8.13.2009
Mentiras da Dilma
eleições 2010
Dilma Rousseff parece ter especial vocação para se deixar envolver em situações esquisitas. Vive cercada de histórias mal contadas, versões retocadas, relatos conflitantes.
No início de 2008, ministros do governo Lula foram apanhados pagando despesas privadas com dinheiro público, através de cartões corporativos. Episódio que ficou conhecido como o "escândalo da tapioca".
Em 16 de fevereiro daquele ano, jantando com 30 industriais, a ministra Dilma afirmou que "o governo não vai apanhar calado". E revelou que as contas do governo anterior sofreriam uma devassa.
Dias depois começou a circular o famoso dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique e da ex-primeira-
Confrontada com os fatos, Dilma afirmou que se tratava de um banco de dados para organizar as despesas com cartão corporativo, a fim de responder à CPI dos Cartões – que sequer tinha sido instalada.
Mesmo depois da publicação do dossiê, restando provado que tinha sido fabricado na Casa Civil, Dilma continuou jurando de pés juntos que se tratava de um banco de dados.
Ninguém acreditou, mas ela continuou insistindo no conto de fadas.
O segundo episódio que confrontou Dilma Rousseff com a realidade aconteceu recentemente. Foi o caso do currículo falsificado.
Descobriu-se que, na Plataforma Lattes do CNPq, que abriga currículos de professores universitários e pesquisadores de pós-graduação, o currículo de Dilma Rousseff registrava um mestrado e um doutorado em economia. Até o título da tese de mestrado estava lá.
Este currículo estava também estampado nas páginas do Ministério das Minas e Energia e da Casa Civil.
Era falso. Dilma Rousseff não concluiu o mestrado, não defendeu tese. Não concluiu o doutorado. Não defendeu tese.
Confrontada com a realidade, ela reagiu dizendo que não sabia quem tinha invadido a Plataforma Lattes e as páginas do governo para escrever mentiras no seu currículo.
Para inscrever o currículo na Plataforma Lattes é necessário uma senha individual. Tudo bem, um hacker poderia ter invadido as páginas. Invadem até o site do Pentágono!
Mas a ministra Dilma Rousseff compareceu duas vezes ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2004 e em 2006. O vídeo dos dois programas circula na internet.
Para os que não estão familiarizados com o programa, no início o âncora lê o currículo do convidado. Nos dois o jornalista Paulo Markun lê o currículo falso de Dilma Rousseff.
E ela ouve sem mover um músculo. Impassível. Nem pisca.
Depois de apanhada, mandou retirar das páginas do governo as menções a um mestrado e um doutorado. Falsos.
Mas continua a sustentar a versão de que alguém invadiu as páginas e falsificou seu currículo.
Finalmente – será mesmo que acabou? – Dilma envolveu-se em mais uma confusão de versões desencontradas.
A ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, cuja demissão nunca foi bem explicada, afirmou que foi chamada para uma conversa com a ministra-chefe da Casa Civil. No encontro a ministra lhe pediu que "acelerasse" as investigações sobre a família Sarney.
(Deixemos de lado a estranheza de uma chefe da Casa Civil chamar para uma reunião uma subordinada de outro ministro, sem que seu chefe esteja presente.)
A ex-secretária Lina Vieira entendeu que era para encerrar as investigações. Um processo desses é longo, e acelerar pode muito bem significar "acabar rapidinho".
Dilma poderia dizer que tinha encontrado a ex-secretária, mas que tinham conversado sobre outros assuntos. Poderia dizer que tinha sido um encontro informal, por isso não estava na agenda de nenhuma das duas.
Isto é comum entre autoridades. Semana passada mesmo, o presidente Lula recebeu, fora da agenda, o senador Fernando Collor.
Mas não, Dilma Rousseff reagiu como Dilma Rousseff: autoritária, peremptória, categórica. Segundo ela, jamais teve uma conversa individual com a ex-secretária da Receita.
Mas Lina Vieira confirmou o encontro, em entrevista ao Jornal Nacional. E citou como testemunhas o motorista da Receita, sua chefe-de-gabinete e, mais importante, a principal assessora de Dilma Rousseff, Erenice Alves Guerra – aliás, envolvida também na elaboração do dossiê com as despesas de Fernando Henrique e Ruth Cardoso.
Diante disso, das duas uma. Ou bem Lina Vieira está mentindo, e Dilma Rousseff está moralmente obrigada a processá-la por danos morais.
Ou bem Lina Vieira está falando a verdade. E neste caso, Dilma Rousseff cometeu crime de prevaricação, quando um agente público toma conhecimento de um ilícito, ou propõe um ilícito e não tenta coibi-lo, para tirar proveito próprio.
E qual seria o proveito próprio? O apoio do PMDB à sua candidatura em 2010.
O agravante no caso da ministra Dilma é que, se Lina Vieira estiver dizendo a verdade, trata-se de interferência direta da ministra numa investigação muito séria, que envolve a Receita Federal e a Polícia Federal.
Dilma Rousseff ambiciona a presidência da República. Tem todo o direito.
Mas tem também o dever de dizer a verdade, esclarecer os fatos, para não entrar numa campanha que é tradicionalmente muito dura -- mas o prêmio é alto -- como alguém que tem relações cerimoniosas com a verdade.
8.12.2009
Venezuelização do Brasil em marcha.
No final de 1999 o chavismo acabou com o Congresso bi-cameral, eliminando o Senado. Este é um dos passos fundamentais dado por Chávez para implantar o tal "socialismo bolivariano", que é a cópia do regime cubano.
Dêem uma olhada no site da ORVEX – Organização dos Venezuelano no Exílio, onde há uma cronologia dos principais eventos levados a cabo por Hugo Chávez para destroçar a democracia na Venezuela.
São passos calculados, meticulosamente planejados e que utilizam os mecanismos da democracia para destruí-la completamente.
Atualmente o chavismo dá novos passos, que são representados pelo fechamento de 32 emissoras de rádio ao mesmo tempo em que há uma campanha para acabar com os últimos vestígios da liberdade de imprensa. Combina-se com esta iniciativa, a nova Lei da Educação que visa a doutrinação das crianças, inoculando em suas mentes a visão de mundo marxista e antidemocrática.
Faço notar que o Brasil corre o mesmo riscos. E não será por falta de advertência que faço diariamente aqui no blog.
por Aluizio Amorim
Lina versus Dilma
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8.09.2009
A MULHER QUE AFRONTA DILMA
A matéria mais importante do dia — e uma das mais importantes dos últimos tempos — está publicada hoje na Folha de S. Paulo (há quatro posts abaixo sobre o assunto). E estou aqui me perguntando, até agora, por que diabos não foi a manchete do jornal. Lina Viera, ex-secretária da Receita, promovida e demitida por razões escancaradamente políticas, diz em entrevista ao jornal que Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, a chamou em seu gabinete para pedir que a investigação que a Receita fazia nas contas da Família Sarney fosse “agilizada”. Lina não esconde o que queria dizer “agilizada”. Sim, leitor: que a investigação fosse deixada pra lá.
Lina diz que deixou o gabinete da superpoderosa e continuou a fazer o seu trabalho. A julgar pelo que aconteceu com ela depois, parece ser verdade, não é? Ela conta mais: levou um pito do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) porque teria municiado as oposições com artilharia contra a Petrobras naquele caso do pagamento menor de tributos. Não municiou, não. E ela diz por que não.
Entenderam? Uma ministra de Estado, candidata à Presidência da República — que nada tem a ver com a Receita, diga-se de passagem —, parece ter solicitado, de modo oblíquo, algo que não estava entre as atribuições da secretária da Receita: intervir politicamente numa investigação. No caso de Mercadante, ele estava furioso com Lina porque achou que ela se comportou de um modo partidariamente imprudente… Eles são os donos do poder. Tinham colocado Lina no posto porque acharam que poderiam praticar esse tipo de assédio.
E só para esclarecer uma referência acima. Lina chegou a chefiar a Receita por motivos políticos, sim. Era tida como ideologicamente afinada com o governo e próxima dos petistas. Então Guido Mantega
decidiu lhe dar o cargo. Mas a mulher parece ter cometido a besteira, do ponto de vista dos petistas, de fazer o seu trabalho seguindo critérios puramente técnicos.
O mundo do PT é mesmo pelo avesso: nomeou Lina esperando contar com seus defeitos e a demitiu porque não suportou as suas qualidades.
Houvesse um Senado, Dilma seria convidada a dar explicações — em país sério, seria coisa de uma comissão de inquérito do Legislativo: é aquilo a que chamamos “CPI”. Um governo que manda a Receita aliviar a investigação de um aliado pode perfeitamente bem mandar perseguir um adversário. Francenildo, o caseiro, que o diga!
Lina não topou. Mas sempre há quem tope.
Comentário da semana
Comentário da semana nº 45 – 9 de agosto de 2009
Assuntos: Meio Ambiente, Ações eleitoreiras, Exilados, Falta Reciprocidade
Aquecimento global
Sabíamos que o aquecimento global era usado politicamente. Cada vez mais se evidencia ser também uma farsa. A Terra vem se esfriado há dez anos. O presente esfriamento NÃO foi predito pelos modelos de computador alarmistas. Os melhores meteorologistas do mundo não podem predizer o clima com duas semanas de antecipação, e nem ousam predizer o resto do século. Pode Al Gore? Estamos sendo inundados de afirmações que não condizem com a realidade. Juntando com outros dados podemos induzir os objetivos de tal campanha: evitar a concorrência
Já quase não se fala no desmoralizado “aquecimento global”. Ao que parece, o mundo está em um dos ciclos de resfriamento. Enquanto isto, o Ibama, em nome de uma falácia, continua impedindo o progresso
Uma Derrota dos ecoxiitas do Ibama
A criação Ministério da Pesca pode até ser um cabide de empregos, mas foi derrota para ambientalistas, para quem os peixes devem ser sagrados e deveria ser proibido pescar ou interferir na natureza fazendo criadouros.
Aos poucos até o Lula vai compreendendo que dar asas aos ecoxiitas só atrasa o País e acaba com os empregos. A demora em retirar a Marina Silva já causou um atraso de quatro anos. O problema agora é controlar o Minc tiroso, que pelo menos não é tão pernicioso como sua antecessora.
Ações Eleitoreiras
Com certeza não temos o Governo dos nossos sonhos, mas para nossa sorte não temos como presidente FHC ou um de seus seguidores. Apesar dos graves erros como propiciar a divisão do País em etnias hostis e o ceder até ao confisco boliviano, reconhecemos que tem também boas ações. As vezes deu sorte com ações que noutra situação seriam apenas eleitoreiras, como a bolsa-família, que sem a crise, apenas “viciaria o cidadão, caso não o matasse de vergonha.
Mais digna e com melhor efeito teriam sido as frentes de trabalho praticadas durante o governo militar, mas o fato é que, reduzindo a miserabilidade, as bolsas permitiram que as mercadorias que não exportadas por falta de compradores externos, fossem comercializadas aqui mesmo, mantendo empregos e evitando prejuízos maiores à indústria, à agricultura e ao comércio.
Entretanto maus efeitos colaterais são conhecidos: muitos deixam seu trabalho por ser mais vantajoso receber bolsas e outros auxílios, e o Tesouro Nacional tem um limite do possível.
Pior certamente será a anunciada bolsa-cultura, ou 50 reais mensais para cada bolsista gastar com cultura. Ora, cultura, para um ministério que já foi chefiado por Gilberto Gil é apenas entretenimento, quando não perniciosa propaganda contra os mais saudáveis valores familiares, sem satisfazer as necessidades básicas de quem realmente precisa. Os resultados dos aumentos das despesas públicas indicam que as generosas medidas deverão trazer problemas em futuro próximo. Os gastos deverão fazer pressão no equilíbrio das contas conduzindo a um aumento considerável da dívida pública mesmo que a economia volte a crescer.
A História já mostrou que a política de “pão e circo” costuma destruir a economia e até a vontade nacional. Esperemos que a notícia da criação da tal bolsa- cultura não venha a se confirmar.
Assustadora é a possibilidade de sermos governados por uma pessoa desejosa de satisfazer ser rancores, o que nos conduziria a uma guerra civil, ou por um entreguista que completaria a obra de desnacionalização do FHC
Resulta então que a Nação não possui sequer um candidato viável para as eleições presidenciais de 2010, comprometido com os interesses nacionais vitais. Cabe às forças vivas do país procurar a solução para esta dramática situação
O Último Exilado
Depois de quase 40 anos vivendo na Suécia com identidade falsa, o ex-marinheiro Antônio Geraldo da Costa, 75, o Neguinho, desembarcou no Rio de Janeiro. Não sei que crimes teria praticado, mas em vez de agentes da Polícia para prendê-lo, encontrou um emissário enviado pelo Ministério da Justiça para lhe dar as boas-vindas. Demorou para voltar porque estava bem contente na Escandinávia, para onde certamente retornará breve. O Neguinho foi, dizem, o último exilado... Enquanto isso....
O último dos não-índios foi retirado da Raposa-Serra do Sol. O ancião Adolfo Esbel, de 82 anos, com sua mulher, deixou sua propriedade e a terra onde nasceu e criou 16 filhos. Seu crime eu sei:, foi o de ser não-índio, um cidadão de segunda classe, que não pode viver no território da nova "nação" que foi criada no País por conta de pressões de organizações internacionais e de grupos financiados do exterior. Foi punido de forma drástica pelo governo e pela Justiça por algo que não tem culpa.
Criou-se uma falsa imagem de que se tratava de uma disputa entre os "pobres" índios e os "poderosos" arrozeiros, quando, na verdade, havia muito mais gente humilde atingida pela decisão. O STF não levou em consideração os direitos de proprietários instalados há décadas na região, e nem o de cidadania de muitas pessoas nascidas nessas terras e que, apesar de brasileiros, foram obrigados a partir, como se fossem invasores estrangeiros que devessem ser expulsos.
Quem é mesmo o último exilado?
Bate que o gigante não reage
As famílias que vivem no território Boliviano, na faixa de 50 quilômetros da fronteira com o Acre, deverão deixar as terras até o fim de outubro deste ano.
A retirada dos brasileiros foi determinada pelo governo boliviano por uma questão de soberania nacional. O governo Evo Morales pretende retirar os brasileiros sem indenização, e trazer quatro mil famílias da região de La Paz para assentar na fronteira. Está bem, estão defendendo sua soberania. Certamente lembram do Acre. Mas, e nós? Nunca aprendemos? Nós despovoamos as nossas fronteiras. Vamos abandonar a nossa população como fizemos covardemente na revolta dos brasileiros na Guiana em 1968? O Itamarati já ouviu falar em reciprocidade?
Até a próxima semana, se Deus quiser
Gelio Fregapani
Muitos me perguntam sobre o “clube de Bilderberg. No apêndice uma explicação.
APENDICE
Teoria da Conspiração": Clube Bilderberg e Diálogo Interamericano
Félix Maier | 07 Agosto 2009
Artigos - Globalismo
A síntese do Poder Mundial seria composta pelos "controladores"
Clube Bilderberg
O Clube Bilderberg (CB) foi criado entre 29 e 31 de maio de 1954, na cidade de Oosterbeckl, Holanda. Desde então, os mais importantes banqueiros, industriais, donos de comunicação, políticos, famílias reais europeias e outras personalidades se reúnem anualmente para traçar os rumos do planeta, dentro dos moldes do que seria um governo mundial secreto.
O CB teria sido criado pelo príncipe Bernhard, da Holanda. As reuniões do CB seriam anuais e durariam 04 (quatro) dias e os participantes seriam convidados pelo Conselho Diretivo do Clube, com um máximo de 130 delegados, sendo 2/3 europeus e o restante dos EUA e do Canadá. Essa elite das nações ocidentais é composta de financistas, industriais, banqueiros, políticos, líderes de corporações multinacionais, presidentes, primeiros-ministros
O objetivo maior do CB seria a construção de uma era pós-nacionalista, na qual prevaleceriam uma economia global, um governo global e uma religião também global.
Há duas hipóteses que abordam as ditas pretensões do CB.
A primeira hipótese seria a reunião da elite econômica e política do mundo Ocidental, para fazer face ao avanço do Comunismo no século XX. Preocupado com o crescimento do antiamericanismo na Europa Ocidental, o polonês Joseph Retinger propôs uma conferência internacional - formalizada com a criação do Clube Bilderberg - em que líderes europeus, dos Estados Unidos e do Canadá, discutiriam seus problemas em comum, envolvendo representantes tanto liberais quanto conservadores (no sentido norteamericano) dos países-membros. Posteriormente, as decisões dessas reuniões seriam repassadas para o G-8 e os encontros anuais de Davos.
A outra hipótese, hoje mais propalada, vê o CB dentro do que se convencionou chamar como "teoria da conspiração", cujo movimento teria pretensões de dominar todo o planeta, estabelecendo um governo mundial, o célebre "governo sombra". Esse objetivo seria alcançado pela Organização das Nações Unidas (ONU) - onde atualmente prevalecem teses esquerdistas -, na construção de uma nova ordem mundial, com moeda, exército e religião comuns, para quebrar a espinha dorsal da soberania das nações emergentes ou subdesenvolvidas - especialmente aquelas detentoras de reservas estratégicas, como minerais, água e biodiversidade, onde o Brasil se destaca em primeiro plano. Isso seria conseguido com o trabalho das ONG - especialmente as ambientalistas -, descaracterização cultural, internacionalização dos costumes, drogas, guerras localizada s, corrupção de políticos, controle da Educação, terrorismo etc.
A síntese do Poder Mundial seria composta pelos "controladores"
Junto do CB e da ONU, podem ser citados outros grupos tidos como "controladores"
Diálogo Interamericano
Em 1982, o Centro Acadêmico Woodrow Wilson, subordinado ao Congresso dos EUA, organizou três seminários em Washington para debater as repercussões da Guerra das Malvinas. Como resultado, foi criado o Diálogo Interamericano (DI), cuja ata de fundação foi subscrita, entre outros, por Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde sua fundação, o DI difunde teses como soberania limitada (ou relativa) das nações, direito de ingerência e da interdependência entre as Nações.
Quando FHC foi eleito presidente, a "dependência subalterna" do Brasil ao capital mundial deu-se dentro do conceito da "teoria da dependência", tese defendida por ele nos meios acadêmicos dos tempos em que ainda não pedia para "esquecer o que havia escrito". Em 1995, durante sua visita ao Brasil, o Secretário de Defesa dos EUA, William Perry, declarou ao jornal O Globo (06/05/1995) "que o seu governo quer que as Forças Armadas de cada país passem a ser lideradas por um Ministro de Defesa que seja civil. A liderança civil do sistema de defesa fortalece tanto a democracia quanto as próprias Forças Armadas. Nós vamos incentiva r isso, assim como a idéia de que haja uma transparência cada vez maior no intercâmbio de informações militares entre as três Américas". Isso explica por que FHC atendeu prontamente o DI, criando o Ministério da Defesa, em 1999, tirando todo o poder político dos antigos comandantes das três Forças Armadas.
"FHC, nos seus governos, ainda, diminuiu fortemente os orçamentos militares, restringiu aumentos de vencimentos, sucateou as FA, cortou verbas para alimentação, diminuiu efetivos, escasseou recursos para pesquisas militares, paralisou o Programa Calha Norte, assinou o tratado de não-proliferação Nuclear, paralisou o desenvolvimento do submarino nuclear, assinou o vergonhoso acordo 505 e o acordo para o não desenvolvimento de mísseis, afastou as FA do centro das decisões nacionais e privatizou áreas estratégicas para a Defesa. O conjunto da sua obra, sem dúvida, é crime de lesa-Pátria por servir a interesses estrangeiros, prejudicando a Nação" (general Marco Antonio Felicio da Silva in O granadeiro emparedado - Cfr. texto completo em http://www.usinadel
Nova ordem mundial
Na verdade, observa-se que existem muitos grupos de interesses, além do Clube Bilderberg e do Diálogo Interamericano, que envolvem nações diversas, que se unem em acordos para preservar seus interesses políticos e comerciais. Além do G-8, da imponente força angloamericana (EUA e Reino Unido), da União Européia, outros atores de vulto surgiram nos últimos anos, como o Japão e a China, esta última à frente dos países emergentes de extensão continental, o chamado "BRIC" (Brasil, Rússia, Índia e China). O incremento do recente acordo EUA-China, iniciado durante o governo George W. Bush, dá a exata medida do que será esse gigantesco G-2 nas próximas décadas. Contrariando a doutrina da "nova ordem mundial", de George Bush (pai), que surgiu após a Guerra do Golfo (1991) e que previa a conversão maciça de nações em democracias - o mesmo "profetizado" por Francis Fukuyama em seu ensaio O Fim da História -, com a implementação da globalização, o que de fato ocorreu foi o contrário, uma volta ao tribalismo, com o esfacelamento de federações, como a União Soviética e a antiga Iugoslávia, e de países, como a então Tchecoslováquia. Até nações prósperas como a Espanha (País Basco) e o Canadá (Questão do Quebec francófono) se vêem às voltas com movimentos separatistas.
Mesmo desconsiderando as teorias conspiratórias, como as do Clube Bilderberg e do Diálogo Interamericano, não se deve esquecer das recentes doutrinas americanas que envolvem direta ou indiretamente o Brasil.
Em 24 de abril de 1975, o Secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger assinou um documento intitulado Memorando de Estudo para a Segurança Nacional n° 200. Implicações do crescimento da População Mundial para a Segurança dos Estados Unidos da América e seus interesses ultramarinos (NSSM 2000), que passou a ser conhecido como Relatório Kissinger. Entre outras coisas, dizia tal documento:
"A assistência para o controle populacional deve ser empregada principalmente nos países em desenvolvimento de maior e mais rápido crescimento onde os EUA têm interesses políticos e estratégicos especiais. Estes países são: Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia".
Ao Brasil o Relatório Kissinger dedica um parágrafo inteiro:
"América Latina. Prevê-se que haverá rápido crescimento populacional nos seguintes países tropicais: Brasil, Peru, Venezuela, Equador e Bolívia. É fácil ver que, com uma população atual de mais de 100 milhões, o Brasil domina demograficamente o continente; lá pelo fim deste século, prevê-se que a população do Brasil chegará aos 212 milhões de pessoas, o mesmo nível populacional dos EUA em 1974. A perspectiva de um rápido crescimento econômico - se não for enfraquecida pelo excesso de crescimento demográfico - indica que o Brasil terá cada vez maior influência na América Latina nos próximos 25 anos".
Durante o Governo de Bill Clinton, já havia uma doutrina próxima à chamada "Doutrina Bush" - que Barack Obama prometeu enterrar -, a "Doutrina Lake". Propagada em 1996 por Anthony Lake, Assessor de Segurança Nacional de Clinton, essa Doutrina estabelecia que as Forças Armadas americanas deveriam ser utilizadas em 7 circunstâncias: 1) para defender o país contra ataques diretos; 2) para conter agressões; 3) para garantir os interesses econômicos do país; 4) para preservar e promover a democracia; 5) para prevenir a propagação de armas de destruição em massa, terrorismo, crime internacional e tráfico de drogas; 6) com fins humanitários para combater a fome, desastres naturais e grandes abusos de direitos humanos; e 7) em defesa da ecologia e do meio ambiente. Não custa lembrar que os itens 5, 6 e 7 caem como uma luva para o Brasil, caso Uncle Sam chegue à conclusão de que a Amazônia está sendo devastada ("defesa da ecologia"), de que os ianomâmis estão sendo massacrados ("defesa dos 'direitos humanos' ") e de que o narcotráfico tomou conta de nosso País ("prevenção do tráfico de drogas").
Defesa Nacional
O Brasil, país de dimensão continental e riquíssimo em recursos naturais, não pode se descuidar de sua Segurança, tendo em vista a cobiça internacional, especialmente sobre os minerais e a biodiversidade da Amazônia e as riquezas ainda não-dimensionadas do petróleo na região do pré-sal. No passado recente, o País abriu mão de se tornar uma potência nuclear (Projeto Solimões) - fortíssimo argumento dissuasório -, embora tenha o domínio do processo de enriquecimento do urânio desde a década de 1980. Em pouco tempo deverá ter também o domínio da tecnologia espacial, fabricando seus próprios foguetes e satélites geoestacionários, processo retardado devido à explosão do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) em Alcântara, MA, ocorrida em 2003, ocasião em que morreram 21 cientistas brasileiros.
Atualmente, o Brasil está para fechar importante acordo militar com a França, no valor de 6,7 bilhões de euros, para aquisição de 4 (quatro) submarinos convencionais, a transferência de tecnologia francesa para construção do submarino nuclear brasileiro, a fabricação de helicópteros e a construção de uma base naval em Sepetiba, RJ. Com a vinda dessa "Segunda Missão Francesa" ao Brasil, presidida pessoalmente pelo presidente Nicolas Sarkozy, não será surpresa se o Brasil fechar acordo em agosto para a compra de pelo menos 36 caças Rafale, da francesa Dassault, para o projeto F-X2 da Força Aérea Brasileira (FAB), ao custo de US$ 5,4 bilhões. A proposta da Dassault inclui fabricação do Rafale no Brasil.
Com a eleição de Barack Obama, considerado menos "belicista" do que George W. Bush, há setores do Ministério da Defesa que não apoiam a compra de caças de última geração. Esses estrategistas acham que os Super Tucanos e o avião-radar RC-99, fabricados pela Embraer, são suficientes para as necessidades reais do País, o que é um erro grave para um país continental que pretende se fazer respeitar internacionalmente e ocupar assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Durante a Guerra Fria, predominavam dois blocos político-econô
Com o fim da Guerra Fria e a ascensão da esquerda em vários países latinoamericanos, um novo "inimigo" foi identificado nos meios acadêmicos civis e militares brasileiros: os EUA. A prova mais recente disso seriam as novas bases aéreas cedidas pela Colômbia aos EUA (Malambo, Apiay e Palanquero, acrescidas às já existentes bases de Larandia e Tolemaida), depois que foi desativada a base americana em Manta, Equador. A aparente parceria Colômbia-EUA para o combate ao narcotráfico e à guerrilha teria outros fins, não declarados, como um possível ataque dos ianques contra a Amazônia ou o governo de Hugo Chávez, financiador das FARC que a Colômbia e os EUA combatem. Na verdade, tudo isso não passa de puro antiamericanismo foro-são-paulino, pois os EUA não necessitam de tais bases para atacar países sulamericanos. Os ataques, se fore m feitos no futuro, seriam a partir dos porta-aviões estacionados no Pacífico, no Atlântico e no Caribe, exatamente como fizeram nos ataques contra o Afeganistão e o Iraque.
Ameaças imperialistas à parte, compete ao Brasil defender sua soberania nacional, seja na Amazônia Verde, seja na área dos 3,5 milhões de km2 da "Amazônia Azul", com destaque para as reservas petrolíferas subaquáticas. Para isso, é necessário que o País modernize rapidamente suas Forças Armadas, atualmente obsoletas.
Inicialmente, deveria ser reativado o Projeto Calha Norte, para que a região amazônica seja efetivamente integrada à nação brasileira, com a criação de vários batalhões de selva e vilarejos, onde os serviços de Educação e Saúde se fariam também presentes, além da presença dos militares que fazem a Segurança das fronteiras.
Ao mesmo tempo, urge reequipar nossas Forças Armadas, de modo que o Brasil tenha efetiva capacidade de dissuasão frente a uma possível incursão estrangeira, notadamente na Amazônia. O acordo militar Brasil-França poderá suprir, em parte, essas necessidades. Há relatos de que a França tem pretensões de se aliar militarmente ao Brasil e a países africanos e árabes, no intuito de aumentar sua força político-militar frente aos gigantes da atualidade, como os EUA, a Rússia e a China. A Cúpula América do Sul-Países Árabes (ASPA), criada em Brasília em 2005, seria o embrião dessa política de alianças.
Como se pode deduzir frente às atuais alianças políticas e militares, o mundo atual é muito mais complexo do que aquele imaginado pelos "teóricos da conspiração", que vêem no Clube Bilderberg e em outros organismos "controladores" uma grave ameaça à soberania das nações. Ao Brasil cabe a obrigação de não descuidar de sua Segurança Nacional, o que vem ocorrendo nas últimas décadas, de modo até criminoso. Se não formos capazes de defender o óbvio, que são nossas imensuráveis riquezas, tanto da Amazônia, como do pré-sal, não temos o direito de acusar conspiradores que estariam de olho nesses recursos naturais. Os culpados pela perda dessas riquezas e de nossa autonomia seríamos nós, somente nós.
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LEVANTA B R A S I L ! Cidadania Soberania - Moralidade
8.07.2009
DIA DA VITÓRIA (II GUERRA MUNDIAL) NO BRASIL
No Brasil, a data passou "em branco" e os Governos Federal, Estaduais e Municipais, não deram "um pio" sobre a data. Nosso Presidente, que por força da Constituição Federal deveria ser o Comandante Supremo das Forças Armadas, ignorou a data (talvez nem saiba do que se trata, culto como é). Nem muito menos em nosso "Congresso" (?), que tem como hábito homenagear os fatos mais insólitos e- até mesmo- estapafúrdios em suas chamadas "sessões solenes", houve qualquer pronunciamento.
Ficou perdida- senão deliberadamente afastada- mais uma oportunidade de valorizar atos de honra e patriotismo de alguns dos verdadeiros heróis deste País, e de reabrir para os mais jovens algumas das mais importantes páginas da real História do Brasil.
Esqueceram que o Nordeste foi considerado Zona de Guerra. No Recife chegou-se a exercitar o "blackout" como forma de defesa antiaérea, além de preparativos para atender a eventuais necessidades de emprego de artilharia contra aviões do III Reich.
Esqueceram de que naquela área marítima ocorreu o maior número de ataques da Força Submarina Alemã, na América Latina .
Esqueceram dos mortos dos navios BAEPENDY, ARARAQUARA, ANÍBAL BENÉVOLO, ITAGIBA e ARARÁ, afundados logo ao início da guerra pelo U-507, um dos submarinos da Marinha Alemã.
Esqueceram dos bravos marinheiros brasileiros que, durante praticamente todo o período da guerra, navegando dia e noite nos navios denominados caça-submarinos, fizeram a escolta de centenas de comboios, protegendo milhares de navios mercantes aliados através do Atlântico. A ação desses bravos foi decisiva, frustrando os ataques de submarinos alemães. Sem a participação da Marinha, por meio da Força Naval do Nordeste, seria impossível manter o tráfego marítimo e, consequentemente, o transporte de cargas logísticas durante a guerra, diante da enorme ameaça submarina alemã.
O Brasil se esqueceu dos mais de mil marinheiros que tiveram o fundo do mar como última e eterna morada, vítimas que foram dos ataques por torpedos dos "lobos cinzentos", como eram chamados os Submarinos do III Reich.
Esqueceram da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que esteve na Itália com mais de 25 mil homens, dos quais 443 mortos e mais de 2 mil feridos. Esqueceram que a FEB lutou contra onze Divisões alemãs e duas italianas.
Esqueceram de que a FEB aprisionou os restos das 148ª Divisão de Infantaria Alemã, da Divisão Bersaglieri italiana, e de um Batalhão de Panzer Granadier (granadeiros blindados) com mais de 20 mil prisioneiros, em Fornovo de Taro, norte da Itália.
Esqueceram dos nossos pracinhas mortos nos campos e colinas italianas.
Esqueceram de que o Primeiro Grupo de Caça da FAB foi uma das duas únicas unidades de combate estrangeiras que receberam a Presidential Unit Citation, do Presidente Roosevelt, por bravura em combate.
Esqueceram de que Natal foi considerada o "Trampolim da Vitória" e teve a maior Base Aérea dos EUA fora do território americano e a segunda maior Base Aérea do mundo na Segunda Guerra Mundial, rivalizando com o campo Henderson na ilha de Guadalcanal , no Pacífico, conquistada pelos
Fuzileiros Navais americanos no final de 1942.
Esqueceram dos "Senta a Pua", os aviadores brasileiros protagonizantes dos mais arrojados e heróicos feitos na aviação de combate, à época.
Mas o Brasil jamais esquece de homenagear os invasores do MST, nem de reeleger os ladrões do mensalão e nem carregadores de dólares em cuecas e ladrões dos cartões corporativos. É o Brasil cujo Presidente declara que é coisa sem importância o uso do dinheiro público para financiar passagens aéreas de famílias de deputados a passeio até pelo exterior. E que considera também sem importância a pouca vergonha, a roubalheira e a indecência que reina em nosso Congresso (congresso ou covil ?).
Jamais esquece de homenagear e tratar como "heróis" os traidores como Lamarca, João Amazonas, Arraes e tantos outros que tentaram transformar este País em uma Albânia por meio de atos de terror, covardes assasinatos, roubos e sequestros de gente inocente. Nem de incensar outros terroristas e filhotes de terroristas dos anos 60 que hoje tomaram o poder - inclusive a Casa Civil - ou fazem parte do indecente Congresso que nos representa(?).
Brasil cujo governo não se esquece de ser generoso ao defender e pagar absurdas indenizações a criminosos. Sim, aos criminosos que tiveram frustrados os seus intentos de transformar o País em satélite dos bárbaros regimes de escravidão chinês e russo daquela época, e aqui instituirem práticas tais como "tribunais do povo" e suas penas de fuzilamento, enforcamento e outros tipos de "eliminação" por motivos políticos. Práticas que, como todos sabemos, caracterizaram todas as ditaduras apelidadas de "populares" que se instalaram nos países rendidos às "teorias" de Stálin, de Mao Tsé Tung e de Fidel Castro.
Enfim, o Brasil se esqueceu dos seus Marinheiros, dos seus Soldados e dos seus Aviadores! Esqueceu-se de seus bravos que lutaram pela Democracia no mar, em terra e no ar.
É o Brasil da era Lula, essa triste figura que, à luz da Constituição Federal, deveria ao menos dignificar o exercício do Comando Supremo das Forças Armadas do Brasil..."
8.06.2009
"Um Presidente Culto e Preparado?"
8.02.2009
A melancólica transformação da UNE
Estudante
CORREIO BRAZILIENSE
01/08/2009
A UNE, pelo visto, não condena a corrupção do governo quando consegue lucrar com as próprias atitudes passivas. Como os jornais mostraram, a UNE recebeu quase R$ 1 milhão de órgãos públicos federais para realizar seu 51º Congresso, sendo R$ 100 mil da própria Petrobras. Diante dessa fartura de recursos, é de duvidar os verdadeiros interesses dessa organização estudantil, pois mostra não seguir princípios e valores imparciais diante dos debates sobre o desenvolvimento do Brasil e da juventude.
A independência da UNE parece ter acabado desde a primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. A entidade está impregnada de ideologias que remontam aos tempos do muro de Berlim. Atualmente, o movimento estudantil mais parece braço dos partidos de esquerda mundiais, pois é de estranhar que a UNE tenha abandonado o espírito crítico que sempre marcou suas atividades para tornar-se instrumento de apoio aos interesses do governo petista.
Infelizmente, com a chegada ao poder do PT, a UNE deixa de lado suas duras críticas ao governo e adota um constrangedor silêncio em relação aos escândalos de corrupção. Nenhuma palavra contra os infindáveis escândalos políticos. Nenhuma palavra contra a nova e estranha amizade entre Collor e Lula. Onde estão aqueles jovens com caras pintadas? Trocaram as tintas por óleo de peroba estragado? Nada da UNE sobre os escândalos envolvendo a Petrobras, uma das principais patrocinadoras dos possíveis escândalos do governo. Ao contrário: defender a CPI para investigar a corrupção na estatal passou a ser coisa de “capitalistas selvagens”.
A verdade é que muitos jovens percebem desde cedo que há no Brasil um futuro promissor para estudantes que trocam o estudo pelos discursos sensacionalistas. Em vez de se dedicarem arduamente aos estudos e depois competirem no mercado por um emprego produtivo, esses jovens pensam que pegar microfones durante as aulas e condenar as injustiças do sistema capitalista e dos grandes empresários, gritando bravatas e oferecendo soluções utópicas, costuma trazer recompensas melhores e mais rápidas. Mas é preciso reconhecer que os tempos mudaram. As relações econômicas se transformaram. Não somos mais aquela juventude com um ideal na cabeça, uma barbicha no queixo e um fuzil na mão. Não pretendemos lutar por triunfantes revoluções; desejamos estabilidade no emprego e o fortalecimento das instituições democráticas.
Portanto, A UNE dá péssimo exemplo para toda a juventude brasileira que deseja a construção de um Brasil mais independente das forças do Estado. Pergunto: por que batalhar duro para criar riqueza, quando basta colocar uma camisa vermelha e gritar chavões socialistas para adquirir recursos procedentes do governo? É análogo ao que se passa no campo com o MST. Em vez de trabalhar pesado sob o sol nas plantações, os camponeses aprendem rápido que basta pegar uma foice, colocar um boné vermelho e invadir propriedades alheias para que o governo libere verbas milionárias para o movimento.
A lamentável verdade é que a UNE tem contribuído para essa situação por meio de doutrinação ideológica dos estudantes. Precisamos de autonomia para pensar e criar, pois a democracia que temos e a democracia que queremos dependem sobretudo de nós e da nossa participação com novas idéias para o crescimento produtivo do Brasil e dos brasileiros. Seria o caso de questionar: quais estudantes a União Nacional dos Estudantes (UNE) realmente representa?
