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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

3.01.2009

Desmoralização das Forças Armadas II

do Alerta Total
por Jorge Serrão

Exclusivo - Pelo menos três Generais de quatro estrelas prometem
aproveitar a reunião do Alto Comando do Exército, nesta semana, em
Brasília, para torpedear e denunciar, com documentos escritos e por eles
assinados, o que existe por trás da Estratégia Nacional de Defesa. O
Alerta Total teve acesso ao teor das "apreciações" contundentes de dois
Generais formadores de opinião no Forte Apache – o quartel-general do
EB. Por ironia, eles usam a sigla END (FIM, em inglês) para mostrar o
real caráter do projeto.

Os Generais avaliam que a Estratégia Nacional de Defesa, assinada pelos
ministros Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos
Estratégicos), é mais um capítulo do velho plano do Diálogo
Interamericano e do Consenso de Washington para desmobilizar e
desmoralizar as Forças Armadas no Brasil. Mesmo desprestigiados pelo
governo, sucateados e sem verbas, Exercito, Marinha e Aeronáutica ainda
ocupam o primeiro lugar no índice de confiança, medido por uma recente
pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.

O Alerta Total preserva o nome dos Generais que tiveram a coragem e o
patriotismo de emitir análises críticas por escrito. Mas divulga, na
íntegra e entre aspas, o teor do que ambos tiveram a coragem de escrever
aos seus oficiais subordinados, em documentos para apreciação dos 16
integrantes do Alto Comando. A revelação do documento certamente
desagradará ao ministro da Defesa, que se acha um "comandante dos
militares", e ao próprio "comandante-em-chefe" Luiz Inácio Lula da Silva
– que deseja tudo, menos um desgaste público e direto com a área militar.

Leia os artigos: A Desmoralização das Forças Armadas e O que move os homens?

A primeira "Apreciação", escrita em 19 de janeiro deste ano, tem sete
folhas. O General que a redigiu é contundente em sua conclusão: "A
Estratégia Nacional de Defesa (END) é um documento de cunho político,
sem respaldo em idéias de consenso nacional, e sem solução para o
principal problema da Defesa: orçamento incompatível com as necessidades
de custeio das instituições e de investimento para a modernização dos
seus sistemas de armas".

Baseando-se em extratos do documento divulgado publicamente pelo
Ministério da Defesa, o militar faz uma crítica objetiva à Estratégia
Nacional de Defesa: "A nova END aprofunda o contexto de restrições à
autonomia militar e preconiza medidas que, se adotadas, podem
ressuscitar antigos costumes de ingerência política nos negócios
internos das Forças Armadas, formalmente abolidos pela primeira
República, no governo do Marechal Deodoro da Fonseca".

O General de Exército critica que os Oficiais foram praticamente
alijados da elaboração da END: "Considerando que as versões submetidas
previamente à análise do Comando do Exército omitiram os preceitos
politicamente mais sensíveis, fica subentendida a intenção de evitar a
influência da Força na sua formulação. Contudo, para produza efeitos e
modifique o status existente, há necessidade de que seja convertida em
legislação. Esta nova etapa merece especial atenção, por encerrar
oportunidades de contraposição do legítimo interesse institucional,
evitando prejuízos para o futuro".

O General defende que é necessária a adoção de uma estratégia que ajude
a recuperar o acesso ao centro decisório nacional. "Entendo que é
chegada a oportunidade de se realizarem estudos da conveniência de
submeter a nomeação do Comandante à homologação do Senado, como ocorre
com os ministros das cortes superiores e embaixadores. A extensão da
mesma lei ás Forças Armadas, por iniciativa parlamentar, faria o cargo
de Comandante transcender a esfera do Executivo, proporcionando-lhe
maior estabilidade. Esta medida já faz parte dos costumes dos Estados
Unidos e de outros países da Europa Ocidental".

O General é claro na defesa da autonomia constitucional das Forças
Armadas: "É preciso, também, acompanhar cuidadosamente a conjuntura
política, a fim de prevenir futuras medidas restritivas da autonomia
institucional e de evitar a hipertrofia do Ministério da Defesa e sua
tendência à intrusão nos assuntos internos da Força. Cabe considerar com
a devida atenção o exemplo das polícias militares, onde a ingerência
política tem sido uma das principais causas da ineficiência, na maioria
dos Estados da Federação".

Influência ideológica

Em seus comentários aos extratos do texto da END, o General de Exército
faz algumas sérias advertências:

"A nova atribuição do ministro (da Defesa), de escolher livremente os
secretários do MD, quebra o consenso inicial que estabeleceu a isonomia
de representação de cada força na Administração Central e abre a
possibilidade de influência ideológica e/ou político-partidária nos
cargos do 2º escalão do ministério".

"A criação do quadro de executivos civis especialistas em assuntos de
Defesa concretiza a intenção de limitar o efetivo de pessoal militar na
Administração Central do MD, substituindo-os por civis, fato que
reduzirá ainda mais o protagonismo militar".

Ingerência nas Forças

O General de Exército condena, em sua apreciação, a ingerência do
Ministério da Defesa nos assuntos internos das três Forças:

"A indicação dos comandantes pelo Ministério da Defesa pode politizar o
processo de escolha, gerando instabilidade interna e afetando a
credibilidade institucional".

"A nomeação do chefe do Estado Maior Conjunto pelo Presidente fortalece
o cargo em relação aos comandos das Forças Armadas e sinaliza a intenção
de preparar o seu enquadramento futuro, recalcando-os em mais um escalão".

"A inclusão dos Chefes de Estado Maior das Forças Singulares no EM
Conjunto enseja a possibilidade de influência direta do MD nos seus
assuntos internos e afeta a liberdade de ação dos respectivos
Comandantes, que passam a depender da lealdade deles".

"A nomeação pelo Presidente da República sinaliza, também, para a
possível intenção de extinguir o cargo de Comandante da Força, com a
adoção do modelo do US Army (o Exército dos Estados Unidos da América)".

Preceitos perigosos

Analisando os novos preceitos de ensino e pesquisa, o General de
Exército chama atenção para a página 85, item 6 da END, onde fica
definido que as instituições de ensino das três Forças terá de incluir
em seus currículos as disciplinas de Direito Constitucional e de
Direitos Humanos:

"A ênfase atribuída às disciplinas de Direito Constitucional e Direitos
Humanos indica pensamento preconcebido ou desconhecimento do processo de
formação dos quadros".

O General também aponta a intenção oculta pelo item 1, na página 82 da
END, que fala que "o recrutamento dos quadros profissionais das Forças
Armadas deverá ser representativo de todas as classes sociais":

"O preceito de representação de classe social no recrutamento de
oficiais pode caracterizar a intenção de estratificar o acesso às
Academias, com a introdução do mecanismo de cotas (sociais, raciais, etc)".

Nova armação ideológica

O General também faz severas críticas ao item 8, na página 51 da END.

A proposta atribui à Secretaria responsável pela área de Ciência e
Tecnologia do Ministério da Defesa a função de coordenar a pesquisa
avançada em tecnologias de defesa que se realize nos institutos de
pesquisa da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, bem como de outras
organizações subordinadas às Forças Armadas:

"Considerando a notória qualidade do ensino militar, não se justifica a
centralização da política de ensino das Forças Armadas pelo MD, salvo
por uma intenção ideológica".

Novas Imposições

O General de Exército reclama de imposições estratégico-operacionais às
três Forças.

Condena, principalmente, o que foi escrito na página 31 da END sobre a
transformação de todo o Exército em vanguarda, com base no módulo
brigada, tendo prioridade sobre a estratégia de presença:

"Não ficaram suficientemente claras as vantagens da adoção do conceito
de Exército de Vanguarda que justifiquem a sua prevalência sobre a
Estratégia de Presença, isto é, não parecem subsistir como argumento
para a redução da presença nacional do Exército".

Atenção turma do Brasil Acima de Tudo...

O General também interpreta o que ficou escrito na página 32 da END,
definindo que as reservas estratégicas, incluindo pára-quedistas, e
contingentes de operações especiais, serão estacionadas no centro do País:

"Ficou explícita, como diretriz estratégica, a transferência da Brigada
de Infantaria Pára-quedista para a área do CMP (Comando Militar do
Planalto)".

Se o General estiver correto em sua interpretação, será mais um
esvaziamento da Vila Militar no Rio de Janeiro.

Aviso aos Navegantes

Na edição desta segunda-feira, o Alerta Total publica a apreciação da
Estratégia Nacional de Defesa feita por um outro General de Exército da
Ativa.

Em documento escrito e por ele assinado em 3 de fevereiro, o Oficial de
Quatro Estrelas detona:

"É clara a intenção de se atribuir maiores poderes ao Ministro da
Defesa, dando-lhes total capacidade de interferir sobre todas as áreas
das Forças Armadas, desde a indicação de seus Comandantes até a
reestruturação do ensino e do preparo e emprego das Forças".

Domingão do Jobim

O Ministro da Defesa Nelson Jobim passa este domingo e segunda na Amazônia.

Jobim vai acompanhar a visita oficial do Diretor da Junta de Chefes do
Estado-Maior dos EUA, Almirante Michael Mullen, ao Comando Militar da
Amazônia (CMA).

De manhã, o Almirante visitará o Centro de Instrução de Guerra na Selva
(GIGS) e, à tarde, conhecerá o Pelotão Especial de Fronteira (PEF) de
Ipiranga (AM).


(*) Neil Ferreira é publicitário


Fonte: http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?canal=39&materia=7595

2.28.2009

A desmoralização das Forças Armadas

do Alerta Total
Por Jorge Serrão

O desgoverno do Foro de São Paulo resolveu acelerar seu processo de propaganda ideológica para desmoralizar e “demonizar” as Forças Armadas. Elaborada nos moldes do marketing de guerra bolchevique-nazista, a estratégia geral consiste em produzir efeitos psicossociais, em curto e médio prazo, para diminuir e colocar em dúvida o respeito que a opinião pública tem pelo Exército, Marinha e Aeronáutica.

A principal meta é reverter os resultados de uma pesquisa de opinião divulgada semana passada, feita com 1.200 entrevistados pela Fundação Getúlio Vargas, constatou que as Forças Armadas ocupam o primeiro lugar no índice de confiança, na comparação com outras 17 instituições.

A campanha de destruição de imagem tem três objetivos fundamentais. O primeiro é jogar a opinião pública contra as “legiões” para que seus integrantes se sintam intimidados a reagir contra o processo revolucionário inegavelmente em marcha. O segundo é vender à sociedade a imagem de que as Forças Armadas precisam sofrer reformulações radicais em suas bases, conforme algumas propostas de mudança contidas na Estratégia de Defesa Nacional lançada recentemente. O terceiro é associar os militares diretamente ao autoritarismo, pintando-os como entraves constantes para a “democracia”.

Quatro ministros do governo Lula lideram diretamente a campanha de desmoralização contra as Forças Armadas: Tarso Genro (Justiça), Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), Dilma Rouseff (Casa Civil e potencial presidenciável) e Franklin Martins (Comunicação). O governo agora prepara um comercial de televisão em que aparecerão mães de desaparecidos políticos, nos tempos dos governos militares (1964-1985), segurando fotos dos filhos e chorando que não querem morrer sem saber o paradeiro deles.

O comercial tem duas intenções. A primeira reforçar a tese de que o Supremo Tribunal Federal tem de rever a abrangência da Lei de Anistia (Lei nº 6.683/79). A segunda é preparar o lançamento, até maio, de um sistema de acesso a dados de 14 arquivos estaduais, chamado Projeto Memórias Reveladas. O governo publicará um edital para convocar donos de acervos particulares a transferirem documentos sobre o período pós-64 para arquivos públicos.

Ontem, inclusive, o ministro Paulo Vanucchi voltou a pedir que a “sociedade civil” intensifique a pressão para que documentos e informações sobre o paradeiro de desaparecidos políticos sejam revelados. Vanucchi apelou ontem que “vítimas da repressão do regime militar”, seus familiares e entidades de classe, devem entupir o STF com ações judiciais em massa contra a Lei de Anistia e pedindo punição para “os torturadores”. Propagandisticamente, o termo genérico “torturadores” inclui todos os militares...

Curiosamente, o chefão Lula tenta manter uma posição pública “em cima do muro”, fingindo ser diferente dos anti-militares que compõem seu desgoverno. Anteontem, Lula deu uma entrevista ao jornalista Jorge Oliveira – que dirige um documentário sobre o operário Manoel Fiel Filho, um dos mártires pós-64. Lula deixou claro que a Lei de Anistia foi aprovada pelo Congresso e deve ser respeitada. Lula ressaltou que a lei anistiou a todos, e que o governo não tem como interferir. No entanto, Lula pondera que cabe à Justiça se manifestar sobre o assunto.

A campanha contra as Forças Armadas, no entanto, tem objetivos geopolíticos e estratégicos muito mais graves. O Alerta Total publicará, na edição de domingo, com exclusividade, um documento oficial revelando o que existe por trás da Estratégia Nacional de Defesa (e não Estratégia de Defesa Nacional) lançada pelos ministros Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).

Os militares terão a oportunidade de conhecer seus verdadeiros inimigos. Aqueles que os atacam agora são meros agentes conscientes da propaganda contra o Brasil.

COMENTÁRIO: Isso pode levar a um impasse. A Anistia pode ser suspensa para os dois lados os "bravos guardiães da dignidade da pessoa" poderão acabar na cadeia , ou na melhor das hipóteses, devolver as fortunas que receberam por assaltar, matar, seqüestrar, explodir bombas e tentar implantar no país uma ditadura ao exemplo de Cuba. Dilma Roussef, a atual Ministra da Casa Civil que usou Estela como um de seus codinomes, insiste no seu papel de vítima de supostas torturas na época da "ditadura" militar. Franklin é o sequestrador franklin martins (codinomes "valdir", "comprido" e mais seis), atual sinistro da Comunicação Social. Na realidade é o Ministério da Propaganda, semelhante ao de Goebbels, que abriga a "Mentirobrás", a mais importante, poderosa, atuante e rica estatal como nunca houve antes nesse país. Vannucci era membro, por exemplo, da ALN (Ação Libertadora Nacional), organização liderada pelo terrorista Carlos Marighella. E a classificação lhe cabe não porque eu queira. Mas porque ele própria a queria. Escreveu um “Minimanual da Guerrilha Urbana” em que defendia, sem receio, as ações terroristas. E ensinava como praticá-las.

Vou citar do Verdade Sufocada somente um exemplo do que fizeram seus defensores da pessoa Humana : “Justiçamento” de João Pereira - 29/06/1972
"Com a prisão e a confissão de Pedro Albuquerque, militante que abandonara a área de guerrilha e fora preso em Fortaleza, os órgãos de segurança tiveram a certeza da presença de guerrilheiros na Região do Araguaia. Enviaram, então, uma equipe para localizar a área onde os guerrilheiros estavam instalados. Ao encontrarem a casa de Antônio Pereira, um mateiro que morava nos confins da Picada de Pará da Lama, a 100 km de São Geraldo, esse ofereceu o filho de 17 anos, João Pereira, para guiar a equipe em seu deslocamento no interior da selva. Com certa relutância a equipe aceitou o oferecimento. O rapaz guiou a equipe por uma manhã, das 5 horas até ao meio-dia. Descoberta a colaboração do jovem, integrantes da guerrilha do PCdoB,
em 29 de junho de 1972, foram à casa do seu pai, prenderam-no e, no quintal, na frente de seus genitores, cortaram primeiro uma de suas orelhas, depois a outra, seus dedos, suas mãos e, finalmente, acabaram com a tortura do menino.Mataram-no com uma facada. Somente o pai assistiu a morte do filho. A mãe, há muito, já perdera os sentidos. A tortura e a morte do rapaz deveriam servir de exemplo para que nenhum outro mateiro auxiliasse as autoridades na busca dos guerrilheiros. Segundo o relatório de Ângelo Arroyo, um dos chefes dos guerrilheiros na região: “A morte desse bate-pau causou pânico entre os demais da zona”. Observação: “bate-pau”, termo usado para designar o guia, o mateiro.

AGORA SABEMOS COMO PENSA QUEM PENSA POR LULLA. (QUANTO MENOS SE SOUBER SOBRE O MUITO QUE SE SABE, MELHOR Alfredo Rada, ministro do Interior de Evo Morales)

2.24.2009

O CHEFE OMISSO E CRETINO.

Arnaldo Jabor

"O presidente de vocês - daqueles que o elegeram, daqueles que
compartilham a sujeira com ele, daqueles que o acobertam na mídia,
daqueles que batem palmas, que se ajoelham, que se vergam em busca de
recursos e desinformação, daqueles que lhe dão 70% de aprovação,
chegou ao seu nível moral mais baixo, abaixo até do ponto de
ebulição do álcool!

Nada está abaixo do Lula. O Lula do "sifu", do "porra", do "cacete",
"sabe", se colocou em uma posição inferior, não como presidente da
República, mas como gente mesmo. Se o álcool não lhe trava a língua
nem o faz escolher palavras do seu enorme minidicionário, o que sabemos
que o álcool não faz com ninguém, ainda assim existem os assessores,
"aspones", e toda a sorte de lacaios pagos a peso de ouro para vigiar e
reparar o rei nudista, descuidado, impregnado de falsa santidade, que se
acha um profeta sábio a dar lições de moral aprendidas no PCC a
presidentes eleitos, como Barack Obama. Lula tem carreira, tem
trajetória, tem currículo e folha corrida de safadezas verbais e
não-verbais. A linguagem chula é a sua primeira natureza. Lula, o
pele vermelha e calórica, é isso há muitos anos.

Mas não é de sua incontinência verbal (verborréia) que estou a
tratar, e sim da sua vulgaridade ímpar, desmedida, tantas vezes por
nós denunciada. Lula é um homem sem caráter; traidor dos amigos da
quadrilha, porque não se faz o que ele fez com o José Dirceu, com o
Gushiken, com o Genoíno. Nem na prisão deixam de valer os códigos de
ética e de moral - uma moral suja, um ética suja, mas ainda assim uma
moral e uma ética de "petralhas". Lula, o vermelho, não tem nada
disso. Pior do que imoral, Lula é ilegal. Lula é um vício de origem.
Os que dele se acercam devem saber disso. Se sabem, são viciadores
também.

Tampouco se diga que ele fala a linguagem do povo para se fazer querido
por ele. Conversa mole, conversa de institutos de pesquisa, conversa de
"datalulas "cuja ética ainda está para ser revelada. Lula está
deixando o povo brasileiro com a sua cara, a sua fuça, a sua
carantonha vulgar e baixa. A nossa tão propalada "macunaimidade" era
regional, pontual. Com Lula ela virou instituição nacional
permanente. Não é para isso que trabalha incansavelmente a
Saúde/Educação do imoral Temporão e seu pênis pedagógico?

O povo pode parecer com o Lula, mas ainda não é o Lula. É diferente,
o povo ainda pode lavar a cara todas as manhãs, que a sujeira sai. Mas
Lula não, no máximo pode ser maquiado pela enésima vez pelos
puxa-sacos de sua laia, engolir uns "engovs" e seguir a sua rotina de
laxista irresponsável.

O "inaudível" "sifu" pronunciado publicamente entrou para história do
Brasil, a história da infâmia do Brasil. Mais uma da enorme série de
Lula, o "serial killer" da vergonha, o personagem central dessa quadra
de desonra, de baixeza da vida nacional. Lula e seus lacaios deixaram
as instituições assim: o Parlamento, a Justiça, a Democracia, a
Soberania Nacional, a Imprensa. A marca venal é desse tamanho e
contamina a sociedade inteira comprometendo o seu futuro. E ainda essa
gente assemelhada a ele quer apagar o passado brasileiro, e destruir os
registros da nossa moral e os documentos da nossa boa fé, da nossa
honestidade como povo. Tudo isso para quê? Para elevar um sujeito
vulgar e desprezível à condição de líder máximo do socialismo no
Brasil.

É exatamente esse sentimento que me faz voltar a todo o momento não a
ele, Lula, o infame, mas para a mídia e os intelectuais de miolo mole
que o protegem, que fingem que nada vêem, que nada ouvem. A legião
dos infames que o cercam e o embelezam não pára de crescer.

Esse artigo é para vocês, que o acham "pop" e "extravagante".

2.22.2009

Cristovam Buarque. quem não sabe ensina. Volte a dar aulas, quando aprender historia volte. Se "V. Exa." é nescio nós não somos!

Cristovam Buarque. quem não sabe ensina. Faça um bem ao BRASIL, volte a dar aulas, quando aprender historia volte.Se "V. Exa." pensa que somos nescios, nós não somos!

ITAIPU
  Exigências do novo presidente do Paraguai.
  Carta ao Senhor Senador Cristóvão Buarque,
O senhor afirmou, da tribuna do Senado Federal, o seguinte:

Não podemos simplesmente negar ao Paraguai o direito de pedir o
reajuste. Nós não podemos esnobar o Paraguai. Até porque temos uma
dívida com esse nosso país vizinho, já que há 138 anos matamos 300 mil
de seus cidadãos (na Guerra do Paraguai).** Em proporção, seria como se
matassem nove milhões de brasileiros - ponderou Cristóvão'.

É muito estranho, senador, e causa preocupação ouvir de um senador da
república tal afirmativa. E é estranho por dois motivos:*


*a**) O senhor não tem conhecimento da história e está equivocado ao
afirmar que o Brasil matou 300 mil paraguaios;
*
*b) O senhor tem conhecimento da história e, por conseguinte, está mentindo. *


*Ambas as hipóteses o desqualificam para exercer o alto cargo de
senador da república. Quando um senador da república se dirige à nação
da tribuna do Senado Federal para afirmar uma asneira deste porte,
francamente, não tem condições de estar onde está. Está trabalhando
contra o país, contra o seu povo, quando o seu dever sagrado deveria
ser o contrário.

A guerra do Paraguai, da qual o senhor culpa o Brasil, inclusive
imputando-lhe 300 mil mortes, foi provocada pelo ditador Solano Lopes,
cujas ambições expansionistas o fizeram invadir a Argentina, que lhe
negara o uso do seu território para chegar até Uruguaiana. A Argentina
então declarou guerra ao Paraguai, dando início a um conflito ao qual
se juntariam o Brasil e o Uruguai no que ficou conhecido como a
Tríplice Aliança.*
*O Paraguai contava àquela altura com um exército de 77 mil homens,
enquanto o efetivo brasileiro não passava de 18 mil, o que obrigou D.
Pedro II a organizar apressadamente as forças brasileiras para fazer
face a agressão.

Sem entrar em detalhes, para não me alongar, quero informá-lo que das
300 mil mortes de paraguaios que o senhor imputa ao Brasil, a fome, a
cólera e a malária foram responsáveis por 70%. Em combate mesmo, o
Paraguai perdeu metade do seu exército, enquanto o Brasil perdeu 30
mil. E as perdas paraguaias aconteceram em razão da estupidez do
ditador Solano Lopes que, instado a se render posto que já estava
derrotado, com Assunção invadida pelas tropas brasileiras, levou a
guerra às últimas conseqüências conduzindo o que restava de suas
tropas combalidas e, àquela altura composta de adolescentes e até
crianças, a Cerro Corá, onde se deu a batalha final.

Solano Lopez jamais aceitou negociar a paz e a guerra só acabou com a
sua morte. O Brasil não conquistou territórios do Paraguai, apenas
reinvindicou suas fronteiras anteriores. O tratado de paz, assinado em
9 de janeiro de 1872, estabeleceu dentre outras coisas, como a
navegação livre pelo rio Paraguai, uma indenização a ser paga ao
Brasil, dívida esta que foi perdoada em 1943 pelo governo brasileiro.

Vê-se, portanto, que o grande culpado pelo massacre do seu povo foi o
próprio ditador Solano Lopes, tendo o Brasil apenas respondido à
altura uma agressão sem sentido. *

*Seguindo a lógica do seu raciocínio, os aliados da segunda guerra mundial *

*devem pagar uma indenização a Alemanha pelo fato de Hitler ter perdido a guerra. *

*Ainda seguindo a **lógica do seu raciocínio, as atuais gerações devem pagar pelos erros
por acaso cometidos por governantes em gerações passadas. *

*Assim, não me  **surpreenderia se o senhor defendesse que a atual e futuras gerações
de italianos continuem pagando aos países conquistados pelo Império
Romano pela avidez de seus imperadores.
**Mas como o próprio presidente Lula já declarou algumas vezes que o
Brasil tem uma dívida para com a África em razão da escravidão, nada
mais me admira. Só quero declarar peremptoriamente que eu jamais
possui um escravo, assim como nenhum brasileiro vivo na atualidade.

Acorde Senador!!!! O povo brasileiro atual, do passado e do futuro,
pagaram, estão pagando e pagarão a enorme e infindável conta que lhes
foi colocada sobre os ombros por uma plêiade de governantes
irresponsáveis, corruptos e sem visão** de futuro, incluindo o atual. E
o senhor ainda quer aumentar essa conta?

**Quanto a Itaipu, senador, foi o pior negócio feito pelo regime militar
e é fácil de se explicar.

O complexo Itaipu foi totalmente custeado pelo Brasil. O Paraguai não
desenbolsou um centavo de guarani. O acordo firmado deu ao Paraguai o
direito a 50% de toda a energia gerada pela usina. Como o Paraguai não
tem capacidade para utilizar toda essa energia, o acordo estabelece
que a sobra seria vendida ao Brasil a preço de mercado, e não a preço
de custo como estão dizendo alguns esquerdopatas. O Brasil sempre
cumpriu rigorosamente a sua parte, pagando integralmente ao Paraguai o
excedente desses 50% sem descontar sequer as despesas de manutenção da
usina.

Pergunto-lhe, senador: **Q**uem fez o melhor negócio? E quem ainda está
usufruindo desse negócio da China? Com certeza não somos nós.

Talvez o senhor ache mais justo o Brasil entregar a usina ao Paraguai
de mão beijada e passar-lhe a comprar a energia de que necessita, a
exemplo do que a Petrobrás fez com as duas refinarias de petróleo que
ela instalou na Bolívia, tudo isto em nome da ideologia que une o
atual governo brasileiro a los hermanos andinos.
**Convém lembrar, senador, que Itaipu custou 6 bilhões de dólares à
época em que foi construída, dinheiro este tomado emprestado no
exterior e pelo qual até hoje pagamos porque, compromissos como este,
somados aos da construção de Brasília e outros que atenderam a
megalomania de governos passados deram origem ao monstruoso
endividamento que hoje impede o desenvolvimento do país.

Convém lembrar também que, caso o governo resolva atender a
reinvidicação do hermano, o preço da energia, que no Brasil custa mais
caro do que a energia produzida por usinas nucleares em torno do
mundo, terá que ser reajustado e quem pagará a conta será o povo
brasileiro. A menos que o senhor e seus pares da esquerda resolvam
bancar a conta, o que com certeza não lhe passa pela cabeça.

É fácil, senador, fazer proseletismo político demagógico com a
carteira dos outros.*

*Convém lembrar também, senador, que o contribuinte brasileiro, já
escorchado por uma verdadeira derrama fiscal, lhe paga o salário e
todas as suas mordomias para que o senhor defenda o Brasil, e não
estados alienígenas.

Dito isto, quero lhe dar uma sugestão: se o senhor sinceramente quer
fazer um bem ao Brasil e ao seu povo, renuncie ao seu mandato e volte
a sua cátedra na universidade. Lamentando pelos seus alunos.

Indignadas Saudações,

Otacílio M. Guimarães

2.20.2009

Boçalidade

RECEBI O E-MAIL ABAIXO.  É HILÁRIO E AO MESMO TEMPO VERGONHOSO.  CONFIRAM.
 
Lula, o Boçal, deu esta declaração  "histórica", esta semana, na posse de diretores do Sebrae:

"Temos que reconhecer que a situação é delicada, que essa crise é possivelmente maior que a crise de 1929 e temos que reconhecer que o Roosevelt só conseguiu resolver a crise de 29 por causa da II Guerra Mundial. Como não queremos guerra, queremos paz, nós vamos ter que ter mais ousadia, mais sinceridade, mais inteligência, por que eu não admito que uma guerra para resolver um problema econômico tenha 6 milhões de mortos".

Depois, comentários específicos:

 1. A Segunda Guerra Mundial não teve absolutamente nada a ver com a crise americana de 1929;

2. A Segunda Guerra Mundial foi motivada pelas condições impostas à Alemanha pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial, que durou de 1914 a 1918;

3. A Segunda Guerra Mundial encerrou com perto de 52 milhões de mortos, quase dez vezes mais que o número que o boçal falou;

4. Seis milhões foram as vitimas do Holocausto, patrocinado pelos nazistas.

O boçal confundiu tudo o que a Assessoria dele o informou (tenha paciência, não queira que ele decore tudo que lhe passam).

5. Em 1929, o mundo não tinha e nem imaginava o que seria uma economia globalizada;

6. Franklin D Roosevelt  resolveu a crise americana diminuindo custos e impostos, e reduziu drasticamente as despesas do governo, exatamente o contrário do que o boçal e seus ministros estão fazendo;

 7. Pela declaração imbecil, Lulla imagina que a crise só será extinta por meio de uma guerra mundial, mas ele, "o grande pacifista e magnânimo líder" não admitirá uma guerra mundial para que a crise seja solucionada;

E esse boçal atingiu 84% de popularidade... Acredita?

2.07.2009

Hidrelétricas na Amazônia

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

Adicione nosso blog e podcast aos seus favoritos.

Por Roberto Gama e Silva

Na Amazônia, a geomorfologia regional juntou-se aos rios caudalosos para oferecer perspectivas amplas de aproveitamento da energia cinética das águas para geração de energia elétrica.

Computados apenas os sítios já inventariados, que não incluem alguns aproveitamentos de porte e todas as pequenas quedas, a Amazônia brasileira poderá dispor de capacidade instalada da ordem de 134 mil megawatts, pouco mais da metade do resto do país (260 mil megawatts) e superior à capacidade instalada de todas as hidrelétricas dos Estados Unidos da América (115 mil megawatts).

A fartura de energia elétrica, de fonte renovável e limpa, transformará a inequívoca vocação mineral em vocação minero-industrial, circunstância que valorizará sobremaneira a região.

Como se sabe que a precedência absoluta na região é a conservação da cobertura arbórea, devido à relação biunívoca entre a floresta e as chuvas, convém tecer alguns comentários sobre a construção de hidrelétricas na região, como resposta aos argumentos disseminados por “ambientalistas de asfalto” e “Organizações Não Governamentais” estrangeiras.

Em primeiro lugar, o impacto da substituição da vegetação nativa, mesmo aquela dominada por florestas, pelos reservatórios das usinas é desprezível, pelo fato de não afetar o clima, fiador do equilíbrio de todos os ecossistemas amazônicos.

Com efeito, o ciclo hidrológico local ficará livre de qualquer alteração perniciosa, porque não será reduzida a proporção da precipitação que retornará à atmosfera para, mais adiante, gerar mais chuvas. A evapotranspiração será compensada, com sobras, pela evaporação da superfície líquida dos reservatórios.

O outro parâmetro conformador do clima, a umidade relativa do ar, também não será reduzido. Ao contrário, tenderá a aumentar, ligeiramente, devido à diminuição do albedo (razão entre a radiação refletida por uma superfície e a radiação solar que sobre ela incide), uma vez que a água tem maior capacidade de absorção da energia solar incidente do que qualquer outro tipo de superfície.

A seguir, argumentam muitos que os reservatórios são muito extensos, alagando grandes trechos florestados. Ocorre que, até o momento, só foram aproveitadas as quedas situadas no limite entre a Bacia Sedimentar e os Escudos, portanto em sítios pouco encaixados no relevo. Por esse motivo, a área de alagamento de Tucuruí chegou a 2.430 quilômetros quadrados e a de Balbina atingiu 2.360 quilômetros quadrados.

As futuras hidrelétricas, construídas à montante desse limite serão mais bem encaixadas no relevo e, por conseqüência, inundarão áreas menores. Além disso, o uso de unidades geradoras tipo bulbo, combinado com a seleção de quedas mais baixas, minimizarão as áreas alagadas.

Assim é que a futura Usina de Santo Antônio, no Madeira, com potência instalada de 3.150 mil megawatts, terá um reservatório com apenas 271 quilômetros quadrados, dos quais uns 150 quilômetros quadrados pertencem ao curso natural do rio. A outra usina licitada no Madeira, à montante de Santo Antônio, a futura Hidrelétrica do Jirau, com potência instalada de 3300 mil megawatts, terá um reservatório de 258 quilômetros quadrados, dos quais 122 coincidem com o curso natural do rio. Para sanar qualquer dúvida a respeito, a usina de Belo Monte, que será construída na primeira volta do rio Xingu, gerará 11 mil megawatts e formará um lago de 400 quilômetros quadrados.

Espera-se, apenas, que se planejem melhor as obras civis das futuras barragens, de modo a conceder tempo para a extração e comercialização das madeiras existentes nas áreas de alagamento dos reservatórios, de modo a reduzir ao mínimo a emissão do gás metano, produzido pela decomposição dos vegetais submersos. Tal emissão também é usada como argumento contrário à construção de hidrelétricas na Amazônia.

Outro ponto controverso é o dos danos à ictiofauna, devido às interrupções nos cursos dos rios, que inibiriam a reprodução das espécies que buscam as nascentes para a desova. É um problema contornável, mediante a introdução das “escadas de peixe” nas barragens, providência esta que se tornará automática a partir do momento em que a competência se fizer presente em todas as etapas de construção das usinas.

A favor das hidrelétricas, entretanto, há dois argumentos de peso, totalmente desvinculados da geração de eletricidade, por esse motivo pouco lembrados.

O primeiro deles é tão valioso que, por si só, justificaria a construção de barragens, mesmo sem a instalação de turbogeradores: trata-se da ampliação da navegabilidade dos tributários de Amazonas, além dos limites da Bacia Sedimentar, mediante a instalação de eclusas, ao lado das barragens.

Depois de implantadas todas as usinas inventariadas na Amazônia, além de outras fora da região, seria possível desatracar um comboio fluvial do porto de Boa Vista, à margem do rio Branco, para demandar um terminal hidroviário no alto Tocantins, nas proximidades de Brasília. Ou então, alcançar o Tietê, via Araguaia, Aporé e Paraná, até chegar ao subúrbio de São Paulo. Ou ainda, atracar em Buenos Aires, depois de percorrer o Guaporé, o Paraguai e o Paraná. Tudo isso com o mínimo consumo de energia, como ensina o Princípio de Arquimedes, e, como conseqüência, com descarga mínima de poluentes na atmosfera!

O outro argumento ponderável relaciona-se com a introdução da piscicultura nos futuros reservatórios de água doce, uma vez que a Amazônia é um dos locais mais apropriados para a criação de peixes, não só pela grande variedade de espécies nativas, cerca de 2.000, mas também pelas condições climáticas.

Como se procurou demonstrar, pois, são totalmente falsos os argumentos que se vem usando, com freqüência, para impedir o aproveitamento da energia cinética dos rios amazônicos para gerar eletricidade.

Sem energia, não há progresso possível!

Roberto Gama e Silva é Almirante Reformado

Transcrito do "Alerta Total".

2.02.2009




Os Militares

Teoria e prática do poder
Há seis anos caía o último governo civil do país. Ameaçadas pela desagregação do poder em todos os escalões administrativos, as Forças Armadas tiveram de intervir. Mas a intervenção militar de março de 1964 tinha origens preventivas: os militares pretendiam retirar-se a curto prazo do centro dos acontecimentos. O Alto Comando Revolucionário chegou a pensar em enviar o texto do Ato Institucional nº 1 ao Congresso, para que fosse homologado. Foi um civil, Francisco Campos; quem os convenceu de que a Revolução legitimava o Parlamento e, portanto, não caberia ao Parlamento legitimar a Revolução.
Em seis anos, o movimento revolucionário enfrentou quatro grandes crises políticas e fechou o Congresso duas vezes. A cada crise a Revolução sentia como eram escorregadios os princípios, as boas intenções e as raízes ideológicas dos políticos. Foi assim que a experiência deu aos militares a certeza de que eles determinavam a vitória do movimento revolucionário de março e de que só eles poderiam assegurar a continuidade do próprio processo.
Esses homem saídos dos quartéis destrincharam aos poucos as sutis malhas da crise brasileira. Para enfrentá-la dispunham da formação idealista e combativa que receberam nas escolas e da unidade de objetivos que cultivaram na vida da tropa. Vieram em sua maioria de origens humildes e foram aos poucos assumindo os mais importantes postos da administração pública. Entre o apego às origens e o fascínio pela pompa que revestia o poder, preferiram desmistificar a importância dos cargos, adaptando-os aos métodos administrativos que adotavam nos quartéis. Enxergaram os vícios e as debilidades que enfraqueciam os governos civis e, enquanto se aprofundavam nos problemas do país, passaram a agir como um grande Estado-Maior. Em seis anos de intimidade com o poder, mudaram também algumas de suas atitudes. O militar que em 1964 lutava contra a subversão e a corrupção, hoje, sem transigir com nenhum de seus antigos inimigos, está empenhado ao mesmo tempo na construção de uma nova estrutura política, social e econômica para o país. Seis anos foi o tempo necessário para o afastamento dos políticos que apoiavam a Revolução - como se ela fosse mais um governo de coligação partidária. Os militares mudaram o país e a Revolução transformou-os em uma força qualitativamente nova. Eles continuam a ser os fiadores do movimento de 1964, mas apanharam a luva do desafio pelo desenvolvimento nacional.
Quem são estes homens? Como se formaram? Que querem? Como agem?

A CHEGADA E OS USOS DO NOVO CHEFE: O MILITAR VAI AO PODER
De repente, muita coisa mudou na repartição. Nenhum dos velhos funcionários conhece o novo chefe - que chega sempre cedo. Ele é desconhecido mesmo para muitos freqüentadores do gabinete, que tinham a intrigante capacidade de serem amigos de todos os chefes em todos os governos. Trouxe consigo um pequeno grupo de auxiliares tão desconhecidos quanto ele. Cobra tarefas e não delega poder de decisão. Marca audiências com horários rigorosos e apertados para gente selecionada - e o tempo economizado, gasta-o em revisões de trabalho com a sua equipe. Diz a telefonista - e a frase é repetida com espanto pelos corredores: "Ele liga pouco para fora". Que estranho ser é o novo chefe? Diz um funcionário, mais afeito dos homens: "É um militar. São todos assim".
Cada vez com mais freqüência, nos mais diversos níveis da administração pública, estão sendo nomeados oficiais das Forças Armadas, em sua maioria da reserva. Na Paraíba, a Universidade Federal tem um capitão-médico como reitor. A Embratel - Empresa Brasileira de Telecomunicações - é presidida por um general desde sua fundação e foi organizada por um pequeno núcleo de oficiais. Na Guanabara, o secretário de Serviços Públicos é um general. No Ceará, um coronel ocupa a Secretaria da Fazenda e um major o Departamento de Trânsito.
Dos sessenta cargos mais importantes da administração pública, incluindo desde a presidência e a vice-presidência até o Lóide e a Rede Ferroviária Federal, 28 são ocupados por oficiais superiores das Forças Armadas. Esta tendência, comum na administração brasileira, sofreu nos últimos anos uma mudança sensível de qualidade. O militar é escolhido para o posto por indicação de colegas e condicionando as velhas práticas administrativas a conceitos e métodos militares. Além disso, sua linha de comunicação não é a tradicional conversa com políticos, mas quase sempre uma troca de informações com colegas de farda, ou até mesmo de turma, que estão em outros postos.

O ESTILO É O MILITAR - O General Gastão Pereira dos Santos, 56 anos, diretor do Instituto Sul-Rio-Grandense de Carnes, na semana passada enviou um recorte de jornal, criticando o governo, ao seu amigo General João Batista Figueiredo, chefe da Casa Militar da Presidência da República. Recebeu a seguinte resposta: "Recebi seu bilhete. É também minha opinião". O General Gastão age como militar na queixa e na discrição. Recusa-se a revelar que tipo de recorte enviou ao colega.
A ação dos militares em cargos técnicos deu resultados surpreendentes em muitos casos. O General Euler Bentes Monteiro, que ocupou a Superintendência da Sudene de 1967 a 1968, levou para o posto a preocupação dos militares na execução de projetos concretos. Seu braço direito, o Coronel Stanley Fortes Batista, marcou de tal forma sua passagem na administração, que agora está-se preparando para assumir o governo do Piauí.
Outro coronel, César Calls Filho, depois de dirigir as obras de construção da Usina de Boa Esperança, no Maranhão, está indicado para o governo do Ceará. Mora em casa alugada, não tira férias desde 1958 e só janta em restaurante aos domingos, em companhia de toda a família. (No Ceará ele encontrará 35 oficiais ocupando postos de destaque no governo.)

MAIS UNIVERSIDADES - Para o General Idálio Sardemberg, colega de turma do Presidente Medici, a participação de militares na administração "é lucrativa para todos; para o Exército, pelo estágio de seus oficiais na vida pública, onde eles adquirem outras perspectivas dos problemas gerais do país, e para o Brasil, porque eles suprem uma carência bastante sensível, levando ainda a estes postos a disciplina e a honestidade profissional características de sua formação. A medida que forem crescendo as universidades e o elemento civil melhorar em quantidade e qualidade, pela concorrência, esta ascendência do militar tende a se reduzir: é uma preocupação do próprio oficial".
Em alguns setores, os militares atingiram postos de direção graças ao pioneirismo de seus cursos especializados. O Exército sempre se manteve atualizado em assuntos de eletrônica e siderurgia. Para o Ministério das Comunicações, o Presidente Garrastazu Medici destacou um coronel, Higino Corsetti, considerado um profundo especialista no assunto. Por outro lado, dos sete presidentes que a Companhia Siderúrgica Nacional teve até hoje, quatro foram militares.
O General Américo da Silva, que ocupa atualmente a presidência da empresa, vê no administrador militar, "por formação, um homem mais disciplinado e inflexível que o civil, sem que isso signifique nenhuma superioridade intrínseca da carreira. Tenho dois filhos civis e os respeito muito".

OS ÍNDICES FELIZES - Enquanto alguns só vão para cargos civis quando deixam as Forças Armadas, outros fazem o percurso entre o quartel e a administração várias vezes. Talvez, de todos eles, o exemplo mais completo seja o do aspirante de 1926 (Turma Laguna e Dourados, que formou o Presidente Medici), Juracy Montenegro Magalhães. Em 1930 comandou as forças revolucionárias na Paraíba. Em 1931 tornou-se interventor federal na Bahia, onde voltou a assumir o governo em 1935 e 1959. Presidiu a Petrobrás e a Companhia Vale do Rio Doce. Foi um dos fundadores da UDN, embaixador em Washington, ministro das Relações Exteriores e da Justiça. Hoje, Juracy Magalhães está dedicado à iniciativa privada, como diretor no grupo Monteiro Aranha. "Tenho um bom índice da minha felicidade como administrador e empresário. Sou dos primeiros acionistas de algumas companhias que chegaram ao rol das maiores empresas do país. Fui político enquanto esta condição honrava uma pessoa e deixei a política sem saudade e sem nenhum ressentimento."
Como empresário, Juracy Magalhães é considerado um homem muito bem sucedido. Todavia, pouquíssimos militares conseguem a felicidade dos índices obtidos por ele. Um general de Exército, depois de computar o soldo, as gratificações de tempo de serviço (quarenta anos), representação e moradia, pode receber por volta de 4.000 cruzeiros novos. Um capitão raramente ultrapassa os 2.000. Esses vencimentos sempre inferiores aos de profissionais liberais, num cálculo comparativo, encerram uma característica original: o cadete, com menos de vinte anos, ao entrar na Academia Militar, sabe que, haja o que houver, nunca chegará a ser um homem abastado. A viagem à Europa só virá em missão e será considerada como um prêmio; dificilmente poderá sair de suas economias.

A VOLTA DO SOLDADO - O General Canrobert Pereira da Costa, um dos militares da década de 50 que mais influenciou a oficialidade, morreu em sua casa do Méier, subúrbio do Rio. Os marechais Castelo Branco e Mascarenhas de Morais deixaram para a família apenas os apartamentos onde viviam e poucas ações.
Os apertos financeiros poderiam ser um importante argumento para convencer o oficial a uma rápida transferência para a administração civil, mais bem paga e flexível. Contudo, vários militares preferem deixar os importantes cargos que ocupam a reverter para a reserva, depois de passados os dois anos de afastamento permitido da tropa. O General Afonso de Albuquerque Lima deixou o Ministério do Interior, o General Arthur Candal da Fonseca abandonou a presidência da Petrobrás - a maior empresa do país - e o Coronel Euler Bentes demitiu-se da Sudene.

A PACIENTE FORMAÇÃO DO SOLDADO EDUCADO PARA SERVIR
"O dever primordial do chefe é o cumprimento da missão que lhe foi atribuída. Tudo o mais, mesmo o bem-estar dos seus homens, fica subordinado a isso." Na carreira militar, onde, com exceção dos praças, todos são chefes e todos são subordinados, esse princípio de chefia e mais dez outros enumerados pelo Manual de Campanha do Exército podem fornecer a chave para explicar a formação do militar, seu comportamento no poder nos últimos seis anos de governos revolucionários e a diferença entre os militares e a classe política tradicional na condução do poder político.
A diferença começa na base. Ladeando o porão monumental da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, há dois portões menores que somente se abrem duas vezes por ano: pelo primeiro entram os novos alunos, com seus uniformes dos colégios militares e da Escola Preparatória de Campinas (SP) ou com roupas civis; e pelo outro saem, no fim de cada ano, os novos aspirantes a oficial do Exército. Para percorrer os 50 metros que separam os dois portões, o cadete gasta quatro anos - durante os quais ele será treinado fisicamente e educado intelectualmente nos princípios que inspiram o lema da AMAN, inscritos no pátio principal da Academia: "Cadetes: ides comandar; aprendei a obedecer".

SER MILITAR - É na Academia Militar, misto de universidade e de escola técnica, que o cadete do Exército planta as bases de toda a sua vida futura. "Ser militar", diz um folheto da Academia, "é estar imbuído da verdadeira necessidade do cumprimento da missão, por mais árdua que se lhe afigure e pouca influência traga para lhe exaltar os méritos". A carreira militar é apresentada ao cadete como uma atividade de sacrifício, de sobriedade pessoal e de patriotismo. "As ações do verdadeiro militar", continua o documento, "não objetivam obter vantagens ou vencer questões; não devem ser ditadas por oportunismo, nem podem ser poluídas pela descrença, traços de inferioridade incompatíveis com a nobreza de sua missão."
Durante seus quatro anos na AMAN, o cadete vai se familiarizar com um vocabulário onde as expressões "dever", "missão", "desinteresse" e "coesão" são freqüentes. As ciências matemáticas que ele aprende nos dois primeiros anos de Academia visam, segundo o seu comandante, General Meira Matos, a "desenvolver seu raciocínio rápido, porque um chefe precisa tomar decisões também rápidas e criteriosas". Um programa intenso de educação física, que inclui ginástica diária e competições esportivas, prepara os cadetes para desempenhar missões perigosas e, ao mesmo tempo, desenvolve entre eles a solidariedade - que se chama, na linguagem militar, "espírito de corpo". "Quando o espírito de corpo é elevado", diz o Manual da Chefia, "as realizações coletivas obscurecem as individuais. Em tais circunstâncias, as insatisfações de alguns desaparecem diante do predomínio do espírito do conjunto.

A RAZÃO DA DISCIPLINA - Coesão, disciplina, respeito à hierarquia, desambição, preparo físico e intelectual: sobre pilares assenta-se a educação do oficial do Exército. A disciplina - viga mestra de toda organização militar - é defendida como uma necessidade vital para todos. "Para convencer o homem da necessidade da disciplina", ensina o Manual, "nada melhor do que apelar para a sua razão; nos poucos casos em que o apelo falha, a punição oportuna pode corrigir o recalcitrante e fazê-lo sentir essa necessidade."
A disciplina comanda toda a formação do oficial. Os cadetes cumprem rigorosamente os horários, as tarefas do treinamento técnico-profissional (estudo das armas e ações de guerra convencional e de guerrilhas) e os exercícios intelectuais. Seu ensino não é, porém, ascético: a Academia tem um amplo cinema, quatro campos de futebol, quadras de tênis e de basquete, pistas para a prática de hipismo e uma piscina que era a maior da América do Sul até que o Vasco da Gama construiu uma maior, no Rio. O esporte, em todo o caso, não é encarado apenas como uma diversão; ele é considerado também uma tarefa que deve ser cumprida.

AS RAZÕES DO CADETE - A vida relativamente dura de um cadete, comparada à de um jovem da mesma idade no meio civil, não desestimula os civis a procurarem a carreira militar? Até 1966, a AMAN sofria de perda crescente de entusiasmo por parte de candidatos à matrícula. A partir de 1967, com uma propaganda desenvolvida pela Academia e ajudada pela portaria que permite o ingresso sem concurso dos alunos classificados nos três primeiros lugares nos cursos colegiais, a situação se alterou. Hoje, com 1.379 cadetes (número recorde), a Academia pensa ter superado o problema e, segundo o General Meira Matos, poderá dispensar a portada no próximo ano. "Nós tivemos agora novecentos candidatos civis disputando sessenta vagas", explicou o general. O rigor da carreira militar e sua desvantagem financeira comparada com as atividades privadas não preocupam os cadetes. Eles procuram o Exército por outras razões. "O primeiro motivo de meu interesse pela carreira militar foi a evidência em que ficou o Exército nos últimos tempos. Em segundo lugar, a propaganda chamou a minha atenção para as vantagens do ensino da Academia, explica a VEJA o cadete Geraldo Soares Silvino, 22 anos, quartanista da Arma de Engenharia e há três anos colocado em primeiro lugar na AMAN.

DE ASPIRANTE A GENERAL - Ao deixar a Academia como aspirante a oficial, o jovem que cruza de volta o pequeno portão lateral da AMAN já cumpriu a maior parte da formação básica do oficial. Daí para a frente haverá apenas uma complementação, ou nas escolas especializadas do Exército (Comunicações, Educação Física, etc.), ou nas escolas de aperfeiçoamento - Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESÃO), Escola de Comando do Estado-Maior (ECEME) e Escola Superior de Guerra. Quando chega à ECEME - estágio obrigatório para a ascensão ao generalato -, o oficial já assimilou todo o Manual de Chefia, o Código de Honra e a doutrina militar. Agora, nos cursos da ECEME (dois anos tanto para Chefia e Estado-Maior de Serviços como para Comando e Estado-Maior), o oficial desenvolve sua capacidade de concatenar idéias, consolida suas convicções cívico-democráticas, aprende a ter de agir e decidir sob tensão, cultiva padrões morais elevados (qualquer deslize anterior veta automaticamente seu ingresso na Escola), procura incentivar o espírito de decisão e desenvolver "a afirmação da vontade e a consciência da responsabilidade", além de estudar a doutrina militar em vigor e as suas tendências de evolução. Essa doutrina tem sido alterada ao longo das últimas décadas.

O MUNDO VAI FALAR - Até a Segunda Guerra Mundial predominava a influência francesa, que conferia ao Exército o papel de "grande mudo" dos acontecimentos políticos e provia o oficial de cultura humanística derivada do positivismo. Sua estratégia era voltada para as hipóteses de guerra contra os inimigos do século passado: Paraguai, Uruguai e Argentina. Após a Segunda Guerra, com a influência americana, a doutrina militar ensinada na AMAN (que foi fundada em 1944) e na ECEME deu ênfase ao estudo das questões sociais e políticas e aos novos conceitos de estratégia, que consideravam em primeiro lugar o choque ideológico entre a democracia e o comunismo, com hipóteses de guerras extracontinentais. Foi o agravamento das tensões sociais a partir da renúncia de Jânio Quadros que deu ênfase ao estudo da estratégia de luta contra a guerra revolucionária interna.
O que estudam os oficiais da ECEME? Exemplo de uma questão proposta neste ano a seiscentos candidatos que disputavam as cem vagas da Escola: "Comparar o processo de emancipação das nações hispano-americanas com o do Brasil". Ou: "Indicar as causas que favorecem a Guerra Revolucionária na Indochina francesa e na Grécia e apontar as análogas (tempo: trinta minutos; espaço: três páginas)". Para enfrentar os rigores das provas, os oficiais recebem da ECEME uma extensa bibliografia que indica - como subsídios, sem endossar qualquer conclusão - obras de H.G. Wells, Gustavo Barroso e Caio Prado Jr., entre outros.

A NOVA TAREFA - Ao concluir a ECEME, o oficial está apto a chegar ao generalato. Maior do que isso, porém, é o seu preparo intelectual nas doutrinas de segurança nacional e desenvolvimento, em comparação com a classe política em geral. Após quatro anos de AMAN, dois ou três da ESAO e ECEME e mais o tempo em que serve normalmente na tropa, o oficial do Exército (bem como da Marinha e da Aeronáutica) está profundamente tomado pelo sentido da ordem e da disciplina, da hierarquia e do senso do dever. Sua formação gregária deixou-o afastado diretamente das convulsões e tensões da vida civil. O Exército garantiu-lhe a habitação, o soldo e o trabalho, juntamente com a assistência à sua família. Ele adquiriu um conceito enraizado de moral, de culto às tradições, de zelo pela ordem social e pela estabilidade política. O poder político parece-lhe antes um dever de responsabilidade do que um fim em si mesmo. ("Recebi a Presidência da República como uma tarefa a cumprir", afirmou por duas vezes o General Garrastazu Medici. "Vejo o poder como um instrumento para servir", disse o Marechal Castelo Branco, em 1965.) E parece ter sido possuído desse espírito generalizado que o militar assumiu o poder político no Brasil nestes últimos seis anos.

O MILITAR NO PODER: O ESTILO DO NOVO ADMINISTRADOR
O exercício do poder pelos militares ainda é um capítulo novo da moderna História do Brasil. Como se comportam os militares na condução do governo? "A formação militar é tipicamente cartesiana: não tomamos nenhuma decisão sem antes estabelecer as coordenadas ortogonais", explica a VEJA o ministro da Educação, Jarbas Passarinho, cinqüenta anos, dos quais os últimos seis afastado do Exército, desde que foi eleito governador do Pará, em 1964. Oficial que brilhou nos cursos do Exército (tirou o primeiro lugar na sua turma da ECEME, em 1955), antigo superintendente da Petrobrás na Amazônia e diretor da extinta Superintendência do Plano de Valorização da Amazônia durante o governo Jânio Quadros, Passarinho fixou sua filosofia frente à administração pública: "No Exército, quando se dá uma ordem, espera-se que o executante volte e comunique que a missão foi cumprida. No Ministério já organizei um serviço de cobrança da execução de ordens. Todas as semanas nós fazemos um balanço do cumprimento das ordens. Noutro dia, num despacho do Departamento de Administração, em que um funcionário era responsável pela inutilização de baterias, o Coronel Gontijo mandou que se descontasse do ordenado do responsável o valor equivalente. No Exército chega-se a dilatar o tempo de permanência de um militar na ativa para fazê-lo pagar, em prestações, os prejuízos causados. Quando saí do Ministério do Trabalho, elogiei, em portaria, os funcionários civis que colaboraram comigo. Foi um escândalo. Ora, na vida militar, o elogio e a notificação das faltas fazem o valor ou o demérito do soldado. Os funcionários civis, ao contrário, são uma ficha em branco que nada mais contém além do nome, identificação e títulos". O Ministro Passarinho, oficial de Artilharia que se tem destacado por sua habilidade no diálogo político nas duas áreas de maior dificuldade de comunicação dos governos revolucionários - trabalhadores e estudantes -, afirma não ter medo da presença no Ministério de um técnico de tendências esquerdistas, "desde que ele não se utilize da sua função para fazer proselitismo".

A DIFÍCIL ARTE - Em geral, os militares explicam mais facilmente do que os políticos a sua passagem pelo governo. Em declarações a Gilberto Pauletti, repórter de VEJA, o comandante do III Exército, General Breno Borges Fortes, assinalou: "Concordo em que muitos militares chamados a exercer cargos na administração pública têm desempenhado suas novas funções com grande sucesso, embora tratando de assuntos completamente estranhos à sua profissão específica. Creio que a estranheza que isso provoca é causada, muitas vezes, por não estarem bem informados sobre a formação e as atividades normais dos militares. Citemos algumas particularidades: em primeiro lugar, o militar tem uma formação universitária - o que lhe dá a indispensável visão de conjunto; em segundo lugar, mas não menos importante, sua função normal de comando nos diversos escalões permite que se exercite desde jovem na difícil arte de chefiar".
O General Breno Borges Fortes, ressalta, ainda, duas características da formação militar que facilitam a adaptação às novas funções: "Ao assumir qualquer nova função, nossa preocupação básica é saber o que se deseja, qual a finalidade a atingir, e procurar trabalhar exclusivamente para esse fim, sem outros desvios e preocupações. A interpretação correta da missão é isso. A disciplina intelectual significa trabalhar exatamente dentro da idéia decidida pelo chefe, embora, às vezes, não concordemos integralmente com a decisão tomada. Face a estas considerações, julgo que não deve causar admiração o sucesso obtido por militares em funções de administração pública".

A BOA MISTURA - Como age um militar na função pública? Ao chegar à Presidência da República, o Marechal Castelo Branco procurou cercar-se de assessores mais experientes na administração pública, tanto militares como civis. Um seu auxiliar direto ouviu do presidente como ele tomava as suas decisões: "O Dr. Roberto Campos me traz conhecimento - articulado, exato e profundo; o General Geisel (Ernesto, atual presidente da Petrobrás) me dá julgamento de valor, sempre tem uma opinião sobre os assuntos; o Golbery (então chefe do SNI) me dá o reverso da medalha, é sempre bom para crítica e informação; e o Dr. Luís Viana (atual governador da Bahia) me dá o estilo". Apesar de sua relativa inexperiência, Castelo Branco tornou-se "algo de inesperado em política", segundo explicou o ex-ministro Roberto Campos: "Como oficial de estafe, ele tinha uma aguda experiência de análise, um insuspeitado 'jeito' para o convívio político e uma extraordinária capacidade de localizar a veia jugular no corpo da ciência econômica".
Os instrumentos poderosos que a Revolução colocou nas mãos dos seus três governos contribuíram para facilitar a ação governamental, especialmente na área econômica. "Houve casos em que a firmeza do Presidente Castelo Branco em apoiar o saneamento financeiro foi importante", comenta Roberto Campos, enumerando as medidas impopulares adotadas em 1965, tais como o chamado "arrocho salarial", a substituição da estabilidade pelo Fundo de Garantia e a reforma agrária, "hostilizada por boa parte da liderança rural e da burguesia industrial, que haviam dado grande apoio à Revolução".

A FORÇA DA INDEPENDÊNCIA - Para o atual ministro da Fazenda, Delfim Netto, os militares estão capacitados a adotar soluções aos problemas nacionais, principalmente por serem desvinculados de grupos econômicos. "Que ministro da Fazenda poderia ter enfrentado os banqueiros, como ele fez, e continuar no cargo", observou um velho funcionário do Ministério da Fazenda. Segundo o ministro da Fazenda, os militares traçaram com nitidez e convicção as metas para um desenvolvimento com estabilidade externa e melhor distribuição de renda nacional. E os êxitos da política econômica desde 1964 - redução da inflação de 85% para os 18% esperados este ano, crescimento econômico de 7% ao ano, 760 milhões de dólares em reservas cambiais em 1969 - podem ser atribuídos à coerência e à firmeza com que os militares perseguiram aquelas metas econômico-sociais. Sem a centralização do poder praticada na URSS, os militares optaram por um modelo misto, que concilia a liberdade com a intervenção estatal nos setores de segurança nacional (telecomunicações, transportes, energia elétrica, etc.), ficando ainda nas mãos do Estado cerca de 70% dos depósitos bancários do país. Esse apoio da Revolução às medidas de recuperação financeira e contenção econômica se deu mesmo quando não havia unanimidade entre os militares sobre certas medidas. "No início, alguns setores militares ficaram preocupados com as medidas do governo, que não refletiam a tendência de desenvolvimento e, sim, de controle de inflação", diz o ex-ministro da Fazenda do governo Castelo Branco, Otávio Gouvêa de Bulhões.

A HERANÇA DA FORMAÇÃO - Depois de doze anos em cargos civis, o atual ministro do Interior, General Costa Cavalcanti, 52 anos, antigo secretário da Segurança de Pernambuco (onde combateu as Ligas Camponesas) e deputado federal, não se considera um militar na política, "mas um administrador com experiência política". Tido como um dos coronéis "linha dura" de 1964, oficial colocado em primeiro lugar na sua turma da ECEME, ele diz que os militares em funções executivas levam para os cargos a herança da formação militar, como a disciplina e o método cartesiano de trabalho, que consiste em colocar os problemas, examinar as alternativas possíveis e meios disponíveis, para só depois adotar uma decisão. Durante um dia inteiro, o chefe da sucursal de VEJA em Brasília, Luiz Gutemberg, acompanhou a rotina de trabalho do Ministro Costa Cavalcanti, constatando que os seus hábitos puramente militares (a disciplina nos horários, a formação de pequenas equipes, a cobrança das tarefas distribuídas e o poder de decisão final jamais delegado) continuam sendo os mesmos do ministro. Algumas idéias e posições políticas de Costa Cavalcanti: "Sou nacionalista, sim, mas sem aspas; eu não admitiria nunca ter entre os meus auxiliares um esquerdista; sou contra o barateamento do conceito de segurança nacional; não há dúvida de que a maioria do Exército deseja a democracia: mas que essa democracia plena venha progressivamente, que não avancemos três passos para recuar cinco".
O PONTO DE ATRITO - A presença dos militares no poder não significa, apenas, o contato com a administração pública. Ela inclui, também, a questão do relacionamento dos militares com a classe política, que, até 1964, detinha o maior controle do poder. É nesse plano que parece estar o maior ponto de atrito e de críticas. A origem do atrito parece ser a formação militar, baseada na disciplina e na hierarquia, que difere da liberalidade que cerca o Exército da atividade política. "Devido à nossa formação", diz o Coronel Rubens Resstel, 47 anos, veterano de campanha da Itália e atual comandante da guarnição militar de Campinas (SP), "procuramos projetar sobre o político nosso próprio código de ética e é por isso que não está havendo sintonia entre militares e civis." Para o novo presidente da Câmara, Deputado Geraldo Freire, a ascensão dos militares ao poder provocou, de fato, mudança no comportamento da classe política. E observa: "Mas os militares estão se conduzindo muito bem, embora os métodos empregados às vezes se choquem com os hábitos da classe política".
AS EXPRESSÕES DESCONHECIDAS - Por que os métodos chocam a classe política? A resposta pode estar mais no tipo de problema colocado pelos militares do que propriamente na sua forma de agir no governo. Até 1964, a opinião pública brasileira praticamente desconhecia certos temas que passaram a ser incorporados à linguagem dos três governos da Revolução: segurança nacional, planejamento estratégico, guerra revolucionária. "Durante toda a sua formação", diz o General Rui de Paula Couto, 54 anos, chefe do Estado-Maior do III Exército, "os militares são alertados para os grandes problemas internacionais. Em razão disso, têm maiores facilidades para perceber as manobras sutis dos inimigos que procuram a dominação mundial." Segundo o General Paula Couto, essas manobras não seriam notadas pelas elites civis, o que obrigaria à intervenção dos militares - "uma intervenção absolutamente transitória".
UMA EXPERIÊNCIA INÉDITA - Sensíveis aos problemas do subdesenvolvimento por serem oriundos de camadas sociais pobres ou da classe média, formados dentro da disciplina e da hierarquia, e educados para cumprir missões, os militares praticam há seis anos uma experiência de governo inédita na história do país. A classe política dividiu-se e naufragou por suas próprias limitações e vícios. Para alguns setores, os militares representam uma intromissão estranha, que modifica radicalmente o livre jogo social, econômico e político; para outros, ao contrário, a intervenção dos militares é recebida como a última - e única - alternativa à preservação do regime. E para a grande maioria das próprias Forças Armadas, o exercício do poder é tarefa da qual pretendem se desembaraçar um dia, entregando-o novamente a uma classe política renovada nos seus costumes. Mas até chegar esse dia - o Presidente Medici manifestou a esperança de que possa surgir até o fim de seu governo -, os militares continuarão a exercer o poder político com o mesmo sentido de missão a cumprir que um jovem oficial cultiva, comandando uma companhia de fronteira, ou que um velho general aplica no último posto de comando.

Artigo publicado na VEJA em 1º de abril de 1970.

1.31.2009

"O CREMERJ REAFIRMA: OS MÉDICOS NÃO SÃO VILÕES!"

?O CREMERJ REAFIRMA: OS MÉDICOS NÃO SÃO VILÕES!?


Novamente, o CREMERJ alerta a população que os médicos têm sido
responsabilizados,
indevidamente, pela precariedade do atendimento nas unidades de saúde,
em especial, nas
emergências.


O novo prefeito, imitando o atual governador em declarações passadas,
tenta responsabilizar
uma eventual falta dos médicos nos plantões pela crise nas emergências.
Essa postura recorrente
esconde as responsabilidades pelo caos no setor e pelo atraso de
pagamentos a que esses
profissionais estão submetidos pelos ?intermediários da saúde?, que
contratam profissionais para
a rede municipal.


O CREMERJ aponta há anos que as soluções para mudança dessa situação
passam pela
reversão dos baixos salários pagos aos médicos na rede municipal, pela
modificação das
precárias condições de trabalho que impossibilitam a correta prática
médica e a fixação dos
médicos na rede pública através de contratação por seleção pública, com
salários dignos.
Os médicos não são culpados pela situação e têm se desdobrado para
garantir o melhor
atendimento aos pacientes, sendo ambos vítimas da omissão e do descaso
do poder público.


Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 2009.

Luís Fernando Soares Moraes
Presidente do CREMERJ


Nota publicada no jornal O Globo em 29/01/2009

Ações de marginais no Rio são treinamento de terror revolucionário.

Inteligência das Forças Armadas denuncia que ações marginais no RJ são treinamento de terror revolucionário

Por Jorge Serrão

Em relatórios e comunicados reservados A1A (informação precisa, de fonte altamente qualificada), os serviços de inteligência das Forças Armadas, advertem que ações terroristas, com objetivos de ensaio para futuros movimentos revolucionários, são os verdadeiros objetivos das recentes ações armadas de traficantes no Rio de Janeiro. Análises de Inteligência avaliam que os incêndios a ônibus, arrastões e "bondes" (comboios de veículos roubados) para assaltos simples, contra a população carente, são instrumentos de terror psicossocial.

A doutrina sobre o funcionamento do crime organizado é bem clara. A narcoguerrilha, as milícias e as máfias, que são atividades criminosas financiadas e auto-financiáveis, formam o que se chama de "Aparelho Terrorista". Essas chamadas "Forças Subterrâneas", também conhecidas doutrinariamente como "Quarto Elemento" promovem ações de guerrilha em regiões urbanas ou rurais.

Atrás das atividades criminosas, se escondem grupos ideológicos que defendem os nobres princípios da "Justiça e Paz". Não por coincidência, "Justiça e Paz" é o slogan do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital – facções criminosas, bem organizadas administrativamente, no Rio de Janeiro e São Paulo.

Ontem, em ação típica de treinamento de guerrilha urbana, com objetivo de gerar terror, mais de 50 pessoas foram vítimas de arrastão que durou 16 hora e meia na Zona Norte do Rio de Janeiro. Três homens armados, num Corsa prata, percorreram pelo menos três bairros, aterrorizando pedestres. O arrastão começou às 15h de quarta-feira e só terminou às 7h30m de quinta-feira, quando os bandidos foram finalmente avistados por PMs na Rua Diamante, em Rocha Miranda.

Houve perseguição e troca de tiros. Após o carro derrapar e rodar duas vezes, os ladrões foram presos. O trio roubou, entre outros itens, celulares, documentos, dinheiro, roupas, Bíblias, biscoitos e até uma marmita. A ação dos marginais não foi meramente criminosa. Tinha claras intenções de efeito psicossocial, para que a população se sinta refém absoluta da face armada do crime organizado.

Os serviços de inteligência do Exército e da Marinha infiltraram agentes no movimento dos marginais do Rio de Janeiro, e acompanham, de perto, o que acontece. A Agência Brasileira de Inteligência emitirá um relatório em breve sobre a situação. Mas o teor do documento ficará guardado a sete chaves no Palácio do Planalto, onde os ex-participantes da luta armada detestam comentar a atuação dos atuais companheiros insuflados pelos Comandos Vermelhos e PCCs da vida.
http://www.alertatotal.blogspot.com

1.24.2009

O Frio Assassinato Cometido por Battisti.

Em carta aos brasileiros, italiano conta como Battisti matou seu pai açougueiro.

Frio, Battisti se deliciava com o "sangue jorrando" de suas vítimas.


Lino, o açougueiro: vítima de crime comum

Atualmente aos 46 anos de idade, Adriano Sabbadin tinha 17 quando o terrorista Cesare Battisti e seu bando invadiram o açougue de seu pai, Lino Sabbadin, e o mataram. Indignado com a proteção do governo Lula ao assassino, concedendo-lhe asilo político, Sabbadin fez publicar no jornal Corriere del Veneto uma carta aberta aos brasileiros.. A tradução é do jornalista Giulio Sanmartini:

"Vivo em uma pequena cidade na província de Veneza.. Escrevo a todos os brasileiros, pois hoje me sinto profundamente ferido pela decisão de vosso ministro da Justiça de considerar Cesare Battisti um refugiado político. Há 30 anos ele assassinou meu pai. Não quero vingança, mas uma justiça que não chega. Quem é Battisti: ele começou na política dentro do cárcere, detido que estava por crimes comuns, aí conheceu o terrorista de extrema esquerda, Arrigo Cavallina.

A primeira vítima dos Proletários Armados para o Comunismo – PAC, foi o suboficial da guarda carcerária Antonio Santoro. Quando este sai de casa para o trabalho, Battisti lhe atira nas costas (6/6/1978). Retornando ao seu grupo ele conta excitado à sua companheira os efeitos de ver "alguém jorrando sangue". Depois de uma série de assaltos o grupo resolver centrar contra aos agentes da "contra-revolução", isto é, comerciantes que haviam reagido contra assaltos comuns.

Inicialmente pensou-se em somente feri-los, mas a vontade de mostrar a própria força a outros grupos de terroristas de esquerda, convence o PAC que é necessário fazer ver que se é capaz de matar. Chegaram a nosso açougue pelas 4 e meia da tarde. Meu pai, ajudado por minha mãe, atendia a algum cliente, eu estava nos fundos falando ao telefone, quando ouvi os tiros de pistola que ribombavam nos meus ouvidos. Apavorado, corri para nossa casa que ficava no andar superior, depois de longuíssimos minutos vi homens que saiam num carro em disparada. Quando cheguei ao açougue, vi minha mãe com o avental branco todo ensangüentado e meu pai no chão dentro de uma poça de sangue. A ambulância chegou rapidamente, mas nada pôde fazer.

Nos processos, seja a perícia e o testemunho de um arrependido, fez ver que Battisti tinha dado, sem piedade, os tiros mortais em meu pai. Battisti esteve sempre presente no grupo armado, colocando à disposição sua experiência de bandido e ficou conhecido por sua determinação em matar, jamais hesitando em fazê-lo.

Por todos estes crimes Battisti cumpriu somente um ano da cadeia, enquanto minha vida ficou completamente destruída. Me vi aos 17 anos como o chefe de família e um vazio que com o tempo só fez aumentar. Não pode existir paz sem justiça e a minha família justiça, não a teve.

Não consigo entender o que levou vosso ministro da Justiça e classificar Battisti como um refugiado político, declarando que na Itália existem aparatos ilegais de repressão ligados a Máfia e a CIA (Central Intelligence Agency), por isso não pode conceder a extradição, o fato me parece uma folia e mais que isso, ofensivo à nossa democracia.

Peço que façam um apelo ao vosso presidente para que reveja essa decisão.

Adriano Sabbadin".

1.16.2009

A crise moral sem paralelo na historia implantada pelo desgoverno lulla da silva é criticada na Italia


Associação Italiana enviou carta a Lulla da Silva protetando contra o "asilo politico" a Battisti condenado à prisão perpetua em seu pais. Os atletas cubanos foram sumariamente deportados para o "paraiso" cubano e o criminoso condenado é "anistiado". Quando a lei é ignorada ao talante daqueles que por ela deviam zelar as raízes da sociedade são arruínadas para demolir as fundações da nação. Como não existe outra explicação, só pode ser este o objetivo dos desgovernates. 

BOLONHA, 15 JAN (ANSA) - A Associação 2 de Agosto, composta por familiares das vítimas de um atentado a uma estação de trem de Bolonha, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protestando contra a decisão do governo brasileiro de conceder asilo político ao ex-ativista italiano Cesare Battisti, condenado a prisão perpétua em seu país.
    Na carta, o presidente da organização, Paolo Bolognesi, chama Battisti de "assassino sórdido" e diz que a decisão brasileira gera "impunidade" ao italiano.
    "Senhor presidente, o comportamento do seu país nesta situação é desaprovada totalmente por todos os familiares das vítimas do terrorismo", protesta o presidente da associação.
    Bolognesi explica que a organização vê "como desconcertante esta decisão", ressaltando que Lula, em discurso em nome do Brasil, luta contra o terrorismo, mas com este fato concedeu "proteção, e, principalmente, impunidade" ao ex-militante.
    O documento pede para "lembrar" ao presidente e a todas as autoridades do país que "a batalha contra o terrorismo não é feita de discursos, mas de decisões concretas".
    Na última terça-feira, o ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, concedeu o status de refugiado político a Battisti, de 54 anos, ex-militante do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) e acusado de cometer quatro assassinatos na década de 1970. Preso no Brasil desde 2007, o ativista possui um pedido de extradição do governo italiano. (ANSA)

15/01/2009 10:09

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Fonte: ansa.it - Ansalatina - ASSOCIAÇÃO ITALIANA ENVIA CARTA A LULA EM PROTESTO CONTRA ASILO A BATTISTI


1.12.2009

A água (que ninguém vê) na guerra



Por Ana Echevenguá


"Para além das manchetes do conflito do Oriente Médio, há uma batalha pelo controle dos limitados recursos hídricos na região. Embora a disputa entre Israel e seus vizinhos se concentre no modelo terra por paz, ''há uma realidade histórica de guerras pela água'' - tensões sobre as fontes do Rio Jordão, localizadas nas Colinas de Golã, precederam a Guerra dos Seis Dias". Raymond Dwek - The Guardian, [24/NOV/2002] *


A nossa sobrevivência na Terra está ameaçada. Sem alimento, o ser humano resiste até 40 dias; sem água, morre em 3 dias. Somos água! Mas, enquanto a população se multiplica e a poluição recrudesce, as fontes de água desaparecem.

Na guerra do momento - Israel em Gaza -, por que a mídia não fala sobre a água - um dos itens mais importantes dos conflitos no Oriente Médio?

Oriente Médio... uma região aonde água vale mais do que petróleo... E sempre nos passam a idéia de que lá as guerras ocorrem pela conquista das reservas de petróleo.

E a conquista das reservas de água? Em 1997, o então vice-diretor geral da UNESCO, Adnan Badran, no seminário "Águas transfronteiriças: fonte de paz e guerra" (que centrou os debates nas águas do Mar Aral, do rio Jordão, do Nilo...) disse que "a água substituirá o petróleo como principal fonte de conflitos no mundo".

Embora Israel tenha sérios problemas com recursos hídricos, detém o controle dos suprimentos de água, tanto seus como da Palestina.

Além de restringir o uso d'água, luta pela expansão do seu território para obter mais acesso e controle deste recurso natural. Ali, ele é o "dono" das:

- águas superficiais: bacia do rio Jordão (incluindo o alto Jordão e seus tributários), o mar da Galiléia, o rio Yarmuk e o baixo Jordão;

- águas subterrâneas: 2 grandes sistemas de aqüíferos: o aqüífero da Montanha (totalmente sob o solo da Cisjordânia, com uma pequena porção sob o Estado de Israel), aqüífero de Basin e o aqüífero Costeiro que se estende por quase toda faixa litorânea israelense até Gaza.

Tais águas são 'transfronteiriças', recursos naturais compartilhados. Segundo recente inventário da UNESCO, 96% das reservas de água doce mundiais estão em aqüíferos subterrâneos, compartilhados por pelo menos dois países.

Há regras internacionais para o uso dessas águas. Algumas destas obrigam Israel a fornecer água potável aos palestinos.

Mas Israel não compartilha a água; afinal, tais regras internacionais não prevêem mecanismos de coação ou coerção; é letra morta. O Tribunal Internacional de Justiça, até hoje, condenou apenas um caso relacionado com águas internacionais.

A estratégia de Israel é outra. Em 1990, o jornal Jerusalém Post publicou que "é difícil conceber qualquer solução política consistente com a sobrevivência de Israel que não envolva o completo e contínuo controle israelense da água e do sistema de esgotos, e da infra-estrutura associada, incluindo a distribuição, a rede de estradas, essencial para sua operação, manutenção e acessibilidade"**. Palavras do ministro da agricultura israelense sobre a necessidade de Israel controlar o uso dos recursos hídricos da Cisjordânia através da ocupação daquele território.

O Acordo de Paz de Oslo de 1993, por exemplo, estipulou que os palestinos deveriam ter mais controle e acesso à água da região.

Nessa época, segundo o professor da Hebrew University, Haim Gvirtzman, dos 600 milhões de metros cúbicos de água retirados anualmente de fontes na Judéia e Samaria, os israelenses usavam quase 500 milhões, satisfazendo cerca de um terço de suas necessidades hídricas. Para ele, isso gerou um 'direito adquirido sobre a água'. Questionado sobre o acesso palestino à água, o professor respondeu que "Israel deve somente se preocupar com um padrão mínimo de vida palestino, nada mais, o que significa suprimento de água para eles só para as necessidades urbanas. Isso chega a cerca de cinqüenta/cem milhões de metros cúbicos por ano. Israel é capaz de suportar essa perda. Portanto, não deveríamos permitir que os palestinos desenvolvessem qualquer atividade agrícola, porque tal desenvolvimento virá em prejuízo de Israel. Certamente, nunca permitiremos aos palestinos suprir as necessidades hídricas da Faixa de Gaza por meio do aqüífero montanhoso. Se purificar a água do mar é uma solução realista, então deixemos que o façam para as necessidades dos residentes da Faixa de Gaza"**.

E na Guerra pela Água vale tudo: os israelenses bombardeiam tanques d'água, grandes ou pequenos (muitas vezes construídos nos telhados das casas), confiscam as bombas d'água, destroem poços, proíbem que explorem novos poços e novas fontes d'água (a Cisjordânia, em 2003, contava com cerca de 250 fontes ilegais e a Faixa de Gaza, com mais de 2 mil). Israel irriga 50% das terras cultivadas, mas a agricultura na Palestina exige prévia autorização.

Então, furto de água das adutoras de Israel é comum naquela região.

A regra do jogo é esta: enquanto o palestino não tem acesso à água para beber, o israelense acostumou-se ao seu uso irrestrito.

Sendo assim, dá pra imaginar uma outra forma de divisão ou de uso compartilhado desses recursos hídricos para os próximos anos? Dá pra imaginar a sobrevivência de qualquer estado e, nesse caso, da Palestina sem o controle efetivo do acesso e da distribuição dos recursos hídricos que necessita?

Botar a mão na água é coisa antiga. Britânicos e franceses no Oriente Médio definiram as fronteiras (em especial da Palestina) de olho nas águas da bacia do rio Jordão.

Desde 1948, Israel prioriza projetos, inclusive bélicos, para garantir o controle de água na região. Dentre estes:

- a construção do Aqueduto Nacional (National Water Carrier);

- em 1967, anexou os territórios palestinos de Gaza e Cisjordânia e tomou da Síria as Colinas do Golã, ricos em fontes de água, para controlar os afluentes do Rio Jordão. Sobre esta guerra, Ariel Sharon falou que a idéia surgiu em 1964, quando Israel decidiu controlar o suprimento d'água;

- em 2002, a construção o 'muro de segurança' viabilizou o controle israelense da quase totalidade do aqüífero de Basin, um dos três maiores da Cisjordânia, que fornece 362 milhões de metros cúbicos de água por ano. Segundo Noam Chomsky, "o Muro já abarcou algumas das terras mais férteis do lado oriental. E, o que é crucial, estende o controle de Israel sobre recursos hídrico críticos, dos quais Israel e seus assentados podem apropriar-se como bem entenderem..."***. Antes do muro, ele já fornecia metade da água para os assentamentos israelenses. Com a destruição de 996 quilômetros de tubulação de água, agora falta água para beber à população palestina do entorno do muro;

- antes de devolver (simbolicamente) a Faixa de Gaza, Israel destruiu os recursos hídricos da região. E, até hoje, não há infra-estrutura hídrica nas regiões palestinas.

Quantos falam a respeito disso?

Em 2003, na 3ª Conferência Mundial sobre Água, em Kyoto, Mikhail Gorbachev bateu na tecla dos conflitos mundiais pela água: contabilizou, na época, 21 conflitos armados objetiva apropriação de mais fontes de água; destes, 18 ocorreram em Israel.

Gestão conjunta, consumo igualitário de água, ética e consenso na água - palavras bonitas no papel, nas mesas de negociação, na mídia. Na prática, é utopia.

O que a ONU e os donos do planeta estão esperando para exigir que Israel cumpra as regras internacionais sobre águas mesmo que estas contidas em convenções, acordos, declarações (e outras abobrinhas)?

Quem vai ter coragem de criar regras claras e objetivas para punir a violação dos direitos dos povos e nações à sua soberania sobre seus recursos e riquezas naturais?


* - http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/internacional/2002/11/23/jorint20021123004.html

** - Do livro de Noam Chomsky: Novas e Velhas Ordens Mundiais, São Paulo, Ed. Scritta, 1996.

*** - http://www.galizacig.com/actualidade/200403/portoalegre2003_muro_humilhacao_e_roubo.htm

Ana Echevenguá, advogada ambientalista, coordenadora do programa Eco&Ação, presidente da ong Ambiental Acqua Bios e da Academia Livre das Águas, e-mail:ana@ecoeacao.com.br, website: www.ecoeacao.com.br



A motivação oculta do conflito entre Israel e os palestinos:

http://libertador-liberdade.blogspot.com/