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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

9.26.2010

RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA - Em defesa da Democracia - Mobilização nacional - IMPORTANTE

 
Personalidades lançam manifesto em defesa da democracia, do estado de direito e da liberdade de imprensa

Brasileiros das mais diversas áreas lançam nesta quarta, às 12h, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, um manifesto em defesa da democracia, do estado de direito, da liberdade de imprensa e dos direitos individuais. Trata-se de um movimento apartidário. Entre os signatários iniciais do documento estão o jurista Helio Bicudo, o historiador Marco Antonio Villa, o poeta Ferreira Gullar, os atores Carlos Vereza e Mauro Mendonça, os professores José Arthur Gianotti e Leôncio Martins Rodrigues e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso.

Abaixo, segue a íntegra do documento. Um bom exercício é confrontar o seu conteúdo com o manifesto que o PT e sindicalistas estão divulgando contra a liberdade de imprensa. De um lado, a civilização democrática; de outro, o flerte bom a barbárie ditatorial.

Leiam e divulgue. Creio que o documento será tornado público para receber adesões:

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há "depois do expediente" para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no "outro" um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.

01. Hélio Bicudo
02. D. Paulo Evaristo Arns
03. Carlos Velloso
04. René Ariel Dotti
05. Therezinha de Jesus Zerbini
06. Celso Lafer
07. Adilson Dallari
08. Miguel Reali Jr.
09. Ricardo Dalla
10. José Carlos Dias
11. Maílson da Nóbrega
12. Ferreira Gullar
13. Carlos Vereza
14. Zelito Viana
15. Everardo Maciel
16. Marco Antonio Villa
17. Haroldo Costa
18. Terezinha Sodré
19. Mauro Mendonça
20. Rosamaria Murtinho
21. Marta Grostein
22. Marcelo Cerqueira
23. Boris Fausto
24. José Alvaro Moisés
25. Leôncio Martins Rodrigues
26. José A. Gianotti
27. Lurdes Solla
28. Gilda Portugal Gouvea
29. Regina Meyer
30. Jorge Hilário Gouvea Vieira
31. Omar Carneiro da Cunha
32. Rodrigo Paulo de Pádua Lopes
33. Leonel Kaz
34. Jacob Kligerman
35. Ana Maria Tornaghi
36. Alice Tamborindeguy
37. Tereza Mascarenhas
38. Carlos Leal
39. Maristela Kubitschek
40. Verônica Nieckele
41. Cláudio Botelho
42. Jorge Ramos
43. Fábio Cuiabano
44. Luiz Alberto Py
45. Gabriela Camarão
46. Romeu Cortes
47. Maria Amélia de Andrade Pinto
48. Geraldo Guimarães
49. Verônica Nieckele
50. Martha Maria Kubitschek
51. Gilza Maria Villela
52. Mary Costa
53. Silvia Maria Melo Franco Cristóvão
54. Glória de Castro
55. Risoleta Medrado Cruz
56. Gracinda Garcez
57. Josier Vilar
58. Jussarah Kubitschek
59. Luiz Eduardo da Costa Carvalho
60. Tereza Maria de Britto Pereira

Por Reinaldo Azevedo


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22/09/2010

A democracia e o estado de direito pedem passagem hoje, ao meio-dia, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Assine o manifesto em defesa das instituições

Hoje, ao meio-dia, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, será lido o Manifesto em Defesa da Democracia. Ele veio a publico com 59 assinaturas iniciais, conforme vocês leram ontem à noite aqui, porque é preciso que um grupo se proponha a dar a largada, vocalizando aquela que é certamente a opinião de milhões de brasileiros. O texto está aberto a quantos queiram endossá-lo. Depois da leitura, UM SITE ABRIGARÁ O DOCUMENTO PARA A COLETA DE NOVAS ASSINATURAS. E a deste escriba estará lá, com muita honra. Tenho a certeza de que, em breve, seremos muitos milhares.

Prestem atenção à lista inicial de nomes. Ela dá conta justamente dessa diversidade. Não são pessoas que pensam a mesma coisa. Num debate sobre os rumos do país, muitos ali teriam divergências severas. Mas todos têm uma coisa em comum: a certeza de que a democracia e o estado de direito são conquistas das quais o Brasil não pode abrir mão. Todos comungamos da convicção de que o Brasil precisa aprimorar, e não depredar, os mecanismos institucionais para o pleno exercício da justiça e da cidadania.

Nenhum partido é dono da sociedade civil. Nenhum partido é "gerente" da história. A nenhum governante é lícito decidir quem representa e quem não representa "a alma de nosso povo". Elegemos governantes para que respeitem as leis democráticas e para que as aperfeiçoem ou as mudem segundo as regras que a própria democracia prevê e abriga. Tentam dar um golpe, estes sim, os que pretendem calar a divergência, na certeza de que são os monopolistas do bem, do belo e do justo.

É a defesa das instituições que reúne num mesmo documento, entre outros,  o jurista Hélio Bicudo; o líder católico e militante dos direitos humanos dom Paulo Evaristo Arns; os professores José Arthur Giannotti, Leôncio Martins Rodrigues e Marco Antônio Villa; o ex-ministro Mailson da Nóbrega; o poeta Ferreira Gullar; a atriz Rosamaria Murtinho e o ex-ministro do STF Sidnei Sanches.

Somos muitos — pessoas das mais variadas profissões, formações e mesmo ideologias — a cobrar não mais do que respeito à Constituição, às leis, às instituições e à liberdade de imprensa. Ou será que, com a truculência retórica que está se tornando costumeira,  os espadachins da reputação alheia porão em dúvida as credenciais democráticas desses homens e mulheres?

NÃO ESTAMOS CANSADOS! AO CONTRÁRIO! ESTAMOS CHEIOS DE ENERGIA PARA DEFENDER A DEMOCRACIA, O ESTADO DE DIREITO E A LIBERDADE DE IMPRENSA.

Abaixo, segue a íntegra do documento. Um bom exercício é confrontar o seu conteúdo com o manifesto que o PT e sindicalistas estão divulgando contra a liberdade de imprensa. De um lado, a civilização democrática; de outro, o flerte bom a barbárie ditatorial.

Segue o texto do manifesto. Divulgue, espalhe, multiplique. Não estamos pensando no próximo outubro, mas em todos os outubros que virão.

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há "depois do expediente" para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no "outro" um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.

 

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Editorial do Estadão

A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.
Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.
Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.
Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.
Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.
Texto publicado na seção "Notas e Informações" da edição de 26/09/2010

9.19.2010

A mão de Stálin está sobre nós

 

A mão de Stálin está sobre nós

Olavo de Carvalho
O Globo, 03 de agosto de 2002

Neste país há três e não mais de três correntes políticas organizadas:
o socialismo fabiano que nos governa,
o socialismo marxista e
o velho nacional-esquerdismo janguista.

O socialismo fabiano distingue-se do marxista porque forma quadros de elite para influenciar as coisas desde cima em vez de organizar movimentos de massa. Seu momento de glória veio com a administração keynesiana de Roosevelt, que, a pretexto de salvar o capitalismo, estrangulou a liberdade de mercado e criou uma burocracia estatal infestada de comunistas, só sendo salva do desastre pela eclosão da guerra. O think tank mundial do fabianismo é a London School of Economics, parteira da “terceira via”, uma proposta da década de 20, periodicamente requentada quando o socialismo revolucionário entra em crise e é preciso passar o trabalho pesado, temporariamente, para a mão direita da esquerda. No poder, os fabianos dão uma maquiada na economia capitalista enquanto fomentam por canais aparentemente neutros a disseminação de idéias socialistas, promovem a intromissão da burocracia em todos os setores da vida (não necessariamente os econômicos) e subsidiam a recuperação do socialismo revolucionário. Quando este está de novo pronto para a briga, eles saem de cena envergando o rótulo de “direitistas”, que lhes permitirá um eventual retorno ao poder como salvadores da pátria se os capitalistas voltarem a achar que precisam deles para deter a ascensão do marxismo revolucionário. Então novamente eles fingirão salvar a pátria enquanto salvam, por baixo do pano, o socialismo.

Desde seus fundadores, Sidney e Beatrice Webb, o fabianismo nunca passou de um instrumento auxiliar da revolução marxista, incumbido de ganhar respeitabilidade nos círculos burgueses para destruir o capitalismo desde dentro. Os conservadores ingleses diziam isso e eram ridicularizados pela mídia, mas a abertura dos Arquivos de Moscou provou que o mais famoso livro do casal não foi escrito pelo marido nem pela esposa, mas veio pronto do governo soviético.

A articulação dos dois socialismos era chamada por Stalin de “estratégia das tesouras”: consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita de modo que esta, picotada entre duas lâminas, acabe por desaparecer. A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogeneinização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. A discussão da esquerda com a própria esquerda, sendo a única que resta, torna-se um simulacro verossímil da competição democrática e é exibida como prova de que tudo está na mais perfeita ordem.

No governo, nossos fabianos seguiram sua receita de praxe: administraram o capitalismo como se fossem capitalistas, ao mesmo tempo que espalhavam a doutrinação marxista nas escolas, demoliam as Forças Armadas, instituíam novas regras de moralidade pública inspiradas no marxismo cultural da Escola de Frankfurt, neutralizavam por meio da difamação midiática as lideranças direitistas, criavam um aparato de repressão fiscal destinado a colocar praticamente fora da lei a atividade capitalista e, last not least, subsidiavam com dinheiro público o crescimento do MST, a maior organização revolucionária que já existiu na América Latina. Em suma: fingiam cuidar da saúde do capitalismo enquanto destruíam suas bases políticas, ideológicas, culturais, morais, administrativas e militares, deixando o leito preparado para o advento do socialismo. Fizeram tudo isso sob o aplauso de uma classe capitalista idiota, incapaz de enxergar no capitalismo nada além da sua superfície econômica e ignorante de tudo o que é preciso para sustentá-la. Agora podem ir para casa, seguros de ter um lugar ao sol no socialismo, se ele vier amanhã, assim como no capitalismo, se ele durar mais um pouco.

Se o socialismo marxista tinha sua encarnação oficial no Estado soviético, enquanto o fabianismo era o braço “light” da estratégia stalinista, o nacional-esquerdismo que brotou na década de 30 também foi substancialmente uma invenção de Stalin. A grande especialidade de “tio Josef” era justamente o problema das nacionalidades, ao qual ele dedicou um livro que se tornou clássico. Foi ele que criou a estratégia de fomentar ambições nacionalistas, quando podia usá-las contra as potências ocidentais, ou freá-las, quando se opunham ao “internacionalismo proletário”. É verdade que falhou em aplicá-la com os nazistas, que se voltaram contra a URSS, mas obteve sucesso nas nações atrasadas, onde xenófobos de todos os naipes -- getulistas, nasseristas, peronistas, africanistas e aiatolás variados -- acabaram se integrando nas tropas da revolução mundial, varrendo suas divergências ideológicas para baixo do tapete e transmitindo uma impressão de unidade a seus adeptos nos países ricos (donde o milagre de feministas e gays marcharem contra os EUA ao lado de machistas islâmicos). A multidão dos nacionalistas revoltados dá um reforço externo à estratégia das tesouras, seja como massa de manobra ou, quando fardada, como arma de guerra.

Stalin foi o maior estrategista revolucionário de todos os tempos. Os efeitos de sua ação criadora chegaram às terras tupiniquins e ainda estão entre nós.Todo o panorama político nacional está hoje montado segundo o esquema delineado por ele nos anos 30. Mas, dos poucos que têm envergadura intelectual para enxergar isso, quantos têm interesse de discuti-lo em público?

 

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Niemeyer, a última esperança

por Janer Cristaldo - 10 de setembro de 2010

Mas nem tudo está perdido. Quando o infame Fidel trai seu próprio regime, ergue-se no Brasil uma voz mais castrista que a de Castro. Os órfãos de Havana ainda têm um ombro amigo junto ao qual consolar-se. Leio na Folha de São Paulo que, ao ser informado da declaração de Fidel Castro de que o modelo cubano está superado, o arquiteto Oscar Niemeyer, 102, um dos artistas brasileiros mais radicais na defesa do comunismo, disse não acreditar. A informação foi dada à Folha pela mulher dele, Vera Lúcia. "Quando comentei com ele sobre isso, disse que não acreditava."
Imagine Jeová chegando ao Vaticano e sussurrando ao papa: “Cara, vamos parar com isso. Eu não existo”. É claro que o Sumo Pontífice não vai acreditar. Dedicou então toda sua vida ao serviço de quem não existe? Vai trabalhar agora em quê, ele que fora de sua crença de nada entende? Este é o grande drama dos comunistas. Como admitir que lutaram a vida inteira por uma causa errada? Significa destruir a própria biografia.
A mesma coisa aconteceu em 1956, quando Nikita Kruschov denunciou, no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, os crimes de seu antecessor, Josef Vissarionovitch Diugatchvíli, mais conhecido como Stalin. Comunista nenhum acreditou nas denúncias do secretário do PCUS. Intriga da CIA, disseram então. Até hoje, ainda há quem não acredite nas denúncias de Khruschov. Niemeyer é um deles.
O mesmo ocorreu dia 05 de março de 1953, quando morreu Stalin. Intrigas da CIA, repetiram os devotos. Stalin não pode estar morto. Porque um Deus não pode morrer. Conheci em Porto Alegre velhos comunossauros que choraram na época, indignados com as mentiras dos serviços de informação ianques.
O mesmo aconteceu em 1949, quando Victor Kravchenko denunciou em Paris os crimes de Stalin. Alto funcionário soviético que havia trocado a URSS pelos Estados Unidos, relatou esta opção em Eu escolhi a liberdade, livro em que denunciava a miséria generalizada e os gulags do regime stalinista. O livro foi traduzido ao francês em 1947 e teve um sucesso fulminante. A revista Les Lettres Françaises publicou três artigos difamando Kravchenko, apresentando-o como um pequeno funcionário russo recrutado pelos serviços secretos americanos. Kravchenko processou a revista, no que foi considerado, na época, o julgamento do século. No banco dos réus estava nada menos que a Revolução Comunista.
Em seu testemunho, Kravchenko trouxe ao tribunal Margaret Buber-Neumann, mulher do dirigente comunista alemão Heinz Neumann, como também o ex-guerrilheiro antifranquista El Campesino, ambos aprisionados por Stalin em campos de concentração. Kravchenko, que perdeu toda sua fortuna produzindo provas no processo, teve ganho de causa. Recebeu da revista francesa, como indenização por danos e perdas ... um franco simbólico.
A história de Kravchenko é fascinante, envolve diversos países, desde a finada União Soviética até Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, e até hoje não houve cineasta que ousasse transpor sua odisséia para as telas. Seu livro rendeu-lhe boa fortuna. Levado à falência com os custos do processo, foi morar no Peru, onde investiu em minas de ouro e de novo enriqueceu. Acabou suicidando-se em um hotel em Nova York. A partir de seu processo ninguém mais podia negar o universo concentracionário soviético. 1949 é a data limite para um homem que se pretenda honesto abandonar o marxismo. Sessenta anos depois, Niemeyer continua stalinista convicto.
Isso sem falar nas denúncias dos anos 30, de escritores como Sábato, Gide, Camus, Arthur Koestler, Ignazio Silone, Louis Fischer, Stephen Spender. Ninguém acreditou. Stalin era intocável.
Niemeyer não acredita que Castro tenha proferido tal bobagem. Provavelmente nem o Ariano Suassuna. Muito menos Zuenir Ventura ou Chico Buarque. Seria interessante ouvirmos a opinião de Luis Fernando Verissimo. Castro é um canalha. Devia estar na mesma prisão dos dissidentes que enviou à prisão por afirmarem que o regime cubano não funcionava mais.
O tempora! O mores! Não se pode confiar em mais ninguém. Ainda bem que Niemeyer resiste.

9.15.2010





Painel: A Democracia Ameaçada - Restrições a Liberdade de Expressão


1. No próximo dia 23 de setembro, será realizado, no Salão Nobre do Clube Militar, no horário das 15:00 às 17:00h, o painel "A DEMOCRACIA AMEAÇADA: RESTRIÇÕES À LIBERDADE DE EXPRESSÃO".

2. Para o mesmo, que conta com o apoio do "Instituto Millenium" e de "THEMAS", foram convidados renomados(as) profissionais da área da Comunicação. Serão três painelistas (os Jornalistas REINALDO AZEVEDO e MERVAL PEREIRA e o Diretor de Assuntos Legais da ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Dr RODOLFO MACHADO MOURA) e um mediador (a confirmar).


Recebido por e-mail.

9.08.2010

Brasil na hora da verdade

Brasil na hora da verdade: eternizar a quadrilha no poder ou fazer uma limpeza ampla, geral e irrestrita. Da Folha Poder:

8.23.2010


CAMINHADA COMEMORATIVA DA SEMANA DO SOLDADO REÚNE OITO MIL PESSOAS EM NITERÓI


Percurso teve início no Forte Barão do Rio Branco, seguiu para a Fortaleza de Santa Cruz, passou pelo Forte São Luís e depois desceu por uma trilha, na escarpa rochosa


A 17ª edição da Caminhada Ecológica e Cultural - Duque de Caxias reuniu cerca de oito mil pessoas na manhã deste domingo em Niterói. O evento promovido pelo 21º GAC (Grupo de Artilharia de Campanha – Grupo Monte Bastione) comemora a semana do soldado em Niterói e São Gonçalo.
Segundo Ten. Pessanha, um dos organizadores do evento, mesmo após o início da caminhada mais pessoas se integravam ao grupo. “Começamos com oito mil pessoas mas tantas outras pessoas foram chegando que provavelmente chegamos as nove mil. O frio não afastou ninguém”, afirmou o tenente.
Quem participou também levou alimentos não perecíveis para doação. “Pedimos a doação de um quilo de alimento não perecível aos participantes. A adesão foi muito boa. Essas doações serão levadas para as comunidades atendidas pelo 21ª GAC”, comentou Ten. Pessanha.
O percurso de aproximadamente 4 Km teve início no Forte Barão do Rio Branco, seguiu para a Fortaleza de Santa Cruz, passou pelo Forte São Luís e depois desceu por uma trilha, na escarpa rochosa, construída pelos Portugueses, onde todos os participantes, acompanhados por guias, percorreram o roteiro turístico daquela fortificação.
Antes da caminhada houve distribuição de camisetas do evento, exposições de patrocinadores e colaboradores, medição de pressão arterial, demonstrações de operações com cães. Logo após todos fizeram um aquecimento e, por volta das 9h30, seguiram o roteiro histórico da fortificação.

Transcrito do Blog "montedo.com":
www.montedo.blogspot.com.



CONVITE


A Diretoria da Liga da Defesa Nacional /RJ

tem a honra de convidar V.Exa/V.Sa e família para a solenidade de

Abertura da Semana da Pátria,

dando início a

73ª Corrida do Fogo Simbólico da Pátria

a realizar-se no

Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial

(Monumento aos Pracinhas)

Data : 29 de agosto de 2010

Horas 08:30 hs

Av. Infante Dom Henrique, 75 - Glória - Aterro do Flamengo

Traje : Passeio Completo

7.11.2010

Terrorista louva como bravos vigaristas que degustaram o amargo caviar do exílio.

por:Janer Cristaldo - 13 de abril de 2010

Como os leitores devem ter notado, evito falar em política nacional. Suja muito as mãos. Faz uns bons vinte anos que não voto e não serão estes três ilustres vigaristas que agora se apresentam como candidatos à Presidência que me farão mudar de idéia. Se alguém me perguntar qual deles mente mais, não saberia responder. Há, no entanto, certas declarações dos candidatos desejosos de poder que merecem algumas considerações.

A imprensa flagrou a terrorista Dilma Rousseff em uma gafe das boas. Tentando acusar o também terrorista Serra, seu opositor, andou dizendo: "Eu não fujo da situação quando ela fica difícil. Eu não tenho medo da luta". Em meio ao entusiasmo do verbo, não notou que ofendia todos os antigos terroristas que um dia se exilaram e hoje ocupam importantes cargos no governo. Ao tentar remendar, a emenda foi pior que o soneto: “De onde tiraram que fugir da luta é se exilar? O exílio significou a diferença entre a vida e a morte para os exilados brasileiros. Grandes amigos meus, corajosos e valorosos, só tiveram uma saída na ditadura, se exilar". E caracterizou como má-fé da imprensa a reprodução do que disse com todas as letras.

Escrevi terrorista, quando almas ingênuas preferem ex-terrorista. Ora, Dilma nunca renegou seu passado de terrorista. Pelo contrário, o reafirma: “Em cada época da minha vida eu fiz o que fiz porque acreditei no que fazia", disse. Até hoje não disse ter renegado sua militância nas organizações terroristas Colina e VAR Palamares. Pelo contrário, discretamente se orgulha de seu passado como facínora. O orgulho de seu passado como facínora faz parte de sua campanha. Portanto, terrorista e não ex-terrorista.

Mas o problema nem é este. E sim sua desculpa esfarrapada: “Grandes amigos meus, corajosos e valorosos, só tiveram uma saída na ditadura, se exilar”. Nem mesmo esta frase, mas duas palavrinhas, “corajosos e valorosos”. Salvo alguns gatos pingados, exilado algum foi para os países onde imperava a ideologia que defendiam. Alguns foram para Cuba, é verdade, era o consulado mais a mão para uma fuga. Mas a maioria foi para as prestigiosas capitais do Ocidente capitalista, Estocolmo, Berlim, Paris, Londres. Buscaram refúgio junto ao conforto do regime que combatiam.

Conheci essa escória em meus dias de Europa. Encontrei-os em 72, em Estocolmo, e no final dos anos 70, em Paris. Na Suécia, certa vez tropecei com um deles, em uma palestra na ABF (Arbetarnas Bildningsförbund), uma espécie de sindicato da social-democracia. Não lembro agora o nome. Talvez fosse o Gabeira, talvez fosse um certo Rabeira. Posava como guerrilheiro e se hospedava no exclusivíssimo Grand Hotel, o mais prestigioso cinco estrelas de Estocolmo. No salão da ABF, ante uma platéia de suecos deslumbrados, deitava falação sobre a revolução. No Brasil, é claro.

- O povo está  nas ruas. O exército está acuado. A revolução é para amanhã.

Aplausos prolongados da suecalhada. O debate era feito com bilhetes. Mandei um para o revolucionário: “Estou chegando do Brasil. Sim, vi o povo nas ruas. Não para fazer a revolução, mas para torcer pela Copa. Como tu te sentes, hospedado no melhor cinco estrelas da Suécia, financiado pela social-democracia sueca, enquanto teus companheiros sofrem prisão e tortura no Brasil?”

Meu bilhete pulava de mão em mão, como brasa quente, entre os componentes da mesa. Cansei de esperar, fui embora. Soube mais tarde, por outros brasileiros, que o bilhete finalmente foi lido. Queriam saber quem o havia escrito. Ora, eu já fora embora. O bravo guerrilheiro aproveitou para comprovar sua situação de perseguido. Que se tratava certamente de um agente do SNI, que o perseguia por toda a Europa. Assim fosse. Para persegui-lo de perto, eu teria de hospedar-me nos melhores cinco estrelas da Europa.

No final dos 70, tropecei com esta canalha de novo, desta vez em Paris. Boa parte deles estava aboletada na Maison du Brésil, residência universitária na qual um brasileiro precisava apresentar atestado de ideologia para lá residir. Outra parte estava encostada no ingênuo e benevolente Estado francês, ou em alguma francesa, também benevolente e ingênua. Eu estava lá em agosto de 79, quando aos apparatchiks tupiniquins se preparavam para assistir um congresso em Roma, em favor da anistia.

Dia 28 de agosto, pânico nas hostes esquerdistas. O presidente Figueiredo sancionara a Lei nº 6.683, de iniciativa do governo, que decretava a anistia. Perplexidade entre os bravos guerrilheiros. Mentira! Não pode ser. É jogada da direita.

Não era. E a turma toda que vivia de benefícios do Estado francês, ou escorados nalguma francesa terceiro-mundista, teve de largar o bem-bom. Estes são os “corajosos e valorosos” que a candidata terrorista louva, tentando consertar sua gafe. Nenhum deles foi para países socialistas, onde imperava o regime que defendiam para o Brasil. Todos degustaram o amargo caviar do exílio.

Perdão, leitor. Hoje me senti obrigado a enfiar a mão no escatol.

Cercando a tropa

Por Arlindo Montenegro

A crença na justiça divina é o último refúgio diante das incongruências humanas na distribuição da justiça entre os semelhantes. As cláusulas pétreas do direito universal, estão sendo ignoradas, descartadas, desfiguradas, reinterpretadas aleatoriamente, por prepotentes imortais comunistas, admitidos nos postos de governo pela ingenuidade generosa e desinformada da civilização cristã.

O ódio vingativo ensinado por Marx e seus seguidores polui a mente dos que chegaram ao poder em vários países desta América crioula, onde até pouco tempo se buscava construir sociedades miscigenadas, abertas, tolerantes, confiantes no "amor ao próximo". Hoje a sobrevivência dos simples, nos campos e nas cidades é atropelada por imposições que esmagam as consciências, os valores espirituais, as instituições tradicionais libertárias, fundadas no perdão e amor ao próximo.

Tudo é feito em sintonia e o medo é a ferramenta principal para submeter a vontade dos simples, das pessoas comuns, dos que lidam com os erros e defeitos humanos para construir, pouco a pouco, suas proprias vidas. Pessoas que estão nas roças, no trânsito das cidades, nos escritórios, nas fábricas, nas estradas, nos portos, nas escolas, nos lares, são submetidas por pessoas que pensam apenas em números, economia, globalização, controles sociais para manter o próprio poder, o poder violento de uma ideologia dogmática e assassina.

No programa de governo apresentado pelo PT e firmado pela candidata que declarou "não lembrar" que o havia firmado, está a promessa de "consolidação da UNASUL" (um propósito do Foro de São Paulo para estabelecer um governo, semelhante ao que foi a União Soviética, na América do Sul); está a promessa de "constituição de um novo arcabouço jurídico-administrativo“, como já acontece na Venezuela, na Bolívia, na Argentina, no Equador, em sintonia com o direito-oportunista-marxista a serviço do estado.

O Blog Notalatina (http://notalatina.blogspot.com/) informa, comenta e documenta sobre a marcha das transformações rumo ao socialismo e ditaduras totalitárias na América. Mostra a ação do Foro de São Paulo e o resultado das políticas radicais da nova ordem mundial socializante. E em seu último post expõe as perseguições e vinganças que as estruturas jurídicas de alguns países, contaminadas pela ideologia marxista, promovem, no marco das diretrizes que o PT propõe para o Brasil.

No programa apresentado pelo PT, existem muitas promessas para os militares e mais ainda omissões sobre o novo papel que se lhes quer atribuir, como forças auxiliares de um poder internacional global, com atuação que não inclui a defesa da soberania nacional. Na Argentina, existem mais de 800 militares presos políticos. No Brasil a Comissão de Direitos Humanos persegue ex militares que combateram as organizações terroristas de antanho. Nem a Lei de Anistia os demove. Desprezam as leis nacionais que aprovaram ontem.

Graça Salgueiro nos conta dos militares perseguidos, presos na Colombia, por combater as Farc! Diz ela: 'Recebo incontáveis artigos e mensagens com denúncias dos horrores que estão sofrendo os militares argentinos, colombianos, uruguaios e chilenos. Esses militares intercambiam informações e mensagens de apoio entre si, mas não há UM SÓ BRASILEIRO a lhes dispensar uma linha!' E Graça continua informando:

'Para ser ter uma idéia da indiferença brasileira sobre esses fatos, no início do ano passado a organização UnoAmérica elaborou uma coletânea de denúncias em um livro sobre o plano de destruição das Forças Armadas arquitetada pelo Foro de São Paulo. Participaram desta edição a Argentina, o Uruguai, a Colômbia, a Venezuela mas o Brasil ficou de fora, malgrado o convite, porque não houve um só militar que quisesse participar da obra, como se o Foro de São Paulo não estivesse destruindo nossas Forças Armadas também.'

O Notalatina, transcreve ainda uma entrevista do argentino Gustavo Igounet, jurista especializado em direitos humanos e garantias constitucionais, onde se lê que, na Argentina:

'Há 865 presos-políticos e há 102 pessoas que morreram em cativeiro. Dentre essas 103 pessoas, entre as quais há oficiais do Exército, sub-oficiais, pessoal civil, oficiais da Armada, oficiais de Gendarmería, sub-oficiais da Prefeitura, do Serviço Penitenciário Federal, dos Serviços Penitenciários dos estados, civis e até duas esposas de presos-políticos. Há presos-políticos, filhos de Comandantes Militares daquela época, que pelo simples fato de ser filhos estão na prisão neste momento, e julgados por este tipo de juízes.'

É o que pretendem fazer com os militares brasileiros! Como fazem na mesma Colômbia com militares que combateram duramente as Farc. O caso mais destacado é o do 'Coronel Alfonso Plazas Vega, criminosamente condenado a 30 anos de prisão, pelo “delito” de ter salvado mais de 260 pessoas no ataque terrorista do M-19 ao Palácio da Justiça em 1985, cuja síntese da história vocês podem conhecer neste excelente artigo do Olavo, intitulado “A Colômbia que o Brasil não conhece” .

Só resta agradecer a Graça Salgueiro, pela excelência de sua cruzada solitária.

do: http://montenegroviverdenovo.blogspot.com/2010/07/cercando-tropa.html

7.01.2010


ENCHENTES: MILITARES GAÚCHOS VÃO CONSTRUIR PONTE NO NORDESTE.



Grupo de 75 militares do RS se prepara para construir ponte no Nordeste
Ao todo, 43 militares devem partir de Cachoeira do Sul amanhã

Kamila Almeida | kamila.almeida@zerohora.com.br

Um grupo de 75 militares do Rio Grande do Sul darão apoio à reconstrução das regiões atingidas pela chuva no Nordeste. Doze viaturas militares saíram do 3º Batalhão de Engenharia de Combate de Cachoeira do Sul no domingo em direção ao município de Garanhuns, a 200 quilômetros de Recife, equipadas com as estruturas das pontes.
Está prevista para amanhã, às 13h, a partida de mais um comboio, com 43 militares. De acordo com o tenente de engenharia, Marcos Vasconcelos Diniz, o primeiro grupo ainda não chegou ao destino e deve passar esta noite em São José do Rio Preto, em São Paulo.
— A primeira leva de pessoas saiu daqui carregando as estruturas. Esse segundo grupo é formado pelos engenheiros que vão montar a ponte.
A missão possibilitará a montagem de uma ponte Compact 200, com extensão de 60 metros e capacidade de 80 toneladas. Os locais da montagem do material ainda não foram definidos.
Dos 75 militares, apenas oito não são gaúchos, destacou o tenente.

Transcrito do Blog "montedo.com":
http://montedo.blogspot.com/



6.26.2010


POR QUE ESTÃO QUERENDO ACABAR TAMBÉM COM OS COLÉGIOS MILITARES?



Enviado por Cantídio Dantas: cantidio.dantas@bol.com.br

Tudo que presta, que contribui para o desenvolvimento do País, precisa ser destruído para que a mediocridade possa continuar a governar o Brasil. Agora, é necessário acabar com os COLÉGIOS MILITARES. São doze e, tradicionalmente, os melhores do Ensino Médio no Brasil.
Estão reclamando porque lá se ensina a verdadeira história da Pátria. Lá não se enaltecem os gatunos dos mensalões e os destruidores do País. Lá não se ensina a mentir como se mente no blog da candidata a presidente e mente a própria candidata que falsificou até o seu curriculum vitae.
Nos Colégios Militares, ensina-se a vitória dos GUARARAPES, resultado da União das raças (preto – branco e índio) que derrotaram o melhor exército do mundo, na época. Lá se ensina que foram os paraguaios que invadiram o Brasil, apossando-se de URUGUAIANA, FORTE COIMBRA E CORUMBÁ e não a mentira implantada e contada pelo comunista e historiador argentino León Pomer, que publicou que o “Brasil matou 95% da população masculina do Paraguai” e por aí vai e a versão brasileira é de Júlio José Chivenato que nos apresenta como submissos à política externa Inglesa e outros “bichos”.
Quem quiser saber a verdade que compre o livro GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL DE LEANDRO NARLOCH. Neste livro vamos encontrar a versão correta do problema indígena, quando o Ministério da Educação, que deseduca, fala em genocídio contra os índios e outras safadezas criadas pela mediocridade esquerdista e ladra brasileira.
A raiva contra o IME, o ITA, as Academias Militares e os Colégios Militares é que são escolas de Excelência. Os alunos destes estabelecimentos de Ensino são, competentes, disputados no mercado de trabalho pelas seguintes razões: são responsáveis, são preparados, são disciplinados, são cumpridores do dever, aprenderam que ser honesto é uma obrigação do cidadão, são leais aos seus superiores e sabem comandar e obedecer.
Nos COLÉGIOS MILITARES, há a seleção pelo mérito e não pela lei do GERSON. Lá se desenvolve o caráter do jovem, ensinando os valores que dignificam o homem. Como é necessário e urgente destruir os valores da formação moral da Nação Brasileira é preciso que sejam os mesmos destruídos para que continuem a dominar a safadeza, a falta de caráter, o roubo, o assassinato, a mentira, a desonestidade, a canalhice, a sem-vergonhice, o domínio dos sacripantas, velhacos e outros termos ditos pelos que foram traídos agora e estão mostrando a desgraça para onde marcha o Brasil.
Os Colégios Militares formam a elite pensante brasileira. Nenhum dos mensaleiros, cuequeiros, terroristas, transportadores de dólares, malas, matadores profissionais (Santo André) etc. cursaram algum Colégio Militar. Eles estudaram na escola do crime.
Aconselhamos aos detratores que estudem e leiam Nabuco, Taunay, Calógeras, Rocha Pombo, a coleção Brasiliana, Fragoso, Lira Tavares e não procurem fugir do debate, indo para os EUA ou Europa com medo da falta total de Cultura.

Transcrito do Blog do Armindo Abreu (www.armindoabreu.blogspot.com).



6.18.2010

CRESCER E CRESCER


Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

Há muita onda em relação a números positivos da nossa economia nos primeiros quatro meses do ano. Mas quase nenhuma referência à capacidade ociosa de nossa indústria. São poucos os novos empreendimentos fora dos setores ligados a petróleo e mineração. Já não se fala em biocombustível e nada foi feito para que nossa produção de etanol crescesse a ponto de ganhar mercados externos. A livre empresa trabalha sem apoio oficial. A Petrobrás , como se sabe, implica com o etanol desde o inicio.....

Também não se fala nos investimentos em infraestrutura, desde que o que existe de energia e transportes não suporta produzir e escoar mais do que já o fizemos no passado. Uma obra da importância de Belo Monte sumiu do noticiário. As eclusas, que poderiam ajudar o Centro-Oeste, nem são referidas. Obras para a Copa de 2014 já estão sendo cobradas pela FIFA. A Bahia, que é um estado em crescimento, sofre com as condições precárias do Porto de Salvador, onde os investimentos seriam mínimos diante dos benefícios – conforme, aliás, vem se batendo a Associação Comercial da Bahia, a mais antiga do Brasil. Nos aeroportos, nada avançou depois do “apagão” e as obras que estavam em andamento estão suspensas ou quase parando.

Mais uma vez é o agronegócio que sustenta a economia, a balança comercial, o emprego. O deputado Aldo Rabelo mostrou ser dos mais importantes e respeitados políticos deste país com seu relatório impecável, que devolveu, parcialmente, a paz à área rural. Na verdade, o campo vive a tensão das ameaças do MST e os entraves do “custo-Brasil” nas dificuldades para escoamento da produção a preços competitivos.

A culpa maior não é do governo Lula, como parece, com o ritmo insatisfatório do PAC. O que trava o Brasil é a cultura de terceiro mundo, que criou monstros intocáveis, com poderes excessivos, como as autoridades ambientais. Um tema tão sério, tratado com leviandade e descambando para o ridículo da “perereca” que atrasa uma estrada vital para o Rio de Janeiro e o Porto de Sepetiba. A culpa do governo está em não modificar a legislação inadequada, em permitir a postura contra o progresso e o investidor nos agentes públicos. Além da irresponsabilidade com que empresas de respeito são acusadas em relação a suas atividades, com sensacionalismo. A revitalização do São Francisco é tema esquecido a nível federal, mas cobrado, sem sucesso, pela bancada mineira na Câmara.

Devemos também cobrar melhoria na prestação de serviços públicos, desde a qualidade do ensino a saúde, que gasta mal seus recursos e sacrifica a população. Grande exemplo vem sendo dado pelo Rio e por Minas. No primeiro, o estado terceirizou exames laboratoriais e de imagem e, com isso, além de melhorar o atendimento, está economizando. Acabou aquela velha história do equipamento quebrado e sem manutenção.
Logo, seria bom se acabar com esse ufanismo com números positivos e, mais do que isso, com o noticiário otimista. Temos é de trabalhar muito, tocar obras, liberar projetos, para dotar o Brasil das condições essenciais de crescer de maneira sustentável.

O momento é oportuno pois estamos em ano eleitoral . O eleitor vem demonstrando, segundo as pesquisas, que vai votar de maneira pragmática, de acordo com o que vem recebendo , e os primeiros a agir neste sentido são os prefeitos do interior mais próximos do eleitor . Prova está que se percebe em São Paulo e em Minas Gerais prefeitos ligados ao governo federal, ao PT inclusive , que estão simpáticos as candidaturas tucanas de Geraldo Alkimin e Antonio Anastásia . O ex-prefeito do Rio César Maia acha que esta eleição 2010 vai ser diferente . Identificou que o mesmo eleitor definido pelo seu nome para uma das cadeiras em disputa no Senado vota na reeleição de Sérgio Cabral. E no Rio, onde o governo Lula investiu a majoritária parece definida com a reeleição do Governador e do Senador Marcelo Crivela e a eleição da experiência de Cesar Maia.

Não se ganha mais eleição na base do blábláblá........


Transcrito da página do jornalista Aristóteles Drummond:

http://www.aristotelesdrummond.com.br/

5.22.2010


O Brasil vai apresentar crescimento de 9,85% no primeiro trimestre.


Pelo visto dinheiro aqui é o que não falta, a não ser no meu bolso, evidentemente. A análise dos dados mostra o descalabro em que se encontra a economia nacional. É evidente que já se perdeu totalmente o contrôle sobre qualquer coisa por aqui.

Mas olhe para os números e veja que o crescimento é medido agora, com ênfase sobre os dados do ano passado, momento em que estávamos em depressão, e que se colocava na mídia o crescimento sobre os dados do mês passado, para não fazer feio na propaganda.

A manipulação dos dados apresentados já foi mostrada aqui, mas não importa, o que importa mesmo é a verdade. Você foi ao mercadinho da esquina recentemente? Então não preciso dizer mais nada.

O nosso governo está sempre fazendo propaganda do que não existe. Transforma a verdade em mentira e a mentira em verdade. São os tempos de governo de estelionato. O pior é que a população compra a idéia e vota neles.

Vamos ter o que merecemos, não há dúvida.

Com a quebra do sistema socialdemocrata da Europa, e não me venham dizer eu aquilo não quebrou, e ainda por cima levará junto o sistema capitalista, fica difícil de levantar hipóteses do que virá a seguir.

O fato é que o tal socialismo do bem estar social já era. O capitalismo selvagem, regido pela lei imutável da oferta e procura, parece que vai ver mais uma vez a tentativa de mudança dessa lei. Querem eliminar as leis da física? Chamem os Europeus, eles sabem fazer. Hoje estão tentando fazer o mercado só poder comprar, vender é proibido.

Nada melhor para ver todo mundo vendendo o que tem, e não comprando de volta, NUNCA.

Esse novo fato econômico vai afetar o Brasil, a confiança depositada pelo mercado em nossa bolsa, e economia, é tanta que o Brasil cresce a taxas chinesas, aliás, deixou a China para trás.

Estamos mostrando ao mundo que podemos copiar o bem estar social, agora falido, da Europa.

Alguém ai arrisca um palpite sobre qual será o novo sistema econômico que vão colocar para funcionar? Ou vamos ficar nesse sistema capenga, em que os bancos, coitados, não vão receber o dinheiro fiduciário que consta de seus balanços.

Vamos ver um verdadeiro tsunami econômico passar pelo mundo, e se você não arrisca um palpite sobre o que vai acontecer eu arrisco o meu:

Vamos ver um processo de regionalização econômica. Assim que perceberem que o dinheiro que consta como ativo bancário não existe, não fará sentido plantar melão nas margens do Velho Chico, para vender na China. A globalização já era.

O impacto do sumiço do crédito e do dinheiro na tal de globalização será de tal monta que o comércio internacional vai sentir de verdade, não apenas o que poderia acontecer, mas de fato o que está por acontecer.

Nosso futuro não é mais aquele promissor crescimento econômico interminável. O mundo chegou ao limite de sua riqueza e consumo. Vamos ter de enfrentar a realidade de que não há para todos. Se você achou que os sindicatos fizeram baderna na década de 70 e 80, espere para ver quando eles verem os governos pararem de pagar aposentadorias.

Confesso que estou assustado com as possibilidades à frente.

Soldado Grego olhando o resultado dos protestos

Transcrito de Nathal & Candlesticks:
http://nathal.zip.net/


5.13.2010

CUBANIZAÇÃO DA VENEZUELA.


Por Adolfo Rivero Caro

Com a tomada do poder em l959, Fidel Castro tinha o controle absoluto de Cuba, uma vez que o Exército Nacional, coluna vertebral da República, havia sido dizimado. Todos as instituições sofisticadas da democracia dependem do aparelho de segurança. E este aparelho é o Exército.

O Estado nos países democráticos é um organismo muito complexo, desenhado para defender as liberdades individuais, essência do sistema. Foi por isto que na segunda metade dos anos 1960, Castro admitiu um verdadeiro exército civil de funcionários soviéticos para ajudá-lo na construção de um novo tipo de Estado Totalitário, em que todas as liberdades individuais estivessem subordinadas ao estado e ao governo. É isto que estão fazendo na Venezuela.

Atualmente, na Venezuela, funcionários cubanos ocupam altos cargos nas Forças Armadas e nos ministérios de Defesa, Interior e Justiça. Existem cubanos ocupando postos nos serviços de inteligência e na polícia nacional venezuelana criada recentemente. São cubanos os funcionários que ocupam postos chave nos serviços vitais como o Seniat (Impostos), Onidex (Identidade, Passaportes e controles alfandegarios) nas empresas de Petróleo (Pdvsa), Eletricidade (Corpoelec) e Telecomunicações (Cantv).

Chávez pretende copiar o modelo cubano de total reorganização administrativa, eliminar os governos regionais e municipais eleitos e substituí-los por novas instituições "bolivarianas", controladas por um "comitê central" presidido pelo mesmo Chávez. Também se inclui no propósito bolivariano redesenhar o mapa territorial, eliminando os atuais estados e criando outros com nomes novos, como Castro fez em Cuba.

A missão fundamental dos cubanos é conseguir o controle absoluto das Forças Armadas. Na visão de Fidel Castro, o principal problema de Chávez é não poder confiar nas Forças Armadas, que continuam sendo as mesmas da república democrática venezuelana. Apoiado em seus enormes recursos financeiros, Chávez comprou os comandos, subornou, encheu de presentes, mas não pode considerá-los totalmente submissos, porque já existiam antes dele e poderiam continuar existindo depois. Além disso são forças armadas permeadas hierárquicamente pelo espírito democrático e liberal da república.

O que Castro e Chávez perseguem é um distema em que o ditador possa pegar o militar de maior prestígio no país, como era o General Arnaldo Ochoa, herói da República em Cuba e mandar fuzilar, sem que ninguém objetasse nada em contrário. Para os militares venezuelanos, seria suicídio esquecer que este é o modelo de Chávez.

Chávez acredita ter comprado o governo cubano pelos 5 milhões de dólares anuais de petróleo que fornece desde o ano 2.000, além de cerca de 50 milhões de dólares que doou Cuba, recursos do povo venezuelano. Mas está equivocado. Os Castro não se consideram devedores. Ao contrário, pensam que é Chávez quem tem que agradecer-lhes por manter-se no poder. E não é só isso: é perfeitamente possível que os cubanos cheguem a controlar a Venezuela totalmente, convertendo-a numa espécie de semi colônia cubana, com todas as decisões importantes sendo emanadas de Havana. Não é por prazer que Ramiro Valdés, o terceiro homem de Cuba está atuando na Venezuela.

Por outro lado, Chávez converteu a Venezuela em importante aliado da teocracia iraniana. É incrível! O povo venezuelano é cristão e católico. Que afinidade pode ter com uma ditadura extremista islâmica onde as mulheres são cidadãs de terceira categoria? Um país violentamente antisemita que declara querer varrer Israel da face da Terra e comprometido com um programa de fabricação de armas nucleares reprovado pelos EUA, União Européia e a grande maioria das nações do mundo.

O povo cubano não poude lutar contra a invasão soviética porque a ditadura já se havia instalado e não havia mais o que fazer. Os venezuelanos tem muitas possibilidades ainda. Podem arrancar de Chávez o controle do Congresso que entregaram "numa bandeja de prata", cometendo colossal erro político. É uma possibilidade real, que precisa de uma grande concentração de recursos e esforços. Os venezuelanos poderão fazê-lo. A alternativa é aceitar a ditadura e perder o país para sempre.

Fonte: Libertad Digital, Madrid, 10/Maio/10.
Tradução: A. Montenegro

Transcrito do Blog "ViVerdeNovo":
http://montenegroviverdenovo.blogspot.com/


5.09.2010

FALTA PLURALISMO



Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

A sucessão do presidente Lula ainda está fora das normas tradicionais das democracias ocidentais, com candidaturas representativas de diferentes correntes do pensamento na sociedade. Temos três candidatos de esquerda, dois dos quais (Dilma e Serra) tendo “orgulho” de terem combatido o chamado regime militar, que deu ao Brasil 20 anos de progresso, austeridade e responsabilidade.

José Serra foi presidente da UNE, apoiando o governo Goulart; Dilma pegou em armas. Marina Silva, mais jovem, seria a menos preconceituosa, mas está ligada a uma linha de pensamento incompatível com um país que deseja ser a quinta economia do mundo.

Não temos uma candidatura de centro ou de centro-direita, embora os governos militares – autoritários, mas com eleições para o Congresso e já em 82 diretas para governadores – tivesse maioria no Congresso, através de seus partidos ARENA e PDS. Os Democratas e os Progressistas (PP) são formados, tendo como base as agremiações de sustentação dos anos dourados do crescimento com ordem. Mas Ciro Gomes (PSB) foi dos dois partidos, assim como o vice-presidente da CEF e dirigente do PMDB, Moreira Franco, que foi candidato governador pelo PDS e chegou a presidir o partido no Rio. Como estes dois partidos não apresentarão candidaturas próprias, o centro terá de escolher de acordo com o programa de cada esquerdista.

O senador Sérgio Guerra, em recente entrevista à revista Veja, afirmou que o PSDB era um partido de esquerda. Não se deve, portanto, duvidar, embora tenha regionais de centro, como é o caso de Minas. Diante deste quadro, nada mais natural do que se pedir aos candidatos que sejam bem definidos em relação a pontos de alta relevância para o futuro do Brasil.
O que pensam do MST e de suas invasões, o que pensam da reserva legal aprovada da maneira que foi, sem indenização e valendo para todo o país, ignorando as diferenças regionais. É preciso saber o que pensam do tamanho do Estado, da atuação de fundos de estatais na direção de empresas de direito privado, da reforma tributária e da trabalhista.

No que toca a projetos de infraestrutura, na energia, nos transportes e nos portos e aeroporto, que como estão não suportam o crescimento esperado e desejado pelos brasileiros.E a prioridade de Belo Monte? Qual o papel reservado ao capital privado no processo de desenvolvimento econômico e social?

A política externa passou a ser importante na medida em que parte da sociedade está verdadeiramente chocada com nossa solidariedade e confiança ao governo radical iraniano, ao personalista e agressivo venezuelano e a complacência com a falta de liberdade e respeito aos direitos humanos em Cuba. Nenhum dos três nomes se sente à vontade para comentar Cuba, que, no fundo, no fundo, admiram. Logo, não é demais insistir na cobrança de definições, para fundamentar desde o voto de cada brasileiro , ao investimento de cada grupo internacional.

Uma pena que não possamos ainda ter candidatos afinados com o mundo moderno, com o pensamento dos responsáveis pelos avanços da humanidade nestes 30 anos – desde Reagan, Thaetcher, João Paulo II, no mundo, e Roberto Campos, Delfim Netto, Pedro Malan, no Brasil. Aliás, é sempre bom lembrar que o lado mais positivo dos governos FHC foi aquele confiado a Pedro Malan, que sempre foi alvo de restrições por parte do candidato José Serra. E esta será mais uma explicação bem-vinda.

Transcrito da página do Aristóteles Drummond:

http://www.aristotelesdrummond.com.br/


4.20.2010

Os abusos de poder de Lula


17 de abril de 2010 | 0h 00
JOSÉ ÁLVARO MOISÉS * - O Estado de S.Paulo

Existe relação entre a posição do governo quanto aos perseguidos políticos de Cuba, os desrespeitos do presidente à legislação na campanha eleitoral e a irresponsabilidade com que ele e outras autoridades públicas reagiram às catástrofes e mais de 250 mortes no Rio de Janeiro e em Niterói?

Nas últimas duas décadas o Brasil reconquistou o regime democrático. Não está em questão se a democracia existe, mas a sua qualidade. Os escândalos de corrupção, as tentativas de cerceamento da liberdade de imprensa e o discutível desempenho do Congresso Nacional mostram que a consolidação da democracia não depende apenas de votar e escolher governos.

A democracia é mais do que isso. Ela se baseia na soberania popular para ser efetiva e depende de que as instituições que previnem o abuso de poder e asseguram o equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário funcionem a contento, sem sofrer ameaças veladas ou não de governantes ou de seus competidores. Não basta ter uma Constituição para garantir o império da lei, a vigência de direitos individuais e sociais e a obrigação dos governantes de prestar contas de suas ações e se responsabilizarem por elas.

O papel dos líderes que se dizem democratas é essencial, pois eles não são apenas mandatários de cargos administrativos, têm de dar o exemplo de correção e probidade no trato dos interesses públicos e, diante das incertezas próprias da democracia, têm o dever de orientar e educar os cidadãos para respeitarem a lei e as decisões coletivas, conviver com o pluralismo político e aceitar que, além da maioria, as minorias também têm direitos - princípios que distinguem o regime democrático de suas alternativas.

Atualmente, essas qualidades de liderança estão em falta no Brasil. A despeito de seus méritos, como manter a estabilidade econômica e ampliar as políticas sociais de seu antecessor, Lula virou as costas para valores democráticos fundamentais, revelando ao final de dois mandatos outros aspectos de sua personalidade política. Supõe às vezes estar acima da lei, burla o princípio de igualdade política e mistifica a crença dos eleitores de baixa renda, condenados a baixos níveis de educação, por isso mesmo menos críticos diante de quem usa o prestígio da Presidência para fazer crer que é o único autor dos avanços recentes do País.

No caso de Cuba, em vez de reconhecerem a opressão aos perseguidos políticos do regime e a ofensa a direitos assegurados pela Carta da ONU, Lula e os seus se solidarizaram com os dirigentes cubanos que arbitram autoritariamente sobre a vida dos perseguidos do regime, debochando do sentido político da greve de fome como forma de protesto. Lula desqualificou a sua própria experiência na luta contra o regime militar e igualou essa luta à ação de criminosos comuns; ofendeu milhares de perseguidos e torturados no mundo inteiro e gente de seu governo que sofreu perseguição no passado. O silêncio ou a abstenção do governo brasileiro em votações na ONU destinadas a condenar o desrespeito aos direitos humanos na Coreia do Norte, no Irã, no Sudão, no Congo e no Sri Lanka, ou a tolerância à destruição da democracia na Venezuela de Chávez, iluminam outros lados do quadro.

Nesses casos, Lula deixou de lado a posição majoritária dos brasileiros a favor da democracia verificada em pesquisas de opinião. Na campanha por sua candidata à Presidência, em flagrante desrespeito às leis eleitorais, tem se utilizado dos benefícios do cargo há mais de dois anos para fraudar o princípio de igualdade política. Multado pela Justiça Eleitoral, desqualificou as penalidades, convidou o público a debochar das regras e deu a entender que, diferente dos outros cidadãos, despreza as exigências da legislação. A repercussão negativa o levou a pedir cuidado aos ministros, conclamando-os a serem republicanos. Mas o embuste é flagrante - senão a ignorância de Lula quanto ao significado do conceito de res-pública -,pois antes e depois da advertência não se controlou em eventos e inaugurações oficiais, publicizando a sua candidata.

A indiferença de Lula diante dos mecanismos de controle dos Poderes republicanos é evidente. Seu governo desconhece o conceito de accountability, como ficou evidente no caso do mensalão e dos desmandos de José Sarney. Mais dramática ainda foi sua atitude diante das catástrofes no Rio de Janeiro e em Niterói. Primeiro, apelou aos céus diante das chuvas; depois, anunciou a liberação de R$ 200 milhões para ações de emergência e, finalmente, quando veio a público o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) mostrando que o Ministério da Integração Nacional liberou, em dois anos, mais de 64% de recursos para emergências à Bahia do ex-ministro Geddel Vieira Lima, e menos de 1% para o Rio de Janeiro, Lula chamou o relatório de "leviano".

Não é a primeira vez que ele desqualifica as decisões do TCU. Em mais de uma ocasião, quando gastos indevidos foram identificados pelo tribunal, o presidente se comportou como se não tivesse obrigação de dar explicações ao País. Até agora, nem ele nem seu ex-ministro apresentaram os critérios usados na distribuição dos recursos emergenciais. Ademais, em oito anos de governo, Lula parece não se ter dado conta de que ocupações urbanas de risco não se resolvem com medidas de emergência. Mas, ao qualificar de "levianas" as críticas do tribunal, deu razão a autoridades como o prefeito de Niterói, que, após vários mandatos à frente da cidade, confessou desconhecer os laudos técnicos que condenaram a urbanização do lixão do Morro do Bumba. Lula abusa do poder, rebaixa a qualidade da democracia e, pior, estimula outras autoridades a fazerem o mesmo.

* O AUTOR É PROFESSOR DE CIÊNCIA POLÍTICA E DIRETOR DO NÚCLEO DE PESQUISA DE POLÍTICAS PÚBLICAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.


Transcrito da página do jornal "O Estado de São Paulo":

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100417/not_imp539539,0.php