segundo lugar, governos que chegam falam de herança maldita para disfarçar sua incompetência na administração do bem público. Mas se reais ou não, isto é corrigível por uma boa, transparente e honesta gestão. Para isto, basta se cercar de assessores competentes e interessados realmente na sociedade e não apenas com seus bolsos.
Governo é uma situação provisória. Tem início e fim demarcados. Mas o Estado, a nação não. O Estado é permanente e se perpetua transgovêrnos.
O que vemos agora é uma situação que estamos criando uma herança maldita em questões de Estado. Estas são muito mais difíceis de reverter.
Temos aí as questões de MST a um passo de criar uma situação muito séria.
 Temos a situação de demarcação de terras indígenas com breve  conflitos com várias mortes e perda de soberania do Estado nas áreas.
Temos a questão de aproveitadores nos chamados quilombos.
Temos a cizânia que está sendo incentivada entre negros e brancos, empresários e operários, índios e não índios, pobres e ricos, com cultura e sem a mesma, professores e estudantes, civis e militares, o congresso e o povo em geral, o incessante bombardeio da justiça.
Temos o sistemático enfraquecimento e desarmamento das forças armadas, tornando o país altamente vulnerável.
 Temos a criação de climas hostis com países vizinhos, pois a diplomacia praticada por leigos desvirtua os Ensinamentos da Escola de Rio Branco e do Itamarati.
Tudo se faz para desmoralizar as instituições que são os pilares básicos de uma nação democrática. Isto sim será uma herança maldita."
       

4.03.2009

1964, uma reflexão

Jarbas Passarinho*

O reitor Jacques Dehaussy, da Universidade de Dijon, na França, ao fim
dos anos 70 do século passado, presidiu simpósio sobre o Papel
Extramilitar das Forças Armadas no Terceiro Mundo. Cientistas
políticos e mestres universitários dedicaram-se ao exame da incidência
dos golpes de Estado no Terceiro Mundo, violando a subordinação dos
militares ao poder civil. Ainda que os Anais de Tácito não se prestem
a tirar conclusões sociológicas de todos os eventos por ele vividos na
decadência do Império Romano, distinguem-se as modalidades das
intervenções, segundo o epílogo do simpósio. As mais arcaicas originam-
se do caudilhismo, das ditaduras puramente pessoais, ou da defesa dos
privilégios da profissão. Outras - reconheceram os participantes do
estudo do tema - responderam ao apelo vindo de fora dos quartéis, dos
civis que invocaram a consciência dos militares, ou a impaciência
deles para com os desmandos do poder civil.

Participei de dois golpes de Estado, um como tenente, cumprindo ordem
superior, e outro coordenando-o como tenente-coronel, no Pará. No
primeiro, depusemos o ditador Getúlio Vargas, em 1945. O poder civil
não se fez respeitado, mas logo restabelecido na subordinação dos
militares ao Supremo, para presidir a redemocratização do país. O
general José Pessoa, em nome do Exército, foi à casa do ministro José
Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal, e em nome das Forças
Armadas convidou-o a assumir o governo e convocar eleições, que logo
se realizaram.

O segundo golpe proveio do "apelo dos civis à consciência dos
militares" para com os desmandos do governo e uma ameaça, em plena
guerra fria, de aliança do governo com os comunistas. No Pará, onde eu
servia, havia-nos preparado para prevenir um autogolpe de Jango,
aliado a Prestes, intentando o estado de sítio e a reforma arbitrária
da Constituição, enquanto paralelamente Leonel Brizola pregava o
fechamento do Congresso. A aliança com o PCB, de que Prestes era o
primeiro-secretário, conta-a Luiz Carlos Prestes no livro Prestes,
lutas e autocríticas, por ele ditado a Dênis de Moraes, da sua grei.
Revela, ademais, que Jango, em plena expansão do comunismo
internacional, "até já compreendia o papel que exercia a União
Soviética".

Fixamo-nos no plano de resistência ao que um comunista, que não
deforma a história, denominou de pré-revolução, com apoio dos líderes
sindicais e dos sargentos. Em Brasília, sargentos da Aeronáutica e da
Marinha, armados, tomaram, em setembro de 1963, o quartel dos
fuzileiros, ocuparam os ministérios e os órgãos de comunicação.
Travaram luta com tropas do Exército, com mortes, até se renderem. Em
março de 64, outro motim. O dos marinheiros no Rio de Janeiro. Os
fuzileiros navais que, de ordem do ministro da Marinha, foram mandados
para prendê-los, solidarizaram-se com os amotinados.O presidente
aceitou a demissão do ministro e o substituiu por outro simpático aos
revoltosos.

A disciplina e a hierarquia, pilares de qualquer força armada,
desmoronadas transformaram os amotinados em bandos armados
prestigiados pelo próprio presidente da República. No livro de
Prestes, há uma passagem em que Jango quis apresentar-lhe uma dezena
de generais que lhe seriam leais. Prestes diz que nunca foi
apresentado aos generais, mas que "Jango se enganava com eles, pois
lhe conhecia a postura anticomunista".

A desordem civil e a amotinação dos militares graduados já eram parte
da disputa pelo poder. Que mais faltava para conquistá-lo? A imprensa,
com a única exceção da Ultima Hora, clamou pelo afastamento do
presidente Goulart. No Rio de Janeiro, o Correio da Manhã, no dia 30
de março, clamava, na primeira página: "O Brasil já sofreu demasiado
com o governo atual. Agora basta!". No dia seguinte: "Só há uma coisa
a dizer ao senhor João Goulart: saia!". O Correio não estava só. O JB,
em editorial, levanta a suspeita de ameaça comunista: "Quem quisesse
preparar um Brasil nitidamente comunista não agiria de maneira tão
fulminante quanto o sr. João Goulart a partir do comício de 13 de
março".

Da mesma ameaça trataram editoriais de O Globo. A Folha de S.Paulo, em
face do comício, em que as bandeiras da foice e martelo desfilavam na
frente do palanque de Goulart, desafiava: "Resta saber se as Forças
Armadas ficarão com o presidente, traindo a Constituição, ou
defenderão as instituições e a pátria". O prestigioso jornal Estado de
Minas se antecipara. A 18 de março, alertava: "A sorte está lançada.
Ninguém tem mais o direito de iludir-se. Abrem-se agora dois caminhos
ao Brasil: a democracia e o comunismo". Em São Paulo, a passeata "com
Deus e pela Liberdade", liderada pelas mulheres contou com quase 1
milhão de civis e religiosos. Goulart, no auge da agitação e da
falência da disciplina militar, proferiu, dia 30 de março, exaltado
discurso no encontro com um milhar de sargentos, que o homenageavam no
Automóvel Clube do Rio de Janeiro. Prestes comenta no livro: "Qual é o
oficial do Exército que vai ficar tranquilo sabendo que o presidente
da República se dirige, naquela linguagem, aos sargentos?". Jango
detonou a contrarrevolução, apoiada maciçamente pelo povo. Não houve
um só tiro disparado.

São passados 45 anos. Hoje, a contrapropaganda da esquerda ousa negar
provas indesmentíveis. A verdade incomoda e a isso não voltarei. É
inútil convencer mitômanos, a serviço dos resíduos do comunismo
fracassado.

*Foi ministro de Estado, governador e senador

3.31.2009

PRESIDENTE, O SENHOR ME OFENDEU!

por Waldo Luís Viana
 
“O Brasil idolatra algumas pessoas porque não as conhece de perto.” Marlene Mattos
 
         O senhor, presidente, me ofendeu! Desculpe-me, mas tenho uma filha branca, loura e de olhos azuis. Eu, que sou filho de baiano com francesa, misto de Castro Alves com Catherine Deneuve (não necessariamente nesta ordem), sinto-me triste e magoado com a última metáfora do maior presidente da história deste país!

         O senhor me ofendeu, presidente! Inteirado pela dupla caipira “Amorim e Garcia” de que pela extrema decadência que começa a aparecer no quadro interno, o seu governo só poderia se salvar pelo quadro externo, o senhor me vem com essa frase bombástica, típica de governantes totalitários, culpando um grupo de pessoas pelo tom da pele, a cor dos cabelos e beleza dos olhos, como se fosse proprietário e dilapidador da riqueza do planeta!

         Presidente, como o senhor é primário, linear e complexado!

         Os amantes das ditaduras, mesmo os eleitos diretamente, têm que encontrar culpados para os seus fracassos, especialmente desenhando um inimigo artificial no horizonte. São incansáveis os exemplos na história que nem vale a pena rever.

         O senhor quer “um bode respiratório” para o desencanto, que lenta e suavemente, vem se apossando do povo brasileiro, enganado tantas vezes, mas que achava que do presidente-operário merecia  melhor tratamento. E como os coelhos não saem mais com facilidade da cartola, não há bolsa-esmola, PAC de mentira e casinhas populares em véspera de eleição que deem jeito nos desconfiados que se avolumam – o senhor me sai com mais um de seus aparvalhados “pensamentos”...

         O senhor já deu o que tinha que dar! Já encantou as “zelites”, em que hoje cospe, é malandro adivinhado, cujo arsenal de espertezas está no fim, porque o que existe pela frente é desemprego e recessão pelo  caminho. O senhor preferiu a popularidade fácil às reformas estruturais e deu no que deu. Perdeu o bonde da história! Agora não tem mais dinheiro para nada e os plutocratas que o senhor ofendeu hão de lhe dar o troco, rapidamente.

         Muitos outros, por outro lado, irão cobrar-lhe o jogo de palavras, em si. Mas isso é irrelevante, dado o enorme cipoal de batatadas com que Vossa Excelência já nos brindou, ao longo da sortuda vida de governante. No entanto, a sorte acabou e o que importa é o que se demonstra por baixo do palavrório chulo e insensato,  produzido de propósito, como aduziram os jornais britânicos, para o despreparado público doméstico.

         Aqui dentro, o senhor quer achar um culpado para a nossa crise! Não são os índios, os negros, os homossexuais, os portadores de necessidades especiais, os quilombolas, os estudantes, os adeptos de movimentos sociais; não são as ONGs, os idosos, os aposentados, os cotistas das universidades, os meninos de rua, os mendigos, os analfabetos funcionais ou os semi-mortos nas emergências dos hospitais – não!, são os brancos, os louros de olhos azuis que desestabilizam a Pátria-mãe multirracial!

         Não é a tresloucada política econômica que o senhor nos impingiu, que agora explode por todos os diques, não é a “cumpanheirada” aboletada nos cargos e fundos de pensão, nem os banqueiros amigos, que agora estão sofrendo, coitados!, porque veem os lucros diminuindo, não são as empresas a despejar empregados na rua da amargura – não, os culpados são os outros, os de fora, aqueles em que o senhor não pode mandar, porque seus capitais especulativos não virão mais para cá e nossa elite está externalizando os próprios haveres, porque sabe muito bem o que vem por aí...

         O senhor me ofendeu e ofendeu minha meiga menina! Ela não tem culpa de viver num país governado por um despreparado, que no final do governo sabe que não haverá retorno, que o estoque de mágicas terminou e o palhaço ficou só, no picadeiro. Resta chorar, porque o senhor provoca pena, o personagem alquebrado já encheu, como novela repetida e não adianta dividir para reinar, colocando branco contra negro, índio contra não-índio, empregado contra desempregado, proprietário contra sem-terra, militares contra anistiados – que esse jogo não pega mais, não esconde a falência dos gestos e a vacuidade do governante que não tem para onde ir, a não ser que, constrangido, efetue um golpe de força contra o  arremedo de estado de direito e a falsa democracia, que ainda nos une.

         O senhor não maneja a crise, é completamente manejado por ela! Não antecipou a constrição dos seus tentáculos e por conta do próprio orgulho e de imaginar que estava fazendo o melhor dos governos demorou demais a acordar! Agora Inês é morta e só faltava dizer que os assassinos eram brancos, louros e de olhos azuis. Um péssimo detetive nesses tempos exitosos de Polícia Federal!

         No entanto, o senhor escolheu mal a acusação! Ofendeu-me e a milhares de brasileiros, descendentes de europeus, que misturaram o próprio sangue e as esperanças na epopéia de construir uma nação multiétnica e multirracial. Só o senhor discrimina, do alto de seus preconceitos arraigados e encardidos de homem complexado, que jamais se livrou de si mesmo!

         O pior, presidente, é como o senhor fica, exibido em todas as esquinas! É tema de deboche nos bares! É diplomado na bazófia, no menoscabo, no que de pior pode haver num homem que veio de baixo: o senhor provoca vergonha nos pobres. E agora quer provocar raiva nos aparentemente ricos! Nunca neste país!

         Sinto-me ofendido e acho que este povo, em clamor nacional, deveria enquadrá-lo no crime de racismo! O que o senhor disse é muito pior, para minha filha, do que chamá-la de loura burra ou branca azeda. Esses codinomes os brancos desse país já estão acostumados a ouvir.

         O que não aguentamos é ver o chefe da Nação, solerte, do alto da própria ignorância triunfante, personalizar a culpa de uma crise que o senhor não quer sobre os ombros, como aliás nenhum dos mastodônticos crimes de corrupção que se refletiram sobre o seu governo!

         O senhor ofende porque está em desespero! Ofende porque está no fim da estrada e a sorte sumiu! Mas não se esqueceu das próprias origens, do  ressentimento e de encarnar o ato obsceno daquele personagem da piada, que já não se pode mais contar neste país: o senhor nos ofendeu e ainda está fazendo das suas, na saída...

Waldo Luís Viana é escritor, economista e poeta e pede desculpas aos seus pouquíssimos leitores por ter sido tão gentil...
Teresópolis, 27 de março de 2009.
 
http://www.guiasaojose.com.br/novo/coluna/index_novo.asp?id=2457

A Verdade dos Fatos





A Verdade dos Fatos

 

 

 

 

Editorial do jornal "O Dia" do Rio de Janeiro, edição de 2 de abril de 1964

 

 

 

O Sr. Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, poderá assumir ainda hoje a Presidência da República, em virtude do que dispõe o artigo 79 parágrafo 2o da Constituição, que declara: - Vagando os cargos de Presidente e Vice Presidente da República, far-se-á eleição 60 dias depois de abertas a última vaga. Se as vagas ocorrerem na segunda metade do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita 30 dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma estabelecida em lei. Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período dos seus antecessores.

 

Em conseqüência, o Sr. Ranieri Mazzilli deverá exercer a Presidência até a posse do novo presidente, a ser eleito no dia 1° de maio próximo pelo Congresso Nacional. "Em face da absoluta normalidade reinante na cidade com a cessação dos motivos que a determinaram, terminou à zero hora de hoje a greve geral decretada terça-feira. Todos deverão retornar tranqüilamente ao trabalho, evitando, contudo, aglomerações públicas nas ruas. Somente os bancos ainda permanecerão fechados, hoje e amanhã, em virtude de decreto".

 

Brasília, 1° abril - Até às 22 horas de hoje o Sr. João Goulart ainda se encontrava na Granja do Torto, nesta capital, em companhia de sua esposa e filhos.

 

No aeroporto militar, achava-se, pronto para decolar a qualquer instante um "Coronado", moderno jato da Varig, que tanto poderia se dirigir para Buenos Aires como para a Espanha, segundo afirmam fontes ligadas à família presidencial.

 

Após chegar a Brasília, às 15 horas, o Sr. João Goulart esteve no Palácio do Planalto uns 15 minutos, fechado em seu gabinete, retirando-se depois para a Granja do Torto, onde recebeu poucas pessoas, uma delas o deputado Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados. Pessoas, que privam com o Sr. Mazzilli, afirmam que este ouviu do Sr. João Goulart a declaração de que, antes de partir de Brasília, lhe transmitiria o cargo de Presidente da República. Outras fontes adiantam que o Sr. João Goulart, durante à tarde, esteve redigindo o documento de renúncia, que será enviado ao Congresso de Porto Alegre, para onde irá às próximas horas ".

 

Porto Alegre, 1° de abril - O Sr. João Goulart, cerca das 23 horas, chegou a esta capital em companhia de sua família e do Sr. Darci Ribeiro. Antes de embarcar em Brasília, o Sr. João Goulart conferenciou novamente com o Presidente Ranieri Mazzilli." (...)

 

Às treze horas o Sr. João Goulart deixava o Rio, indo para Brasília e, pouco depois, a Cadeia da Liberdade anunciava que o Sr. Goulart havia partido num avião da Varig para destino ignorado. Todos os comandos militares haviam aderido ás tropas do general Castelo Branco. Em Recife soldados do IV Exército cercaram o Palácio do Governador e prenderam o Sr. Miguel Arrais, por ordem do general Justino Alves.

 

O ministro Lafaiete de Andrade enviou emissário a Minas para decretar solidariedade ao Supremo Tribunal Federal à revolução.

 

Às 16 horas, foi lida esta ordem, firmada pelo general Castelo Branco:

 

Que as tropas do I Exército cessem todas as operações e voltem aos quartéis.

 

Era o fim da resistência e a vitória da Revolução.

 

As autoridades civis e militares estão lembrando a toda a população que estão em vigor as leis e os códigos. Os culpados por atos condenáveis serão punidos. Aconselham que a população se abstenha de participar de aglomerações e movimentos coletivos. Avisam ainda que a normalidade voltou ao País e cessaram, imediatamente, todos os movimentos grevistas.

 

Dezenas de automóveis trafegaram pelo centro da cidade, tocando suas buzinas, em sinal de alegria pela vitória da democracia em todo o País. As estações de rádio e televisão, que estavam sob censura, iniciaram suas transmissões normais, pouco depois das 17 horas. Os contingentes de fuzileiros navais que ocupavam as redações de alguns jornais foram recolhidos aos quartéis.

 

Por volta das 17,15, o Forte de Copacabana anunciava, com uma salva de canhão, a aproximação das tropas do general Amauri Kruel, que atingiria o Estado da Guanabara às últimas horas da noite de ontem.

 

A população de Copacabana saiu ás ruas, em verdadeiro Carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento. (...).

 

 

 

 

Ricardo Bergamini

 




31 de março.

Sábado, 28 de Março de 2009
O 31 de Março e as Forças Armadas da Argentina

Abro esta edição de hoje do Notalatina com um chamado importantíssimo a
todos os patriotas brasileiros que
recebi de ?Salve a Pátria?, que não conheço mas aprovo a convocatória.
Trata-se de 3 eventos cívicos em
comemoração ao 31 de Março, a ocorrer em São Paulo, dos quais lamento
muito não poder participar porque não
moro naquela cidade. Além da importância que esta data se reveste para
nós, que abominamos o comunismo em todas
as suas vertentes, lembro aos amigos que os comunistas celebram todas as
datas que têm significado para eles
com muito estardalhaço por quase todo o país. Lembro, ainda, que foi
assim que começou em 1964 a tomada de
posição das gloriosas Forças Armadas em defesa da nossa pátria, diante
do apelo das multitudinárias Marchas da
Família com Deus e pela Liberdade.

Se nós queremos o apoio dos nossos militares e a tomada de rédeas do
país, temos que demonstrá-lo de forma
concreta como 1964. Portanto, conclamo a todos que moram em São Paulo a
participar dos eventos, que prestigiem
nossas Forças Armadas e homenageiem nossos heróis assassinados em
combate ou ?justiçamentos? para nos livrar do
maldito comunismo. Vamos mostrar a esta gente que não queremos comunismo
nem socialismo em nosso país, e que
nós somos muitos mais do que eles imaginam! Segue abaixo a programação.

Dia 29 de março às 09:00
Parque Dom Pedro IISaída do desfile de viaturas militares antigas pelas
ruas da Capital.Traga sua família,
bandeiras, siga a carreata, buzine, vibre, grite, aplauda!

Dia 31 de março às 09:00
Quartel General do Comando do Sudeste - IbirapueraEvento alusivo ao 31
de março de 1964 e homenagem às famílias
de militares e agentes do Estado, vitimados pelo terrorismo comuna.Vamos
lotar o Quartel General e prestar
nosso total apoio ao nosso Exército.

Dia 31 de março às 19:00
Missa em sufrágio das almas dos heróis nacionais, militares e civis, que
morreram torturados e/ou assassinados
por terroristas.Igreja de Nossa Senhora de Fátima - Bairro do SumaréAv.
Dr. Arnaldo, 1831 - Metro Sumaré e
estacionamento na igreja.

Mas, o tema central de hoje é a situação das Forças Armadas e dos
militares argentinos que a maioria dos
brasileiros desconhece por completo e necessita tomar conhecimento, uma
vez que parece que aquele país vizinho
é quem está ditando as regras para a perseguição e revanchismo contra
aqueles que cumpriram com o dever de
defender a pátria contra a invasão comunista. A ministra da Defesa da
Argentina é uma gerentona cheia de
direitos e poderes, dona Nilda Garré, uma montonera alçada ao poder
desde o princípio da ?era Kirchner?;
qualquer semelhança com ministra da Casa Civil brasileira não deve ser
mera coincidência, pois até suas
biografias são similares.
Na semana que se encerra hoje a Argentina viveu três fatos insólitos, e
não vi, como de costume, qualquer
comentário no Brasil. No dia 24 de março, data em que os argentinos
comemoravam o início dos governos militares
em repressão ao terrorismo comunista que se instalava no país, um bando
de vândalos atacou com bombas Molotov o
Comando da VI Brigada de Montanha do Exército em Neuquén. Vidros foram
estilhaçados e houve um princípio de
incêndio. As fotos mostram a afoiteza do bando e o estado em que ficou o
quartel.
Pior que este ataque foi a postura do Comandante daquela unidade, o
recém-promovido general Victorio Paoli, que
advertiu que o grave ataque foi promovido por ?jovens com ódio?. O
general não conseguia entender o ataque,
pois na manhã daquele mesmo dia ele havia proclamado que ?nós condenamos
de forma explícita a ditadura
genocida?. Vejam bem: este infeliz generaleco, este reles soldadinho de
chumbo lambedor de botas dos montoneros
Kirchner não ?condenou? o terrorismo praticado contra o Estado argentino
e seus compatriotas, mas os militares
que tentaram impedir os atentados terroristas, os seqüestros, os
assassinatos a sangue frio, os ?justiçamentos?
contra militares e civis inocentes ? muitas crianças, inclusive! Não.
Ele condenou a atitude saneadora em favor
da liberdade e democracia em seu país que rotulou de ?ditadura
genocida?! A respeito deste afrontoso ataque,
Carlos Manuel Acuña, diretor de ?El Tábano? e membro de UnoAmérica,
escreveu uma nota que traduzo abaixo; a
nota, entretanto, foi escrita logo após ele ter tomado conhecimento e,
portanto, o comandante daquela unidade
ainda não havia declarado sua ?perplexidade? nem revelado seu pendor
sinistro.
Mas antes quero comentar os dois outros fatos insólitos ocorridos nesta
semana, notícias que o Notalatina já
havia divulgado na ocasião. São as ratificações de duas prisões
perpétuas absolutamente injustas e arbitrárias,
contra o Capelão da Polícia bonaerense padre Christian Von Wernich e o
ex-diretor de Investigações da Polícia
bonaerense Miguel Etchecolatz.
Em ambos os casos as vítimas são acusadas de ?delito de lesa-humanidade?
cometidos na última ditadura militar.
Na sentença do padre Von Wernich, o primeiro padre da Igreja Católica a
enfrentar um julgamento popular e oral,
o acusam de co-autor em sete homicídios triplamente qualificados,
co-autor na aplicação de torturas agravadas
em 34 casos, e partícipe necessário na privação ilegal da liberdade
agravada em 42 oportunidades.
No caso do inspetor Etchecolatz a sentença ratifica a prisão perpétua
(ambos estão confinados na prisão de
segurança máxima Marcos Paz) por considerar que ?as violações dos
direitos humanos cometidas durante a ditadura
são parte de um genocídio?. Segundo o juiz Carlos Rozanski, um dos que
ratificaram, ?a sentença significa uma
mudança de paradigma, porque é a primeira vez no mundo que fica firme
uma sentença ditada por um Tribunal do
país onde se cometeu o genocídio?. (...) ?Até então a figura do
genocídio não havia sido citada em nenhum país
do mundo por um Tribunal do Estado onde se cometeu este genocídio?,
assinalou. Esta gente faz afirmações deste
tipo revirando os olhos, quase em gozo de tanto prazer que têm de ver a
caveira de um anti-comunista...
Nessas sentenças, a Corte declarou a nulidade das leis de obediência
devida e ponto final, e entendeu que as
violações dos direitos humanos cometidas pelo poder estatal são delitos
imprescritíveis. Isto significa a
anulação da Lei de Anistia, APENAS com relação às forças que combateram
o terrorismo, ou seja, aos militares,
policiais civis e militares. Os terroristas que iniciaram ? como aqui no
Brasil ? a convulsão no país e apenas
foram reprimidos em suas ações malévolas, estes são inimputáveis! Do
mesmo modo que aqui no Brasil, os
terroristas sobreviventes são os que hoje não só estão reescrevendo a
História daquele período sangrento, como
estão no poder e o pior: modificando a Lei de Anistia nos capítulos
prejudiciais a ELES, isentando-os de
qualquer crime!
É por esta razão que chamo a atenção dos leitores, especialmente os
amigos militares, para que leiam estas
informações vindas da Argentina pois isto poderá se tornar realidade em
breve aqui no Brasil. Lembrem-se do
assanhamento do abjeto ministro da Justiça, Herrr Tarso Genro; do
secretário de Direitos Humanos, Paulo
Vannuchi; dos representantes da Comissão de Anistia; da OAB e demais
interessados em arruinar a vida dos nossos
heróis combatentes de 64. Eles espelham-se nos terroristas argentinos,
seus velhos camaradas, todos com o poder
nas mãos de modificar leis e criar outras que os beneficie e incrimine
aqueles que deram seu sangue para que
hoje, estes mesmos delinqüentes, tenham o direito de abrir a boca para
dizer coisas insensatas e mentirosas
como estamos acostumados a ver e ouvir. Leiam agora, abaixo traduzida, a
nota sobre o ataque ao quartel do
Exército em Neuquén.
Fiquem com Deus e até a próxima.
Viva 31 de Março! Honra e Glória aos nossos bravos Heróis de 1964!

Veja a reportagem completa em: http://notalatina.blogspot.com/

3.30.2009

COLIFORMES MENTAIS DE LULA DA SILVA

Por Maria Lucia Barbosa

Dia 26 deste, durante entrevista coletiva que encerrou o encontro
oficial de Lula da Silva com o primeiro-ministro britânico, Gordon
Brown, o presidente brasileiro mais uma vez contaminou a platéia com
seus coliformes mentais. Deitando falatório pelos cotovelos como se
estivesse num daqueles comícios em que leva a mãe do PAC a tiracolo, ele
sapecou diante da delegação inglesa a seguinte "preciosidade",
referindo-se à crise mundial: "É uma crise causada por comportamentos
irracionais de gente branca de olhos azuis que antes da crise parecia
que sabia tudo e agora demonstra não saber nada".

Deixemos de condescendências. Não foi uma gafe, como se costuma dizer
para atenuar os desastrados gracejos do presidente da República. Foi uma
estupidez. Pior. Foi crime de racismo, coroado pela gabação xenófoba de
que aquela gente branca, irracional, de olhos azuis são uns ignorantes
que não sabem nada. Lula da Silva deve achar que só ele entende das
coisas, como seu alter ego, Hugo Chávez, igualmente populista e chibante.

Questionado por um repórter britânico se sua declaração tinha viés
ideológico, o presidente titubeou, engasgou e se saiu como mais uma
idiotice: disse não conhecer nenhum banqueiro negro ou índio.

Acontece que existem banqueiros negros, como Stan O'Neil, ex-presidente
do Merryll Lynch, um dos bancos norte-americanos que teve que ser
vendido por causa das perdas bilionárias com as hipotecas subprime. E o
negro Frank Raines, ex-presidente da Fannie Mae, instituição financeira
que ajudou a desencadear o colapso de Wall Street.

Mas Lula da Silva sabe que ao associar raça e classe, como se todos os
brancos de olhos azuis fossem capitalistas exploradores de negros e
índios, joga bonito para platéia brasileira e mesmo latino-americana.
Afinal, não somos todos de esquerda nessas plagas? Se formos temos que
levar adiante a luta de classes como fiéis seguidores de Karl Marx. Mas
nem esse chegou a tanto, pois teorizou sobre burguesia e proletariado e
não sobre brancos de olhos azuis e negros de olhos escuros.

Vai assim Lula da Silva como porta-voz das garbosas esquerdas
brasileiras fomentando ódio e preconceito. Em nome do PT ele veio para
desagregar e não para agregar a nação. Como um Chacrinha de auditório
propositalmente confunde a mente dos incautos que enxergam nele o
defensor dos pobres e oprimidos, quer dizer, dos índios e negros,
vítimas dos brancos irracionais de olhos azuis.

Diante desse despautério a impressão que se tem é que o presidente da
República quer se portar como um Hitler subdesenvolvido ás avessas. Ele
não gosta de gente branca de olhos azuis, como se existisse pureza
racial. E se quis referir aos países desenvolvidos, especialmente aos
Estados Unidos, esqueceu que no Brasil existe gente branca de olhos
azuis. São descendentes dos europeus que para aqui vindo deram uma
substancial colaboração para o progresso que o País hoje desfruta.

Além do mais, alguém conte para o presidente que brancos de olhos azuis,
aqui, na Europa ou nos Estados Unidos, não são intrinsecamente maus ou
ignorantes e nem sempre são ricos. No Brasil muitos se casaram com
negras, com índias, e seus descendentes compõem nossa sociedade
multirracial. Como resultado dessa miscigenação não temos um tipo racial
específico.

O bestialógico de Lula da Silva deve ter soado no mínimo inusitado aos
ouvidos dos ingleses. Mas o presidente deu mais vexame. Segundo o Estado
de S. Paulo (27/03/2009), ele "se expressou com pouca familiaridade
sobre questões que estarão em debate no encontro de cúpula do G-20, em
Londres, no próximo dia 2".

Naturalmente, nesse encontro, o presidente da República defenderá os
pobres e oprimidos e clamará contra o protecionismo daquela gente branca
de olhos azuis. Curiosamente, matéria do jornal citado dá conta de que o
Brasil dobrou barreiras em 2008. Yes, nós somos fortemente
protecionistas e nossos principais alvos foram a China, a Europa e os
Estados Unidos.

Outra incoerência que se observa em nossa política externa diz respeito
à generosidade de um presidente que, se por um lado defende negros e
índios, por outro permite que seu governo, do qual é o principal
responsável, se recuse no Conselho de Direitos Humanos da ONU a aprovar
resolução que condena duramente as "graves violações de direitos humanos
na Coréia do Norte.

As atrocidades cometidas na tirania comunista norte-coreana incluem a
fome, a tortura e a perseguição política. Horrores que existem em Cuba,
também vigorosamente apoiada por Lula da Silva e seu governo. O
Itamaraty tampouco condena regimes acusados de violações graves como os
do Sudão e do Congo. Mas endossa fortes críticas contra Israel.

Os coliformes mentais de Lula da Silva foram lançados para inglês ver,
sendo que nesta enorme Sucupira em que vai se transformando o Brasil são
tidos como lampejos de genialidade. Em todo caso, nossos brancos
irracionais de olhos azuis que se cuidem. E se Lula cismar de mandá-los
para aqueles chuveiros de onde não se volta?

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.