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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

7.02.2011

Eles querem mudar a história do Brasil’

O militar da reserva José Vargas Jiménez, lutou durante a Guerrilha do Araguaia (1972 - 1975); ele escreveu o segundo livro sobre a história

Postado por Revista Eletrônica Poranduba

Aos 63 anos, o militar da reserva José Vargas Jiménez é um pedaço da história recente do Brasil. Militar que lutou durante a Guerrilha do Araguaia (1972 – 1975), ele protagonizou uma história que colocou brasileiros em lados antagônicos. De um lado, militares ordenados a executarem aqueles que oferecessem resistência a prisão, e do outro, jovens que lutavam em nome do comunismo.

Corumbaense, Vargas se preparou na região amazônica, onde fez um curso de sobrevivência na selva. Conhecido durante a guerrilha pelo nome de Chico Dólar, o militar conta em entrevista exclusiva ao jornal O Estado como foi a operação que resultou na morte de 69 guerrilheiros, 11 militares e quatro camponeses sem ligações políticas. Os guerrilheiros se instalaram na região em 1968, em uma ação comandada pelo PC do B (Partido Comunista do Brasil).

Favorável à abertura dos arquivos secretos do Regime Militar (1964-1985), Vargas já lançou o livro “Bacaba – Memórias de um guerreiro de selva na Guerrilha do Araguaia”. E, agora, lança o segundo título “Bacaba II”, que conta os quatro anos de operação no Araguaia, inclusive a Operação Marajoara, considerada a mais dura. Nos livros, ele reúne documentos considerados secretos pelo Exército Brasileiro.

Nestes documentos, constam nomes e fotos de guerrilheiros que deveriam ser executados. Sem relatar casos de tortura, Vargas afirma que durante os meses em que passou no Araguaia, a ordem era uma só: matar quem reagisse à prisão. “Primeiro, era capturar. Na reação, você matava. Porque guerra é guerra. Se você não mata, você morre. Eu tinha um contrato com o meu grupo de combate: jamais nos entregaríamos vivos. Preferíamos morrer em combate”, relembra.

O sul-mato-grossense conta que capturou dois homens, o camponês Zezinho e o estudante Piauí. O último, hoje consta na lista de desaparecidos políticos. Vargas afirma que entregou os dois homens vivos ao lendário Major Curió. “Quando retornei lá, em 1976, um companheiro me disse que ele tentou fugir e, por isso, foi morto. O Zezinho era um jovem camponês e está vivo até hoje”.

O Estado – Como o senhor foi escalado para ir lutar na Guerrilha do Araguaia?
José Vargas – Foi em 1973, quando já tinha iniciado a Guerrilha. Serva em Corumbá em 1972 e fui transferido para o Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, na região amazônica. Foi lá que eu fiz curso de guerra na selva. Quando retornei, no quartel onde servia, no 3º Batalhão de Fronteira, o coronel nos convidou, porque estávamos preparados. Éramos 60 homens e fomos para a guerrilha. Começamos em setembro, na Operação Marajoara, considerada a última fase da guerrilha.

O Estado – Como foi a Operação Marajoara?
José Vargas – Essa é aquela operação que não saiu em nenhum livro. Existem outras operações. No meu livro, Bacana I, conto os sete meses que passei lá. No segundo livro, conto toda a história da guerrilha, desde que ela começou. Inclusive, o episódio do (José) Genoíno (petista, que integrou o governo Lula). Graças a ele, conseguimos chegar aos guerrilheiros. Quando começamos em outubro, prendemos uns 40 camponeses na nossa primeira saída. Eu trabalhava com o Curió. Um dos meus colegas, o sargento Brito morreu lá. Nós prendíamos e entregávamos ao nosso chefe. Uma das diferenças é que nós trabalhávamos descaracterizados. Trabalhávamos barbudos, de chinelo e não tínhamos nome verdadeiro. O meu apelido era Chico Dólar. Tanto que éramos parecidos com os guerrilheiros que, nós tínhamos fogo amigo. Como não tínhamos senha ou contra senha, quando encontrávamos outro grupo nosso, e chegávamos a trocar tiros.

O Estado – Quando vocês chegaram ao Araguaia, qual foi o primeiro impacto?
José Vargas – Eu comandava um grupo de 10 homens e o nosso sentimento era de medo. Então, para chegarmos a um local onde tinham guerrilheiros, cumpríamos todas as regras que nos foram ensinadas durante o curso de guerra na selva. Se demoraríamos uma hora para chegar em certo local, levávamos o dobro. Tudo tinha o máximo de cuidado. Depois, quando um soldado morreu em meus braços, o medo se transformou em raiva. Se era para
chegar em meia hora, você levava 10 minutos. O medo se transformou em raiva e vingança. Você fica doido para pegar os guerrilheiros.

O Estado – Quantos guerrilheiros o senhor chegou a capturar?
José Vargas – Capturei dois guerrilheiros. Podia até tê-los matado, porque a ordem nossa era matar. Mas, primeiro, os prendíamos. Se eles resistissem, a gente trocava tiros. Porque eles também atiravam em nós. Mas se eles não resistissem, ficavam só presos. Prendi o Piauí (Antônio de Pádua Costa) e o Zezinho, e entreguei para o nosso chefe. O Piauí, hoje, consta na lista de desaparecidos. Quando saí em fevereiro de 1974, ele ainda estava vivo. Quando retornei lá, em 1976, um companheiro me disse que ele tentou fugir e, por isso, foi morto. O Zezinho era um jovem camponês que está vivo até hoje.

O Estado – Hoje, se fala muito do uso de tortura durante o Regime Militar. Qual era a recomendação das Forças Armadas para quem estava na linha de frente?
José Vargas – Teve a guerrilha urbana e a rural. Na guerrilha urbana, teve Dilma Rousseff, Tarso Genro e Zé Dirceu que foram presos. Isso, foi antes de entrarmos. Na guerrilha rural, na qual estive, não teve ninguém para contar. As pessoas foram todas mortas. Talvez, no período anterior ao meu, tenha acontecido isso (tortura). No meu, não teve.

O Estado – A ordem era matar?
José Vargas – Primeiro, era capturar. Na reação, você matava. Porque guerra é guerra. Se você não mata, você morre. Eu tinha um contrato com o meu grupo de combate: jamais nos entregaríamos vivos. Preferíamos morrer em combate. Porque, se não, nos capturavem e nos torturavam No meu período, o Comando Militar da Amazônia treinou 120 homens. Vieram, ainda, 100 paraquedistas do Rio de Janeiro. Os guerrilheiros eram cerca de 100, 120. Na Operação Papagaio, o Exército enviou 1,2 mil homens fardados. Só que levou de Brasília, Minas, Goiânia. Esses militares não estavam acostumados a sobreviver na selva, tanto que os guerrilheiros venceram. Na operação seguinte, a Sucuri, foram os homens do serviço de inteligência. O Exército mandou 32 homens, que ficaram quatro, cinco meses. Ai, foram descobertos três grupos de combate. Quando eles saíram, o Exército fez a Operação Marajoara, que só tinham especialistas. Eles (guerrilheiros) eram jovens também. Eu tinha 24 anos. Lá, tinha jovens de ideais comunistas, que foram treinados na China e em Cuba. Depois, eles treinavam os camponeses e os outros colegas. Isso começou em 1968 e só foram descobertos em 1972. Eles queriam ganhar a população para que se levantasse contra as Forças Armadas.

O Estado – Então, eles já conheciam toda a região?
José Vargas – Sim, com certeza. Eles estavam lá desde 1968 e nós só chegamos em 1972. Estavam quatro anos à frente de nós. Conheciam tudo e a população os apoiava. Eles cuidavam da população, ofereciam serviços de médicos, por exemplo. Mas eles também precisavam aprender a sobreviver. Alguns camponeses chegaram a ensiná-los a plantar, porque eles não sabiam.

O Estado – O que motivou o senhor a escrever dois livros sobre este período?
José Vargas – O primeiro, Bacaba, escrevi em 2007. Eu tinha documentos que me deram como confidenciais-secretos. Eram sobre elementos que deveriam ser capturados e falava em qual região eles estavam. A cada comandante de grupo, foi entregue esses documentos que tinham fotos. Se você matava um corpo no meio da selva e não identificava pelas fotos, vieram ordens para arrancar a cabeça e as mãos. Isso não era por raiva, mas só para identificá-los. E isso só aconteceu em três casos. Então, tinha todos esses documentos e já havia dito ao meu filho que, quando morresse, era para ele entregar a um jornalista ou historiador para que soubessem a verdade. O que me deixou revoltado foi que há cinco, seis anos atrás, os nossos chefes não falaram mais nada e os que estão no poder, até hoje, são terroristas. E eles querem mudar a história do Brasil. Eles falaram que lutaram contra nós, para impor a democracia e isso me deixou revoltado. Como tinha ido para a reserva em 1994, resolvi escrever esses livros. Ninguém me patrocinou e mesmo assim consegui. No livro, toda a verdade está contada e tem os documentos. Eles falam que nós matamos, mas não contam que mataram também. No meu segundo livro, estou mostrando toda a relação de militares que eles (guerrilheiros) mataram. É uma forma de mostrar que sou prova viva da história. Até hoje, eles dizem: “lutávamos para impor a democracia”. Antes de matarmos um guerrilheiro, eles mataram um homem nosso, o cabo Rosa. No ano passado, um guerrilheiro foi enterrado com honras. E os nossos chefes não falaram nada. No meu livro, estou provocando os dois lados.

O Estado – O senhor acredita que esta é uma história de meias verdades?
José Vargas – Dos dois lados. Se eles criarem a comissão da verdade, eles também devem olhar o lado deles. Eles só falam que nós matamos. Ninguém fala que eles também mataram. Já estive no Congresso três vezes e cheguei a ser ameaçado de morte. Mas não tenho medo de morrer. Há três meses atrás, prenderam o Curió por porte de arma.

O Estado – O senhor foi um dos que voltou no Araguaia para tentar localizar os corpos?
José Vargas – Sim, nós fomos lá em Bacaba e mostrei onde tinha visto umas ossadas, mas não estava mais lá. Depois, teve a operação limpeza, que foi comandada pelo Curió.

O Estado – Hoje, se discute muito a abertura dos arquivos da época da Ditadura. Como o senhor vê essas movimentações?
José Vargas – Eu acho bom. Assim, vamos ver os dois lados. Porque hoje só se vê o lado deles, que estão no poder. Combati para ter essa democracia e sou idealista. Meus livros são para que as pessoas saibam a verdade. Tudo bem, que nossos chefes precisam cumprir as ordens da presidente, mas eles não dão a opinião deles. Eles só fazem isso quando vão para a reserva.

O Estado – Da Guerrilha do Araguaia, o que mais marcou o senhor?
José Vargas – Depois que saímos de lá, muitos de nós ficaram internados. Até se reintegrar a sociedade foi muito difícil. Como estávamos em uma guerra, era normal ver morte. E quando viemos para a cidade foi difícil. Qualquer coisa que acontecia, já queria puxar uma arma. Cheguei neurótico. E só consegui me reintegrar por conta da ajuda da minha família.

Publicado em 24/06/2011
www.oestadoms.com.br
Autora: Patrícia Belarmino

Chico Dólar narra a Guerrilha do Araguaia

Félix Maier

O livro Bacaba – Memórias de um Guerreiro de Selva da Guerrilha do Araguaia (Editora do Autor, Campo Grande (MS), 2007), do tenente da reserva do Exército José Vargas Jiménez, “é dedicado a todos os militares que morreram na Guerrilha do Araguaia defendendo a Pátria contra o Partido Comunista do Brasil (PC do B) que queria impor, à força, através da luta armada, o regime comunista no Brasil” (Dedicatória, pg. 5). O autor participou diretamente do conflito, na missão que ele denomina “Fase do Extermínio” (outubro de 1973 a janeiro de 1975). Além de relatar combates de que participou na selva, o tenente Vargas anexou documentos secretos e confidenciais ao livro, além de outros particulares, como as medalhas que recebeu durante sua carreira militar.

No prefácio, o autor afirma: “Sobre o assunto, tenho lido e ouvido na mídia diversas reportagens, pesquisas de jornalistas e depoimentos de militares que não participaram ativamente dessa operação. Nenhum guerreiro de selva que realmente esteve na linha de front e participou ativamente da preparação da tropa, como instrutor, e posteriormente como combatente, teve a coragem de falar sobre o assunto, por medo de represália, tanto do governo (União e Exército), quando do Partido Comunista do Brasil e dos familiares de guerrilheiros que combateram no Araguaia. Esse trabalho com certeza irá esclarecer a todos que desejam saber o que realmente aconteceu com os guerrilheiros e militares mortos no conflito, particularmente sobre os guerrilheiros que foram capturados vivos e hoje constam como ‘desaparecidos’ ” (pg. 11).

O livro contém a cópia de muitos documentos classificados como SECRETO e CONFIDENCIAL e será muito útil para historiadores, acadêmicos e a população em geral conhecerem o que foram aqueles anos da “matraca” comunista.


Preparação para o combate

Em março de 1973, o então 3º sargento Vargas foi voluntário para fazer o Curso de Guerra na Selva, no Centro de Operações na Selva e Ações de Combate (COSAC), atual Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), com sede em Manaus, AM. Depois do curso, de dois meses de duração, ele voltou à sua Unidade, a 1ª Companhia do Batalhão de Fronteira (1ª Cia/Btl Fron), da Colônia Militar do Oiapoque, em Clevelândia do Norte, então Território do Amapá.

Em agosto do mesmo ano, o comandante da Colônia Militar, major de artilharia Osmar Nascimento Leite, reuniu os sargentos e solicitou dois voluntários para que representassem a 8ª Região Militar (8ª RM) em um concurso de patrulhas em Manaus. Os 3º sargentos Vargas e Vilhena (no livro, não é apresentado o nome completo) se apresentaram como voluntários. O mesmo convite foi feito aos cabos e soldados do núcleo-base (profissionais), não aos recrutas. Somente 9 se apresentaram e integraram o Grupo de Combate (GC) do Sgt Vilhena. Os outros 9 soldados, que passaram a integrar o GC do Sgt Vargas, tiveram que ser escalados, sendo um deles soldado recruta. Assim, os 20 militares da Colônia ficaram aguardando ordens para viajar a Manaus.

Na primeira quinzena de 1973, chegou a Clevelândia do Norte um avião C-115 Búfalo, da Força Aérea Brasileira (FAB), trazendo 41 militares, sendo 1 capitão, 3 sargentos, 1 cabo e 36 soldados. Cada Sgt e Cb comandavam um GC de 9 homens.

Todo esse contingente da 8ª RM, de 60 militares, passou ao comando do capitão Pedro de Azevedo Carioca (Ten Azevedo). Os comandantes dos GC eram: os 3º Sgt Vargas, Vilhena, Elizeu Figueiredo de Carvalho (Sgt Elizeu), Francisco das Chagas Alves de Brito (Sgt Brito) e um outro 3º Sgt (não nominado pelo autor), e o cabo José Albérico Figueiredo (Cb Albérico). Os dois últimos eram os únicos que não tinham o Curso de Guerra na Selva.

Naquela oportunidade, o comandante da Colônia comunicou ao contingente recém-formado que a missão para a qual os militares haviam sido voluntários “não era para o concurso de patrulhas, como havia sido dito anteriormente, e sim para combater os terroristas inimigos da Pátria, na região de Marabá-PA e Xambioá-GO” (pg. 27). A primeira ordem foi que todos mantivessem sigilo absoluto sobre a operação, não comunicando nada sequer aos familiares.

No interior da selva do Amapá, os militares iniciaram imediatamente o treinamento de técnicas de combate à guerrilha: orientação na selva com bússola, pelo sol e pelas estrelas; sobrevivência na selva; emboscada; contra-emboscada; tiro instintivo com vários tipos de armas (Fuzil Automático Leve-FAL calibre 7.62, Para-FAL 7.62, revólver calibre .38, pistola 9 mm e .45, espingardas calibre 12 (de 1 e 2 canos), 16 e 20, fuzil calibre 22 com silenciador); deslocamento na selva; transposição de cursos d’água; pistas de cordas (rapel, falsa baiana, comando crow, cabo aéreo e ponte de 2 e 3 cordas); primeiros-socorros; base de patrulha; zona de reunião; e trato com a população.

Todo esse treinamento era feito com munição real, não com festim, para dar maior realismo. Um dos soldados desobedeceu à ordem de não se deslocar sozinho (até para fazer necessidade fisiológica teria que ser acompanhado), perdeu-se na selva e só foi encontrado no outro dia. Assustado, disse que foi seguido por uma onça, subiu numa árvore para se proteger, onde dormiu amarrado a um galho. Pelo menos, o soldado provou que estava aprendendo a sobreviver na selva...

Antes de viajar para cumprir a missão, os militares tiveram que adquirir material diverso, como calças jeans, camisas de cor escura, facas, facões, 4 m de plástico para dormir na selva e confeccionar mochilas de sacos de estopa para o transporte de alimentos, armas e munição. Além disso, todos os militares tiveram que providenciar uma procuração, em nome da esposa, mãe ou pai, para recebimento do pagamento enquanto estivessem ausentes ou até mesmo em caso de óbito.

Para a missão de combate na selva, os militares passariam a atuar descaracterizados fisicamente: barbudos, cabeludos, roupas civis, cada um adotando um codinome. O Sgt Vilhena passou a ser o “Navalhada”. O Sgt Vargas, “Chico Dólar”.

Posteriormente, os militares tomaram conhecimento de que outros 60 militares, da 12ª RM, Manaus, estavam sendo treinados no COSAC.

No dia 29 de setembro de 1973, os 60 guerreiros de selva viajaram em um avião C-115 Búfalo, da FAB, para Belém, onde foram alojados no 2º Batalhão de Infantaria de Selva (2º BIS). Nesse quartel, os militares continuaram o treinamento com armas: lançador de granadas (M-79), metralhadora Beretta cal 9 mm, metralhadora HK cal 9 mm, fuzil automático norte-americano (M-16) e granadas de mão defensivas.


Operação Marajoara

No dia 1º de outubro, chegou de Manaus um avião C-130 Hércules, da FAB, trazendo os 60 combatentes que haviam sido treinados no COSAC. No dia seguinte, o contingente de 120 militares, 60 da 8ª RM e 60 da 12ª RM, juntamente com mais alguns oficiais oriundos do Comando Militar da Amazônia (CMA), embarcou no mesmo avião para Marabá-PA.

“Lá chegando, fomos para a “Casa Azul”, sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), localizada no Bairro do Amapá da cidade de Marabá-PA, logo após o Rio Itacaiúna, onde ficava a base de comando de combate, as Forças Guerrilheiras do Araguaia (FOGUERA)” (pg. 33).

Nessa base de comando da “Operação Marajoara” – como se denominou a operação que exterminou a guerrilha do PC do B -, ainda no dia 2 de outubro, os combatentes receberam do Centro de Informações do Exército (CIE), atual Centro de Inteligência do Exército (CIE), os seguintes documentos (cópias anexadas no livro):

- Normas Gerais de Ação – 5 Set 73 – Trato com a população (Secreto);
- Plano de Captura e Destruição (Secreto);
- Plano de Busca e Apreensão (Secreto); e
- Coletânea de fotos de guerrilheiros, plastificadas (Secreto).

“No dia 2 de outubro de 1973, ainda na ‘Casa Azul’, nos apresentaram vários oficiais com os quais iríamos trabalhar. Eram chamados de “Doutores”, entre eles, o Dr. Mario Antônio Luchini (Curió), cujo nome e posto verdadeiro era Cap Sebastião Rodrigues de Moura, e o guia Ivan, que era o Sgt da 3ª Brigada de Infantaria de Brasília-DF” (pg. 33-34).

“Quando preparávamos as armas para o combate, um dos soldados apontou seu fuzil na direção de outro, no que um dos oficiais presentes gritou: ‘Não aponte a arma para ninguém, soldado’, tendo o mesmo respondido: ‘Mas não está carregada, doutor’. E o oficial concluiu: ‘Mas o diabo carrega’ ” (pg. 34).

O livro abre com um documento confidencial do PC do B, “Estudo do PC do B para Implantação da Guerrilha do Araguaia, 1968-1972”. Este documento trata da análise dos comunistas sobre por que a região foi escolhida para a “guerra popular”, sua caracterização sócio-geográfica, os objetivos dos guerrilheiros comunistas e o provável desenvolvimento da luta armada na região.

No documento “Plano de Captura e Destruição”, estavam relacionados todos os grupos de guerrilheiros que atuavam na região, levantados pelo CIE.

Os grupos de “Piauí” (Antônio de Pádua Costa) e “Zé Carlos” (André Grabois) tinham prioridade “um” para captura e destruição, já os grupos de “Nelito” e “Zezinho”, a prioridade era “dois”, sem presenças confirmadas na área. Todos atuavam nas localidades de Fortaleza, São José I, Caçador, Chega com Jeito e Pavão, e as localidades que os apoiavam eram Bom Jesus, Metade e São Domingos das Latas.

O grupo de “Osvaldão” (Osvaldo Orlando da Costa), a prioridade para captura e destruição era “um”, tinha presença confirmada na região. Esse grupo atuava nas regiões de Santa Luiza, Viração, Grota Vermelha, Grota do Jenipapo, Joça, Grota da Laje e Mina Velha (área compreendida entre o Saranzal e o Jacaré Grande). As localidades que o apoiavam eram: Palestina e Brejo Grande.

O grupo de “Mundico”, a prioridade para captura e destruição era “um”, com presença confirmada na área. Atuava na região de São Raimundo e as localidades que o apoiavam eram: Pimenteira, Cajueiro e Castanhal do Evandro.

No documento “Plano de Busca e Apreensão”, eram relacionadas as localidades onde os guerrilheiros comunistas deveriam ser feitos prisioneiros e suas prioridades para captura.

“Os guias que conduziriam os Grupos de Combate para esta missão eram: Ivan, Nonato I, Jamiro, Francisco, Jamal (militar) e Nonato II (civil).

Os povoados onde se encontravam os camponeses a serem presos estavam assim relacionados:

- Em Bom Jesus: José Salim (Salu), Leonel, Severino (consta ter um filho servindo na Companhia de Marabá-PA), Oneide (tem casa em Marabá, na Rua São Pedro – Casa de Ana Barbosa), João Mearim e Luiz, todos com prioridade “um” para sua captura. E Luizinho, Leonda e Salomão, com prioridade “três”.
- Em Santa Rita: Manoel Cícero, com prioridade “três”.
- Em Itamerim: André e Zé de tal (o guia Jerônimo é quem conhece a casa), ambos com prioridade “um”.
- Em Brejo Grande: Bernardino, com prioridade “um”, e Vicente (capataz de Zé Oliveira), com prioridade “dois”.
- Em Cristalândia: João Murada, com prioridade “quatro”.
- Em Centro de Osorinho: Mulher e filho de 18 anos, com prioridade “três” ” (pg. 37).

O documento “Normas Gerais de ação – Trato com a população” tinha como finalidade “recordar a importância da população no quadro da guerrilha rural e realçar alguns dos aspectos mais importantes no trato com a mesma” (pg. 38).

Essas “Normas Gerais” emitiam alguns conceitos preliminares, como “subversão” e “guerrilha”, além de afirmar que “a população é o meio, o instrumento e a condição essencial para o sucesso da guerrilha” (pg. 38). Lembra a máxima de Mao Tsé-Tung, para quem “a população é para o guerrilheiro, como a água é para o peixe” (pg. 39). As “Normas Gerais” também lembram as ações de caráter psicológico com as quais o guerrilheiro espera conquistar o apoio da população:

- A propaganda ostensiva e subliminar, como emprego de panfletos, contatos pessoais e reuniões com grupos, sempre tentando denegrir o trabalho do governo, especialmente o das Forças de Segurança;
- A tomada de posição do menos favorecido, pregando a “justiça social”;
- O incentivo ao agravamento dos conflitos sociais existentes, entre esses a posse de terras, a desigualdade das classes sociais, o trabalho semi-escravo, a carência de assistência educacional e sanitária;
- A exploração de divergências entre grupos sociais, seja de caráter político, religioso, econômico ou ideológico;
- A coação, gerando o medo e o pavor entre a população, com assassinatos (“justiçamentos”), seqüestros, assaltos, sabotagens, delações, sempre com vista a deixar a população em estado permanente de terror.

As “Normas Gerais” dizem como deve ser feita a neutralização das ações terroristas sobre a população:

- A ação do poder público, em todos os níveis (do federal ao municipal);
- A ação do poder militar para destruir e neutralizar a força guerrilheira;
- Um órgão central, planejador e coordenador das ações, para conjugar os esforços para a conquista dos objetivos desejados;
- O tratamento dispensado à população pela força militar, de modo que ela tenha a sensação de segurança e tranqüilidade, cujas prescrições são enunciadas abaixo:

“ - Tratar com educação e consideração todos os membros da população;
- Pagar o que utilizar e devolver o que pedir emprestado;
- Ser solícito e prestimoso na medida de suas possibilidades;
- Nunca prometer o que não puder cumprir;
- Ouvir muito, falar pouco;
- Ser paciente e atencioso;
Respeitar a família, os habitantes e costumes da população;
- Evitar a arrogância, o excesso e abusos de autoridade, em situações normais;
- Tratar com energia e discrição todos os prisioneiros apanhados entre os componentes da população, mesmo o infiltrado;
- Evitar cenas públicas, que de alguma maneira possam chocar a população; e
- Denominar os terroristas de “Comunistas” ” (pg. 40).


Primeira missão de Chico Dólar

No dia 3 de outubro de 1973, “Chico Dólar” parte com seu GC para sua primeira missão de captura e destruição de guerrilheiros, juntamente com os GC do Sgt Elizeu e do Sgt Brito, todos comandados por “Curió” e guiados por Ivan. Todos viajaram pela rodovia Transamazônica, em caminhonetas pretas do INCRA, até uma certa localidade, na orla da selva, de onde seguiram a pé até o povoado de Bom Jesus.

Entrando de casa em casa, fizeram prisioneiros os camponeses suspeitos de dar cobertura e apoiar os guerrilheiros, em torno de 30 homens. Amarrados em fila indiana, foram levados para o interior da selva, e em cada cabana onde houvesse o chefe de família ou filho homem, com idade para lutar com os guerrilheiros, todos eram presos, deixando somente as mulheres e as crianças.

O número de prisioneiros chegou a 40, dificultando o deslocamento na selva. Curió então ordenou que os GC do Sgt Elizeu e Sgt Brito, conduzidos pelo guia Ivan, levassem os prisioneiros para a base de operações de Combate “Bacaba”, localizada no km 68 da Transamazônica. Ficou com “Curió” o GC comandando por “Chico Dólar”, os quais passaram a vasculhar a região em busca de bases e acampamentos dos guerrilheiros, montando emboscadas nas trilhas no meio da selva.

No sétimo dia da missão, os militares se encontravam na região de Peixinho e “Chico Dólar” pediu permissão a “Curió” para que seus homens tomassem banho num igarapé, o que foi feito, com as normas de segurança exigidas: enquanto 5 homens tomavam banho, os outros faziam a segurança em 360º.

Numa cabana, havia uma mulher com dois filhos, um de 4, outro de 12 anos. O garoto de 12 anos pediu permissão para buscar água no igarapé e não voltou mais – provavelmente foi avisar o pai.

Em outra cabana, foi preso o camponês “Mané das duas mulheres”, assim chamado por viver maritalmente com duas irmãs. Posteriormente, Mané passou a colaborar com os militares.

O autor lembra que nos primeiros 10 dias de busca na selva ele sempre ia à frente do grupo, para ganhar a confiança dos seus homens. Depois ele mandava qualquer um deles à frente, como esclarecedor. “O meu GC fez um pacto, jamais nos entregaríamos ou deixaríamos que nos capturassem vivos, lutaríamos até a morte, pois sabíamos que se fôssemos capturados, seríamos torturados pelos guerrilheiros, até a morte” (pg. 42).


O primeiro contato com os guerrilheiros

Após 10 dias na selva, Chico Dólar e seu GC conhecem Bacaba, a base de operações de combate, que ficava no Km 68 da rodovia Transamazônica, ao Norte de Xambioá e próximo a São Domingos das Latas. Entre Bacaba e a “Casa Azul”, havia um posto policial, no Km 46.

No dia 14 de outubro de 1973, em Bacaba, Chico Dólar “tomou conhecimento do primeiro contato da tropa com os guerrilheiros. Um dos GC, chefiado pelo major Lício Augusto Ribeiro Maciel (“Dr. Asdrúbal”), que tinha por guia o mateiro Manoel Lima (“Vanu”), ouviu tiros na região do Caçador, seguiu naquela direção e se deparou com 5 guerrilheiros vestindo fardas da PM do Pará, que haviam abatido 2 porcos e os estavam assando.

“O GC os embocou, sendo que na troca de tiros, três guerrilheiros caíram mortos, André Grabois (“Zé Carlos”), chefe do grupo, João Gualberto Calatroni (“Zebão”) e Antônio Alfredo de Lima (“Alfredo”). Divino Ferreira de Souza (“Nunes”) foi ferido, feito prisioneiro e posteriormente morto. Demerval da Silva Pereira (“João Araguaia”) conseguiu fugir” (pg. 45).

“O guerrilheiro ‘Nunes’, que possuía curso de guerrilha na China, foi levado ferido para a ‘Casa Azul’, no bairro do Amapá em Marabá-PA, sede do Quartel-General do Comando da ‘Operação Marajoara’, onde eram planejadas as operações contra as Forças Guerrilheiras do Araguaia. Ali ficavam também os militares (oficiais e sargentos) do Centro de Informações do Exército (CIE), encarregados de interrogar os prisioneiros.

Em seu depoimento, ‘Nunes’ contou que dias antes de abaterem os porcos fazia parte de um grupo de vinte guerrilheiros que se deslocavam na selva para uma de suas bases. Quando na região de ‘Peixinho’, ouviram e depois viram um grupo de dez homens barbudos e cabeludos, portando vários tipos de armas, tomando banho num igarapé.

Os guerrilheiros então cercaram o grupo e se prepararam para embosca-los, nesse momento perceberam que cinco dos que se banhavam estavam com suas armas bem próximas e os outros cinco, prontos para atirar lhes fazendo segurança. Além disso, o armamento que os vinte possuíam não era compatível para enfrentar os dez que tomavam banho, cujo poderia de suas armas de fogo eram maior que as deles. Desistiram de atacá-los e se dividiram em quatro grupos de cinco guerrilheiros. O grupo ao que ‘Nunes’ se referia era o que eu comandava na região de ‘Peixinho’. Cabe aqui o esclarecimento de porque este grupo de guerrilheiros foi encontrado e emboscado. Eles atiraram em porcos para matá-los e se alimentar. Nós, quando necessitávamos caçar, o fazíamos com espingarda cal. 22, com silenciador” (pg. 45-46).


Encontro de cadáveres de guerrilheiros

Chico Dólar e seu GC não ficavam mais que 1 ou 2 dias em Bacaba, sempre ficavam “vasculhando a selva à procura de acampamentos, bases e depósitos de mantimentos dos guerrilheiros, além de ficarmos preparando emboscadas nas trilhas. Ocasionalmente, numa dessas incursões, passamos pela região de ‘Caçador’, onde uns de nossos GC haviam matado os guerrilheiros: ‘Zé Carlos’, ‘Zebão’ e ‘Alfredo’, e os tinham deixado ali expostos no meio da selva. Estavam cheirando mal. Um dos meus soldados foi até um dos cadáveres e com sua faca cortou um dos seus dedos, retirou o resto da carne que já estava em decomposição, ficando somente com os ossos que pendurou no seu pescoço, dizendo: ‘Esse amuleto é meu troféu de guerra!’ Eu encontrei um gorro feito do couro de quati, estava na cabeça do cadáver do guerrilheiro ‘Zé Carlos’, era do tipo de ‘Daniel Boone’, peguei-o para mim e passei a usa-lo. Três dias depois, retornamos pelo mesmo local e qual não foi a nossa surpresa ao ver que os cadáveres dos guerrilheiros estavam cobertos com folhas de palhas. Deduzimos que forma seus companheiros guerrilheiros que por ali passaram e os cobriram, pois não podiam parar para enterra-los, com medo de serem emboscados por um de nossos GC” (pg. 47).

As vítimas fatais do “fogo amigo”

No dia 16 de outubro de 1973, uma caminhonete preta do INCRA chegou a Bacaba com o Sgt Brito, “deitado na carroceria, esvaindo-se em sangue, e com as duas mãos na barriga tentando conter a hemorragia” (pg. 48). O Sgt Brito, que havia feito o curso de Guerra na Selva com Chico Dólar, faleceu antes de chegar a Marabá.

O que ocorreu com o Sgt Brito foi “fogo amigo”, como relata Chico Dólar:

“O GC do Sgt Brito saiu da base de Bacaba de madrugada, em uma caminhonete do INCRA, para cumprir uma missão de busca e apreensão nas proximidades de Brejo Grande. Pouco antes de chegar à orla da selva, onde deveriam desembarcar e seguir a pé, foram parados numa barreira feita pela Polícia Militar do Estado do Pará (PM/PA). Não havia uma senha ou sinal de reconhecimento entre as tropas amigas (Exército e Polícia Militar), dias antes os guerrilheiros haviam atacado um Posto Policial e andavam fardados no meio da selva. E, além disso, o GC do Sgt Brito também estava descaracterizado (todos barbudos, cabeludos e à paisana), portando armas de fogo. As duas tropas então se confundiram, achando que eram guerrilheiros. O soldado da PM/PA que estava de guarda atirou, atingindo o Sgt Brito, que veio a falecer posteriormente. Houve troca de tiros onde também foi atingido mortalmente um Sgt da PM/PA. Ficaram feridos o soldado do Exército Manoel Pestana da Silva, que servia no 2º BIS em Belém-PA, e o soldado da PM/PA que estava de sentinela naquela hora, que foi quem iniciou o tiroteio” (pg. 48).

“Outro acidente trágico aconteceu na base de Bacaba, quando no início da noite de 8 de dezembro de 1973 o sargento encarregado da segurança da base reuniu seu GC para dar ordens em relação ao serviço noturno, senha e contra-senha, sinais de reconhecimento, distribuição de horários de guarda e ronda. Estavam todos reunidos ao redor de uma mesa, quando um dos solados colocou sua espingarda de dois canos cal. 22 em cima dela e a arma disparou acidentalmente, atingindo o pênis e a barriga do soldado Raul Marques de Brito, que servia na 5ª Cia Gd em Belém-PA. Na ocasião, já havia um médico na base que foi prontamente atender ao ferido, aplicando-lhe os primeiros socorros. Este metia a mão na barriga do ferido, aberta pelos tiros da espingarda e retirava os chumbos que ali haviam penetrado, ao mesmo tempo em que tentava consola-lo, dizendo-lhe: ‘você não vai morrer’, no que o soldado, gritando de dor, lhe respondia: ‘de que adianta viver, se não vou ser mais homem para nenhuma mulher’. Este soldado também veio a falecer naquela noite, ali na base” (pg. 48-49).

Um terceiro episódio de “fogo amigo” foi relatado por Chico Dólar, que culpa o acidente por falta de treinamento adequado da tropa:

“A selva fez muitas baixas, provocadas por doenças tropicais, tais como, leishmaniose, malária, ameba e gripe, além de problemas psicológicos em alguns militares despreparados para a missão. Houve então a necessidade de se fazer o recompletamento, o que foi feito por nossos superiores.
Os substitutos que vieram não tiveram o preparo que a primeira tropa teve, isto é, um estágio de combate a guerrilheiros na selva. Além de mandarem soldados recrutas que haviam incorporado naquela ano para prestar o serviço militar inicial, vieram oficiais e sargentos sem curso de guerra na selva.

Um desses sargentos que veio para recompletar a tropa, comandando um GC de recrutas, no dia 16 de fevereiro de 1974 foi cumprir uma missão de captura num vilarejo e, pra ter mais rapidez e mobilidade na operação, resolveu deixar as mochilas dos combatentes aos cuidados de um deles (recruta), contrariando as instruções de que não devia deixar sozinho no meio da selva nenhum combatente (tinham que estar sempre em dupla).

O recruta, cujo apelido era ‘Garrote’, ficou sozinho cuidando das mochilas. Ocorreu que um outro GC que também estava atuando naquela área passou próximo dele, este os confundiu com guerrilheiros e atirou, matando o Cabo Ovídio Gomes França, que servia na 1ª Companhia do 34º Batalhão de Infantaria, em Macapá-AP” (pg. 49-50).


Morte da guerrilheira “Sônia”

“No dia 24 de outubro de 1973, na região de Taboão, próximo ao Brejo Grande, um de nossos GC que fazia ‘pente fino’ na selva, na entrada de um brejo (igapó ou pântano), encontrou um par de botas. Preparou então uma emboscada. Pouco tempo depois, apareceram dois guerrilheiros, uma mulher e um homem. Ela estava descalça e ao chegar ao local onde havia deixado as botas não as encontrou e então gritou: ‘parem de brincar e devolvam as minhas botas!’, pensando que haviam sido seus camaradas que as tivessem escondido.

Naquele momento recebeu ordem de prisão, ela reagiu atirando com um revólver, na troca de tiro foi ferida na perna, o outro guerrilheiro conseguiu fugir. Posteriormente foi identificado como sendo um colono morador da região, de nome Wilson, que havia sido recrutado pelas FOGUERA.

O comandante do GC, juntamente com o Major Lício Augusto Ribeiro Maciel (Dr. Asdrúbal) e o Capitão Sebastião Rodrigues de Moura (Curió), se aproximou da guerrilheira ferida e lhe perguntou: ‘Qual o seu nome?’ No que ela respondeu: ‘Guerrilheira não tem nome seu FDP, nós lutamos pela liberdade!’. Ao mesmo tempo em que falava, tirou um outro revólver que tinha escondido e atirou, ferindo no rosto o Dr. Asdrúbal e, no braço, Curió. Foi metralhada e morta ali mesmo.

Esta guerrilheira era Lúcia Maria de Souza (Sônia) e tinha fama de ser exímia atirador, o que provou quando feriu os dois oficiais. Seu corpo foi deixado à beira do brejo” (pg. 51).


Guerrilheiros decapitados e mutilados (sem cabeça e mãos)

“No dia 24 de novembro, na região de Pau Preto, o guerrilheiro Arildo Airton Valadão (Ari) foi morto e decapitado por um GC comandado por um 2º sargento que servia na 1ª/3º B Fron, com sede em Clevelândia do Norte-AP, organização militar onde eu servia.

Este Sgt disse que quando vasculhava a selva fazendo ‘pente fino’ à procura de bases e acampamentos, deparou-se com os guerrilheiros ‘Ari’ e um outro que fugiu, sendo posteriormente identificado como Antônio Teodoro de Castro ‘Raul’. Houve troca de tiros e ‘Ari’ caiu morto.
Como não tinha fotos nem a relação de nomes dos guerrilheiros, não conseguiu identifica-lo, recebeu então ordens pelo rádio transmissor para que o decapitasse e lhe cortassem as mãos, fins posterior identificação e reconhecimento pelo rosto e impressões digitais. Assim o fez, colocando-os num saco de plástico e de estopa, e os conduziu para a base de operações de combate em Bacaba.
Em 3 de dezembro de 1973, o guerrilheiro Adriano Fonseca Fernandes Filho (Chicão ou Queixada), que pertencia ao Destacamento ‘C’, foi morto pelos pára-quedistas que atuavam na região de Xambioá e, em 22 de dezembro de 1973, o guerrilheiro Jaime Petit da Silva (Jaime) também foi morto em confronto com um de nossos GC. Ambos foram decapitados e tiveram suas mãos cortadas” (pg. 52).


Morte de oito guerrilheiros do comando das FOGUERA

“No dia 25 de dezembro de 1973, dia do Natal, uma equipe mista, integrada por pára-quedistas de Xambioá e guerreiros de selva de Bacaba, estava seguindo umas pegadas na região da Gameleira, próximo ao Rio Araguaia, quando se defrontaram com um grupo de guerrilheiros integrantes do Comando das Forças Guerrilheiras do Araguaia.

Houve troca de tiros, resultando na morte de oito guerrilheiros: Maurício Grabois (Velho Mário), Paulo Roberto Pereira Marques (Amauri), José Humberto Bronca (Zeca Fogoió), Gilberto Olímpio Maria (Pedro Gil), Paulo Mendes Rodrigues (Paulo) e Marcos José de Lima (Ari Armeiro), além da apreensão de mochilas com objetos pessoais, documentos das FOGUERA, material de oficina gráfica, armamento e munição” (pg. 53).

Chico Dólar captura Paiuí e Zezinho – Técnicas de tortura

“Em 24 de janeiro de 1974, encontrava-me na base de operações de combate em Bacaba, quando recebemos uma informação de que o guerrilheiro Piauí (cuja prioridade para captura ou destruição era número ‘um’), juntamente com outro não identificado, foi visto nas proximidades de São Domingos das Latas, um pequeno povoado localizado no meio da selva.

O Tenente Miracis (Miracis Rogério Flores), hoje Coronel do Quadro do Estado-Maior (QEMA) do Exército, e eu saímos numa camioneta do INCRA, com a finalidade de confirmar a informação. Lá chegando, ouvimos alguns moradores que nos afirmaram tê-los visto numa cabana a uns 5 km do povoado.
Como estávamos somente em dois, fomo
s até um posto policial, no Km 46 da rodovia Transamazônica, nos identificamos e solicitamos ao sargento PM comandante o apoio para prendermos os guerrilheiros. Prontamente nos colocou à disposição quatro soldados. Cabe aqui ressaltar que este posto era aquele que os guerrilheiros haviam atacado e roubado em outubro de 1973.

Não fomos até a nossa base em Bacaba, no Km 68 da rodovia Transamazônica, pegar o meu GC porque ficava muito longe e poderíamos perder a oportunidade de capturar ou matar estes dois. Retornamos para o povoado e prosseguimos até a cabana onde supostamente estariam os guerrilheiros.

Lá chegando, bem antes do local onde eles se encontravam, deixamos a viatura e adentramos na selva a pé. Próximo da cabana a cercamos, eu e dois soldados pelo lado direito, e o Ten Miracis com os outros dois pelo lado esquerdo, combinamos um horário para invadi-la.

No horário pré-determinado, o Ten Miracis não apareceu, então eu e um soldado invadimos a cabana, deixando o outro do lado de fora, nos dando cobertura e com ordens para atirar, se os guerrilheiros saíssem em fuga.

Ao entrarmos, os dois guerrilheiros estavam sentados no chão, comendo farinha. Foram pegos de surpresa e pularam em direção de suas armas que estavam próximas deles, mas foram por nós impedidos na base de coronhadas, travamos luta corporal e quando conseguimos domina-los, colocando-os deitados de cara no chão, com as mãos na cabeça, entrou o Ten Miracis com outro soldado PM.

Capturamos Antônio de Pádua Costa ‘Piauí’, chefe de um grupo de guerrilheiros encarregado de manter a moral deles elevada, e ‘Zezinho’, um camponês jovem que havia sido recrutado pelos guerrilheiros, um inocente útil. Ambos estavam magros e desnutridos, com suas roupas em farrapos. ‘Piauí’ tinha um revólver cal. 38, uma espingarda cal. 44, e ‘Zezinho’ uma espingarda cal. 20 e um facão.

Retornamos para nossa base em Bacaba, porém quando passamos pelo povoado de São Domingos das Latas os conduzimos a pé, com uma corda amarrada no pescoço para que a população os visse.
Todo guerrilheiro capturado vivo pelas nossas equipes era conduzido para a base de Bacaba e ficava ali de três a cinco dias, onde era submetido a interrogatório preliminar, com a finalidade de dar seqüência às missões, que se baseavam nas informações que os mesmos nos passavam. Depois, eram levados para a ‘Casa Azul’, no Amapá-PA, no Quartel-General das Operações de Comando, onde seriam interrogados por militares do CIE.

Dos guerrilheiros que foram interrogados, ‘Piauí’ foi o mais corajoso e valente. Não era como os outros que não agüentavam as técnicas de interrogatório que lhes eram aplicadas e gritavam pedindo pelo amor de Deus que os matássemos.

‘Piauí’ agüentava o interrogatório sem gritar ou reclamar, eram um dos poucos guerrilheiros bem preparados para a luta. Depois de alguns dias em Bacaba, ele e ‘Zezinho’ foram levados para a ‘Casa Azul’.

As técnicas de interrogatório a que eram submetidos os guerrilheiros em Bacaba consistiam em: choques com corrente elétrica gerada por baterias de telefones de campanha portáteis; telefone (consistia em dar tapas com força, simultaneamente nos dois ouvidos com as mãos abertas); coloca-los em pé, descalços em cima de duas latas de leite condensado se apoiando somente com um dedo na parede; socos em pontos vitais como no fígado, rins, estômago, pescoço, rosto e na cabeça, além de faze-los passar fome e sede.

O guerrilheiro Antônio Pádua da Costa ‘Piauí’, que eu capturei vivo e hoje consta como ‘desaparecido’, quando fui evacuado da região, em 27 de fevereiro de 1974, ainda se encontrava vivo colaborando conosco, nos ajudando a encontrar diversos depósitos de alimentos e materiais dos guerrilheiros. O seu desaparecimento ocorreu em março de 1974.

O camponês ‘Zezinho’, recrutado pelos guerrilheiros, permaneceu vivo e passou a nosso colaborador” (pg. 55 a 57).

Vale aqui fazer um parêntesis para comentar a prática da tortura como método para obter informações. Claro, trata-se de um crime inominável, hediondo. É uma prática maquiavélica, de modo a obter informações que irão facilitar o final da guerra, na medida em que se conhecem as movimentações do inimigo, o efetivo de sua tropa, suas armas, as ações que pretendem praticar. Nada degrada mais um ser humano do que a prática da tortura. No entanto, de maneira cínica, a tortura é condenada por todo o mundo e é, ao mesmo tempo, praticada em todo o mundo. Ainda hoje se pratica a tortura sistemática nas prisões brasileiras, como comprovou recente relatório das Nações Unidas, considerado “impreciso” pelo governo Lula. As esquerdas brasileiras, quando condenam a tortura empregada pelas Forças de Segurança durante os governos dos militares, na verdade estão querendo apenas monopolizar a tortura, na medida em que esta mesma esquerda, farisaica, fingida, mentirosa, não condena a tortura ainda hoje existente, p. ex., nas prisões cubanas. Pelo contrário: essa mesma esquerda, incluído aí o excelentíssimo senhor presidente Lula da Silva, tece elogios cada vez mais acalorados ao Abutre do Caribe, Fidel Castro. Se existe um filme Caminho para Guantánamo, é para, antes de tudo, azucrinar o governo dos EUA e esconder as torturas praticadas atualmente pelos terroristas talibãs no Afeganistão e pelos da Al Qaeda e associados no Iraque. Nada mais do que isso. Uma última pergunta às esquerdas: o que teria ocorrido com Chico Dólar, caso ele tivesse sido capturado vivo por “Piauí”?


Morte do guerrilheiro “Osvaldão”

“No dia 7 de fevereiro de 1974, próximo a São Geraldo, na região de um grande capinzal, o guerrilheiro mais famoso da Força Guerrilheira do Araguaia e que possuía curso de guerrilha feito na China, Osvaldo Orlando da Costa ‘Osvaldão’, foi morto com um tiro de espingarda cal. 12, que o atingiu em cheio no peito, pelo mateiro Arlindo Vieira da Silva (Piauí), quando este guiava uma equipe de pára-quedistas de Xambioá.

Seu cadáver foi levado pendurado num helicóptero para as bases de Xambioá, Bacaba e alguns povoados onde ‘Osvaldão’ era conhecido e temido, sendo exposto à população com a finalidade de acabar com sua fama (mito).

‘Osvaldão’, na primeira fase de combate entre as Forças Armadas e os guerrilheiros, no dia 8 de maio de 1972, em uma emboscada matou o Cabo do Exército, Odílio da Cruz Rosa (Cabo Rosa) com um tiro na virilha e feriu com um tiro nas costas (clavícula) o 3º Sgt Wellisbeth Moraes Macedo, hoje Tenente Moraes. Ambos serviam na 5ª Cia Gd em Belém-PA. Além de ter feito o restante do GC fugir.

Eu servi na 8ª RM em Belém-PA com o Ten Moraes. Ele sofre até hoje as seqüelas deixadas pelo tiro recebido nas costas do guerrilheiro ‘Osvaldão’. A bala continua alojada em seu corpo e conforme diagnóstico de junta médica não pode ser retirada por intermédio de uma operação cirúrgica, pois correria risco de morte, por isso permanece na sua clavícula” (pg. 58).


Relação de guerrilheiros mortos de outubro de 1973 a fevereiro de 1974

“Os guerrilheiros mortos no período em que eu estive atuando na guerrilha foram:

Mês de outubro de 1973: Dia 14 – André Grabois (Zé Carlos), João Gualberto Calatroni (Zebão) e Antônio Alfredo de Lima (Alfredo); dia 24 – Lúcia Maria de Souza (Sônia) e posteriormente Divino Ferreira de Souza (Nunes ou Goiano).
Mês de novembro de 1973: Dia 24 – Arildo Airton Valadão (Ari).

Mês de dezembro de 1973: Dia 3 – Adriano Fonseca Fernandes Filho (Chicão ou Queixada); dia 19 – Antonio Guilherme Ribeiro Ribas (Ferreira); dia 22 – Jaime Petit da Silva (Jaime); dia 25 – Maurício Grabois (Velho Mário), Paulo Roberto Pereira Marques (Amauri), Paulo Mendes Rodrigues (Paulo), José Humberto Bronca (Zeca Fogoió), Orlando Momente (Landin ou Alexandrine), Gilberto Olímpio Maria (Pedro Gil), Guilherme Gomes Lund (Luiz) e Marcos José de Lima (Ari Armeiro) e dia 31 – Luiz Vieira de Almeida (Luizinho).

Mês de janeiro de 1974: Dia 2 – Nelson Lima Piauhy Dourado (Nelito); dia 16 – Pedro Pereira de Souza (Pedro Carretel), camponês recrutado na área pelos guerrilheiros; dia 12 – Rodolfo de Carvalho Troiano (Manoel do A); dia 17 – Vandick Reidner Pereira Coqueiro (João Goiano); dia 24 – José Lima Piauhy Dourado (Ivo). Outros: Luiz René Silveira da Silva (Duda), Maria Célia Correa (Rosa) e Telma Regina Cordeiro Correa (Lia).

Mês de fevereiro de 1974: Dia 7 – Osvaldo Orlando da Costa (Osvaldão); dia 11 – Jana Moroni Barroso (Cristina); dia 14 – Tobias Pereira Júnior (Josias); dia 15 – Custódio Saraiva Neto (Lauro); dia 27 – Cilon da Silva Brun (Simão) e Antônio Teodoro de Castro (Raul)” (pg. 60).

(Obs.: A relação de todos os guerrilheiros mortos na Guerrilha do Araguaia pode ser vista em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=2738&cat=Ensaios&vinda=S .)


Relação de militares mortos e feridos, de outubro de 1973 a fevereiro de 1974

“Os miliares mortos e feridos neste período foram:

Mortos: Dia 16 de outubro de 1973, 3º Sgt Francisco das Chagas Alves de Brito, do 2º BIS; dia 8 de dezembro de 1973, Soldado Raul Marques de Brito, da 5ª Cia Gd; e dia 16 de fevereiro de 1974, Cabo Ovídio Gomes França, da 1ª/34º Batalhão de Infantaria.

Feridos: Dia 16 de outubro de 1973, Soldado Manoel Pestana da Silva, do 2º BIS; e no dia 24 de outubro de 1973, Major Lício Augusto Ribeiro Maciel (Dr. Asdrúbal) e o Capitão Sebastião Rodrigues de Moura (Curió), ambos do CIE” (pg. 63).


Outras situações que ocorreram durante a guerrilha

Chico Dólar narra outras situações vividas durante a guerrilha:

“Certa vez, ‘Curió’ saiu com meu GC, a fim de confirmar informação de um encontro entre guerrilheiros e um camponês que os apoiava. Preparamos então uma emboscada no local, porém só apareceu o camponês de nome Frederico Lopes, que foi feito prisioneiro.

Foi interrogado no mesmo local por métodos convencionais e como se recusou a falar sobre qual grupo de guerrilheiros estava esperando e o assunto que tratariam, recebemos ordem para mudar a tática do interrogatório. Foi então amarrado nu, num pau viveiro de formigas (pau-de-arara) e seu corpo todo lambuzado com açúcar e sua boca cheia de sal.

Quando as formigas começaram a andar pelo seu corpo e pica-lo, nos relatou tudo o que queríamos saber. Depois o desamarramos, retiramos do pau-de-arara, deixamos que tomasse banho num igarapé e o conduzimos prisioneiro para nossa base em Bacaba” (pg. 64).

“Numa outra oportunidade, depois de oito dias vasculhando a selva, ao entardecer, Curió solicitou nosso resgate por helicóptero. Como a mata da clareira onde iríamos ser resgatados estava um pouco alta, o que dificultaria o pouso do helicóptero próximo ao solo para podermos embarcar, a não ser que subíssemos por cordas, eu em meu GC, com nossos facões, começamos a baixar a mata.

Curió e um outro combatente ficaram fazendo nossa segurança, porém Curió estava apressado e começou a gritar: ‘Rápido, Chico Dólar. Vamos Chico Dólar. Estão muito moles, Chico Dólar’. Aqueles gritos forma me deixando mais nervoso do que já estava, meu sangue foi esquentando e como vivíamos um clima de guerra, onde poderíamos morrer a qualquer momento, sem pensar respondi a Curió, gritando: ‘Pára de gritar e vem aqui ajudar, Curió FDP’. (...) Ao chegarmos em Bacaba, quem comentou o assunto foram os homens de meu GC que disseram: ‘Chico Dólar, se Curió engrossa com você nós íamos mata-lo e diríamos que foi um acidente’. Como comandante deles fiquei envaidecido e emocionado pela atitude que disseram que tomariam em minha defesa. Naquele momento percebi que eu havia conquistado a confiança deles e lhes agradeci, dizendo que não era necessária uma atitude radical daquelas, pois o que tinha acontecido era porque todos estávamos com os nervos à flor da pele, pela situação que nos encontrávamos e o que devíamos fazer era matar guerrilheiros e não a nós mesmos, esclarecendo-lhes de que a vida de cada um de nós dependia do outro” (pg. 64-65).

Esse fato narrado por Chico Dólar mostra o caráter e o profissionalismo de Curió, que não levou em conta as palavras de baixo calão proferidas por seu subordinado, e que gostava de acompanhar o GC do Sgt Vargas e sempre era voluntário para fazer o turno de vigia à noite, enquanto o GC dormia, pois nunca era escalado para tal, por ser superior ao Sgt Vargas. Isso prova o caráter, o profissionalismo, a camaradagem e o alto senso de cumprimento do dever de Curió, pois na guerra todos dependem de todos, sem distinção de “gemadas” ou “divisas”.

Chico Dólar relata o fato de que muitas vezes os militares eram confundidos com os “paulistas” (os guerrilheiros do PC do B, vindos, em sua maioria, de São Paulo), por andarem, como eles, barbudos, cabeludos, à paisana e armados:

“Algumas famílias ficavam com medo que as maltratássemos e nos ofereciam suas filhas adolescentes para que dormissem conosco. Evidente que jamais aceitamos essas ofertas, pois o que queríamos era contar com o apoio da população. Interrogávamos, depois solicitávamos que nos fizessem uma galinhada ou carreteiro (quando havia carne de caça) e, ao partirmos, pagávamos com dinheiro e lhes deixávamos comida e medicamentos” (pg. 65-66).

“Com relação à comunicação por meio de rádio-transmissor portátil entre as equipes, não havia, porque a densidade da selva impedia. No entanto, havia o contato Terra-Ar, com dois helicópteros, que eram chamados de ‘Papão um’ e ‘Papão dois’ e com dois aviões monomotor ‘Teco-Teco’, chamados de ‘Paquera um’ e ‘Paquera dois’. (...)

Certa vez, eu pensei ter ouvido o ‘ronco’ de um avião, imediatamente solicitei ao guerreiro que transportava o rádio-transmissor que fizesse contato com ele. Percebi então que todo meu GC começou a rir de mim. Perguntei-lhes qual o motivo do riso, no que me responderam que o ruído que eu tinha ouvido não era o ‘ronco’ do avião, e sim de um besouro que havia passado perto de minha cabeça, aí eu também passei a rir” (pg. 66-67).

“A caça que mais comíamos durante a guerrilha, no meio da selva, era a de jabuti (uma espécie de tartaruga), por ser muito fácil de apanhá-lo. Além dos alimentos que transportávamos, também consumíamos palmito, mandioca, coco de babaçu, castanha-do-pará e outros.
Todos os dias, aproximadamente às dezesseis horas, parávamos para acampar, porque na selva anoitece rapidamente. Fazíamos uma fogueira e jogávamos o jabuti vivo no fogo e quando o retirávamos, já estava cozido, ficando fácil de retirar as vísceras e o casco” (pg. 67).

“A cada dois meses que os GC ficavam na selva combatendo guerrilheiros eram dispensados, juntamente com seu comandante, por dois dias, para irem à cidade de Marabá-PA, fazerem ‘higiene mental’, divertir-se e fazer outras necessidades fisiológicas que o corpo humano pede, nas casas noturnas e boates da cidade. Neste período, ficávamos alojados na ‘Casa Azul’, no bairro de Amapá, sede da nossa base de comando. Quando saíamos dali, para ir a Marabá, tínhamos que atravessar o Rio Itacaiúna em canoas, barcos ou balsas que transportavam carros e caminhões” (pg. 68).

“O Comando da ‘Operação Marajoara’ incentivou a população a dar informações ou capturar guerrilheiros vivos ou mortos, pagando a eles uma certa quantia em dinheiro para cada situação.
Foi criada pelos camponeses uma milícia chamada de Grupo de Auto Defesa (GAD), que obteve êxito, pois saía em busca de guerrilheiros e os capturavam, entregando-os na base de Bacaba ou de Xambioá (pg. 68).

Chico Dólar narra que toda correspondência recebida pelos militares era censurada, assim como as cartas enviadas às famílias. As cartas que comentavam alguma coisa sobre o combate a guerrilheiros eram queimadas.

Com o tempo, vendo muitos companheiros doentes, feridos ou morrendo em combate, as técnicas de segurança aprendidas no COSAC eram muitas vezes deixadas de lado, de sorte que a abordagem de muitas cabanas e depósitos era feito de “peito aberto”. Chico Dólar conta que toda vez que capturavam um guerrilheiro, tinha que segurar seus homens “para que não o matassem” (pg. 69).

Chico Dólar ficou surpreso ao saber que as diárias recebidas eram mais que o dobro do salário mensal. “Porém, a alimentação durante o período que ficamos combatendo na selva era por nossa conta. Toda vez que saíamos para uma missão, tínhamos que levar comida pelo menos para cinco dias. Quando acabava e havia necessidade de permanecer na selva, emboscando ou seguindo pegadas de guerrilheiros, os helicópteros ou aviões nos abasteciam de alimentos e medicamentos.
Evidente que na base de combate em Bacaba foi montada uma estrutura para nos atender. Havia um depósito de mantimentos onde comprávamos todo o material básico que necessitávamos” (pg. 69).

“As jovens adolescentes, filhas dos camponeses que haviam sido feitos prisioneiros, bem como suas mulheres que ficaram sozinhas nos seus sítios no meio da selva, abandonavam suas casas e iam para os vilarejos que existiam à beira da rodovia Transamazônica, ou para as cidade de Marabá e Xambioá, onde procuravam sobreviver, se prostituindo, até que seus pais ou maridos, que se encontravam prisioneiros, fossem soltos” (pg. 69).


Evacuação

“No dia 27 de fevereiro de 1974, fui evacuado de Bacaba por motivos familiares, não mais retornando para a região do conflito, por ter sido transferido da 1ª/3º B Fron, com sede em Clevelândia do Norte-AP, organização militar onde eu servia, quando começou esta última fase que exterminou os guerrilheiros do PC do B, para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPECEx), em Campinas-SP.

Chegando a esta cidade e à nova organização militar para onde fui transferido, me instalei e, posteriormente, revelei um filme de vinte e quatro poses de fotos que eu havia tirado escondido na base de Bacaba, do meu GC e de alguns guerrilheiros que haviam sido capturados ou mortos. Mostrei-as aos meus colegas militares e as guardei na gaveta da minha mesa, na sala de instrução da própria Escola. Todas me foram furtadas pelo Serviço de Inteligência do Exército da EsPECEx (2ª Seção). Não pude nem reclamar, pois poderia ter sido punido por ter desobedecido às ordens recebidas de não tirar fotos da Operação Marajoara. Se estas fotos estivessem comigo, com certeza ilustrariam muito mais este livro histórico” (pg. 73).


Opinião de Chico Dólar sobre a Guerrilha do Araguaia

Nesta parte do livro, Chico Dólar apresenta as falhas e os acertos observados durante os seis meses em que participou dos combates nas selvas do Pará.

Falhas:

- Falta de uma senha, contra-senha ou outro sinal de reconhecimento, entre os GC (120 militares de Bacaba e 100 pára-quedistas de Xambioá) e outras Forças Auxiliares, como a PM do Pará, que fazia blitzen nas rodovias Transamazônica e PA-70, o que ocasionou o “fogo amigo” que provocou mortos e feridos.

- Com as baixas na tropa, ocasionadas por doenças tropicais ou problemas psicológicos, houve necessidade de se fazer o recompletamento. “Os militares que vieram substituir os evacuados, oficiais, sargentos, cabos e soldados, não tiveram o mesmo treinamento que a primeira tropa teve, o que ocasionou inúmeros acidentes, culminando com mortos e feridos” (pg. 74).

- “A falta de planejamento e coordenação de nossos superiores, que lançavam um GC em uma determinada área, onde já havia outro atuando e não os avisava, ocasionando confronto armado entre os mesmos” (pg. 74).

- Falta de coordenação no emprego dos GC; alguns eram mais explorados que outros: “Nem bem chegavam à base de Bacaba, depois de oito ou dez dias na selva e no outro dia já eram mandados a retornar para cumprirem outra missão, sendo que sempre havia um ou dois GC descansados na base” (pg. 74-75).

- “Falta de um médico em Bacaba. Só no mês de dezembro de 1973 mandaram um” (pg. 75).

Acertos:

“A primeira tropa foi bem preparada e treinada. Refiro-me aos 220 que iniciaram a operação de aniquilamento (120 do Comando Militar da Amazônia e 100 pára-quedistas).

O pagamento de prêmios em dinheiro à população, por qualquer informação ou captura de guerrilheiros, vivos ou mortos.

A formação na população de um Grupo de Auto Defesa (GAD), para se defenderem e capturarem guerrilheiros.

Levantamento geral da área, realizado pelo Centro de Informações do Exército (CIE), na 2ª fase da operação, resultando na elaboração dos Planos de captura e destruição, e busca e apreensão, onde citavam os nomes dos guerrilheiros, dos camponeses e povoados que os apoiavam, bem como as áreas onde atuavam e podiam ser localizados e capturados (vivos ou mortos).

Destruição de todos os paióis, depósitos de mantimentos, remédios e munição que os guerrilheiros tinham armazenado no meio da selva para sua sobrevivência.

Evacuação de quase todos os camponeses da área, deixando somente as mulheres e as crianças, o que restringiu o apoio destes aos guerrilheiros.

Ordens de atirar primeiro e perguntar depois, e só fazer prisioneiros de guerrilheiros ou camponeses se não houvesse nenhum risco de morte para qualquer combatente.

Bloqueio de toda a ajuda interna e externa de armas, munição, mantimentos, medicamentos e pessoal que a Força Guerrilheira do Araguaia do PC do B pudesse receber” (pg. 75).

Chico Dólar lembra que as rádios Tirana, da Albânia, e Havana, de Cuba, em suas transmissões diárias, incentivavam o movimento guerrilheiro, ao mesmo tempo em que atacavam, de forma grosseira, as forças de repressão à Guerrilha. Para que a Guerrilha do Araguaia não se transformasse em um “movimento de libertação nacional”, a exemplo do ocorrido no Vietnã e em Angola, p. ex., com a chegada de “brigadistas” armados de todos os cantos do mundo, foi importante o Governo Médici manter a guerrilha em absoluto sigilo, não permitindo que as ações no Pará vazassem para a imprensa. Nem nós, militares, tínhamos conhecimento das operações de Bacaba e Xambioá.

Vale acrescentar que os dirigentes do PC do B na Guerrilha do Araguaia foram João Amazonas, Elza Monerat, Angelo Arroio e Maurício Grabois. Desses, somente Maurício Grabois morreu em combate, os demais fugiram da área, de forma covarde, deixando os jovens “paulistas” entregues a uma luta inglória.

Angelo Arroio, em sua obra “Guerrilha do Araguaia” (Ed. Anita Garibaldi), afirma que os efetivos empregados pelas Forças legais chegaram aos 12 ou 15 mil homens, quando na verdade o maior efetivo foi de aproximadamente 2.500 homens, pelo prazo de 12 dias, somente. E era um efetivo de manobra, não de combate a guerrilheiros. O relatório de Arroio afirma, ainda, que a Guerrilha contou com o apoio de 90% da população (de aproximadamente 20 mil hab.), o que totalizaria 18.000 homens, quando na realidade esse apoio chegou a cerca de 200 pessoas, sendo que apenas 15 a 20 se tornaram combatentes (Cfr. “Guerrilha do Araguaia”, de Madruga, pg. 166-167). Para conhecer as várias fases da Guerrilha do Araguaia, sugiro ler o conteúdo de http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=2738&cat=Ensaios&vinda=S.

O livro de Chico Dólar é um importante documento histórico que se soma a de outros militares que também participaram da Guerrilha do Araguaia. Entre as obras já publicadas, destacam-se:

- Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A Grande Verdade, do coronel do Exército Aluísio Madruga de Moura e Souza (abc BSB Gráfica e Editora Ltda, Brasília, 2002);

- “A Grande Mentira, do general Agnaldo Del Nero Augusto (Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 2001);

- A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça, do coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra (Editora Ser, Brasília, 2007 – 3ª edição ampliada, com índice onomástico);

- Xambioá – Guerrilha do Araguaia – Novela Baseada em fatos reais, do coronel-aviador Pedro Corrêa Cabral (Record, Rio de Janeiro, 1993). Em depoimento na TV, neste ano de 2007, o coronel do Exército Lício Augusto Ribeiro Maciel (“Dr. Asdrúbal”) chamou o coronel Cabral de “mentiroso”, não dando crédito aos fatos narrados no livro.

No momento, o coronel Lício – o mesmo que prendeu José Genoino Neto – está escrevendo suas memórias da Guerrilha do Araguaia.

Com base nos livros de Chico Dólar e dos autores acima citados, a tropa militar envolvida na Guerrilha do Araguaia teve os seguintes mortos, feridos e desaparecidos:

- 8 de maio de 1972: morreu o cabo do Exército Odílio Cruz e Rosa, e ficou ferido um sargento do Exército (não consta o nome); o ataque foi feito pelo grupo de “Osvaldão”;

- 30 de setembro de 1972: morreu o sargento do Exército Mário Ibhaim da Silva;

- 24 de julho de 1973: consta como desaparecido durante a fase da 2ª Operação de Inteligência (“Operação Sucuri”) o soldado do Exército Francisco Valdir de Paula (o livro A Verdade Sufocada o trata como morto);

- 16 de setembro de 1973: morreu o 3º sargento do Exército Francisco das Chagas Alves de Brito, em “fogo amigo” com a PM do Pará. Na mesma ocasião, ficou mortalmente ferido um sargento da PM/PA (não consta o nome); ficaram feridos o soldado do Exército Manoel Pestana da Silva e um soldado da PM/PA (não consta o nome), que estava de sentinela no Posto Policial do Km 46 da rodovia Transamazônica (entre Bacaba e a “Casa Azul”), e que iniciou o tiroteio;

- 8 de dezembro de 1973: morre o soldado Raul Marques de Brito, em Bacaba, atingido acidentalmente por uma espingarda, na barriga e no pênis, durante reunião de um GC para tratar da guarda noturna do local;

- 16 de fevereiro de 1974: morreu o cabo do Exército Ovídio Gomes França, em “fogo amigo”, atingido pelo recruta “Garrote”, que cuidava das mochilas de um GC de recrutas e confundiu outro GC como sendo um grupo de guerrilheiros;

- 24 de outubro de 1973: ficaram feridos na região de Taboão, próximo ao Brejo Grande, o major do Exército Lício Augusto Ribeiro Maciel (“Dr. Asdrúbal”) e o capitão do Exército Sebastião Rodrigues de Moura (“Curió”). A guerrilheira Lucia Maria de Souza (“Sônia”) pegou um revólver que tinha escondido consigo e feriu o rosto do “Dr. Asdrúbal” e o braço de “Curió”; a guerrilheira foi metralhada e morta a seguir.

Além desses militares, os guerrilheiros do PC do B mataram:

- 29 de junho de 1972: João Pereira, mateiro da região do Araguaia, que servia de guia para a tropa militar;
- ? de setembro de 1972: Osmar..., posseiro da região do Araguaia;
- 12 de março de 1973: Pedro Mineiro, acusado pelos guerrilheiros de ser pistoleiro da Fazenda Capingo, na região do Araguaia, cujo administrador era o cidadão conhecido como Capitão Olinto.


P.S.: Para aquisição do livro, de R$ 40,00, entrar em contato com o autor, e-mail jos_vargas@yahoo.com.br .


1.30.2011

LIÇÃO dos egípcios

É isto aí !!!  Concordo plenamente.O nosso povo não faz o mesmo porque tem medo da morte em combate, e acaba morrendo na fila de um hospital público, sem atendimento.
APENAS UMA MENSAGEM PORQUE NÃO PERCO MAIS MEU TEMPO ESCREVENDO ARTIGOS PARA NADA.
O POVO DO EGITO MOSTRA QUE A FORÇA DOS CIDADÃOS DERRUBA QUAQUER PODER CORRUPTO.
ENQUANTO ISSO NO BRASIL A COVARDIA E A OMISSÃO GARANTEM A FELICIDADE DO COVIL DE BANDIDOS DO PLANALTO CENTRAL, TUDO COM A CUMPLICIDADE DOS ESCLARECIDOS CANALHAS APÁTRIDAS.
ENQUANTO O POVO EGIPCIO NÃO TEM MEDO DE UM DOS EXERCITOS MAIS PODEROSOS DO MUNDO QUE  EVITA MATAR OS PATRIOTAS DA NAÇÃO EGIPCIA, TEMOS MEDO DO EXERCITO DOS SEM-TERRA E DO EXERCITO DOS COMBATENTES PAGOS COM O BOLSA FAMÍLIA.
E ISSO MESMO SOCIEDADE DE PALHAÇOS E IDIOTAS DE CONTRIBUINTES. CONTINUEM SUSTENTANDO A MAIOR COMUNIDADE DE CORRUPTOS E CANALHAS DO MUNDO VENDO AS NOVELAS E O BBB PARA ESQUECEREM O QUANTO SÃO COVARDES E DESTRUIDORES DO FUTURO DE SEUS PRÓPRIOS FILHOS E DE SUAS FAMÍLIAS.
GERALDO

SOMENTE O "SÃO FUZIL" PODE NOS AJUDAR.


Militares Brasileiros"

Por JORGE SERRÃO

Cueca blindada para quem precisa, por Jorge Serrão

O Exército Britânico investirá US$ 9 milhões (cerca de R$ 16 milhões) na  compra de 45 mil pares de cuecas blindadas para proteger suas tropas no Afeganistão.

Parecidas com shorts de ciclismo e feitas com um material balístico  especial produzido a partir de seda e tecidos sintéticos, o cuecão vai  proteger os militares de ferimentos na área pélvica, causados pelas bombas do Talibã  nas estradas.

Um cuecão assim, com o devido reforço traseiro, cairia bem para as  Forças Armadas Brasileiras, na conjuntura atual. Aliás, haja cueca.
Nossos militares são constantes vítimas de bombas de efeito ideológico. E  devem preparar a blindagem para aquilo que está previsto na END  (Estratégia Nacional de Defesa). Explodirá, em breve, a bomba da  reengenharia no Exército, Marinha e Aeronáutica. Quem não for  compulsoriamente para a reserva, no enxugamento da estrutura  burocrática, que se prepare.

Já vazou há muito tempo – a ostensivamente negada – intenção de renovar  os quadros das três Forças – principalmente o EB – com "profissionais"  menos identificados com aqueles ideais ante e pós-1964. Com apoio  descarado dos melancias (verde oliva por fora e vermelhos por dentro)  que formam a Tropa de Elite Petralha -, a intenção dos estrategistas da  Defesa é promover um grande "caroneamento".

Oficiais das turmas de 1973 a 1980 seriam convidados a "pedir para  sair". Seriam "promovidos" indo para a reserva. Subiriam um posto acima  no contracheque. Seria uma espécie de cala-bolso. Os novos oficiais –  identificados com a Nova Ordem Petralha – ganhariam promoção na ativa.

Os que adoram a vida militar ainda teriam uma outra opção. Seriam  convidados a aderir à Força Nacional de Segurança. Claro, com vantagens  salariais para deixar o EB, a Armada ou a FAB. Assim, as três Forças  seriam cuidadosamente enfraquecidas. Sem Defesa. Nem adianta cuecão  blindado!

O esquema de reengenharia das FFAA é para anteontem. Por isso, o Genérico  Nelson Jobim resolveu pedir à futura chefona-em-comando que deixe nos  cargos os atuais chefes militares: Enzo Peri, do Exército; Júlio Soares  de Moura Neto, da Marinha; e Juniti Saito, da Aeronáutica. Os três  liderarão o enxugamento. Cumprida a missão dolorosa, acabam premiados com  algum cargão em empresa estatal de economia mista. E passam a espada  para militares ainda mais identificados que eles com o dilmalulopetismo.

Para cuidar dos bilionários negócios de reaparelhamento das três Forças,  os milicos não precisam se preocupar. O PMDB já chamou o Moreira – que o  velho slogan eleitoral jurava que era "Franco, Seguro e Capaz". Se a  marketagem é real, só Deus sabe. Só não restam dúvidas de que o futuro  Secretário de Assuntos Estratégicos é o maior aliado das empreiteiras  que comandarão o reequipamento das Legiões. Jobim terá de trabalhar com  o Moreira. Imposição do Michel Temer. Mesmo contrariando a Dilma.

Enquanto a reengenharia não atinge as Legiões, tudo fica pior que antes nos  quartéis do Abrantes. As Forças Armadas tomam cada vez mais pancadas  ideológicas. Perdem, de goleada, a guerra assimétrica promovida pelos  vencedores do confronto pós-dita-dura. Tornam-se alvos fáceis dos pretensos  defensores dos Direitos Humanos. Vide a decisão da Corte Interamericana de  Direitos Humanos – apoiada pela Comissão de Anistia daqui – que deseja  punição para os acusados de tortura durante o governo dos presidentes
militares.

Quer mais? Enquanto os quartéis faltam recursos até para comprar comida  para a tropa, sobra grana para outras inutilidades. O chefão $talinácio  liberou a primeira parcela de R$ 30 milhões de um total de R$ 44,6  milhões de indenização à União Nacional dos Estudantes (UNE) como  reparação pelos danos causados à entidade durante a ditadura militar (1964-1985). Os R$ 14,6 milhões restantes entrarão no Orçamento de 2011.  Dilma vai mandar pagar.

Sorte da petralhada que os militares de hoje se parecem com aquele machão da piadinha homofóbica. O valentão não tolera que passem a mão em seu traseiro. A não ser que a dedada tenha duração mínima de meia hora.
Assim, fica tudo como dantes na poupança do Abrantes. Para os covardes  que aceitam perder a guerra assimétrica, nem cuecão blindado salva.

Ainda bem que é assim. Custaria mais caro à Nação se Moreira e Jobim precisassem encomendar o protetor milionário para tantos bundões que defecam no sagrado juramento à Bandeira do Brasil.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe  do blog e podcast "Alerta Total". Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

1.09.2011

EX-GUERRILHEIRO E RÉU NO "MENSALÃO" PARA CARGO NO MINISTÉRIO DA DEFESA


TAPA NA CARA: JOBIM CONVIDA EX-GUERRILHEIRO E RÉU NO "MENSALÃO" PARA CARGO NO MINISTÉRIO DA DEFESA

Nelson Jobim convida o deputado federal José Genoíno para ser assessor especial do Ministério da Defesa


Evandro Éboli

O deputado federal José Genoino (PT-SP) foi convidado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, para ser assessor especial da pasta a partir de fevereiro, quando termina seu mandato. Na eleição de outubro, o petista não conseguiu se reeleger, e é o primeiro suplente da coligação integrada pelo PT. Na Defesa, é dada como certa a ida de Genoino - um dos réus do mensalão no Supremo Tribunal Federal e ex-guerrilheiro - para o ministério.

- Não estou em Brasília. Estou de férias e não há convite. Depois de fevereiro, irei decidir o que fazer - desconversou Genoino nesta quinta-feira, que afirmou ter bom trânsito junto aos militares.

- Atribuo essa especulação ao fato de sempre ter me dado bem com Jobim. Ajudei na aprovação de projetos do ministério, como a Estratégia Nacional de Defesa e a lei complementar. E mantenho uma boa relação institucional com os militares - disse.

 MP denunciou o deputado pelo episódio do mensalão

Genoino foi líder estudantil e atuou na Guerrilha do Araguaia, quando esteve no PCdoB, na década de 70. Foi preso em 72, torturado, e passou cinco anos detido. É um dos fundadores do PT e foi presidente da legenda. Em 2005, deixou o comando do partido após o escândalo do mensalão. Genoino foi denunciado pelo Ministério Público e acusado de corrupção e de destinar recursos para a base do governo.

Em depoimento à Justiça Federal, o petista negou envolvimento e disse que foi perseguido pelo que representava. Ele está na lista dos 39 réus do processo do mensalão que tramita do STF. Genoino avalizou os empréstimos que o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, fez e que, segundo o Ministério Público, serviriam para o pagamento do mensalão a deputados da base governista.

O deputado integra a direção da Frente Parlamentar de Defesa Nacional, que atua a favor de projetos das Forças Armadas na Câmara e no Senado. Como assessor especial, Genoino poderá atuar no Congresso Nacional. Em 2010, ele teve papel importante na aprovação da lei que criou o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, duas novas secretarias no ministério e que deu poder de polícia para a Marinha e a Aeronáutica. O deputado também apoiou o envio de tropas para o Haiti.

No primeiro mandato de Lula, Genoino chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Defesa. Entre os militares da ativa não há tanta resistência ao nome de Genoino, mas sim o receio de que esteja sendo preparado para ser o futuro ministro.

As maiores restrições ao seu nome estão entre os oficiais da reserva. Sua participação no combate ao regime militar ainda incomoda. Ao longo de sua carreira política, Genoino recebeu várias condecorações militares, como a do Mérito Tamadaré, da Marinha; medalha Santos Dumont, da Aeronáutica; do Pacificador, do Comando do Exército; e do Mérito da Defesa, do Ministério da Defesa.

O GLOBO

Postado por Ricardo Montedo

 "Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé".

2 Timóteo 4.7:

“O mal triunfa quando os homens de bem se omitem.” Edmund Burke

1.02.2011

Ufa

Terminou o desgoverno que negou asilo a dois atletas, entregando-os à ditadura cubana, e concede abrigo a um terrorista assassino, negando sua extradição a um país absolutamente democrático como a Itália.

12.05.2010

Guerra do Rio

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 02 de dezembro de 2010.
 
Origem da “guerra”
 
Os serviços de inteligência afirmam, categoricamente, que a violência no Rio de Janeiro foi em consequência de um impasse nas negociações entre políticos e policiais corruptos com os chefões da bandidagem. Os quadrilheiros quebraram o pacto de não-agressão porque se negaram a reajustar a tabela de propinas cobradas pelas autoridades policiais e políticas.
 
Governantes Omissos e Coniventes
 
A atuação das Forças Armadas nas Operações contra o narco-tráfico no Rio de Janeiro escancaram ao Brasil e ao mundo a inoperância dos governadores do estado do Rio de Janeiro, nas últimas três décadas, a crônica falta de recursos e a corrupção das polícias civil e militar da “Cidade Maravilhosa”. A mídia amestrada usou e abusou das imagens mostrando a apreensão de drogas e armas, mas a fuga dos chefões do tráfico mostra a incompetência de uma operação pirotécnica mais preocupada nas tomadas espetaculares do que nos resultados. O planejamento equivocado realizado pelas Forças Auxiliares (policias civil e militar) é patente quando se permitiu que os bandidos usassem rotas de fuga conhecidas por todos. A série de equívocos e falhas mostra que o comando das operações, como reza a Constituição, deveria ter sido realizado pelas Forç as Armadas.
 
A Guerra no Rio
Cel Gelio Fregapani
 
Muito já se escreveu sobre o assunto. Além do aplauso pela apreensão de droga e de armamento, me limitarei a preocupações ainda não aventadas suficientemente.
 
1ª – Não adiantará muito prender ou eliminar os que estavam incendiando os veículos. Estes são familiares de presos menores, forçados a fazê-lo sob ameaça a seus parentes. Maior efeito teria sobre os chefões, castigando-os severamente a cada ação de seus bandidos na rua. Claro, isto não será possível enquanto os direitos humanos dos bandidos forem maiores do que os direitos humanos de suas vítimas.

2º - Todos os pequenos traficantes mortos ou presos são descartáveis e facilmente substituíveis. Os grandes estão fora do alcance. O único segmento que podemos atingir eficientemente é o usuário, que financia tudo. Enquanto quisermos tratá-lo como doente e coitadinho nada funcionará. Temos que impor pesada multa ou trabalhos forçados, conjugado com uma campanha psicológica como a que foi feita contra o cigarro; centrada não sobre o perigo (que atrai os audazes), mas sobre o mote de que “a droga é para os fracos”.
 
3ª - Quando aquele tenente do Exército entregou três traficantes à facção inimiga apareceram o MP e os “direitos humanos” para atacar o Exército. O Beltrame disse "o Exército não está preparado para atuar na Segurança Pública..." Agora, por passe mágica, o Exército virou "a solução para o Alemão"... Mais cedo ou mais tarde alguém terá que atirar. Será processado também?
 
Todos sabemos que a responsabilidade terminará nas mãos do Exército, e que em breve o atual aplauso das comunidades se transformará em descontentamento, pelo prejuízo à estrutura econômica baseada no tráfico. O Exército sabe que só poderá ter sucesso acumulando o poder militar com o poder político, sob lei marcial. Ou não?
 
 
Solicito Publicação
 
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
E–mail: hiramrs@terra.com.br
do:http://brasilacimadetudo.lpchat.com

11.28.2010

Recibo do fracasso na Segurança Pública

Por Maria Lucia Victor Barbosa

O Rio de Janeiro é o cartão postal do Brasil, sonho de turistas estrangeiros. E não faltam belezas naturais em todo Estado do Rio. No entanto, o que se vê nestes tristes dias é a explosão descomunal de um processo de violência vinculada ao narcotráfico, se bem que tiroteios, assaltos, assassinatos faz tempo atemorizam a população carioca.

Segundo consta, começou com Leonel Brizola o que hoje é o Estado paralelo do crime. Para se eleger, Brizola fez acordo com bicheiros e a polícia não podia subir os morros para não incomodá-los. Dos bicheiros aos narcotraficantes foi tramado o enredo tenebroso que se alastrou pelo tempo sustentado pela corrupção das autoridades, pela impunidade, pela indiferença social.

Se esse câncer social não é de agora, é preciso lembrar que Lula da Silva iniciou seu primeiro mandato prometendo que tudo iria mudar. Foram prometidos doze presídios de segurança máxima, mas só um foi construído em Cantanduvas – PR. Uma ideia megalomaníaca acenava com a regularização de todas as favelas do Brasil e, claro, nada foi feito nesse sentido. Alçado ao posto de redentor dos pobres, pela propaganda e pelo culto da personalidade, Lula da Silva vive se gabando que praticamente acabou com miséria no País. Mas, se o Brasil é um paraíso sem pobreza e desemprego, o que leva jovens favelados a se unirem aos narcotraficantes como única opção para uma breve e bestial vida?

Na verdade, a explosão do terrorismo nunca antes vista no Rio de Janeiro e nesse país é o recibo do fracasso dos governos Federal e Estadual na área da Segurança Pública. E quando os criminosos continuam a por fogo em ônibus e outros veículos, mesmo diante de todo aparato policial e do apoio das FFAA, o recado está dado para as autoridades: vocês não valem nada, somos nós que mandamos.

Dirá o governador Sérgio Cabral, eleito com espetacular votação, que as Unidades de Polícia Preventiva asseguraram a paz em algumas favelas cariocas e, que por isso, bandidos de lá fugiram para por fogo nas ruas. De fato, não deixa de ser interessante a presença da policia junto à população, mas as UPPs, que valeram votos para a candidata do presidente, não são suficientes. Há que ter no governo um sistema de inteligência capaz de rastrear com antecedência as manobras dos traficantes e das milícias, prisões sem trégua para retirar os marginais do meio social, juízes que não soltem os bandidos facilmente, ação constante de confisco de armas e drogas, uma polícia bem paga e bem armada que não dê trégua aos criminosos.

No tocante à remuneração dos policiais, o estabelecimento de um piso salarial nacional, projeto que tramita no Congresso, já foi detonado por Lula da Silva. Ele quer mesmo o trem-bala, desperdício não menos faraônico do que seria a construção de uma ONG em forma de pirâmide, que serviria unicamente para cultuar o presidente da República e facilitar seus negócios.

Sobre a ação da Polícia Militar e Civil, especialmente do Bope, é justo louvar a coragem e o heroísmo dos policiais que arriscam suas vidas numa guerra sem fim. E se a magnitude da violência ultrapassou a violência cotidiana e demandou o apoio das FFAA, esse apoio devia ser habitual para que não se chegasse ao que se presencia agora. Portanto, apesar dos discursos e poses de autoridades federais e estaduais para TVs é lógico afirmar que governos fracassaram redondamente quanto à Segurança da população. Relembre-se que, se o problema é mais acentuado no Rio, existe em todo país.

Não basta, então, dizer que os acontecimentos derivam da fuga de bandidos das favelas por causa das UPPs. O problema é muito mais profundo e estrutural. Seria também necessário maior controle das fronteiras por onde entram drogas e armas, especialmente na Tríplice Fronteira e nas fronteiras com a Colômbia e a Bolívia.

No tocante às sanguinárias Farc, é conhecido seu intercâmbio com traficantes brasileiros, mas, lamentavelmente, o presidente Lula da Silva recusou o pedido do então presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para classificar as Farc como terroristas. Além disso, existe liderança das Farc morando no Brasil com o privilégio de ter sua mulher nomeada para cargo governamental. Sem falar que altas autoridades do governo Lula, que continuarão no governo Rousseff, frequentam o Foro de São Paulo onde se reúnem as esquerdas latino-americanas, incluindo, as Farc, das quais são muito amigas.

Resumindo, o espetáculo da guerra do tráfico no Rio de Janeiro é o retrato do final de oito anos do governo Lula que passa recibo do fracasso na Segurança Pública. É também um dos aspectos da herança maldita que Dilma Rousseff vai receber. Outras maldições continuarão na Saúde, na Educação, na infraestrutura, na gastança, na dívida pública, no descontrole da inflação que o reconduzido ministro Mantega quer camuflar. O povo quis. O povo terá.

(*) Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga

http://www.maluvibar.blogspot.com

11.02.2010

O Brasil do bem- É só uma questão de inteligência e estratégia


Olhando o mapa do Brasil, vemos que a Oposição venceu em onze estados brasileiros. Tem o maior PIB e praticamente a metade do eleitorado em suas mãos. No país que Lula dividiu, a Oposição conquistou um importante e significativo espaço territorial, populacional, social, enfim. Quer ver uma idéia simples de como a Oposição poderia fazer Oposição? Criem, nestes onze estados, pelo menos um programa comum de geração de renda, de empregabilidade, de educação, de saúde, de habitação, de segurança. Unam estes onze estados em uma verdadeira federação. Dêem a estes programas um mesmo nome, uma mesma marca. Comprem em bloco, para baratear as obras. Montem uma estrutura central de planejamento, usando as melhores cabeças pensantes. Ajam como se fossem um país, não como estados isolados. Se fizer isto, ao final de quatro anos, a Oposição terá um milhão de casas, mil policlínicas, duzentas escolas técnicas , uma obra completa para mostrar. Esta é a única forma de enfrentar a máquina federal. É difícil fazer isso? Não. É só uma questão de inteligência e estratégia. Senhores governadores de Oposição, este é o governo paralelo que pode ser montado. Um governo do Bem. É uma idéia boba e absurda? Não, não é. A não ser que os egos e as lutas pelo poder levem todos, novamente, à derrota. É só uma questão de escolha. Não do nome do próximo presidente, mas do que ele terá para dizer ao Brasil que seja maior do que a Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o PAC.
do:http://coturnonoturno.blogspot.com/

11.01.2010

E O PIOR ACONTECEU...

            Infelizmente, apesar do esforço denodado dos democratas, o resultado das eleições foi a vitória da criatura.

            Trata-se do sucesso do atraso, da ignorância, da falta de brio, do conformismo da maioria do eleitorado brasileiro, comprada com esmolas diversas e cega às evidências da malversação do dinheiro público, da mentira endêmica, da corrupção liberada, da falta de compostura e da indigência intelectual do espertíssimo criador.

            As centenas de escândalos, noticiados diariamente pela imprensa independente (continuará viva?), negados contra todas as evidências pelo senhor feudal e seus baronetes, parecem ter anestesiado os eleitores, preocupados apenas com seu umbigo, como se a eleição fosse para síndico de prédio ou, no máximo, presidente de clube de futebol. 

Essa miopia política foi alimentada e explorada por uma campanha eleitoral das mais medíocres, onde situação e oposição, seguindo cegamente a orientação de seus marqueteiros, diziam apenas o que os eleitores queriam ouvir. Nenhum candidato apresentou, em qualquer ponto da campanha, algo parecido com uma plataforma de governo; limitaram-se, a criatura e seu opositor (opositor?), a uma lista de promessas de felicidade geral, sabendo muito bem, ambos, que seu cumprimento é inexequível, pois não há recursos para tantas bondades, ainda mais com o previsível aumento da já elevadíssima taxa de corrupção do governo do criador – afinal, o apoio da “base” será cada vez mais dispendioso, em cargos e em comissões.

Como ficou demonstrado que não basta apenas denunciar o descalabro administrativo e a roubalheira do dinheiro público – o que foi feito com exemplar competência pela imprensa – é necessário outro tipo de providências, na esfera jurídica, através do Ministério Público, da OAB, das entidades representativas da sociedade civil (não a sociedade civil da novilíngua petista, mas a histórica, sociológica, entendida como a parte da sociedade que não pertence ao serviço público e não recebe do tesouro nacional).  O judiciário não tem condições de julgar tantos processos?  Pelo menos ficarão na fila de espera e talvez alguns dos denunciados cheguem a ser sentenciados na segunda instância, ficando impedidos de se candidatarem, pela Lei da Ficha Limpa.

Essa mesma lei nos exemplifica outro caminho a seguir, o das leis de iniciativa popular, com o povo mobilizado pela Internet e o patrocínio de um dos poucos políticos dignos de seu mandato, que se dispuser a apresentá-la e defendê-la.  Dá trabalho?  Sim, mas é um caminho que demonstrou sua validade.  Pior é não fazer nada, e esperar que os órgãos públicos “competentes” ajam para conter o descalabro.

Com a eleição do continuísmo petista, antes mesmo da posse da criatura, os asseclas do criador tentarão aprovar leis baseadas no execrável PNDH-3 governamental, ou na Confecom e outras assembleias dirigidas – sem poder delegado pelo povo, mas arvorando-se em representantes do mesmo, dos “movimentos sociais” ou da “sociedade civil”, neste caso na concepção petista, por isso com aspas – convocadas entre simpatizantes e beneficiários do lulopetismo e confiantes na inação do Legislativo, que deveria contestar sua ação. 

Um dos primeiros alvos será, provavelmente, a imprensa, cuja liberdade já foi atacada em vários estados, por meio de projetos de lei que visam a controlá-la.  Alguns já foram aprovados, dependendo apenas de sanção do Executivo, o que não parece muito difícil.  Não é possível atacar essas tentativas com a arguição direta de sua constitucionalidade, obrigando o STF a se pronunciar e evitando o desgastante e longo processo judicial de contestá-las pelo caminho ordinário?  Se os partidos políticos, que podem arguir a constitucionalidade de tais leis, não tiverem interesse em fazê-lo, que outros mecanismos podem ser acionados? A Ação Popular?

O que está provado é que denunciar os desvios não é suficiente.  As reclamações não são consideradas, os escândalos são sepultados por outros mais recentes, numa sequência de tsunamis imorais que não dão tempo para a reação e anestesiam a opinião pública.  É preciso agir no campo jurídico, acionando os responsáveis pelos crimes e desmandos e cortando o mal pela raiz.

O pior aconteceu, mas, como se diz na minha terra, não está morto quem “peleia”. Pelejemos, pois!

Gen Div Clovis Purper Bandeira

1º Vice-Presidente do Clube Militar




10.31.2010

Tolerancia zero

A prática bem sucedida do mesmo discurso que levou o PT ao poder e que, com estas eleições, ficou comprovado ser o único que pode extirpar este câncer que tomou conta do país. Para começar, aqui vai o nosso primeiro brado, o nosso primeiro convite, a nossa primeira declaração de guerra: “Fora, Dilma!”, “Fora, socialismo!”, “ Fora, corrupção!”, “Fora,pelegos!”. Leia na integra

Afinal, o que queremos?

Encerra-se hoje a mais longa campanha eleitoral de que se tem notícia no País, e certamente em todo o mundo: oito anos de palanque na obstinada perseguição de um projeto de poder populista assentado sobre o carisma e a popularidade de um presidente que, se por um lado tem um saldo positivo de realizações econômico-sociais a apresentar, por outro lado, desprovido de valores democráticos sólidos, coloca em risco a sustentabilidade de suas próprias realizações na medida em que deliberadamente promove a erosão dos fundamentos institucionais republicanos. Essa é a questão vital sobre a qual deve refletir o eleitor brasileiro, hoje, ao eleger o próximo presidente da República: até onde o lulismo pode levar o Brasil?

Quanto tempo esse sentimento generalizado de que hoje se vive materialmente melhor do que antes resistirá às inevitáveis consequências da voracidade com que o aparelho estatal tem sido privatizado em benefício de interesses sindical-partidários? Tudo o que ambicionamos é o pão dos programas assistenciais e do crédito popular farto e o circo das Copas do Mundo e Olimpíada?

Lamentavelmente, as questões essenciais do País não foram contempladas em profundidade pelo pífio debate político daquela que foi certamente a mais pobre campanha eleitoral, em termos de conteúdo, de que se tem notícia no Brasil. Mais uma conquista para a galeria dos "nunca antes neste país" do presidente Lula, que nessa matéria fez de tudo. Deu a largada oficial para a corrida sucessória, mais de dois anos atrás, ao arrogar-se o direito de escolher sozinho a candidata de seu partido. Deu o tom da campanha, com a imposição da agenda - a comparação entre "nós e eles", entre o "hoje e ontem", entre o "bem e o mal" - e com o mau exemplo de seu destempero verbal.

Uma das consequências mais nefastas dessa despolitização que a era lulo-petista tem imposto ao País como condição para sua perpetuação no poder é o desinteresse - resultante talvez do desencanto -, ou pelo menos a indulgência, com que muitos brasileiros tendem a considerar a realidade política que vivemos. A aqueles que acreditam que podem se refugiar na "neutralidade", o antropólogo Roberto DaMatta se dirigiu em sua coluna dessa semana no Caderno 2: "Você fica neutro quando um presidente da República e um partido que se recusaram a assinar a Constituição e foram contra o Plano Real usam de todos os recursos do Estado que não lhes pertencem para ganhar o jogo? (...) Será que você não enxerga que o exemplo da neutralidade é fatal quando há uma óbvia ressurgência do velho autoritarismo personalista por meio do lulismo, que diz ser a ‘opinião pública’? O que você esperava de uma disputa eleitoral no contexto do governo de um partido dito ideológico, mas marcado por escândalos, aloprados e nepotismo? Você deixaria de tomar partido, mesmo quando o magistrado supremo do Estado vira um mero cabo eleitoral de uma candidata por ele inventada? É válido ser neutro quando o presidente vira dono de uma facção, como disse com precisão habitual FHC? Se o time do governo deve sempre vencer porque tem certeza absoluta de que faz o melhor, pra que eleição?"

Quatro anos atrás, nesta mesma página editorial, dizíamos que "as eleições de hoje são o ponto culminante da mais longa campanha eleitoral de que se tem notícia no Brasil. Desde 1.º de janeiro de 2003, quando assumiu a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva não deixou, um dia sequer, de se dedicar à campanha para a reeleição. Tudo o que fez, durante seu governo (...) teve por objetivo esticar o mandato por mais quatro anos". Erramos. O horizonte descortinado por Lula era, já então, muito mais amplo. Sua ambição está custando à Nação um preço caríssimo que só poderá ser materialmente aferido mais para a frente. Mas que já se contabiliza em termos éticos, toda vez que o primeiro mandatário do País desmoraliza sua própria investidura e não se dá ao respeito. Mais uma vez, essa semana, no Rio de Janeiro, respondeu com desfaçatez a uma pergunta sobre o uso eleitoral de inaugurações: "Não posso deixar de governar o Brasil por conta das eleições." Ele que, em oito anos no poder, só pensou em eleições!
do: Estadao

10.26.2010

Redenção é o que esperamos!

Prof.ª Aileda de Mattos Oliveira
(Membro da Academia Brasileira de Defesa)

O tempo que nos separa das urnas vai, gradativamente, se esgotando, aumentando em todos nós a expectativa da decisão definitiva. É irreversível. Se esta escolha não preceder de uma amadurecida reflexão, recairão sobre todo o País as consequências da negligência, da insensatez dos brasileiros não levarem a sério os problemas políticos causados pelos políticos-problemas.

Serão mais quatro ou oito anos de abominações de toda sorte, já impostas pelo canhestro presidente ao Estado e cujo vasto exemplário de prevaricações vem dar vida ao seu antes inexpressivo chavão “nunca antes na história deste país” (que ora completamos) “houve um corruptor e um corrupto como Lula”. Sai consagrado pelas transgressões o ex-peseudometalúrgico.

Sairão das mãos de uma estúpida candidata, monitorada por um inescrupuloso “senhor das sombras”, novas leis de retrocesso que, fatalmente, serão aprovadas por um Legislativo que já se forma inexpressivo, e desmoralizado pelas ações de seus anteriores representantes.

Todas as áreas foram ofendidas pelo ignorante presidente que, como nada sabe, destruiu o que foi erguido e consolidado pelos que sabiam. Invejoso e egocêntrico, não pôde suportar ver a Nação seguir o seu caminho em busca de um contínuo desenvolvimento, alicerçado no conhecimento. Para isto, era necessário arrasar a estrutura educacional, em todos os níveis, como garantia de obstar as necessidades do brasileiro e deixá-lo refém de suas bolsas, sujas remessas de dinheiro por intermédio de instituições oficiais.

A área da Educação foi arrasada pelo comando criminoso que ainda pretende eleger um dos maiores exemplos de ignorância e de sordidez, como a criminosa Dilma, servidora do mal. No Ensino Fundamental, foi inserida nos livros didáticos, a pornografia oficial a pretexto de ensino sexual. Lembrem-se de que esta fase de aprendizado vai do primeiro ao nono ano do antigo primário. Crianças na faixa que, antes deste governo gramscista, era denominada “infância”, hoje convivem com o vocabulário da safadeza.

Livros de Geografia abandonaram os acidentes geográficos para indicar os pontos de droga nos morros. Os de História, já não falam nos heróis nacionais; as batalhas nas quais participaram as tropas brasileiras mudaram de nome e são elas as responsáveis pela guerra.

A inversão ou ausência de norma é a norma deste governo ordinário e nefasto. Como o povo é indisciplinado, vê nele o reflexo de sua face, mostrando que os iguais se procuram e convivem. Por esta razão, o voto deveria ser apenas reservado aos contribuintes. Os outros vivem deles, dos seus impostos, sem nada fazer ou sem se preocupar com o que faz. Esta também é uma lei de Gramsci: “os que trabalham têm obrigação de sustentar aqueles que desejam permanecer no ócio”. É a lei do Lula e o de seu Lulinha. É a lei deste governo.

Dia 31 de outubro próximo, poderá ser o Dia da Redenção do Brasil se desejarmos que a liberdade permaneça, que a bandeira auriverde continue o símbolo da nacionalidade brasileira e se não consentirmos que o trono seja ocupado pela produção artesanal do Fidelito de Garanhuns do Agreste, grotesco exemplar da fauna humana do partido vermelho.
do:http://brasilacimadetudo.lpchat.com/

Por que não voto em Dilma

Por:Rodrigo Constantino

Perplexo ao ver que pessoas de bom nível financeiro e social desconheciam certos fatos sobre Dilma e o PT, resolvi resumir os 10 principais motivos pelos quais não voto na candidata:

1- não voto em ex-terrorista e ex-assaltante que lutava para implantar no país uma ditadura comunista como a cubana, e que até hoje afirma ter orgulho dessa luta, sem ter mudado de lado;

2- este foi o governo mais corrupto da história deste país! O livro "O Chefe" refresca a memória do que foi esse governo. José Dirceu é "chefe de quadrilha", Lula claramente sabia de tudo, e Erenice Guerra é braço-direito de Dilma. Roubaram como ninguém! E foram pegos roubando! Votar neles significa dar uma carta em branco, autorizar a roubalheira, dizer que não se importa com isso tudo. É matar de vez a ética! E não esqueça de Celso Daniel, assassinado de forma até hoje obscura;

3- essa turma tem um projeto autoritário de poder, e está disposta a tudo por isso. O PNDH-3 dá uma idéia do que eles realmente querem: censurar a imprensa de vez e transformar o Brasil numa grande Venezuela, do camarada Chávez. O PT fundou com o ditador Fidel Castro o Foro de São Paulo, onde até os sequestradores e traficantes das FARC chegaram a participar;

4- em economia o governo foi totalmente irresponsável, o crédito estatal já representa metade do crédito no país, e isso é um perigo. Nenhuma reforma estrutural (previdenciária, trabalhista e tributária) foi feita. O partido condena as privatizações como se fosse um pecado tirar as tetas estatais dos sindicatos, políticos corruptos e apaniguados. Se hoje temos crescimento, isso se deve mais às reformas de FHC, ao contexto internacional e aos estímulos insustentáveis do governo, cuja conta vamos ter que pagar depois;

5- no âmbito internacional, Lula se aliou aos piores ditadores do mundo, fez um estrago na imagem do Itamaraty, abraçou assassinos e politizou o Mercosul, sem falar de seu discurso anti-americano mais que atrasado;

6- o PT aparelhou toda a máquina estatal, toda! Os sindicalistas tomaram conta de tudo, incluindo a Polícia Federal, o que é um risco enorme ao Estado de Direito. Tomaram conta das estatais, das agências reguladoras, do Itamaraty, dos fundos de pensão, das ONGs, e até do STF!

7- O presidente Lula é possivelmente a pessoa mais imoral que já vi na minha vida! Lula é mitomaníaco, mente compulsivamente, demonstra claros sinais de perversidade até. Seu populismo demagógico é absurdo e lembra os piores caudilhos que esse continente já teve (e ainda tem: Chávez na Venezuela, casal K na Argentina, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador). Lula ridiculariza as leis o tempo todo, misturando a função de presidente com a de garoto-propaganda de partido;

8- O MST apoia Dilma, e Dilma veste o boné do MST, literalmente. O MST é um movimento criminoso, financiado por nossos impostos, que invade propriedades privadas, que defende a revolução armada comunista em pleno século XXI;

9- Os piores "coronéis" do PMDB estão todos com Dilma! Sarney, Michel Temer, Ciro Gomes, Jader Barbalho, Fernando Collor, e muitos outros, todos aliados de Dilma. O fisiologismo chegou a patamares impensáveis no governo Lula, e tende a piorar com Dilma;

10- Censura da imprensa. Censura da imprensa. Uma vez mais: censura da imprensa. Ancinav, CNJ, PHDN-3, o PT já deu claras demonstrações de que pretende continuar sua tentativa de censurar a imprensa. A democracia corre perigo, de verdade. Como votar em alguém assim? Seria um atentado à nossa democracia, que ainda não está sólida o suficiente para resistir aos golpistas. Não seja cúmplice disso! Não vote em Dilma.

10.24.2010

VOTAR NELA? – Doc 308/2010 - NÃO VOTE EM TERRORISTA, NEM EM ASSALTANTE.


 

 

NÃO VOTE EM TERRORISTA, NEM EM ASSALTANTE.

De acordo com o AURÉLIO, "bandoleiro" é bandido, cangaceiro, vadio; "bandido" é salteador, malfeitor, facínora, pessoa sem caráter, de maus sentimentos.

Isso será, sem dúvida, pessoa com registros em órgãos de segurança, tais como:

         - participante de assalto ao cofre do então governador Ademar de Barros/S Paulo, de onde surrupiou mais de 2,5 milhões de dólares, dos quais se apoderou e nunca disse do que fez do dinheiro roubado, provavelmente usado em outras ações de terrorismo; seu ex-marido confirmou em declaração ao jornal ZERO HORA de Porto Alegre;

         - participante de um bando terrorista – a organização subversiva comunista marxista-leninista  VPR (VAR PALMARES). - e que, de metralhadora em punho, assaltava bancos e quartéis do Exército e da Polícia Militar, inclusive para obter recursos em dinheiro e armas a fim de combater o governo no Poder, não em defesa da Democracia, mas para implantar uma ditadura socialista-comunista à moda CUBA no Brasil, intento que certamente voltará a perseguir se no poder estiver.

         Essa pessoa, conforme os registros referidos, é a Sra. Dilma Roussef, a tal candidata que o presidente da República quer impingir ao Brasil, não por suas qualidades positivas, se as houver, mas por sua subserviência, contando tê-la como marionete através da qual continuará a reger o País à sua maneira destemperada, conivente com o erro, visando o objetivo que persegue há anos, desde os tempos de rebelde sindicalista, de instalar no Brasil uma república socialista ditatorial.

A essa Sra., mancomunada, por certo, com os atores das corrupções que se praticam nesse governo que aí está, seu braço direito, pessoa da sua mais absoluta confiança, na qual punha toda a fé no seu valor e suposta inteireza, dá-lhe, agora,  a inesperada  surpresa de ver-se que a tramóia, que  mais uma vez se praticava na Casa Civil da Presidência da Republica, no mesmo vezo de Zé Dirceu, veio à tona. D. Erenice, o seu tal braço direito, agora sua substituta,  estava de conluio e em parceria com dois filhos seus e outros parentes, ao que se diz inclusive o marido, valendo-se das facilidades propiciadas pelo alto posto, enredada em grossa corrupção, em propinas – ou, num eufemismo recém criado, "comissões de sucesso"

Pode uma pessoa honesta aceitar tal situação, apenas para atender às falsas pretensões do presidente? Pode ter a coragem de por em risco o País e votar nessa mulher, para o mais alto posto da República? Nela, que se tem, inclusive, revelado incompetente, além de astuciosa, prepotente, autoritária, "predicados" que agora procura mascarar, com cara nova, só sorrisos, e nas vestes de altos costureiros, tudo, certamente,  à custa do erário, pago com cartões corporativos? Não, por Deus!

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58  93. Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza . Somos 1.762 civis – 49 da Marinha -  474 do Exército – 50 da Aeronáutica; 2.335. In Memoriam 30 militares e dois civis.  Batistapinheiro30@yahoo.com.br. WWW,fortalweb.com.br/grupoguararapes.   08   de Out  2010 

Basta de mentira, cinismo, enganação, carinha de vítima

Por Arlindo Montenegro

Sabe aquela máxima do "time que está ganhando não se mexe"? Pois então, vale para a posição dos brasileiros, confortáveis em convicções conservadoras como: crença cristã, casar na igreja, batizar os filhos, fazer o sinal da cruz, agradecer com um "Deus lhe pague", votar massivamente contra a legalização do aborto, contra a proibição da posse de armas de defesa pessoal e doméstica...

O espetáculo midiático destas eleições tenta tapar o sol com a peneira. A agressividade da dona candidata do "chefão", - que os marqueteiros tentam esconder sob a máscara de santa do pau oco, vestida de branco quando o vermelho é sua cor preferida, cor do sangue de brasileiros que ajudou a derramar no começo de sua carreira política terrorista, - manifesta-se a cada palavra e gesto.

Contradição quando refere o aborto, incongruência no fingimento de religiosidade. A dona, que nem o chefão, entraram numa de desespero. Um arrota mentiras e ameaças babando e gesticulando com a cara amarrada. A outra, com riso amarelo ou cara de birra, mente citando números, gagueja, troca de assunto, culpa Deus e todo o mundo pelo que o desgoverno do chefão e ela mesma deixaram de fazer e acontecer. Se a economia vai bem e enriquece banqueiros e empresários baba ovo, sobrando umas merrecas e crédito para os demais, é porque as decisões vem de fora.

Em matéria de decisão econômica, o chefão apenas cumpre os ditames do G-20, isto é, dos controladores mundiais da economia globalizada. E de lambuja, o primeiro filho, a primeira secretária, o advogado lobista que anuncia o poder sindical petista, Eike Batista, Abilio Diniz, as empreiteiras, a White Martins, vão enchendo o... cofre, distribuindo propinas, na prática institucionalizada da corrupção ilimitada, abençoada pelo partido que governa todos os partidos.

Esta gente dirige o "buzão" Brasil, por estradas poeirentas e esburacadas, as tais BR, metendo o pé no freio do desenvolvimento e alegando que tudo está planejado no paco do pac. Por que não fez na educação? Não é o Ministério da deseducação quem impõe os curriculos escolares e as cartilhas ensinando sacanagem, heresia e mentiras sobre história? Os professores não são obrigados a adotar o construtivismo que desconstroi o individualismo conservador?

E estrada, porto, aeroporto, ferrovia, segurança? Tem dinheiro prá Cuba, tem dinheiro para os palestinos, para ditadores pelo mundo afora, para cartões corporativos secretos, para a propaganda estatal massacrante, para as constantes viagens internacionais, hotéis de luxo, ternos de grife, botox... e para infraestrutura ficam os projetos históricos do paco do pac, uma espécie de promessa, "pode deixá queu vou fazê...já tá planejado...se eu fô eleita..." É que nem aquele conto do vigário que "ajudava" o trombadinha da febem. Por falar no diabo, está pregando com toda santidade ao lado da dona e do chefão em comícios.

É a vitória da pedofilia, do aborto e da mentira que neste caso tem pernas longas. Tem as bençãos do poder, que também protege os fornecedores de cocaina, crack, maconha e sei lá mais que outras merdas, que atravancam os neurônios viciados e resultam na morte de mais de cem mil assassinados e acidentados por ano. Até cego, surdo e mudo pode ver, ouvir e expressar os resultados das escolhas políticas, o desmazelo e a fixação por desconstruir o que a nação conservou como fundamento, como norma de vida, provada por séculos, recusando os atos improdutivos e fixando respeito, disciplina, deveres, liberdade...

A fixação e o descaso, a desonstrução cultural tem como meta o "internacionalismo proletário" modificado pela nova ordem mundial. Todo o alicerce moral e material que sustentava a construção de uma nação soberana, tem sido minado por sabotadores criminosos, que dão voltas sobre assuntos genéricos e se mostram zangados, ofendidos, agressivos quando seus crimes e sujeira moral são expostos.

Já passou da hora da nação saber se são ateus ou crentes, se são coletivistas ou conservadores, se trabalham pela nação ou pelo internacionalismo comunista da nova ordem mundial ou pela nação, se reconhecem e aceitam Jesus como guia e exemplo ou preferem os boffes, betos, lancelotes e outros heréticos da teologia da libertação.

Se querem construir o que está escrito nas resoluções do PT e do Foro de São Paulo ou se querem respeitar a vontade dos brasileiros, bem diferente e contrária à violência e cinismo, corrupção e putaria, agressão e totalitarismo já encaminhados como projeto de lei, o PNDH firmado pelo chefão e sua dona, "sem saber". Agora apresentar um programa de governo num dia e mudar no outro dia, é escarnecer dos outros!

Dizer que "confia na assessora" num dia e no outro dizer "que não sabia" da concessão de privilégios, em documentos que assinou, para o marido, o filho, o outro filho ou para os representantes da White Martins no caso do controle total sobre a venda do oxigênio produzido pela Petrobrás (www.alertatotal.net, 19.10.2010 = Tráfico de Influência e privataria na Petrobrás: engenheiro denuncia ao Procurador da República), é mangar da gente!

Uma sugestão: bota o boné vermelho do mst de uma vez, usa o terninho vermelho, abre o jogo! Fala que quer substituir a organização da sociedade democrática pelo capitalismo de estado comunista, um comunismo que nem o chinês: um controle de opinião que nem em Cuba, com bolsa familia para cada cidadão, um salário de 30 dolares geral e 90 dólares mensais para médicos e engenheiros. Desinfeta mané!

Basta de mentira, cinismo, enganação, carinha de vítima, discurso de salvador da pátria. Os brasileiros vão decidir entre o diabo vestido de cordeiro, deixar o caminho aberto para a ladroeira do crime organizado ou dar uma respirada com esperança de tomar pé e encontrar uma praia, um espaço para reaprender a pensar antes de emprenhar pelos ouvidos. Vamos mostrar que não somos bestas nem trouxas o tempo inteiro.

Arlindo Montenegro é Apicultor.
do: http://www.alertatotal.net/

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"CADA CARA É UM BANDIDO; CADA BANDIDO, É UMA CARA". (Vovô Peixeiro).

O lanche

Muito bonito. Quem mandou, Cícero Novo Fornari é um velho Cel Inf R1 que teve o ato heróico de em plena comemoração de um 25 de Agosto em Brasília-DF, cruzar a Av. do Exército e depor sua Medalha do Pacificador no Busto do Patrono, em represália à farta e irresponsável distribuição dessa comenda, a celerados como José Geoíno, Dilma Rousseff et caterva.
 A de Genoíno foi entregue pelo então Cmt da Força terrestre, Gen ALBUQUERQUE, alcunhado de Chiquinho do PT e que lhe valeu um regalo dos petralhas, conselheiro da Adm da Petrobrás, sob a chefia da búlgara candidata, Franklin Martins, Guido Mantega, Silas Rondeau e outros, à razão de 76 mil mensais, por cabeça, fora despesas de viagens em sessões esporádicas. Não inventei. Está numa Ata da estatal.
Minha continência, Cel FORNARI.
TEXTO ORIGINAL EM INGLÊS, NO FINAL.

Um texto que nos deixa como exemplo a forma com a qual os norte-americanos, de um modo geral,
tratam e cuidam de seus soldados.

Se quiser avaliar o grau de evolução e de Patriotismo de determinado povo, observe antes, a forma como trata as suas FFAA. (Joe)

Será que merecemos esta nefasta realidade nacional que construimos?
Somente nos lembramos das nossas FFAA no momento do perigo iminente?
Reflitam.

The Sack Lunch
O lanche

Eu coloquei minha bagagem de mão no compartimento de bagagem e sentei-me na minha poltrona numerada.Ia ser um longo vôo. "Estou contente por ter um bom livro para ler. Talvez eu vá tirar um cochilo ", pensei.

Pouco antes da descolagem, uma turma de soldados adentrou pelo corredor central e preencheu todos os lugares vagos ao redor de mim. Eu decidi começar uma conversa.

'Onde você está indo? " Eu perguntei ao soldado sentado próximo a mim.
"Petawawa. Estaremos lá por duas semanas de treino especial, e então nós iremos combater no Afeganistão.

Depois de voar por cerca de uma hora, foi feito um anúncio que o lanche estava disponível, por cinco dólares. Seriam várias horas, antes de chegarmos ao destino e eu, rapidamente, decidi que um almoço ajudaria a passar o tempo ...

Enquanto eu pegava a minha carteira, ouvi um soldado perguntar a seu amigo se ele planejava comprar o almoço. "Não! Isso me parece um monte de dinheiro para apenas um saquinho de almoço. Provavelmente não valha  cinco dólares. Vou esperar até chegarmos à base. "
Seu amigo concordou.

Olhei para os outros soldados. Nenhum deles ia comprar o almoço. Fui até a parte traseira do avião e entreguei à aeromoça uma nota de cinquenta dólares. "Leve um almoço a todos os soldados".Ela agarrou meus braços e apertou com força. Com seus olhos molhados de lágrimas, ela agradeceu-me: "Meu filho era um soldado no Iraque, é quase como se você estivesse fazendo isso por ele."

Pegando dez lanches embalados, ela foi até o corredor onde os soldados estavam sentados. Ela parou na minha cadeira e perguntou: "Qual você mais gosta? - Carne ou frango?"
"Chicken", eu respondi, imaginando por que ela perguntara.Ela retornou à frente do avião, voltando um minuto depois com um prato de jantar da primeira classe.
"Este é o nosso agradecimento".

Depois que terminei de comer, fui novamente para o fundo do avião, indo para uma poltrona vazia, para descansar.Um homem me parou. "Eu vi que você fez. Eu quero ser parte disso. Tome" Ele me deu 25 dólares.
Logo depois voltei para o meu lugar, e vi o comandante do avião vindo pelo corredor, olhando para os números das poltronas.
Enquanto ele andava eu nem esperava que ele estivesse me procurando, mas notei que ele estava olhando para os números apenas do meu lado da avião. Quando chegou a minha fila parou, sorriu, estendeu a mão e disse: 'Eu quero apertar sua mão"  Rapidamente desapertei o meu cinto de segurança e peguei na mão do capitão. Com uma voz potente, ele disse, "Eu era um soldado. Era um piloto militar. Certa vez, alguém me comprou um almoço. Foi um ato de bondade que eu nunca esqueci". Eu estava envergonhado quando um aplauso foi ouvido, de todos os passageiros.

Mais tarde, caminhei até a frente do avião para que pudesse esticar as pernas.Um homem que estava sentado a cerca de seis fileiras na minha frente, estendeu a mão para me cumprimentar.Ele deixou 25 dólares na minha mão.

Quando pousamos, juntei meus pertences e comecei a deixar a aeronave. Esperando na porta do avião estava um homem que me parou, colocou algo no bolso da minha camisa, virou e foi-se embora sem dizer uma palavra. Outros 25 dólares!

Ao entrar no terminal, reencontrei os soldados preparando-se para seguir viagem para a Base
Fui até eles e lhes entreguei setenta e cinco dólares. "Levará algum tempo para chegarem à base .. Dará tempo para um sanduíche.
Deus vos abençoe. ", disse.

Dez jovens soldados deixaram o vôo sentindo o amor e o respeito de seus companheiros de viagem.

Enquanto eu caminhava rapidamente para o meu carro, sussurrei uma oração para seu retorno seguro. Estes soldados estavam dando tudo de si para o nosso país. Só pude dar-lhes alguns lanches. Parecia tão pouco ...

Um veterano é alguém que, em um ponto de sua vida, passou um cheque em branco nominal aos "Estados Unidos da América" para garantir a minha segurança e até, inclusive, a minha vida '.

Isso é Honra, e não há muitos norte-americanos que ainda entendem isso."

Que Deus lhe dê a força e a coragem de repassá-lo a todos em sua lista de contatos.Eu já fiz a minha parte.
Oremos ...numa corrente de oração para os nossos militares ... Não a quebre!

Envie este depois de uma breve oração ... Oração para os nossos soldados,Não quebre esta oração.
Oração:

"Senhor, mantenha os nossos soldados em tuas amorosas mãos. Protegei-os como eles nos protegem. Abençoe-os e suas famílias para os atos altruístas que realizam para nós em nosso tempo de necessidade. Amém ".

Pedido de Oração: Quando você receber esta, por favor, pare por um momento e diga uma oração para os nossos soldados em todo o mundo.

Não há nada anexado. Basta enviar isso para as pessoas no seu catálogo de endereços. Não deixe que pare em você. De todos os presentes que você poderia dar a um fuzileiro naval, soldado, marinheiro, aviador, e outros que barram o caminho do mal, a oração é o melhor.
Deus o abençoe por passá-lo adiante!


E nós, brasileiros, como tratamos nossos soldados?
Permitimos que traidores da Pátria os venham humilhando desde 1994.
Sim, permitimos. O grão canalha Fernando H. Cardoso não se atreveria a manter sua intenção de destruir nossas Forças se, como um todo, nos levantássemos em protesto.
Por burrice, covardia e comodismo nos calamos.
Hoje, nossos bravos sofrem até falta de alimento.
Hoje, meu apreço e gratidão por nossos militares se apequenam ante a vergonha de fazer parte deste povo.
M.
                                      
The Sack Lunch

I put my carry-on in the luggage compartment and sat down in my assigned seat. It was going to be a long flight. 'I'm glad I have a good book to read. Perhaps I will get a short nap,' I thought.

Just before take- off, a line of soldiers came down the aisle and filled all the vacant seats, totally surrounding me. I decided to start a conversation.

'Where are you headed?' I asked the soldier seated nearest to me.
'Petawawa. We'll be there for two weeks for special training, and then we're being deployed to Afghanistan

After flying for about an hour, an announcement was made that sack lunches were available for five dollars. It would be several hours before we reached the east, and I quickly decided a lunch would help pass the time...

As I reached for my wallet, I overheard a soldier ask his buddy if he planned to buy lunch. 'No, that seems like a lot of money for just a sack lunch. Probably wouldn't be worth five bucks. I'll wait till we get to base.'
His friend agreed.

I looked around at the other soldiers. None were buying lunch. I walked to the back of the plane and handed the flight attendant a fifty dollar bill. 'Take a lunch to all those soldiers.' She grabbed my arms and squeezed tightly. Her eyes wet with tears, she thanked me. 'My son was a soldier in  Iraq ; it's almost like you are doing it for him.'

Picking up ten sacks, she headed up the aisle to where the soldiers were seated. She stopped at my seat and asked, 'Which do you like best - beef or chicken?'
'Chicken,' I replied, wondering why she asked. She turned and went to the front of plane, returning a minute later with a dinner plate from first class.
'This is your thanks..'

After we finished eating, I went again to the back of the plane, heading for the rest room.
A man stopped me. 'I saw what you did. I want to be part of it. Here, take this.' He handed me twenty-five dollars.

Soon after I returned to my seat, I saw the Flight Captain coming down the aisle, looking at the aisle numbers as he walked, I hoped he was not looking for me, but noticed he was looking at the numbers only on my side of the plane. When he got to my row he stopped, smiled, held out his hand and said, 'I want to shake your hand.' Quickly unfastening my seatbelt I stood and took the Captain's hand. With a booming voice he said, 'I was a soldier and I was a military pilot. Once, someone bought me a lunch. It was an act of kindness I never forgot.' I was embarrassed when applause was heard from all of the passengers.

Later I walked to the front of the plane so I could stretch my legs. A man who was seated about six rows in front of me reached out his hand, wanting to shake mine. He left another twenty-five dollars in my palm.

When we landed I gathered my belongings and started to deplane. Waiting just inside the airplane door was a man who stopped me, put something in my shirt pocket, turned, and walked away without saying a word. Another twenty-five dollars!

Upon entering the terminal, I saw the soldiers gathering for their trip to the base.
I walked over to them and handed them seventy-five dollars. 'It will take you some time to reach the base.. It will be about time for a sandwich.
God Bless You.'

Ten young men left that flight feeling the love and respect of their fellow travelers.

As I walked briskly to my car, I whispered a prayer for their safe return. These soldiers were giving their all for our country. I could only give them a couple of meals. It seemed so little...

A veteran is someone who, at one point in his life, wrote a blank check made payable to 'The  United States of America ' for an amount of 'up to and including my life.'

That is Honor, and there are way too many people in this country who no longer understand it.'

May God give you the strength and courage to pass this along to everyone on your email buddy list....
I JUST DID
Let us pray...
Prayer chain for our Military... Don't break it!

Please send this on after a short prayer.. Prayer for our soldiers Don't break it!
Prayer:

'Lord, hold our troops in your loving hands. Protect them as they protect us. Bless them and their families for the selfless acts they perform for us in our time of need. Amen.'

Prayer Request: When you receive this, please stop for a moment and say a prayer for our troops around the world.

There is nothing attached. Just send this to people in your address book. Do not let it stop with you. Of all the gifts you could give a Marine, Soldier, Sailor, Airman, & others deployed in harm's way, prayer is the very best one.

GOD BLESS YOU FOR PASSING IT ON!

Vejam quem são os líderes da agressão ao Serra:

Vejam quem são os líderes da agressão ao Serra:


10.12.2010

Vandré e o fim de Lula...quem diria!

por IPOJUCA PONTES

Franco, o autor de "Pra não dizer que não falei de flores" (tido como hino oficial do antimilitarismo) expressou sua alta estima pelas nossas Forças Armadas

Ao completar 75 anos, o extraordinário compositor Geraldo Vandré (nascido em 12/09/1935, em João Pessoa-PB) concedeu entrevista ao "Dossiê Globonews", programa do canal pago das organizações Globo que vem se especializando em futricar, na base do sensacionalismo disfarçado, a vida de celebridades e falsas celebridades do cafarnaum nacional. A expectativa em torno de um depoimento de Vandré era enorme, visto que há cerca de 40 anos o compositor paraibano jamais abriu o bico para prestar qualquer tipo de declaração à imprensa (falada, escrita ou televisionada) - muito embora circule na praça um livro ainda não editado, "Eu Nunca fui Assim", feito a partir de uma série de entrevistas que o cantor prestou aos alunos de uma faculdade de comunicação de São Paulo, em 2009 (no qual, segundo os autores, o pessoal da Globonews se "inspirou").


A entrevista do "Dossiê", sobretudo para os que esperavam acusações bombásticas do compositor contra a "ditadura militar de 64", resultou num completo revertério: sempre muito tranqüilo, por vezes irônico (um sinal de lucidez), Vandré revelou que nunca sofreu qualquer tipo de violência por parte dos militares, ou chegou a ser preso. Ademais, desconfiado da arte que se prática hoje em solo pátrio, negou que tivesse sido alguma vez "artista engajado", ou mesmo que tivesse cumprido em vida qualquer militância político-partidária - esquerdista ou não.

Pelo contrário: franco, o autor de "Pra não dizer que não falei de flores" (tido como hino oficial do antimilitarismo) expressou sua alta estima pelas nossas Forças Armadas, sempre necessárias, em especial pela Força Aérea Brasileira, para a qual, aliás, escreveu a bela canção "Fabiana", gravada por um coral de cadetes da aeronáutica.

Geraldo Vandré, filho do muito honrado médico paraibano, Dr. Vandregisilo, tornou-se uma lenda viva (e enigmática) no cenário (artístico) brasileiro. Poeta de cantar épico, coisa rara e talvez única na nossa música popular, diante da abjeção moral que avassalou o país, resolveu silenciar. Tal atitude, muito digna, o faz vítima permanente da virulência doentia dos esquerdistas. Uns, mais acanalhados, dizem que ele enlouqueceu depois de ser castrado pelos esbirros da ditadura. Outros, mais sibilinos, que ele "apenas" fez um acordo com a repressão militar depois de voltar do doloroso exílio - daí ser hoje um hóspede freqüente do Clube da Aeronáutica, no Rio de Janeiro.

Mas o fato auspicioso, depois de muitas tormentas navegadas, é que Geraldo Vandré, aos 75 anos, continua firme e forte, alheio a canalhice geral, sem se deixar - conforme proclamam os versos de Gonçalves Dias - se abater. Pouco importa que suas canções, as mais sofridas, estejam presas em sua garganta e que o seu poderoso canto épico permaneça mudo.

Para os que reconhecem o significado da palavra "decência", o seu silêncio, sereno e invejável, soa muito mais forte do que todo o barulho que se impinge hoje como música popular no Brasil.

Vida longa, Geraldo Vandré - é o que nós todos lhe desejamos!

PS - Voltarei a escrever sobre o "mártir" Geraldo Vandré e sua entrevista concedida ao repórter Geneton Moraes Neto, da "Globo News", que não estava preparado para se defrontar com a lógica do compositor paraibano.

Por enquanto, antecipo uma outra e necessária indagação: como ficará Lula da Silva fora do "pudê", daqui a três meses? Irá para o triplex de São Bernardo encher a cara de cachaça, saudoso dos vôos internacionais do Aero-Lula, regados a lagosta e vinhos importados?

Ou tentará, conforme incensado por Marco Aurélio Garcia, o Mag, ser secretário-geral da Organização das Nações Unidas? Lula deu muito dinheiro (dos brasileiros) aos países africanos pensando, depois, em tirar sua casquinha. Logo...

(O diabo é que Lula não fala inglês nem francês e - o que é pior - Barack Obama anda de saco cheio com o "cara" e, pior ainda, os africanos e asiáticos mudam de opinião a cada instante).

No caso (provável) de Dilma ser eleita, há quem garanta que Lula, sozinho, comporá uma espécie de "gabinete fantasma" do futuro governo. Dilma Rousseff, pelo que se diz, foi escolhida por Lula justamente para servir de "pau de cabeleira" num dissimulado "terceiro mandato", a exemplo do que faz o ex-presidente Néstor Kirchner com a própria mulher, Christina, na Argentina. Lula, com o PT a tiracolo, nomearia ministros, determinaria acordos e desacordos políticos com os partidos da base aliada e, assim, mandaria na nação por mais quatro anos - sem a menor cerimônia.

Mas existe a hipótese de Dilma, com seu jeito de mulher macho, e o cabelo cortado à la garçonnet, querer governar ao lado do ex-marido, que vive em Porto Alegre e já está sendo preparado para assumir o papel de "primeiro-damo".

Lula da Silva, por sua vez, é hoje um homem rico, aliás, como Lulinha, que dizem ser sócio de uma companhia de aviação - riquíssimo(diferentemente dos presidentes da "Ditadura militar"). Mas o problema grave é que o ex-operário não sabe mais viver fora do Palácio da Alvorada, com todas as despesas pagas, e mais verbas de representação, dizendo tolices em cascata (sem ser repreendido) e debochando dos adversários políticos.

Só o tempo dirá o que de fato vai ocorrer com Lula da "Selva". Alguns já vaticinam que ele voltaria a Brasília, de todo jeito, em 2014. Por enquanto já me dou por satisfeito em não mais vê-lo, dia e noite, no pesado noticiário televisivo.

Deus nos guarde!


   "O comunismo é a filosofia do fracasso, o credo da ignorância e o evangelho da inveja.
   Sua virtude inerente é a distribuição equitativa da miséria".  (Winston Churchill)

O risco dos debates (Para Dilma)

A imagem de Dilma é um Photoshop pago com cartão de crédito corporativo com fatura confidencial por “questões de segurança nacional”, uma adulteração de uma alma terrorista e fascista, que aceitou ser a fantoche presidente a serviço de Lula e Dirceu. Esse é o espírito dos comunistas ateus que querem transformar o Brasil em uma Cuba Continental.

Por Geraldo Almendra (*)

A decisão dos coordenadores da campanha da candidata do presidente de evitar sua participação em todos os debates já era esperada.

Antes do primeiro turno se escutava da candidata do petismo: “nem Jesus me tira essa vitória”. Agora já lemos nos escritos das hostes petistas: “... não sei se Serra perde essa eleição...”.

Depois do vexame do último debate da Band em que a adversária de José Serra por pouco não teve um colapso nervoso ao trazer à tona suas veias fascistas, esta é a melhor alternativa para a sobrevivência de uma candidatura que já está morrendo: evitar sua participação em quase todos os debates. Novamente: tiro na água. Agora são somente dois candidatos e os resultados da reflexão da sociedade já aponta para um novo presidente: o Sr. José Serra.

A única saída da candidata Dilma seria enfrentar o candidato José Serra em todos os debates, mas falta-lhe o conteúdo, a competência, o preparo, a cultura e outras qualificações para se expor a uma opinião pública que não vai mais se deixar engabelar por pesquisas tendenciosas, incompetentes ou fraudadas.

Qual é o conteúdo de alguém que representa um desgoverno que foi mentiroso, falso, leviano, prevaricador, corrupto, e que encobriu com o suborno e com troca de favores a transformação do Parlamento e do poder público federal em um covil de bandidos?

Uma mulher, sem preparo, um PAC de mentiras, e que necessita de fone de ouvido, para receber orientação sobre o que falar ou não falar, não tem a menor condição de se sustentar em um debate com alguém tão preparado quanto José Serra.

Não estamos aqui dizendo que o candidato do PSBD seja uma maravilha. Não somos idiotas.

Mas temos certeza que José Serra diante do absurdo estrago que o petismo fez e está fazendo ao país, somente tem uma saída: tornar-se um grande estadista, pois tem todas as condições para assumir esse papel, se quiser, evitando que o Brasil se transforme:

“1.    Os direitos individuais serão tripudiados, ou seja, o indivíduo estará cada vez mais a serviço do estado comunista, e não um estado democrático a serviço do indivíduo.

2.    As liberdades individuais serão progressivamente (senão sumariamente) eliminadas e o estado comunista determinará o que poderá ser pensado e dito (o que, aliás, já acontece hoje pela ditadura do politicamente correto), e determinará (como já em parte determina) o que poderá ser lido, ouvido, visto, comido ou bebido.

3.    A individualidade (não confundir com individualismo), ou seja, a essência do ser humano, aquilo que diferencia um indivíduo de outro, aquilo que justifica e explica a existência humana, será esmagada em nome do coletivismo, eliminando-se toda e qualquer possibilidade de vida fora do quadrado imposto pelo estado big brother vermelho.” (Transcrito de I.S.)

É nesse seu potencial para evitar essas desgraças que estamos apostando, um potencial que é validado pela sua carreira como administrador público, e sua conscientização que o problema do país não é se tornar um Estado Comunista de Direito mas, essencialmente, um país em que a dignidade, a honra e a moralidade sejam as mínimas qualidades para alguém entrar no poder público, para que o Poder Judiciário deixe de ser lacaio do capital da sonegação, da corrupção e do corporativismo público-privado mais sórdido.

Se o candidato José Serra não puder cumprir esse papel nosso país está acabado e, então, somente restará a sangrenta solução de uma guerra civil para começarmos da estaca zero e construirmos um novo país.


Não temos o que apostar em uma desqualificada que foi feita candidata fantoche do Retirante Pinóquio, para dar vazão ao seu projeto de poder perpétuo, e para protegê-lo do levante do tapete que encobre todas as picaretagens do covil de bandidos, dezenas de lacaios do submundo comuno sindical que se instalaram no poder público durante sua gestão, com a cumplicidade de uma Justiça que não merece ter esse nome.

Depois dos erros grosseiros que as pesquisas divulgadas cometeram no primeiro turno, o que resultou em uma fraude intencional ou não no sentido de induzir milhares de eleitores na direção de um fato dado como consumado, ninguém mais vai acreditar nessas pesquisas.

Nessa altura dos acontecimentos já devemos ter Serra muito próximo de Dilma o que está colocando seu protetor à beira de um ataque de nervos.

Tanto isso é verdade que já estão evitando a exposição de Dilma nos debates, pois sabem da fragilidade, em todos os sentidos, da candidata.

Milhões de eleitores já estão rasgando o diploma de idiotas e imbecis que o PT lhes ofereceu para votar na candidata do mais sórdido político de nossa história.

Bate pesado na Dilma Serra! Não estabeleça limites para a verdade nua e crua do desgoverno petista do qual ela é absolutamente cúmplice. O telhado dessa gente é do mais frágil vidro que protege o covil de bandidos do Planalto Central.

Candidata Marina Silva! Contamos com sua ajuda para salvar o país das mãos do totalitarismo fascista que querem nos impor.


(*) Geraldo Almendra, Economista e Professor de Matemática, Petrópolis