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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

10.11.2010

O país pode ser entregue ao estelionato de uma farsa

Por Geraldo Almendra (*)

A Dilma nunca lutou para derrubar a ditadura, ela lutou para implantar o comunismo falido. (Um dos fundadores do PT).

“É preciso deixar claro que a ex-ministra não representa o projeto do presidente Lula”. (Dilma falando de Marina).

 “O coordenador da campanha de Dilma é o mentor do mensalão”

“Se os caras não aceitassem a troca, nós executaríamos ou não o embaixador? - Não tem dúvida alguma. A decisão era executar” (Franklin Martins em debate disponível no You Tube).

“Em minha opinião a política é a mais nobre atividade do ser humano. O pior desses oito anos do governo Lula foi transformar a política numa coisa de chacota. É impressionante como a política foi desmoralizada... Impressionante como atrai vagabundo, picareta... a começar pelo Presidente da República, não vale nada. Olha, eu quero dizer uma coisa aqui. Vai demorar gerações para que o Brasil desfaça o mal que o Lula fez à sociedade brasileira ...à nossa juventude, aos valores, ... isso vai demorar gerações ... é sério isso, eu quero desmistificar esse picareta que está na presidência da República, infelizmente eu sou obrigado a dizer isso (nesse momento a fala de Marcelo Madureira foi cortada pelo GNT para conter o ímpeto de revolta do artista.)”. Filme disponível no You Tube.

Começamos nossos comentários com algumas frases que refletem a desgraça que será a entrega do nosso país para a candidata do presidente.

Felizmente temos ainda uns poucos artistas que não se acovardaram perante os que pagam seus salários, mas colocam a defesa da pátria acima de seus medos de serem perseguidos pelo petismo ou pelos seus patrões.

Podemos afirmar que a maior responsabilidade da passagem do país para o comando de um fantoche da dupla Lula e Dirceu, será dos esclarecidos canalhas. Esses lacaios do Retirante Pinóquio querem uma burguesia corporativista e prevaricadora comandando o país.

Seguindo o exemplo de MM a comunidade dos artistas, que são naturais formadores de opinião, deveria sair do casulo de suas covardia e lutar com a força de seu discurso para livrar o país dos vagabundos e picaretas a quem esse artista se referiu no seu desabafo.

Talvez não tenhamos condição de livrar o país da desgraça petista que já transformou o poder público em um covil comandado por bandidos, que estão obrigando todos os funcionários públicos honestos a se perfilarem diante da bandeira vermelha do PT.

O Estado se transformou em um partido político imerso na degeneração moral.

Se tivermos a coragem de nos reagruparmos, e se realmente a covardia coletiva entregar o país nas mãos de uma ditadura civil fascista, teremos quatro anos para preparar o troco para esses vagabundos e picaretas que transformaram o poder público na casa da mãe Joana comandada por corruptos, mentirosos, picaretas, vagabundos, levianos, falsos,  mentirosos e  estelionatários da política, todos comandados pelo mais sórdido político de nossa história, que declara que vai pregar a bandeira do país na barriga e sair correndo, mostrando mais uma vez o seu caráter.

É esse o homem que detém 80 % de aprovação de uma sociedade que se aceitar essa mentira no silêncio da covardia, vai passar um horroroso atestado de imbecilidade e idiotice que será documentado na história descritiva do período mais imoral e apodrecido de nossa sociedade: a era do PT.

Candidata Marina! Você pode ajudar a fazer a diferença entre ajudar a entregar o país a uma ditadura civil comandada por um fantoche de Lula-Dirceu ou lutar para que um novo processo de transição para uma verdadeira democracia aconteça nas mãos de José Serra, que tem perfeita consciência de que o país não precisa mais de nenhuma revolução comunista, e sim de uma revolução para nos tirar do fundo do poço da miséria educacional e cultural, e de uma estrutura econômica atrasada que não permite o crescimento auto-sustentado e de todas as suas conseqüências.

O que o país precisa é da força da livre iniciativa sem a tutela corrupta de um poder público comandado por um covil de bandidos que financia o desenvolvimento se a contrapartida na compra da moralidade de empresários inescrupulosos que aceitam o jogo sujo do petismo.

Não podemos mais permitir a desmoralização do poder público que se encontra na direção da sua transformação em uma grande favela burguesa com os canalhas da corrupção e da prevaricação disputando poder para quem receberá os maiores salários, benefícios, mordomias e participação no roubo do dinheiro público, enquanto o resto da sociedade disputa a xepa do desenvolvimento econômico.

Fora com os canalhas!

Fora com os picaretas!

Fora com os vagabundos!

Fora com os corruptos!

Fora com os estelionatários da política!

Fora com os comandantes militares que estão traindo nossa pátria e o movimento de 1964.

Fora com os comunistas!

Fora com os fascistas!

Chega de tanta covardia!!!


Existe uma lei que diz que você pode ser preso se sua posição for interpretada como uma agressão moral a um funcionário público no exercício de suas funções, mas não existe qualquer lei que defenda os cidadãos da agressão aos seus direitos como contribuinte. Centenas de cidadãos morrem na fila de espera ou nos corredores de hospitais imundos, mas nenhum deles tem o direito de chamar um médico ou um funcionário irresponsável de canalha ou assassino.

Escutei essa barbaridade de um professor de uma universidade pública – sobre a pena por agressão moral - em plena aula, como forma de defesa da crítica dos alunos.

O fascismo de uma ditadura civil já tem uma “constituição de apenas um artigo”.

Entreguem o país ao comando ditatorial fascista que sua “lei maior” fará de todos os cidadãos comuns simplesmente covardes, idiotas e imbecis, obedientes a um poder público comandado por um covil de bandidos, que está transformando milhares de funcionários honestos em lacaios do mais sórdido político de nossa história.

Não existe nem nunca existiu Estado gigante que não seja dominado pela corrupção e pelo corporativismo mais sórdido. Quem nega isso é porque não conhece a natureza humana, ou finge que não conhece, é bandido ou canalha por natureza, ou, então, teme a liberdade que obriga a luta pelo mérito que prescinde das relações públicas e privadas atoladas no pântano da degeneração moral.

(*) Geraldo Almendra, Economista e Professor de Matemática, Petrópolis
do:http://brasilacimadetudo.lpchat.com/

10.10.2010

1963/1964 - Um testemunho

Como poderia prever o desenlace? Aliás, um jovem de dezoito anos preocupava-se com consequências naqueles bons tempos? Que nada! E assim, contrariando meus sábios pais, lá fui eu jogar basquetebol para a equipe de Ponta Grossa, meados de 1962. Como não havia profissionalismo, a promessa, além de casa, comida, escola e semanadas, era a de um emprego público, no meu caso junto ao IAPTEC – Instituto de Aposentadoria e Pensões de Empregados em Transportes e Cargas. Eram tempos de purismo e ingenuidade. Tanto que a piada, na época, era que moça de Curralinho não poderia casar-se com rapaz de Ponta Grossa. Poucos riam do chiste, mais por falta de compreensão do que da graça que deveria provocar.

Foram seis meses e nada de emprego. Até meu alistamento militar tinha transferido para lá. E foi aí que a coisa começou a pegar. Quando desisti de esperar pela nomeação e voltei para a minha Araçatuba, já não poderia transferir de volta o alistamento. Mas isto e mais o fato de eu ter que me apresentar em Ponta Grossa no princípio do mês de julho de 1963 ainda não representavam as tais consequências, pelo menos a mais séria. Esta foi o fato de, após minha apresentação, eu ter dormido uma noite no quartel de Ponta Grossa, outra num quartel em Curitiba e, depois de uma longa viagem de ônibus -- oba! o ônibus era da Cometa, a melhor empresa de ônibus da época --, passar quase um ano num quartel da rua Barão de Mesquita, bairro de Andaraí, cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara.

Éramos centenas: raros cariocas, integrados à tropa apenas para jogar futebol pelo Batalhão nos campeonatos militares -- o ponta Edinho do Fluminense era o mais conhecido --, um pouco mais de paranaenses e uma grande maioria de catarinenses. Todos iriam prestar o serviço militar no 1º Batalhão de Polícia do Exército. À exceção dos cariocas, nossa altura era superior a 1,75m e forte compleição. Eram tantos os catarinenses que, naquela época, os soldados da PE eram conhecidos, respeitados e temidos como “catarinas”. Uma parcela significativa era semianalfabeta, quando não analfabeta, oriunda da zona rural. Os catarinenses, quase todos, descendentes de italianos e alemães, alguns falando apenas a língua de seus pais de tão isolados que viviam, dispersos nas áreas rurais de lugares com nomes curiosos como Xaxim, Xanxerê e Chapecó, lá no fundão de Santa Catarina.

Os dois primeiros meses de quartel foram de muito treinamento para o desfile de Sete de Setembro. Cerca de seis a oito horas, todos os dias, com direito a ração extra por conta do enorme esforço físico dispendido -- aquele chá de “alfafa” (como chamávamos) era muito bem vindo antes do toque de recolher. Ainda frequentava os treinamentos de basquetebol no Tijuca Tênis Clube. Não obstante toda a exaustiva atividade, sobrava tempo para pegar um lotação até Copacabana e visitar os amigos de Araçatuba que estudavam no Rio; para passear de bonde pela Avenida Getúlio Vargas, rua Haddock Lobo e Conde de Bonfim, até os limites da Estrada Velha da Tijuca, gratuitamente se fardado;  dar umas escapadelas pela Frei Caneca; frequentar os cinemas da Praça Saens Peña – ah! o inesquecível “Gritos e Sussurros”, de Ingmar Bergman --; tomar banho de mar com 1ª Companhia toda no Recreio dos Bandeirantes, onde nada existia; assistir, em pé, na geral do Maracanã,  o Botafogo de Garrincha, Quarentinha, Jairzinho, Manga e Rildo e o Bangu de Fidélis, Paulo Borges, Bianchini e Parada. Dois timaços.

O principal evento da PE, em tempos normais, era a parada militar, pois o nosso Batalhão era o primeiro a desfilar, praticamente abrindo todo o evento. Uma atração à parte a passagem daqueles quase quatrocentos “catarinas”, formando um único e compacto bloco coberto pelos capacetes brancos do uniforme de gala, cotovelos contra cotovelos, metralhadoras INA cruzadas na altura do peito, pés em marcha de ganso batendo forte e fazendo tremer o asfalto da Avenida Presidente Vargas.

Mas, para a nossa turma, o principal não seria aquele desfile. Viria depois, e seriam vários os episódios. Passado o sufoco dos treinamentos e do Sete de Setembro, quando imaginávamos que a tranquilidade de nosso cotidiano seria incomodada apenas pela escala de serviço regular no padrão de 24 por 48 horas -- ou seja, tirávamos um dia de serviço e folgávamos dois --, a panela política do Rio começa a entrar em ebulição. Dos quase doze meses de serviço militar, cerca de dez estivemos de prontidão. Poucos conseguiam deixar o quartel e quando isto acontecia, apenas  por poucas horas: os analfabetos, que estudavam à noite e só dariam baixa depois de alfabetizados, alguns dos jogadores de futebol que moravam no Rio de Janeiro e eu que, quando não estava de serviço, ia treinar e jogar basquetebol para o Tijuca Tênis Clube, no campeonato de aspirantes, e depois para o Fluminense, no campeonato principal. Minha “regalia” corria por conta dos oficiais aficionados daquele esporte.

Já que mencionei Fluminense Football Club, vale lembrar que os dias de treinamento e jogos  eram ansiosamente aguardados e não pelo fato de representarem momentos fora do quartel, mas, sobretudo, porque eu podia comer no restaurante que o clube mantinha para seus atletas. A comida do quartel era insuportável, não a conseguia engolir, exceto por uma ou outra coisa e assim mesmo pelas beiradas. Lembromo-me que havia um soldado, Roque, descendente de alemães e daqueles que mal falavam o português, que se sentava ao meu lado porque sabia que eu deixava muita comida na badeja e ele puxava tudo para a sua. Punha-me a imaginar o que aquele jovem comia (ou não comia) lá pelas plagas de onde viera. Foi um alívio quando graduei-me como cabo e o soldo melhorou, permitindo-me passar a comer sanduíches comprados na cantina do quartel ou na padaria existente defronte o Batalhão. Carne moída engordurada, repolho e peixe ensopado mal cheiroso nunca mais! Como também fazer a barba todos os dias.

O momento político vivido no Rio, naquela oportunidade, era de muita agitação. Muito embora Brasília fosse a capital brasileira, a capital do então Estado da Guanabara era de fato a capital política e funcional. Com isso, infiltrado nas repartições públicas federais, notadamente, sindicatos, agremiações estudantis, universidades e até nas instituições militares, acomodados e acobertados pelo governo de João Goulart -- por omissão ou por convicção --, os comunistas sabiam e faziam agitar. Embora minoria das minorias, como até hoje são (quantos comunistas você conhece hoje, em tempo de liberdade total?), eram muito bem treinados pelo dinheiro e cartilha cubanos, soviéticos e chineses. Nas Forças Armadas, a atuação da malta pretendeu esfacelar sua estrutura e organização a partir das tentativas de quebra da ordem, hierarquia e disciplina, pilares fundamentais daquelas instituições garantidoras da segurança de uma nação. Os episódios mais importantes foram, pela ordem de data, o discurso de João Goulart defronte a Central do Brasil (13/03/1964); a invasão do  Sindicato dos Metalúrgicos,  por marinheiros grevistas, com a posterior adesão de fuzileiros navais (25/03/1964); e o discurso e encontro do presidente João Goulart com sargentos e sub-tenentes no Automóvel Clube (30/03/1964). Estes acontecimentos foram fundamentais para que as vísceras do movimento comunista subversivo fossem reveladas. Eu estive em todos estes acontecimentos. Aliás, testemunhei e estive não só nestes mas em muito outros também.

Com o que não contavam os marxistas, leninistas, trotskystas, maoistas, castristas, guevaristas, arrivistas, peleguistas, oportunistas e outros “istas” do mesmo saco imprestável foram fundamentalmente: antes de mais nada, que a grande maioria dos integrantes profissionais das Forças Armadas não se deixou contaminar nem se levar pelo canto da русалка (sereia, em russo, eu acho); e, em seguida, “last but not least”, que a sociedade brasileira reagiu pacífica e energicamente contra as tentativas de comunização e subversão que a família Verme Linho tentara. Primeiro em São Paulo, em 19/03/1964 e depois no Rio de Janeiro, em 02/04/1964, dois dias depois do movimento, mais de milhão e meio de pessoas nas ruas, avalizando o pé na bunda dado nos bolcheviques e simpatizantes.

Como é sobejamente conhecido, os ratos que vivem na e da escuridão, quando a luz se faz e bate-se o pé no chão -- no caso coturnos, o primeiro do general Olympio Mourão Filho --, imediatamente metem-se em seus buracos.  Os “istas” de que falei acima desapareceram sem que tivesse sido necessário um só tiro apenas. João Goulart mandou-se, à sonega, para Brasília, onde imaginava receberia algum apoio. Não houve. Dali dirigiu-se para o Rio Grande do Sul  onde esperava a salvação na barra da bombacha do cunhado Leonel Brizola. Também não deu. Por fim, ambos foram para o Uruguai, levando na viola o conceito brizolista do “grupo dos onze”. Coitado do Leonel que não sabia que o brasileiro sempre esteve mais interessado no “Trem das Onze”, do Adoniran Barbosa.

Jango passou boa parte daqueles últimos momentos no Rio de Janeiro, instalado na residência oficial da presidência da república, o Palácio das Laranjeiras, situado no alto do belo Parque Eduardo Guinle. Por que posso afirmar que se mandou de rebuço para Brasília? Porque de 30 de março de 1964 até o dois de abril (não houve troca da guarda no Palácio das Laranjeiras por conta da confusão) eu fui o cabo da guarda e posso afirmar que, assim que iminente a reviravolta política, nosso presidente abandonou o palacete em absoluto silêncio e segredo, sequer utilizando-se dos batedores da Polícia do Exército que sempre o acompanhavam pelo Rio.

Quase quatro anos depois, aos poucos  como todos sabem, os roedores foram saindo de seus buracos e por conta de seus assaltos, assassinatos, sequestros e tudo o mais, fomos premiados com o AI 5 e ficamos mais de vinte anos sem poder escolher, pela via direta, nossos presidentes. Como da mesma forma, durante muito tempo, sem poder ver mulheres realmente nuas nas revistas masculinas. Sinceramente, ainda hoje tenho muitas dúvidas para saber qual destas duas restrições teria sido a pior . Ah... Rose di Primo na revista ELE & ELA. Aquele ou aquela que ainda se recorda sabe do que estou falando.

Depois da queda de João Goulart não tivemos mais folgas no quartel para praticamente nada. As batidas aconteciam todos os dias, a qualquer hora do dia. Denúncias de “células” comunistas para serem estouradas. Houve, inclusive, a prisão de todos os membros de uma missão comercial chinesa. Foram levados para o PIC – Pelotão de Investigações Criminais do 1º Batalhão de Polícia do Exército. Tive a oportunidade de conhecê-los pessoalmente quando tirei guarda por lá uma única vez. E posso assegurar que eles tinham tanto de “missão comercial” quanto eu de chinês. Graças a Sobral Pinto, mesmo condenados a dez anos de prisão, os chineses foram repatriados depois. O episódio mais triste, entretando, nos quase doze meses que fiquei por lá, foi a troca de comando do BPE. Nosso tenente-coronel Boaventura foi substituído pelo tenente-coronel Olavo Viana Moog, que mais tarde teve seu nome incluído dentre aqueles que teriam torturado os terroristas. Vale lembrar que muito tempo  depois de minha baixa, ocorrida em 30 de junho de 1964, o PIC foi transformado no DOI-CODI da cidade do Rio de Janeiro.

Nosso comandante, tenente-coronel Boaventura, desde o primeiro dia de aquartelamento, fazia o discurso às sete horas da manhã, na apresentação do batalhão. Foi um comandante na mão de quem todos aqueles recrutas não teriam a menor dúvida de colocar suas vidas. Homem sério, reto, companheiro, competente, militar convicto e exemplar, patriota a limites inimagináveis, com autoridade moral e militar transbordantes. Tanto que não me esquecerei jamais do episódio em que praticamente todo o contingente do 1º Batalhão de Polícia do Exército, com seu comandante à frente, esteve no Sindicato dos Metalúrgicos para expulsar de lá e prender os marinheiros e fuzileiros navais amotinados. A Marinha revelou-se impotente para a tarefa e os “catarinas” foram convocados. O episódio foi a cena de humilhação do Almirante Cândido Aragão, comandante dos fuzileiros navais, rogando ao tenente-coronel para que lhe fosse dado um prazo com o propósito de que a própria Marinha limpasse sua sujeira, sua desonra. Impressionei-me com a admirável ascendência daquele tenente-coronel do Exército sobre um almirante de outra Força.

 Poucas vezes tive vontade de participar de um acontecimento como tive naquele, com a possibilidade de desalojar de suas trincheiras no Sindicato dos Metalúrgicos os marinheiros e fuzileiros navais insurgentes, liderados politicamente pelo Cabo Alselmo. Aquele mesmo Verme Linho que, como bom rato, depois se bandeou para o outro lado. Os “catarinas” já tinham mesmo uma velha rixa com a turma do fuzileiros navais por conta dos jogos militares, onde para a final do cabo de guerra sempre iam os PE’s e os fuzileiros. Seria juntar o útil ao agradável desalojar aquela súcia. Mas, nada disto aconteceu e os amotinados foram recolhidos pelo próprio pessoal da Marinha mais tarde. O interessante é que já me deparei com depoimentos de personalidades da época -- que certamente não estiveram no local --, mencionando que a Polícia do Exército foi quem tirou a malta daquele Sindicato. Por exemplo, Franklin Martins, o pretenso Joseph Goebbels dos petralhas, registrou que: “...O movimento só foi sufocado com a ajuda de tropas da Polícia do Exército, mas Jango deu mão forte aos marinheiros.” Mentira!

De quantos anos tudo aquilo me separa hoje? Quarenta e seis anos, mais ou menos? Pois é! A imensa maioria daqueles que ainda vivem hoje e estão na faixa acima dos cinquenta anos parece já terem se esquecido de tudo. Quando leem que os Estados Unidos apoiaram o golpe, através do embaixador Lincoln Gordon, fazem-se de indignados. Mas, como a memória é curta (por conveniência, é claro!), esquecem-se que toda aquela balbúrdia em que nosso país foi transformado entre 1963/1964 era financiada por soviéticos, cubanos e chineses. Queriam o que? Que o apoio viesse  dos cocaleiros da Bolívia ou dos contrabandistas do Paraguai? Nada obstante, aqueles mais sinceros e honestos consigo mesmos e com algum discernimento, e só eles, é que podem imaginar no que nos teríamos transformado acaso os comunistas tivessem conseguido seu intento, em que teríamos nos tornado depois: num dos satélites soviéticos, hoje aí todos arruinados, depois de mais de meio século de filas de pão, de carvão, de assassinatos, de prisão dentro das próprias fronteiras, de massacre do povo enquanto os dirigentes fumavam seus charutos cubanos nas cadeiras de descanso à sombra de uma frondosa árvore em suas “dachas” (chácaras reservadas ao prazer e lazer da turma da camarilha). Tão perto e tão claro está o exemplo de Cuba, com os barbudos Castro. Qual teria sido a nossa Sibéria? Quem teria sido o nosso Stalin, que matou mais de vinte milhões de compatriotas? E o assassino de nosso Trotsky? Quem teríamos enviado para preparar a guerrilha e ações terroristas com o propósito de juntar ao Brasil a Venezuela, Equador e Bolívia na criação de uma imaginária  URSSB - União das Repúblicas Socialistas Bolivarianas? Nela, com certeza, por se tratar de terceiro mundo, não haveria falta de papel higiênico, como acontece em Cuba hoje. Todos usariam sabugo de milho.

Os comunistas não ganharam como, consequentemente,  não levaram. Aliás ganharam e levaram sim, uma merecida e serena surra. Por que serena? Imaginem se nosso regime militar tivesse agido tal qual o do Chile e o da Argentina, para falar de vizinhos apenas. Não teríamos vivos João Goulart, Miguel Arraes, José Genoíno, José Dirceu, Dilma Roussef. Morto ou desaparecido estaria também Tancredo Neves, bem antes da diverticulite que o levou à tumba. O camarada do rabinho de cavalo, Paulo Vanucchi; o outro traíra que se esforça para que você não possa escolher o que ler na imprensa brasileira, o ex-Rede Globo Franklin Martins; o menino da sunga de crochê, hoje “verdista”, Fernando Gabeira. Uma lista considerável de gente que ainda está aí. Mino Carta, por exemplo, teria conseguido ser empresário na URSSB? Empresário com certeza não, mas o principal dirigente do nosso Pravda, sem dúvida alguma teria conseguido. A lista é tão grande, meus pacientes amigos e amigas, tão grande. Ah! já quase me esquecia: não teríamos passado por oito anos de governo FHC e mais oito anos de governo Lula. Aliás, o filho da mãe que nasceu analfabeta passou um dia na cadeia e por conta disso recebe uma aposentadoria, dentre outras duas possíveis.

Porém, nada disso aconteceu. Aposto minha vida que, à exceção da subversão, do terrorismo, da guerrilha, você pôde fazer tudo o que quis em sua vida. Se não fez foi porque não se interessou ou não foi competente. Até acredito que valeu a pena ler as receitas e trechos d’Os Luzíadas que O Estado de São Paulo publicava em suas páginas por conta da censura. Já mencionei aqui neste nosso canal de comunicação, em outro texto, o que pude durante a tal “gloriosa”. Pude estudar, escolhendo minhas escolas; pude inscrever-me e passar em concurso público; pude casar-me, criar livremente meus filhos; pude transitar livremente sem medo da violência que hoje vemos,  escolher onde ir e quando ir -- inclusive ao exterior; fui presidente de diretório acadêmico e filiado a um partido de oposição ao regime (lembram-se do velho MDB - Movimento Democrático Brasileiro?); pude ser professor universitário em universidade pública; fiz de tudo o que pude e o que realmente me era interessante e importante.

Da leitura do livro “1822” de Laurentino Gomes, deparei-me com um frase por ele mencionada e atribuída a um dos vencedores do prêmio Pulitzer, o historiador Gordon S. Wood. Ele escreveu: “Entender o passado em toda a sua complexidade é uma forma de adquirir sabedoria, humildade e um senso trágico a respeito da vida.” Só resta saber separar o joio do trigo, a verdade da mentira, o fato da versão, eu acrescento na minha pequenez.

Um grande abraço,

Braulino

O BLOG DE ADRIANA VANDONI ESTÁ CENSURADO POR ORDEM JUDICIAL!

Mulher de coragem que fala o que deve, está sendo punida pelo governo Lula! Veja abaixo o texto que foi censurado pelo governo Lula 
 

Já tivemos presidentes para todos os gostos, ditatorial, democrático,  neoliberal e até presidente bossa nova. Mas nunca tivemos um vendedor de ilusão como o atual. Também nunca tivemos  uma propaganda à moda de Goebbels no Brasil como agora.

O lema de Goebbels era se uma mentira repetida várias vezes se tornará uma verdade. O povo, no sentido coletivo, vive em um jardim de infância permanente. Vejamos alguns dados vendidos pelo ilusionista. O governo atual diz que pagou a divida externa, mas hoje, ela está em 230 bilhões de dólares.

Você sabia ou não quer saber?

A pergunta é: pagou?

Quitou?
Saldou?
Não.

Mas uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade. Pagamos sim, ao FMI, 5 bilhões de dólares, o que portanto mostra apenas quão distante estamos do que é pregado para o povo. Nossa dívida interna saltou de 650 bilhões de reais em 2003, para  1  trilhão  e  600  bilhões  de  Reais  hoje,  e  a  nossa arrecadação em 2003 ano da posse do ilusionista que foi de 340 bilhões,  em 2008 foi de 1 trilhão e  24 bilhões de reais.


Este ano a arrecadação caiu 1% e, olhem bem, as despesas aumentaram 16,5%. Mas esses dados são empurrados para debaixo do tapete. Enquanto isso os petralhas estão todos de bem com a vida, pois somente com nomeação já foi 108 mil, isso sem contar as 60 mil nomeações para cargos de comissão. É o aparelhamento do Estado.

Enquanto isso os gastos com infra-esturutra só subiram apenas 1%, já as despesas com os companheiros subiram para mais de 70%. Como um país pode crescer sem em infra-estrutura, sendo essa inclusive a parte que caberia ao governo?


O PT vai muito bem, os companheiros estão todos muito bem situados, todos, portanto, estão fora da marolinha, mas nos outros estamos sentindo o peso do Estado petista ineficiente, predador e autoritário. Nas áreas cruciais em que se esperaria a mão forte e intervencionista do governo, ou seja, na saúde, educação e segurança o que temos são desastres e mais desastres, mortandades.


O governo Lula que fala tanto em cotas raciais para a educação, basta dizer que entre as 100 melhores universidades do mundo, o Brasil passa longe. Já os Estados Unidos (eta capitalismo) possuem 20 universidades que estão entre as 100 melhores. O Brasil não aparece com nenhuma... São números. O governo Lula também desfralda a bandeira da reforma agrária.


O governo anterior fez mais pela reforma agrária que o PT, mas claro, esses números não interessam. Na verdade não deveriam interessar mesmo. Basta dizer que reforma agrária é mais falácia do que coisa concreta em beneficio da sociedade.


Se quiserem saber, em todos os países onde houve reforma agrária, logo em seguida eles se tornaram países importadores de alimento. A ex-URSS, Cuba e China são exemplos claros do que estou afirmando. Mas continuamos com o discurso de reforma agrária. A URSS quando Stalin coletivizou a terra, passou a ser importadora de alimento e conseqüentemente a ser um dos responsáveis pelo aumento do preço do alimento no mundo.


Entendam.
Cuba antes da comunização com Fidel, produzia 12 milhões de toneladas de açúcar do mundo, hoje não produz nem 2 milhões. A Venezuela tão admirada por Lula produzia 4 mil quilos de feijão por hectares, depois da reforma agrária praticada pelo coronel Hugo Chaves só produz 500 kg por hectares.


Mas os socialistas não sabem nem querem saber dessas questões, o trabalho que dá para produzir, para gerar alimentos, isso porque eles têm a sociedade para lhes pagar o salário, as contas e as mordomias, além de dinheiro do contribuinte para colocar comida na sua mesa. Mas eles não sabem nem querem saber sobre o que é produzir, cultivar, plantar alimentos. Pois bem, os companheiros acreditam nos milagres da reforma agrária. Dizem que estão mudando o país. É para gargalhar.


Agora incrível, e hoje está mais do que comprovado, que a diminuição dos impostos nos setores de eletrodoméstico fez o comércio e indústria neste setor produzir e vender mais.
O aquecimento na venda de carros também surtiu efeito com a redução de impostos. O que fica definitivamente comprovado que imposto nesse país é um empecilho ao progresso e ao desenvolvimento. Mas o discurso dos petistas é outro. Ou seja, uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade. É o ilusionismo de Lula.


9.26.2010

Mobilização nacional - IMPORTANTE


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Todos no Clube Militar!

Por REINALDO AZEVEDO

Há algo de deliciosamente irônico no que vou escrever agora. E certas ironias da história são muito úteis porque não servem para iluminar só o presente. Iluminam também o passado. Amanhã, este blog passará uma boa parte do tempo sem atualização. Encerro o trabalho nesta madrugada e volto a postar só à noite. Por quê?

Vou ao Rio para participar de um debate sobre “liberdade de expressão”. Os demais debatedores são o jornalista Merval Pereira, colunista do jornal O Globo e da GloboNews, e Rodolfo Machado Moura, diretor de Assuntos Legais da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão. A mediação é de Paulo Uebel, do Instituto Millenium.

Muito bem. Também nesta quinta, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo abriga uma manifestação que tem como tema a imprensa. No caso, o PT e alguns outros partidos de esquerda, com apoio da CUT, UNE e outros auto-intitulados “movimentos sociais,” lançarão um grito de guerra contra o que chamam “velha mídia”. Por quê?

Estão descontentes com a cobertura que a imprensa, cumprindo a sua obrigação, vem fazendo dos escândalos promovidos pelo governo Lula ou, mais genericamente, pelos petistas. Nunca antes na história destepaiz —  e, creio,  na história mundial —, um sindicato de jornalistas se mobilizou para defender a censura! O “protesto” conta com o apoio e o incentivo entusiasmado de “profissionais” que são direta ou indiretamente financiados pelo governo federal ou por estatais.

E a ironia? O debate de que vou participar, aberto ao público, ocorre no Clube Militar, no Rio, entre 15h e 17h, no Salão Nobre da sede principal, na avenida Rio Branco, 251, no Centro. O encontro é promovido pelo clube e conta com o apoio do Instituto Millenium e do Centro de Estudos Políticos, Estratégicos e de Relações Internacionais (Themas).

Alguns bobinhos acreditam que o mundo pode ser dividido assim: militares são autoritários, detestam a democracia e são contra a liberdade de expressão. Já com os civis se dá o contrário. Errado! Aqueles podem ser democratas primorosos; estes podem ser tiranos contumazes. Não há regra para isso. No Brasil, o preconceito se deve, em boa parte, a uma história contada no joelho, que cria vilões e heróis de manual.

Dada, no entanto, a “história oficial”, a ironia está justamente nisto: debate-se liberdade de expressão no Clube Militar e se pede censura num sindicato de jornalistas. E isso serve, sim, para instruir o nosso olhar sobre o passado. Ao longo de mais de duas décadas, deu-se por verdade uma mentira: todos aqueles que combateram o regime militar estariam querendo democracia. Falso! Muitos queriam uma ditadura, outra ditadura…

Em parte, o espírito daqueles falsos combatentes da liberdade remanesce nos dias de hoje. Os que agora maculam um sindicato de jornalistas pedindo censura são herdeiros dos que queriam, há mais de 40 anos, uma ditadura comunista no Brasil.  Aos ideólogos de sempre, ressalte-se, juntaram-se agora alguns vagabundos que só querem assaltar os cofres públicos.

Já os militares, vejam só!, têm clareza de que não há solução aceitável fora da democracia e do estado de direito. Isso nos diz muito do presente. Isso nos diz muito do passado.

RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA - Em defesa da Democracia - Mobilização nacional - IMPORTANTE

 
Personalidades lançam manifesto em defesa da democracia, do estado de direito e da liberdade de imprensa

Brasileiros das mais diversas áreas lançam nesta quarta, às 12h, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, um manifesto em defesa da democracia, do estado de direito, da liberdade de imprensa e dos direitos individuais. Trata-se de um movimento apartidário. Entre os signatários iniciais do documento estão o jurista Helio Bicudo, o historiador Marco Antonio Villa, o poeta Ferreira Gullar, os atores Carlos Vereza e Mauro Mendonça, os professores José Arthur Gianotti e Leôncio Martins Rodrigues e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso.

Abaixo, segue a íntegra do documento. Um bom exercício é confrontar o seu conteúdo com o manifesto que o PT e sindicalistas estão divulgando contra a liberdade de imprensa. De um lado, a civilização democrática; de outro, o flerte bom a barbárie ditatorial.

Leiam e divulgue. Creio que o documento será tornado público para receber adesões:

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há "depois do expediente" para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no "outro" um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.

01. Hélio Bicudo
02. D. Paulo Evaristo Arns
03. Carlos Velloso
04. René Ariel Dotti
05. Therezinha de Jesus Zerbini
06. Celso Lafer
07. Adilson Dallari
08. Miguel Reali Jr.
09. Ricardo Dalla
10. José Carlos Dias
11. Maílson da Nóbrega
12. Ferreira Gullar
13. Carlos Vereza
14. Zelito Viana
15. Everardo Maciel
16. Marco Antonio Villa
17. Haroldo Costa
18. Terezinha Sodré
19. Mauro Mendonça
20. Rosamaria Murtinho
21. Marta Grostein
22. Marcelo Cerqueira
23. Boris Fausto
24. José Alvaro Moisés
25. Leôncio Martins Rodrigues
26. José A. Gianotti
27. Lurdes Solla
28. Gilda Portugal Gouvea
29. Regina Meyer
30. Jorge Hilário Gouvea Vieira
31. Omar Carneiro da Cunha
32. Rodrigo Paulo de Pádua Lopes
33. Leonel Kaz
34. Jacob Kligerman
35. Ana Maria Tornaghi
36. Alice Tamborindeguy
37. Tereza Mascarenhas
38. Carlos Leal
39. Maristela Kubitschek
40. Verônica Nieckele
41. Cláudio Botelho
42. Jorge Ramos
43. Fábio Cuiabano
44. Luiz Alberto Py
45. Gabriela Camarão
46. Romeu Cortes
47. Maria Amélia de Andrade Pinto
48. Geraldo Guimarães
49. Verônica Nieckele
50. Martha Maria Kubitschek
51. Gilza Maria Villela
52. Mary Costa
53. Silvia Maria Melo Franco Cristóvão
54. Glória de Castro
55. Risoleta Medrado Cruz
56. Gracinda Garcez
57. Josier Vilar
58. Jussarah Kubitschek
59. Luiz Eduardo da Costa Carvalho
60. Tereza Maria de Britto Pereira

Por Reinaldo Azevedo


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22/09/2010

A democracia e o estado de direito pedem passagem hoje, ao meio-dia, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Assine o manifesto em defesa das instituições

Hoje, ao meio-dia, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, será lido o Manifesto em Defesa da Democracia. Ele veio a publico com 59 assinaturas iniciais, conforme vocês leram ontem à noite aqui, porque é preciso que um grupo se proponha a dar a largada, vocalizando aquela que é certamente a opinião de milhões de brasileiros. O texto está aberto a quantos queiram endossá-lo. Depois da leitura, UM SITE ABRIGARÁ O DOCUMENTO PARA A COLETA DE NOVAS ASSINATURAS. E a deste escriba estará lá, com muita honra. Tenho a certeza de que, em breve, seremos muitos milhares.

Prestem atenção à lista inicial de nomes. Ela dá conta justamente dessa diversidade. Não são pessoas que pensam a mesma coisa. Num debate sobre os rumos do país, muitos ali teriam divergências severas. Mas todos têm uma coisa em comum: a certeza de que a democracia e o estado de direito são conquistas das quais o Brasil não pode abrir mão. Todos comungamos da convicção de que o Brasil precisa aprimorar, e não depredar, os mecanismos institucionais para o pleno exercício da justiça e da cidadania.

Nenhum partido é dono da sociedade civil. Nenhum partido é "gerente" da história. A nenhum governante é lícito decidir quem representa e quem não representa "a alma de nosso povo". Elegemos governantes para que respeitem as leis democráticas e para que as aperfeiçoem ou as mudem segundo as regras que a própria democracia prevê e abriga. Tentam dar um golpe, estes sim, os que pretendem calar a divergência, na certeza de que são os monopolistas do bem, do belo e do justo.

É a defesa das instituições que reúne num mesmo documento, entre outros,  o jurista Hélio Bicudo; o líder católico e militante dos direitos humanos dom Paulo Evaristo Arns; os professores José Arthur Giannotti, Leôncio Martins Rodrigues e Marco Antônio Villa; o ex-ministro Mailson da Nóbrega; o poeta Ferreira Gullar; a atriz Rosamaria Murtinho e o ex-ministro do STF Sidnei Sanches.

Somos muitos — pessoas das mais variadas profissões, formações e mesmo ideologias — a cobrar não mais do que respeito à Constituição, às leis, às instituições e à liberdade de imprensa. Ou será que, com a truculência retórica que está se tornando costumeira,  os espadachins da reputação alheia porão em dúvida as credenciais democráticas desses homens e mulheres?

NÃO ESTAMOS CANSADOS! AO CONTRÁRIO! ESTAMOS CHEIOS DE ENERGIA PARA DEFENDER A DEMOCRACIA, O ESTADO DE DIREITO E A LIBERDADE DE IMPRENSA.

Abaixo, segue a íntegra do documento. Um bom exercício é confrontar o seu conteúdo com o manifesto que o PT e sindicalistas estão divulgando contra a liberdade de imprensa. De um lado, a civilização democrática; de outro, o flerte bom a barbárie ditatorial.

Segue o texto do manifesto. Divulgue, espalhe, multiplique. Não estamos pensando no próximo outubro, mas em todos os outubros que virão.

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há "depois do expediente" para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no "outro" um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.

 

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Editorial do Estadão

A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.
Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.
Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.
Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.
Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.
Texto publicado na seção "Notas e Informações" da edição de 26/09/2010

9.19.2010

A mão de Stálin está sobre nós

 

A mão de Stálin está sobre nós

Olavo de Carvalho
O Globo, 03 de agosto de 2002

Neste país há três e não mais de três correntes políticas organizadas:
o socialismo fabiano que nos governa,
o socialismo marxista e
o velho nacional-esquerdismo janguista.

O socialismo fabiano distingue-se do marxista porque forma quadros de elite para influenciar as coisas desde cima em vez de organizar movimentos de massa. Seu momento de glória veio com a administração keynesiana de Roosevelt, que, a pretexto de salvar o capitalismo, estrangulou a liberdade de mercado e criou uma burocracia estatal infestada de comunistas, só sendo salva do desastre pela eclosão da guerra. O think tank mundial do fabianismo é a London School of Economics, parteira da “terceira via”, uma proposta da década de 20, periodicamente requentada quando o socialismo revolucionário entra em crise e é preciso passar o trabalho pesado, temporariamente, para a mão direita da esquerda. No poder, os fabianos dão uma maquiada na economia capitalista enquanto fomentam por canais aparentemente neutros a disseminação de idéias socialistas, promovem a intromissão da burocracia em todos os setores da vida (não necessariamente os econômicos) e subsidiam a recuperação do socialismo revolucionário. Quando este está de novo pronto para a briga, eles saem de cena envergando o rótulo de “direitistas”, que lhes permitirá um eventual retorno ao poder como salvadores da pátria se os capitalistas voltarem a achar que precisam deles para deter a ascensão do marxismo revolucionário. Então novamente eles fingirão salvar a pátria enquanto salvam, por baixo do pano, o socialismo.

Desde seus fundadores, Sidney e Beatrice Webb, o fabianismo nunca passou de um instrumento auxiliar da revolução marxista, incumbido de ganhar respeitabilidade nos círculos burgueses para destruir o capitalismo desde dentro. Os conservadores ingleses diziam isso e eram ridicularizados pela mídia, mas a abertura dos Arquivos de Moscou provou que o mais famoso livro do casal não foi escrito pelo marido nem pela esposa, mas veio pronto do governo soviético.

A articulação dos dois socialismos era chamada por Stalin de “estratégia das tesouras: consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita de modo que esta, picotada entre duas lâminas, acabe por desaparecer. A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogeneinização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. A discussão da esquerda com a própria esquerda, sendo a única que resta, torna-se um simulacro verossímil da competição democrática e é exibida como prova de que tudo está na mais perfeita ordem.

No governo, nossos fabianos seguiram sua receita de praxe: administraram o capitalismo como se fossem capitalistas, ao mesmo tempo que espalhavam a doutrinação marxista nas escolas, demoliam as Forças Armadas, instituíam novas regras de moralidade pública inspiradas no marxismo cultural da Escola de Frankfurt, neutralizavam por meio da difamação midiática as lideranças direitistas, criavam um aparato de repressão fiscal destinado a colocar praticamente fora da lei a atividade capitalista e, last not least, subsidiavam com dinheiro público o crescimento do MST, a maior organização revolucionária que já existiu na América Latina. Em suma: fingiam cuidar da saúde do capitalismo enquanto destruíam suas bases políticas, ideológicas, culturais, morais, administrativas e militares, deixando o leito preparado para o advento do socialismo. Fizeram tudo isso sob o aplauso de uma classe capitalista idiota, incapaz de enxergar no capitalismo nada além da sua superfície econômica e ignorante de tudo o que é preciso para sustentá-la. Agora podem ir para casa, seguros de ter um lugar ao sol no socialismo, se ele vier amanhã, assim como no capitalismo, se ele durar mais um pouco.

Se o socialismo marxista tinha sua encarnação oficial no Estado soviético, enquanto o fabianismo era o braço “light” da estratégia stalinista, o nacional-esquerdismo que brotou na década de 30 também foi substancialmente uma invenção de Stalin. A grande especialidade de “tio Josef” era justamente o problema das nacionalidades, ao qual ele dedicou um livro que se tornou clássico. Foi ele que criou a estratégia de fomentar ambições nacionalistas, quando podia usá-las contra as potências ocidentais, ou freá-las, quando se opunham ao “internacionalismo proletário”. É verdade que falhou em aplicá-la com os nazistas, que se voltaram contra a URSS, mas obteve sucesso nas nações atrasadas, onde xenófobos de todos os naipes -- getulistas, nasseristas, peronistas, africanistas e aiatolás variados -- acabaram se integrando nas tropas da revolução mundial, varrendo suas divergências ideológicas para baixo do tapete e transmitindo uma impressão de unidade a seus adeptos nos países ricos (donde o milagre de feministas e gays marcharem contra os EUA ao lado de machistas islâmicos). A multidão dos nacionalistas revoltados dá um reforço externo à estratégia das tesouras, seja como massa de manobra ou, quando fardada, como arma de guerra.

Stalin foi o maior estrategista revolucionário de todos os tempos. Os efeitos de sua ação criadora chegaram às terras tupiniquins e ainda estão entre nós.Todo o panorama político nacional está hoje montado segundo o esquema delineado por ele nos anos 30. Mas, dos poucos que têm envergadura intelectual para enxergar isso, quantos têm interesse de discuti-lo em público?

 

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Niemeyer, a última esperança

por Janer Cristaldo - 10 de setembro de 2010

Mas nem tudo está perdido. Quando o infame Fidel trai seu próprio regime, ergue-se no Brasil uma voz mais castrista que a de Castro. Os órfãos de Havana ainda têm um ombro amigo junto ao qual consolar-se. Leio na Folha de São Paulo que, ao ser informado da declaração de Fidel Castro de que o modelo cubano está superado, o arquiteto Oscar Niemeyer, 102, um dos artistas brasileiros mais radicais na defesa do comunismo, disse não acreditar. A informação foi dada à Folha pela mulher dele, Vera Lúcia. "Quando comentei com ele sobre isso, disse que não acreditava."
Imagine Jeová chegando ao Vaticano e sussurrando ao papa: “Cara, vamos parar com isso. Eu não existo”. É claro que o Sumo Pontífice não vai acreditar. Dedicou então toda sua vida ao serviço de quem não existe? Vai trabalhar agora em quê, ele que fora de sua crença de nada entende? Este é o grande drama dos comunistas. Como admitir que lutaram a vida inteira por uma causa errada? Significa destruir a própria biografia.
A mesma coisa aconteceu em 1956, quando Nikita Kruschov denunciou, no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, os crimes de seu antecessor, Josef Vissarionovitch Diugatchvíli, mais conhecido como Stalin. Comunista nenhum acreditou nas denúncias do secretário do PCUS. Intriga da CIA, disseram então. Até hoje, ainda há quem não acredite nas denúncias de Khruschov. Niemeyer é um deles.
O mesmo ocorreu dia 05 de março de 1953, quando morreu Stalin. Intrigas da CIA, repetiram os devotos. Stalin não pode estar morto. Porque um Deus não pode morrer. Conheci em Porto Alegre velhos comunossauros que choraram na época, indignados com as mentiras dos serviços de informação ianques.
O mesmo aconteceu em 1949, quando Victor Kravchenko denunciou em Paris os crimes de Stalin. Alto funcionário soviético que havia trocado a URSS pelos Estados Unidos, relatou esta opção em Eu escolhi a liberdade, livro em que denunciava a miséria generalizada e os gulags do regime stalinista. O livro foi traduzido ao francês em 1947 e teve um sucesso fulminante. A revista Les Lettres Françaises publicou três artigos difamando Kravchenko, apresentando-o como um pequeno funcionário russo recrutado pelos serviços secretos americanos. Kravchenko processou a revista, no que foi considerado, na época, o julgamento do século. No banco dos réus estava nada menos que a Revolução Comunista.
Em seu testemunho, Kravchenko trouxe ao tribunal Margaret Buber-Neumann, mulher do dirigente comunista alemão Heinz Neumann, como também o ex-guerrilheiro antifranquista El Campesino, ambos aprisionados por Stalin em campos de concentração. Kravchenko, que perdeu toda sua fortuna produzindo provas no processo, teve ganho de causa. Recebeu da revista francesa, como indenização por danos e perdas ... um franco simbólico.
A história de Kravchenko é fascinante, envolve diversos países, desde a finada União Soviética até Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, e até hoje não houve cineasta que ousasse transpor sua odisséia para as telas. Seu livro rendeu-lhe boa fortuna. Levado à falência com os custos do processo, foi morar no Peru, onde investiu em minas de ouro e de novo enriqueceu. Acabou suicidando-se em um hotel em Nova York. A partir de seu processo ninguém mais podia negar o universo concentracionário soviético. 1949 é a data limite para um homem que se pretenda honesto abandonar o marxismo. Sessenta anos depois, Niemeyer continua stalinista convicto.
Isso sem falar nas denúncias dos anos 30, de escritores como Sábato, Gide, Camus, Arthur Koestler, Ignazio Silone, Louis Fischer, Stephen Spender. Ninguém acreditou. Stalin era intocável.
Niemeyer não acredita que Castro tenha proferido tal bobagem. Provavelmente nem o Ariano Suassuna. Muito menos Zuenir Ventura ou Chico Buarque. Seria interessante ouvirmos a opinião de Luis Fernando Verissimo. Castro é um canalha. Devia estar na mesma prisão dos dissidentes que enviou à prisão por afirmarem que o regime cubano não funcionava mais.
O tempora! O mores! Não se pode confiar em mais ninguém. Ainda bem que Niemeyer resiste.

9.15.2010





Painel: A Democracia Ameaçada - Restrições a Liberdade de Expressão


1. No próximo dia 23 de setembro, será realizado, no Salão Nobre do Clube Militar, no horário das 15:00 às 17:00h, o painel "A DEMOCRACIA AMEAÇADA: RESTRIÇÕES À LIBERDADE DE EXPRESSÃO".

2. Para o mesmo, que conta com o apoio do "Instituto Millenium" e de "THEMAS", foram convidados renomados(as) profissionais da área da Comunicação. Serão três painelistas (os Jornalistas REINALDO AZEVEDO e MERVAL PEREIRA e o Diretor de Assuntos Legais da ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Dr RODOLFO MACHADO MOURA) e um mediador (a confirmar).


Recebido por e-mail.

9.08.2010

Brasil na hora da verdade

Brasil na hora da verdade: eternizar a quadrilha no poder ou fazer uma limpeza ampla, geral e irrestrita. Da Folha Poder:

8.23.2010


CAMINHADA COMEMORATIVA DA SEMANA DO SOLDADO REÚNE OITO MIL PESSOAS EM NITERÓI


Percurso teve início no Forte Barão do Rio Branco, seguiu para a Fortaleza de Santa Cruz, passou pelo Forte São Luís e depois desceu por uma trilha, na escarpa rochosa


A 17ª edição da Caminhada Ecológica e Cultural - Duque de Caxias reuniu cerca de oito mil pessoas na manhã deste domingo em Niterói. O evento promovido pelo 21º GAC (Grupo de Artilharia de Campanha – Grupo Monte Bastione) comemora a semana do soldado em Niterói e São Gonçalo.
Segundo Ten. Pessanha, um dos organizadores do evento, mesmo após o início da caminhada mais pessoas se integravam ao grupo. “Começamos com oito mil pessoas mas tantas outras pessoas foram chegando que provavelmente chegamos as nove mil. O frio não afastou ninguém”, afirmou o tenente.
Quem participou também levou alimentos não perecíveis para doação. “Pedimos a doação de um quilo de alimento não perecível aos participantes. A adesão foi muito boa. Essas doações serão levadas para as comunidades atendidas pelo 21ª GAC”, comentou Ten. Pessanha.
O percurso de aproximadamente 4 Km teve início no Forte Barão do Rio Branco, seguiu para a Fortaleza de Santa Cruz, passou pelo Forte São Luís e depois desceu por uma trilha, na escarpa rochosa, construída pelos Portugueses, onde todos os participantes, acompanhados por guias, percorreram o roteiro turístico daquela fortificação.
Antes da caminhada houve distribuição de camisetas do evento, exposições de patrocinadores e colaboradores, medição de pressão arterial, demonstrações de operações com cães. Logo após todos fizeram um aquecimento e, por volta das 9h30, seguiram o roteiro histórico da fortificação.

Transcrito do Blog "montedo.com":
www.montedo.blogspot.com.