Entre 15 e 19 de novembro, a vinheta foi exibida nas TVs dos aeroportos. Depois, inesperadamente, puf. Retiraram-na do ar. Tentei descobrir o motivo. Estou intrigado até agora. A empresa que administra a publicidade em Congonhas alegou que a Infraero proíbe qualquer tipo de propaganda de cunho político. Como é que é? Cunho político? No meu caso, trata-se simplesmente de propaganda de uma antologia de crônicas publicadas na maior revista do país. Não sou candidato a vereador. Não estamos em período eleitoral. Se a vinheta tivesse sido recusada logo de cara, quando foi apresentada pela primeira vez, me pareceria apenas um sinal de obtusidade. Um dos muitos sinais de obtusidade com os quais nos defrontamos todos os dias. Mas, sem querer espernear demais, o que aconteceu com meu livro foi bem pior: tem um cheirinho azedo de censura. Afinal, a vinheta foi veiculada regularmente por cinco dias. Até alguém tomar a iniciativa de proibi-la. Até alguém mandar cassá-la.
Quem? A empresa que administra a publicidade nos aeroportos assumiu a culpa por veicular a propaganda "proibida". Falta saber de onde partiu a ordem para retirá-la do ar. Talvez de um funcionário da Infraero. Talvez de um membro de quinto escalão do governo. Isso eu nunca vou conseguir descobrir. Só posso fazer conjecturas, todas elas levemente persecutórias. Leia na íntegra
Quem? A empresa que administra a publicidade nos aeroportos assumiu a culpa por veicular a propaganda "proibida". Falta saber de onde partiu a ordem para retirá-la do ar. Talvez de um funcionário da Infraero. Talvez de um membro de quinto escalão do governo. Isso eu nunca vou conseguir descobrir. Só posso fazer conjecturas, todas elas levemente persecutórias. Leia na íntegra
por Diogo Mainardi (Veja)
Postado por MiguelGCF
Editor do Impunidade > Vergonha Nacional
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