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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

5.07.2015

Carta Aberta

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO  E AO  SUPREMO  TRIBUNAL FEDERAL
Ministro Teori Zavascki
CARTA ABERTA
Sempre fui defensor ardoroso do PODER JUDICIÁRIO. Aprendi com meu
professor de direito, na ESCOLA MILITAR DE RESENDE, que, qualquer sociedade
organizada tem seu pilar principal, no CUMPRIMENTO DA LEI. Sem lei ou a não
existência de quem a defenda sofrerá a influência da demagogia, do
populismo, que são formadores do caos.
Estamos vivendo o caos e a falência do Poder Judiciário. Há Poder
Judiciário para defender poderosos e, não, para defender a sociedade
brasileira. Diariamente, estamos assistindo a assaltos aos Cofres da União,
dos Estados e dos Municípios. Não são quantidades pequenas, chegando aos
bilhões de reais ou mesmo de dólares. Este dinheiro falta na saúde e os
ladrões estão soltos, quando cometeram um crime hediondo. Roubaram o seu
povo.
Estamos assistindo à desgraça da mentira prevalecer nos processos,
derrotando a verdade. A MENTIRA é o maior câncer de uma sociedade. Como
pode uma pessoa ir depor no SENADO FEDERAL e ter garantido o direito de
ficar calado? Ela pode ficar calada de livre e espontânea vontade e não ser
garantida pelo STF. O STF, defensor da JUSTIÇA, deveria dizer que o
depoente não pode MENTIR e se mentir, deveria ser preso. O STF é defensor
da VERDADE.
Magistrado, a manchete da folha de São Paulo, de 29 de abril de 2015, diz
bem o que pensa o brasileiro: "SUPREMO LIVRA DA CADEIA EMPREITEIROS DA LAVA
JATO."  É bendito: SUPREMO DEFENDE LADRÃO. É isso que o povo passa a
pensar. O BOM DIA BRASIL, de 30 de abril de 2015, foi direto e disse
verdades que mostram a decepção com a Justiça. Será que os milhares de
presos não poderiam estar presos em casa, com tornozeleira eletrônica.
Perguntaram? "são todos iguais"?
No mesmo dia, 29 de abril de 2015, no Estado do Ceará, vamos encontrar, no
jornal Diário do Nordeste, a SEGUINTE NOTÍCIA: "Quatro presos por fraudes
na Caixa Econômica são liberados". São ladrões de mais de 20 milhões reais.

Excelentíssimo Senhor Ministro, por que soltar quem não presta? Quem rouba
bilhões não é pior do que ladrão de galinha? E por que quem rouba pouco é
preso e quem rouba muito é solto? É por essas coisas que há um ditado que
diz: "se vai roubar, roube muito, que não vai ser preso".
Antigamente, todos tinham o respeito sagrado pela Justiça. Este respeito
está indo para a lata do lixo, Exmo. Senhor Ministro. Um dos juízes que
votou não poderia fazê-lo. Deveria se julgar impedido. 
Estou enviando esta carta para STF, para Vossa Excelência e amigos.  É uma
carta aberta.
É uma carta de revolta.
Sabe  por que  desta  revolta,  Senhor Ministro? Por ter sido PROVEDOR DA
SANTA CASA DE FORTALEZA e vivi a pobreza de perto e falta de apoio dos
governos.
Sabe  por que  desta  revolta,  Senhor Ministro? Por ter sido dirigente de
uma Casa de apoio ao Idoso. Ser idoso neste país é merecer o desprezo dos
órgãos públicos. Velho não vota é o que falam os politiqueiros.

Sabe por  que  desta  revolta,  Senhor Ministro? Por ter enterrado três
crianças, em TERSINA, mortos pela fome, quando comandante da Polícia
Militar do Piauí.
Sabe por   que    desta    revolta,  Senhor Ministro? Porque quase todo dia
alguém bate à minha porta, pedindo socorro e eu vou ajudá-lo . Alguém pobre
bate à sua porta?
Sabe por que     desta     revolta,  Senhor Ministro? Porque assisto aos
noticiários, às Sessões do Judiciário, às Sessões da Câmara e do Senado e
fico comparando com outros países, onde ladrão vai para a cadeia ou é
fuzilado por ser traficante de droga. Primeiro Ministro Inglês vai para o
Parlamento de Metrô e milhares de carros oficiais servem aos poderosos
desta desgraçada República.
Estou  perguntando a  Vossa  Excelência se já viu jovens destruídos pela
droga.
Estou  perguntando a Vossa Excelência se já viu lágrimas de mãe por ver o
filho destruído pela droga.
Estou  perguntando a  Vossa  Excelência  se teve que segurar um pobre homem
que desejava matar o filho por ser traficante de droga.
Eu já vi tudo isso quando comandei, também, a Polícia Militar de São Paulo.

Termino perguntando a Vossa Excelência se já ouviu o soluço profundo de uma
mãe e o grito desesperado, afirmando que seu filho era ladrão e que roubava
para não ser preso.
Eu vi. Ainda sinto o olhar profundo daquela mãe que procurava Justiça.
Excelentíssimo Senhor Ministro, procuro Justiça, apenas Justiça.
Vossa Excelência e os dois outros Juízes, ao soltarem os criminosos
empreiteiros, que cometeram crime HEDIONDO, DEPRAVADO, VICIOSO, SÓRDIDO,
IMUNDO, REPELENTE, REPULSIVO, HORRENDO, SINISTRO, PAVOROSO, MEDONHO,
contribuíram para o desprestígio do SAGRADO PODER JUDICIÁRIO.     

GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO
FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO
COORDENADOR DO GRUPO GUARARAPES
DIA 30 abril DE 2015

5.06.2015

Aniversario do CMRJ

06 DE MAIO: ANIVERSÁRIO DO COLÉGIO MILITAR DO RIO DE JANEIRO

LEIA O EMOCIONADO DEPOIMENTO DE UMA EX-ALUNA

Quando eu sai por aqueles portões me perguntei por quanto tempo eu ia cultivar isso. Me surpreende que o sentimento esteja firme aqui. A faculdade muda a gente. E isso é fantástico, faz parte da vida. Mas a gente nunca esquece o que nos formou. Entre formaturas matinais, treinamentos no sol e formaturas de comando fomos todos forjados.

Ainda que sem nos darmos conta, caráter, disciplina, espírito de corpo, camaradagem e respeito foram tatuados em nós. Pra vida. E pra mim isso é o que explica melhor o 6 de maio: gratidão. Somos todos gratos por ter ganhado rumo dentro desta casa que nos acolheu com tanto carinho. Entramos todos moleques e sem noção da vida. Saímos homens e mulheres prontos pra o que quer que a vida coloque em nossa frente.

O Colégio Militar forma mais que alunos, forma pessoas, no contexto mais amplo da palavra. Aos críticos: nunca vi diversidade como vi lá. Gente de todos os lugares, culturas, hábitos, crenças, condições, realidades, classes sociais e posições políticas. Não fomos condicionados a pensar como um. Fomos educados a ouvir todos e pensar por nós mesmos.

Acordei muito cedo, aprendi que pontualidade é importante e de brinde ainda guardei na mente os melhores cenários do dia nascendo. Fiquei por horas parada no sol, imóvel, e aprendi que minha conduta pode prejudicar o próximo e que eu não sou melhor do que ninguém pra fazer isso. Me ensinaram a prestar continência antes de mais nada, mas entendi que antiguidade é posto e que educação abre mais portas que rebeldia.

Vivi experiências incríveis dentro daqueles portões. Oportunidades que jamais teria em um colégio comum. Tive grandes mestres que guardo com carinho até hoje; sargentos e comandantes que foram companheiros; amigos que me acompanham até hoje.

Saímos do CM com mais que um diploma, saímos com o coração cheio, o corpo pronto e um rumo sob os pés. Com o tempo nós deixaremos de ser jovens, mas seremos sempre destemidos e vibraremos a marchar como alunos unidos do Colégio Militar. Então vamos tomar as alamedas mais uma vez e celebrar tudo de incrível que vivemos. É 6 de maio mais um vez, você entende o que isso significa?

Al Vanessa Oliveira 2921,
Zum Zaravalho!

3.27.2015

Roubo

Acabou de sair no New York Times, o caso Petrobrás é o maior caso de corrupção em um país democrático na história do mundo moderno. As somas ultrapassam o PIB da maioria dos países e em termos de valores o mensalão é apenas centavos, em uma singela comparação, daria para se construir um milhão de aeroportos.

Sugiro a todos assistirem o JN hoje. Será um marco.

Divulguem nos seus grupos.

Revista VEJA

Vai ser publicado na VEJA desse final de semana a riqueza do LULINHA. Sócio majoritário dos Frigoríficos JBS (Friboi) , Sócio majoritário da Telefonia OI. Proprietário de 6 fazendas que somadas dão um total de 1.400.000 hectares. Criador de mais de 500.000 cabeças de gado no Estado do Para. Hoje seu meio de transporte é um Jato Executivo avaliado em 50 milhões de dólares. Para quem era funcionário público cuidador de zoológico. Essa é parte da distribuição de renda do ex-presidente Lula defende para a Dilma.

12 senadores, 49 deputados e 03 governadores, todos do PT, já foram INCRIMINADOS na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Eduardo Costa, preso e apavorado com o risco de pegar mais de 40 anos de cadeia.

Este governo por meio de seus políticos roubavam mais de 3% de TODOS os contratos sob sua responsabilidade, desde 2003 até os dias de hoje! Só a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, tem preço final de R$ 40 BILHÕES, implicando numa PROPINA de R$ 1 BILHÃO E 200 MILHÕES. O MENSALÃO será considerado apenas um troco, comparado ao ROMBO dentro da Petrobrás!

A VERDADE está chegando na HORA CERTA! PT em pânico. Lula convoca reunião de emergência em SP. Rui Falcão está desesperado. Reunião no Planalto.

"O POVO ESTÁ DORMINDO. NÓS ESTAMOS ACORDADOS. NÓS COMPANHEIROS DA INTERNET SOMOS UNIDOS, PARA FAZER O QUE NUNCA ANTES FOI FEITO NESSE PAÍS: "OU A CORRUPÇÃO PARA, OU NÓS PARAMOS O BRASIL!"

SEJA PATRIOTA: Passe adiante... Se cada pessoa passar para 10 amigos de setores diferentes no 6 repasse atingimos 5 milhões de usuários . Vamos tirar 5 minutos para mudar o Brasil , faça sua parte!

REPASSAR GERAL URGENTE
🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷

3.18.2015

O cinismo de Lula e sua quadrilha

CÍNICO

REPASSE, POR FAVOR
Uma pessoa que perde totalmente o senso de respeito.
Despudorado,   desavergonhado,   canastrão,   cabotino,   bicionista, 
impostor,  presumido,    canalha,   biltre,   cachorro,   cão,   choldra, 
    corja,   crápula,   desbriado,   gentalha,   ignóbil  indigno,
meliante,   miserável,   ordinário,          patife,   plebe.   Pulha, 
ralé,   sacripanta,         safardana,   vil.
Sujeito que debocha de uma situação ou de alguém de maneira velada e
demonstrando falta de bom senso.
O indivíduo sem escrúpulos, hipócrita, sarcástico, oportunista E MENTIROSO.
.Que tem pouco valor. Reles, ordinário. Mesquinho, miserável,
insignificante. Desprezível, infame.
TEM ALGUÉM CÍNICO NO BRASIL ATUAL?

PENSE
GRUPO  GUARARAPES  18 DE MARÇO 2015

3.16.2015

Junte-se a mim nesta petição!

Olá,

Eu acabei de assinar esta petição -- você não quer se juntar a mim?

Impeachment da Presidente Dilma
Para: Povo Brasileiro juntamente com o senado federal e câmara de deputados

Esta petição é muito importante e poderá fazer uso de nossa ajuda. Clique aqui para saber mais e assinar:
https://secure.avaaz.org/po/petition/Impeachment_da_Presidente_Dilma_1/?kVLGdeb

Muito obrigado,
{SENDER_NAME}

3.09.2015

Impeachment ou renuncia

IMPEACHEMENT,  RENÚNCIA OU INETERVENÇÃO CÍVICO MILITAR

DOC. 25 – 2015
repasse
A  situação política, econômica e social do Brasil está caótica e mesmo com
um governo insustentável. Vários brasileiros ilustres, intelectuais
reconhecidos como Ives Gandra, parte significativa das redes sociais,  os
partidos da oposições, mesmos alguns renomados juizes,   sustentam que já
há motivações necessárias e suficientes para a instalação de um processo de
impeachment contra a chefe do Poder Executivo, Dilma Rousselff.
As condicionantes  mais comuns num processo de impeachment são: gestão
fraudulenta e desacreditada; insatisfação política, econômica e social;
acusação de corrupção pessoal e generalizada nas instituições e empresas
estatais; falta de credibilidade interna e externa; caos na administração
das políticas de saúde, educação e segurança; equívoco suicida na política
externa; desobediência  de alguns dos postulados da Constituição; etc.
Todas essas condicionantes estão presentes no caótico governo de Dilma
Rousseff
Não,  necessariamente, serão precisos  mais de um  dos condicionante  acima
citados para dar motivo a um processo de impeachment de um chefe  dos Três
Poderes da República, mas  quando aqueles  condicionantes  somam-se
pipocam por todos os lados, as crises de administração, de autoridade, de
respeito as Instituições, de gestão dos negócios públicos e mesmo  de
respeito aos costumes da cultura de uma Nação.
Nesta situação e para salvar o País da insolvência, do descrédito externo,
ou de uma guerra civil, será preciso reunir todas as forças vivas da Nação
para impor   a substituição, de imediato,   dos responsáveis pela gestão do
Estado, a começar com o afastamento da presidente, por impeachment, ou de
uma revolução cívico-militar, ou ainda,  de sua  renuncia  forçada pela
pressão popular e/ou das Instituições não contaminadas.
Toda a Nação, está sendo convocada, para no dia 15 de Março, Domingo,
reunir-se, em praças públicas,  para forçar o Congresso Nacional a abrir um
processo de Impeachment para afastar a presidente Dilma  Rousseff, e/ou,
possivelmente, convence-la a renunciar  para salvar a Nação.
Brasileiros! No dia 15 de março, faça a sua parte e, democraticamente, saia
da sua comunidade, compareça as concentrações de brasileiros patriotas que
amam o Brasil e peçam o afastamento de Dilma Rousseff  da presidência da
República.

Fortaleza 02 de março de 2015

GRUPO GUARARAPES

3.06.2015

A lista

FURO, BOMBA!

VEJAM A DILMENTE ROUSSEF MARGINAL E SEU GRANDE MENTOR LULARÁPIO MOLUSCO !!!


O caso Petrolão, apelido que timbrou o processo de investigação empreendido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, com apoio do Judiciário e amplamente divulgado pela imprensa, teria seu momento especial na última semana, com a esperada lista dos nomes de políticos beneficiados pela propina das empreiteiras. Não aconteceu, para dar uma "folga no Carnaval a aqueles que brevemente subirão o degrau da fama"; serão promovidos de suspeitos para acusados e depois apenados. Não haverá mais insinuações ou fofocas.
As revelações, sempre que agora são feitas, trazem nome completo, CPF, endereços, número de contas, datas de pagamentos e valores, sempre muito expressivos e estonteantes. Tipos, sem qualquer preconceito, mas a quem não se daria 10 mil réis foram flagrados com milhões na Suíça, são donos de apartamentos na Vieira Souto, na Delfim Moreira e em Miami.
Os implicados já não se constrangem em revelar que receberam sim grandes propinas, pagas em espécie para que decidissem em favor de certa empreiteira ou fornecedor o que, não ocorrendo, deixaria de fora empresas que resistissem ao pagamento. Durante anos essa balbúrdia ocorreu e não se sabe se ainda não estará acontecendo, porque no Brasil o que não falta é a criatividade para que se produzam delitos, fantasiados de soluções.
PROTEÇÃO DA ECONOMIA
A Petrobras é historicamente, desde sua fundação por Getúlio Vargas, uma instituição de proteção da economia nacional, organizada para se evitar que aqui os combustíveis pudessem virar massa de manobra das multinacionais, através de nossa dependência do mercado que controla a produção de petróleo.
Criou-se assim o monopólio da exploração e do refino, fazendo da estatal brasileira a única empresa autorizada a tais operações. E isso nunca mais se reviu.
Mas o outro lado da moeda mostra que, nos países onde a exploração é aberta à iniciativa privada, o preço da gasolina e do diesel é muito mais barato do que o que consumimos, e ambos combustíveis são avaliados como de melhor qualidade.
Mostram ainda que as variações dos preços internacionais podem influir positivamente, reduzindo os preços internos do petróleo e seus derivados quando esses mesmos insumos tenham preços mais atraentes no mercado internacional, como ocorre no mundo de hoje. É claro que estas certezas podem ser encontradas também hoje, quando já se jogou o jogo, mas não seria a hora de que o Brasil revisse o controle estatal da Petrobras?

USINA DE MALANDRAGEM:
Por que temos que insistir na conservação de um modelo que comprovadamente não temos condições de dominar, que opera como uma usina de desequilíbrios, de desvios, de malandragens, de falcatruas e de privilégios?
Perdemos tempo, energia, recursos para sustentar um modelo que não tem espaço na guerra que deveríamos empreender de arrumação e modernização da economia brasileira, de controle das finanças públicas, todos os dias sangradas pelo furto, pela corrupção e pela falta de critérios.
Carecemos de planejamento, de reconstrução da credibilidade dos governos e das instituições, de reformas. Carecemos sobretudo de políticas públicas, "de políticos e partidos decentes"! Carecemos de estadistas. Os políticos que aí estão, eleitos, que assumam essa postura e esse compromisso. Ou deem lugar aos que assim se oferecem para ser.
(Transcrito do JORNAL O TEMPO)
Saiu!! Eis o listão do Procurador-Geral da República Rodrigo Janot – Políticos no Petrolão:
Olhem se "Sua Excelência" na qual você votou está nele.


Propina das empreiteiras Mendes Junior e GDK na Operação Lava-Jato:


Ministro da Integração, Gilberto Occhi.
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).
Senador, Humberto Costa (PT).
Deputado Eduardo da Fonte (PP).
Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios e ex- ministro das Cidades, Mário Negromonte e
Adarico Negromonte Filho (irmãos).

Envio de dinheiro do doleiro Yousseff:


Governador da Bahia e presidenciável em 2018, Jaques Wagner.


Propina da construtora Queiroz Galvão /Tubovias na refinaria Abreu e Lima:


Senador, Ciro Nogueira (PP).


Propina em contratos das obras da refinaria Abreu e Lima pagas pelas empreiteiras Queiroz Galvão, Odebrecht e OAS:


Ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) – falecido em desastre aéreo.
Ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra – falecido.
Deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).

Chefes de esquema:


Chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
Ex-ministro, Antonio Palocci (PT).
Ex-ministro, José Dirceu (PT).
Ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
Presidente Dilma Rousseff.
Senador, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão.
Ex-ministro, Gleisi Hoffmann (Casa Civil).
Ex- ministro, Mário Negromonte (Cidades).

PT

Antonio Palocci - ex-ministro dos governos Lula e Dilma
Gleisi Hoffmann - senadora (PR) e ex-ministra da Casa Civil.
Lindbergh Farias - senador (RJ).
Tião Viana - governador reeleito do Acre.
Delcídio Amaral - senador (MS).
Cândido Vaccarezza - deputado federal (SP).
Vander Loubet - deputado federal (MS).

PMDB

Renan Calheiros - presidente do Senado (AL).
Edison Lobão - ministro de Minas e Energia.
Henrique Eduardo Alves - presidente da Câmara (RN).
Sérgio Cabral - ex-governador do Rio de Janeiro.
Roseana Sarney - ex-governadora do Maranhão.
Valdir Raupp - senador (RO) e 1º vice-presidente do partido.
Romero Jucá - senador (RR).
Alexandre José dos Santos - deputado federal (RJ).

PP

Ciro Nogueira - senador (PI).
João Pizzolatti - deputado federal (SC).
Nelson Meurer - deputado federal (PR).
Simão Sessim - deputado federal (RJ).
José Otávio Germano - deputado federal (RS).
Benedito de Lira - senador (AL).
Luiz Fernando Faria - deputado federal (MG).
Pedro Corrêa - ex-deputado federal (PE).
Aline Lemos de Oliveira - deputada federal (SP).

Isso é o que está nas mãos do Procurador!!
É a horaaaaa de mandar posts e posts aqui com esse listão, vamos bombardear!! Manda ver que compartilho tudo aqui !!!
Eu sou Ray Pinheiro.
( Sem Medo )



    RAY PINHEIRO
BRASILIA-DF-BRASIL


NOTA DA VEJA DO DIA 05/03/2015 ...
Uma nova lista do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, está prestes a chegar ao Supremo Tribunal Federal!
Segundo a publicação, além da lista dos 54 personagens que seguiu na terça feira para o STF, há outra lista com relação de políticos, ex-políticos e outros personagens envolvidos na Operação Lava Jato que investiga denúncias de corrupção na PETROBRAS (PETR3/PETR4).
A nova lista deve chegar ao STF na próxima semana.
De acordo com a coluna, desta vez, entram nela governadores, ex-governadores, ex-deputados e ex-senadores além de outros envolvidos.




PODE-SE ENGANAR A TODOS POR ALGUM TEMPO...
PODE-SE ENGANAR ALGUNS POR TODO O TEMPO...
MAS NÃO SE PODE ENGANAR A TODOS POR TODO O TEMPO!! (Abraham Lincoln)


UMA NAÇÃO CUJO SEU CIDADÃO É POLITIZADO ...
NUNCA TERÁ SEU POVO SOB O COMANDO DE UMA QUADRILHA DE MARGINAIS!
É PRECISO SE POLITIZAR!!
                        ACORDA BRASIL!

3.01.2015

Milhares de russos fazem passeata em Moscou em homenagem ao líder opositor assassinado

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/internacional/2015/03/01/MILHARES-DE-RUSSOS-FAZEM-PASSEATA-EM-MOSCOU-EM-HOMENAGEM-AO-LIDER-OPOSITOR-ASSASSINADO.htm

1.31.2015

Desafio aos novos comandantes

Desafio aos novos Comandantes - EB "censurou"?

Por Luiz Eduardo da Rocha Paiva

Em fevereiro assumem os novos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, sobre quem recaem, entre outros, dois relevantes desafios. No âmbito da defesa da Pátria, o desafio é implantar e garantir a continuidade do projeto de dotar o Brasil de Forças Armadas (FA) com capacidade de dissuasão extrarregional.  Isto é, FA não necessariamente no nível das que dispõem as potências globais, mas em condições de lhes causar danos irreparáveis se ameaçarem interesses vitais do País.




Esse desafio só será vencido se for desenvolvido um Sistema Conjunto de Defesa Antiacesso, projeto de longo prazo que depende de investimentos elevados e permanentes no aprestamento das FA, indústria de defesa e pesquisa e desenvolvimento científico-tecnológico com alto grau de autonomia.




Tal sistema é composto por subsistemas de mísseis balísticos e de cruzeiro de longo alcance (inclusive antinavio), de defesa antiaérea, de guerra cibernética, de vigilância e contravigilância e de forças conjuntas de pronto-emprego móveis e letais.  Seu propósito é neutralizar uma força agressora ainda longe do litoral ou da fronteira oeste. 




O risco de pesadas baixas antes do choque entre forças terrestres enfraquecerá o apoio internacional e o interno no país agressor, configurando a dissuasão extrarregional sem armas de destruição em massa. O atual Plano de Articulação e Equipamento de Defesa não estabelece a integração dos projetos estratégicos de cada Força num sistema único como o mencionado.




O óbice mais relevante pode ser explicado por meio de analogia com a lei da oferta e da procura.  Se no contexto internacional (mercado) um país não tem ameaças concretas, ou seja, tem uma ampla oferta de paz e resolve contenciosos sem conflitos armados, a procura por meios de defesa terá baixa prioridade, sendo mínimos os investimentos correspondentes. 




Assim, as FA precisam convencer a sociedade da existência de ameaças potenciais - e elas existem -, a fim de mostrar que a oferta de paz conferida hoje pelo mercado não será perene e sua escassez, num momento futuro, não será sanada oportunamente pela procura, pois defesa não se improvisa.  Sem mentalidade de defesa, as FA continuarão sendo desviadas para missões secundárias, perdendo a identidade, o espírito guerreiro e o aprestamento para a defesa da Pátria.




O segundo desafio decorre do contexto político nacional e de seus reflexos no futuro das FA. O partido do governo (PT) e seus aliados radicais pretendem implantar um regime socialista, atuando sob a orientação do Foro de São Paulo e empregando o Programa Nacional de Direitos Humanos, estratégia gramscista para se perpetuarem no poder. O programa propõe, sob o véu da defesa dos direitos humanos, a criação de espaços de participação e controle social nos Poderes Judiciário e Legislativo, no Ministério Público e nas Defensorias, bem como o cerceamento da liberdade de imprensa.




O Decreto n.º 8.243/2014, ainda não derrubado no Senado, abriu tais espaços ao criar conselhos populares a serem aparelhados pelo PT para impor sua hegemonia à sociedade, objetivo declarado na resolução política emitida pela comissão executiva nacional do partido no final de 2014. O Executivo promove o enfraquecimento do Legislativo e do Judiciário, desequilibrando os Poderes da União, alicerces da democracia.




As FA são um óbice ao projeto socialista, daí a permanente campanha para desgastá-las, a ser intensificada a partir do relatório faccioso da Comissão da Verdade, pois sua imobilização é fator essencial de êxito do projeto. A liderança petista e seus aliados tentam cindir a ativa e a reserva militar; deturpar a história do período 1964-1985, satanizando as instituições militares; romper o compromisso das FA com sua história, suas tradições e seus chefes do passado, para convencer a Nação e a juventude militar do surgimento de novas FA e novos quadros profissionais, agora democráticos, e não ditatoriais e autoritários como no passado; e mudar o ensino castrense, inserindo a ideologia socialista nas escolas militares.




Mais que um desafio, trata-se de uma ameaça.  No entanto, os novos comandantes e todos os oficiais-generais são da geração dos anos 1970 e início dos anos 1980, todos os oficiais e praças foram formados com base em valores éticos, morais e cívicos tradicionais. Comungam ideais pelos quais se dispõem a correr riscos, não se deixam enganar pelos relatórios e revisionismos facciosos da história, nem pela propaganda adversa, e não vão contaminar-se por antivalores materialistas, apátridas e antidemocráticos.




Para reverter a maliciosa campanha de desgaste as FA precisam adotar ações em reforço da autoridade moral da liderança militar, da autoestima e da coesão das Forças, evitando agravar divergências com poderosos segmentos adversos num primeiro momento.  Daí, então, investir no contraditório, de modo a que sua história não seja desvirtuada por seus detratores.  Até o momento não se reverteu a ameaça agindo com franqueza, mas dentro da cadeia de comando.




O mais provável é que, em alguns meses, os comandantes vivam o dilema entre defender publicamente as instituições e, por extensão, a democracia ou permanecer inertes.  É um dilema sem razão de ser, pois o silêncio causaria um dano irreparável à Nação e às instituições, estas, sim, e nesta ordem, credoras da lealdade do soldado.




Será necessário manifestar-se de público, pedindo ou não exoneração antecipadamente, conforme a consciência indicar como condição para preservar a hierarquia e a disciplina. Aos membros dos altos comandos das FA, dando conhecimento antecipado à liderança política, cabe deixar clara sua lealdade às crenças, aos valores e ideais comuns e às instituições defendidas por seus comandantes.  Seria criado um impasse indesejável? 




Sim, mas comandantes e cargos são passageiros e FA são permanentes.




"É uma bênção que em todas as épocas alguém tenha tido individualidade bastante e coragem suficiente para continuar fiel às próprias convicções"

(Robert G.  Ingersoll).

Luiz Eduardo da Rocha Paiva é General de Divisão na reserva. O artigo, originalmente publicado no jornal Estado de S. Paulo, em 29 de janeiro de 2015, foi estranhamente omitido da resenha feita pelo CComSEx - Centro de Comunicação Social do Exército.


Nota da Redação do Alerta Total - Em português claro, a omissão significa "censura". Tal medida, nos tempos de internet e liberdade nas redes sociais, é tão inteligente quanto botar a tropa de camiseta para enfrentar o exército russo no inverno siberiano.

1.03.2015

Aln

Os estudantes e os intelectuais de classe média – e não as "amplas massas", que segundo a doutrina científica são o motor da revolução – representaram a grande fonte de militantes e quadros da Ação Libertadora Nacional e, ademais, de todas as outras organizações de luta armada.

Conrad Detrez, um jornalista colaborador da revista trotskista francesa Front, entrevistou Carlos Marighela em outubro de 1969, um mês antes de sua morte em São Paulo. A capa da edição mensal de novembro dessa revista teve que ser alterada devido à sua morte.

Carlos Marighela foi membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro e foi o fundador e principal dirigente da Ação Libertadora Nacional (ALN), a maior organização de luta armada atuante no Brasil no final dos anos 60 e início dos anos 70.

Joaquim da Câmara Ferreira ("Toledo") – que participou do seqüestro do embaixador dos EUA, no Rio, em setembro de 1969 - que viria a ser o novo comandante da ALN, foi surpreendido com a morte de Marighela em Paris, onde se encontrava, a caminho de Cuba, na casa de Aloysio Nunes Ferreira (atual senador, que foi Ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso nos anos de 2001 e 2002, e candidato à vice-presidência da República em 2014), juntamente com Conrad Detrez.

"Toledo" viria a ser morto em São Paulo um ano depois, em 23 de outubro de 1970, graças às informações precisas fornecidas por um militante da ALN, seu subordinado, cursado em Cuba: José da Silva Tavares ("Severino").

Pode ser dito que a entrevista de Carlos Marighela para o Front foi seu testamento político e guerrilheiro.

As principais questões tratadas nessa entrevista foram as seguintes:

Front – Por que iniciar pela guerrilha urbana?

Marighela – Na condição de ditadura em que se encontra o país, o trabalho de propaganda e de divulgação a priori só é possível nas cidades. Movimentos de massa, sobretudo os que foram organizados pelos estudantes, intelectuais, alguns grupos de militantes sindicalistas, criaram nas principais cidades do país um clima favorável para a acolhida de uma luta mais dura (ações armadas) (...) Os revolucionários conseguiram a cumplicidade da população. A imprensa clandestina avança. As emissões piratas são recebidas favoravelmente. A cidade reúne, pois, as condições objetivas e subjetivas requeridas para que se possa desencadear com êxito a guerrilha (...) A guerrilha rural deve ser posterior à guerrilha urbana, cujo papel é eminentemente tático.

Front – Como imagina a continuação da guerrilha urbana?

Marighela – Pode-se fazer uma enormidade de coisas: seqüestrar, dinamitar, abater os chefes de polícia, em particular os que torturaram ou assassinaram nossos camaradas; depois continuar expropriando armas e dinheiro. Desejamos que o Exército adquira armamento moderno e eficaz; nós o tiraremos dele. Já posso anunciar que raptaremos outras personalidades importantes e por objetivos de maior envergadura do que libertar 15 presos políticos, como aconteceu com o seqüestro do embaixador norte-americano.

Front – Algumas simpatias em particular?

Marighela – Estive na China em 53-54, o partido (PCB) que me enviou (...) Na China estudei muito a revolução. Mas, falando de inspiração, a nossa vem especialmente de Cuba e do Vietnã. A experiência cubana, para mim, foi determinante, sobretudo no que diz respeito a um pequeno grupo inicial de combatentes.

Front – A guerrilha rural surgirá simultaneamente em vários pontos do país?

Marighela – Atacaremos grandes latifundiários brasileiros e também americanos. Seqüestraremos e executaremos os que exploram e perseguem os camponeses. Tiraremos gado e víveres das grandes fazendas para dar aos camponeses. Desorganizaremos a economia rural, porém não defenderemos nenhuma zona, nenhum território, nada disso. Defender é terminar sendo vencido. É necessário que sempre, em todas as partes, como na guerrilha urbana, tenhamos a iniciativa. A ofensiva é a vitória.

Front – Você é contra as idéias de Regis Debray?

Marighela – Algumas idéias me foram úteis; quanto às do foco insurrecional, estou em desacordo.

Front – Sua estratégia para o Brasil se insere dentro de uma estratégia revolucionária continental?

Marighela – Sem dúvida, uma vez que temos que responder ao plano do imperialismo norte-americano com um plano global latino-americano. Nós estamos ligados à OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade) (nota: organização criada em Cuba em janeiro de 1966) bem como a outras organizações revolucionárias do continente e, em particular, às que nos países vizinhos lutam com a mesma perspectiva que nós. É, enfim, um dever para com Cuba; libertá-la do cerco imperialista ou aliviar seu peso, combatendo-o externamente em todas as partes. A revolução cubana é a vanguarda da revolução latino-americana; esta vanguarda deve sobreviver.

Essa entrevista foi intermediada pelos frades dominicanos e realizada no Convento das Perdizes, em São Paulo. Os mesmos dominicanos que no mês seguinte, novembro , entregariam Marighela à polícia.

A partir da morte de Marighela, o Serviço de Inteligência Cubano, através de Manuel Piñero Losada, passou a centralizar e controlar diretamente os preparativos para a retomada da luta. Uma intervenção radical na estrutura da organização foi efetuada e foi o seguinte o diagnóstico cubano sobre a derrota: O processo foi acelerado sem a menor infraestrutura e condição política e militar. Tudo tinha sido feito de maneira equivocada, com métodos empíricos.

Passaram a disputar o espólio de Marighela, Clara Charf (em Cuba; codinome "Claudia"), sua mulher, Zilda Paula Xavier Pereira (em Paris; "uma coroa analfabeta de codinome "Carmen" que graças a esquemas familiares queria dominar a ALN", segundo definição de um militante), que além dela própria tinha três filhos e o marido na ALN, e Joaquim Câmara Ferreira (em Cuba).

Não custaram a chegar à conclusão que a ALN estava estilhaçada e a discussão passou a girar em torno de frear a luta armada, reconstruir a rede logística, fazer trabalho de massa e de base e retomar a atividade dentro das fábricas e, finalmente, uma acusação que incomodou a todos: o grande responsável pela tragédia havia sido Manuel Piñero Losada, pois sua postura e influência nas mudanças que ocorreram nas intenções iniciais da Organização haviam sido maléficas. A luta armada é uma conseqüência da luta de classes e os cubanos confundem luta de classes com guerra de classes. A ALN era apenas um foco e o braço da revolução cubana no Brasil e, como Organização, nasceu em Cuba.

A Organização inteira no Brasil estava na cadeia e não havia estrutura para receber os companheiros que estavam em Cuba, concluindo o treinamento, destinados a conformar umacoluna móvel na área rural. As avaliações eram frustrantes. No entanto, o alinhamento da militância paulista e a decisão do contingente já preparado para a guerrilha rural no Norte do Brasil de se colocar ao lado de "Toledo" na retomada da luta, assegurou seu predomínio como novo comandante.

Após a morte de "Toledo", que foi sucedido por Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz ("Clemente"), como se não bastasse assaltar padarias, trocadores de ônibus e armazéns para sobreviver, irrompeu a loucura interna que deu origem ao justiçamento de Marcio Leite Toledo, também treinado em Cuba, em 24 de março de 1971. Marcio foi assassinado com uma rajada de metralhadora por quatro de seus companheiros, inclusive o então comandante da ALN que havia sucedido "Toledo": Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz ("Clemente"). Seu crime: falar em voz alta o que diversos companheiros pensavam e ter escrito um documento político assinalando erros. Foi acusado de "vacilação diante do inimigo". Segundo o panfleto deixado sobre seu corpo, na rua Caçapava, em São Paulo, "uma Organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía, vacilações dessa espécie".

O desvario e a inconseqüência em que a ALN estava mergulhada em 1971 tem um exemplo funesto: num assalto a banco, no bairro da Lapa, São Paulo, o militante Ari Rocha Miranda, 22 anos, foi ferido mortalmente por um companheiro seu. Seu corpo foi transportado dentro de um fusca e enterrado em um local ermo, em Itapecerica da Serra, à beira de uma estrada secundária. O corpo está lá até hoje, pois ninguém jamais o reclamou.

No entanto, o certo é que todas as crises surgidas na esteira da morte de Marighela já existiam. A principal delas era a ingerência dos cubanos no processo e na condução da revolução brasileira. Houve sempre uma discordância dentro da ALN: a querela entre a guerrilha rural e urbana. Os cubanos queriam a opção rural e haviam preparado os contingentes guerrilheiros para isso. Todavia, alguns militantes do Rio de Janeiro e Minas Gerais, bem como alguns militantes nordestinos, queriam a luta urbana, à lá tupamaros.

Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz ("Clemente")deixou o Brasil, para o Chile, em dezembro de 1972 e chegou a Havana no ano seguinte, onde recebeu um curso de Estado-Maior ministrado pelo general Arnaldo Ochoa Sanchez. Concluído o curso e pronto para regressar ao Brasil, "Clemente" desertou, abandonou seus comandados e passou a viver em Paris até a decretação da anistia, em 1979.

A maioria dos militantes da ALN que se encontravam em Cuba ou exilados em outros países, ao final de intermináveis discussões, os contornos de um retrato político inquietante começaram a aparecer: a perspectiva de vitória nunca existiu e a luz que avistavam no fim do túnel assusta: o caminho justo era a volta ao PCB, a grande família, e o abandono definitivo de qualquer propósito de luta armada. Ou seja, uma traição ao caminho traçado por Marighela.

Durante os cinco anos de existência da ALN, a maior organização guerrilheira durante a luta armada, foram estes os números da derrota: 884 presos e condenados a penas de 6 meses a 10 anos, 64 mortos e cerca de 2 mil pessoas indiciadas em inquéritos. Isso é uma prova de que os aparatos de repressão são iguais em todos os países. Elefantes brancos que demoram a mexer-se, mas quando o fazem, destroem o que encontram pela frente.

Esse foi o princípio do fim. Os 28 militantes que se encontravam em Cuba que abandonaram a ALN e criaram o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), a última tentativa do setor internacionalista do Partido Comunista Cubano, especificamente o Departamento América, de manter a atividade revolucionária na América Latina, ao voltarem para o Brasil foram todos mortos, com a exceção do "Comandante Daniel" (José Dirceu de Oliveira e Silva), um dos quadros escolhidos para essa missão, e três outros, que desertaram no caminho de volta.

José Dirceu, em Cuba, foi apresentado por Alfredo Guevara (Alfredo Guevara Valdés, um homossexual que em meados dos anos 80 foi embaixador de Cuba junto à ONU) ao Ministro da Defesa Raúl Castro, durante uma solenidade. A partir daí teve início a relação político e militar entre os dois. José Dirceu teve o acesso franqueado por Raúl Castro a documentos importantes sobre estratégia militar, Inteligência e Contra-Inteligência e segurança militar. Finalmente, fez um curso de Estado-Maior que o tornou especialista em questões militares e lhe outorgou o grau de "Comandante"-"Comandante Daniel"-. Foi essa especialização e mais o treinamento militar que o tornou habilitado, segundo os internacionalistas cubanos, a viabilizar a entrada no Brasil do contingente guerrilheiro que retomaria a luta armada. Foi ele, em Havana, o planejador do dispositivo político-militar que dentro do Brasil receberia o grupo dos 28, cuja média de idade variava de 22 a 24 anos. Isso em 1971. Esse foi o último comboio.

Essa história, no entanto, está para ser contada.

Bibliografia: "A Revolução Impossível", Luis Mir, editora Best Seller, 1994.





Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Os valores de jaques wagner

Exmo Sr Ministro Jaques Wagner:




Fui, com muito orgulho, Comandante do Regimento Dragões da Independência, a Escolta Presidencial.




Todas as vezes em que meus soldados iniciavam ou partiam para o cumprimento de uma das suas inúmeras missões, eu lhes recomendava que trouxessem "nas pontas das lanças os farrapos da vitória"!




O senhor, como qualquer outra pessoa, sabe que as lanças não são mais armas de guerra, nem tampouco os sabres que recentemente foram reincorporados ao patrimônio cultural dos Dragões, assim como as bandeirolas que tradicionalmente ornamentam as pontas das lanças. Trazê-las de volta como "farrapos de glória" tem o simbolismo da vitória, pois se tornam trapos no fragor do entrevero, entre poeira, fumo e sangue!




São, hoje, simbolismos, Sr Ministro. Formas de buscar na realidade do passado a emulação e a responsabilidade moral de fazer jus à herança deixada por nossos antepassados e honrada por nossos antecessores.




Ao Exército e às demais Forças Armadas do Brasil não cabe tergiversação no cumprimento das suas missões, pois, para elas, só há um resultado honroso: A VITÓRIA! Elas foram feitas para VENCER e assim tem sido ao longo da HISTÓRIA!




E Só há uma história, Sr Ministro, que não se subdivide em épocas ou missões, ela se encadeia em eventos que se suportam moralmente nos feitos que os antecederam e que, por sua vez, servem de suporte aos que lhe sucedem.




A História Militar brasileira é feita de valores perenes e imutáveis e reflete o empenho de seus integrantes na preservação, na prática e no culto dos valores dos Patriotas de Guararapes. As mesmas missões, os mesmos sacrifícios!




A tentativa de dividi-las no tempo – ontem e hoje –, como ideológica e preventivamente têm tentado os integrantes do Foro de São Paulo, é, portanto, inócua, inapropriada e desrespeitosa.

Inócua porque jamais conseguirá mudar a natureza dos soldados. Inapropriada porque visa a objetivos ideológicos rejeitados pela Nação e fora do contexto da natureza do homem brasileiro. Desrespeitosa porque desconsidera os valores inarredáveis que fazem respeitadas, em todo o mundo, as Forças Armadas do Brasil!




Recentemente, Sr Ministro, o senhor, como Governador do Estado da Bahia, em atitude moralmente hostil às FFAA, mas coerente com o objetivo estratégico que acabo de desqualificar, trocou o nome de uma escola. Substituiu o nome de um General, antigo Presidente da República, pelo de um terrorista, fanático e sanguinário, cujo ideário macabro, exportado na forma de "manual de guerrilha", levou inocentes à morte no Brasil e continua a levar em muitas outras partes do mundo!




Que critérios direcionaram o seu pensamento à tomada de uma decisão tão absurda e incoerente com a lógica deste e de qualquer tempo da história da humanidade? Queexplicação teria o Sr para nos apresentar de forma a que pudéssemos entender a "sua" lógica?




Chamo a sua atenção para o fato de que grifei a palavra explicação que, para nós, militares, difere completamente de justificativa, ou seja, de antemão, deixo-lhe claro que entendemos que não há perdão para um ato de tamanho desrespeito, pois agride moralmente a história e os valores que fazem das FFAA brasileiras as instituições mais respeitadas e prestigiadas pela sociedade a servem, e demonstram que, na sua escala de comparação, elas valem menos do que um terrorista assassino!




Que argumentos o Sr teria para nos apresentar que justificassem, agora sim, o seu suposto "voluntariado" para ser o intermediário entre as FFAA - pelas quais, aparentemente, o Sr não tem respeito - e o governo, cargo que o Sr ocupa, hoje, na Esplanada dos Ministérios?




Ficam as perguntas que espero ter oportunidade de fazer-lhe pessoalmente e em público durante a sua permanência no cargo.




Educada e respeitosamente,







PS: Como não tenho o seu endereço eletrônico, tomei o cuidado de enviar esta mensagem à Ouvidoria do MD como "Solicitação".





Paulo Chagas, General de Brigada na reserva, é presidente do Ternuma.

12.19.2014

Os bilhões roubados

NEVADA - o departamento de justica americano já sabe aonde os bilhões da Petrobras foram lavados!



"2º mandato da Dilma termina sem nem começar"..
E que terrível vexame para o Brasil!
Investigadores do Departamento de Justiça dos EUA, a partir de informações obtidas nos processos da Operação lava Jato, já identificaram o centro bilionário de lavagem de dinheiro de corruptos políticos do Brasil. Incentivos fiscais do estado de Nevada foram usados por centenas de empresas abertas em nome de brasileiros para investir a grana obtida em negociatas com o setor público. A maior parte das operações do doleiro Alberto Youssef se direcionava para aquele estado norte-americano famoso pelos impostos baixíssimos.
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Investigadores já descobriram que o principal sistema para lavagem de dinheiro era uma espécie de investimento em participações acionárias de hotéis. O esquema mafioso-contábil superfatura as tarifas, cobrando pelo teto de hospedagem, sem que tenha ocorrido ocupação de quartos. As notas fiscais são emitidas, recolhendo-se e os mínimos impostos cobrados em Nevada. Os resultados financeiros tornavam legalizado o dinheiro de brasileiros que doleiros "transportavam".

No submundo do Congresso Nacional, em Brasília, já se comentava ontem que os peritos norte-americanos já identificaram centenas de políticos com negócios apenas em Nevada. Eles foram descobertos pelo complicado cruzamento de dados de parentescos. A maioria das empresas é registrada em nome de laranjas. Os mais idiotas usaram parentes. Os mais espertos usaram "amigos" com maior dificuldade de rastreamento, mas que foram identificados por uma coincidência fatal. Todos usaram o doleiro Youssef como "Banco Central".

A novidade é que as falcatruas agora mapeadas já tinham sido usadas no velho escândalo do Mensalão - que agora é exemplo de impunidade. O maior prejudicado foi Joaquim Barbosa, pressionado a se aposentar, pelo rigor excessivo com que agiu no julgamento da Ação Penal 470. A maioria dos condenados já está tecnicamente solta, cumprindo regime de "prisão domiciliar", excetuando-se Marcos Valério Fernandes de Souza - que, uma hora, pode ficar pt da vida e partir para alguma delação premiada. Por enquanto, Valério mantém o silêncio obsequioso na cadeia, para alívio de muitos grandes investidores no ramo de hotelaria...

O pavor agora é com o Petrolão. O manjado esquema pode vir à tona por pressão de investidores norte-americanos injuriados com os prejuízos que tiveram na Petrobras, por causa das negociatas identificadas na Operação Lava Jato. Agora, a coisa pode ficar séria para os corruptos brasileiros porque o Departamento de Justiça dos EUA resolveu levar o caso aos tribunais. Uma ação criminal corre em sigilo judicial para apurar se a Petrobras ou seus funcionários, intermediários ou prestadores de serviço violaram o Foreign Corrupt Practices Act, uma lei contra a corrupção que torna ilegal subornar funcionários estrangeiros para ganhar ou manter negócios. Outra ação civil é movida pela Securities and Exchange Comission (SEC, órgão do governo norte-americano que regula o mercado de capitais), já que a Petrobras tem recibos de ações negociados na Bolsa de Nova York.

A coisa ficará mais preta que petróleo porque, como o Alerta Total antecipou, pelo menos três magistrados da Corte de Nova York já estariam dispostos a agir com total rigor contra diretores e ex-dirigentes da Petrobras, incluindo a ex-presidente do Conselho de Administração Dilma Rousseff, assim que chegarem aos tribunais os processos civis e criminais que apuram lesões contra investidores norte-americanos geradas por práticas de corrupção ou suborno.

O Brasil corre o sério risco de ter sua "Presidenta" processada nos EUA, com chance de ser condenada, no mínimo, a pagar multas milionárias. Nos States, o "Big Petroleum" (vulgo Petrolão) corre em sigilo judicial. Moralmente, o segundo mandato já termina sem sequer começar...

Não teria preço o vexame internacional de o Brasil ter sua "Presidenta" processada nos EUA, com alto risco de ser condenada a pagar multas milionárias. Nos States, o "Big Petroleum" (vulgo Petrolão) corre em sigilo judicial. Moralmente, o segundo mandato já termina sem sequer começar. E não adianta Dilma dar beijinho no ombro do Barack Obama - porque ele nada tem a ver com o rolo...

Processar grandes empresas rende muita grana nos EUA, inclusive com premiações para juízes e promotores. As recompensas previstas na legislação norte-americana para quem faz "colaboração premiada" para desvendar crimes econômicos variam de 10% a 30% do valor do suborno ou de superfaturamento. Várias companhias ligadas à indústria do petróleo já foram condenadas pela lei anti-corrupção nos EUA. As multas impostas pelas condenações foram pesadíssimas. A Security and Exchange Comission, xerife do mercado de capitais, não perdoa. A recordista foi a Panalpina (que subornou autoridades na Nigéria, Angola, Brasil, Rússia e Cazaquistão, sendo obrigada a pagar a megamulta de US$ 81,9 milhões.

Nos rigorosos tribunais dos EUA, sobretudo os de Nova York, com a mão pesada da SEC, já dançaram várias empresas de grande porte, pagando multas milionárias. Pride International (US$ 56,1 milhões), Royal Dutch Shell (US$ 48,1 milhões), Transocean (US$ 20,6 milhões), Noble Corporation (US$ 8,1 milhões), Tidewater (US$ 7,5 milhões), GlobalSantaFe (US$ 5,8 milhões). As pesadíssimas multas também doem no bolso dos dirigentes empresariais envolvidos nos escândalos. Eis o grande risco que correm a Petrobras, seus diretores e conselheiros (de administração e fiscal), graças às várias denúncias, com provas, do Petrolão. Como o Tio Sam odeia pizza, a parada fica indigesta para os brasileiros.

Não era novidade que o governo dos EUA, através da NSA, não só espionou as falcatruas na Petrobras como também já investigava, formalmente, denúncias de corrupção na petrolífera brasileira. A novidade ruim para Dilma Rousseff foi que o Petrolão ganhou dimensão mundial ontem, graças a uma reportagem do Financial Times. O jornal britânico informou que uma ação criminal e outra civil apuram se "a Petrobras ou seus funcionários, intermediários ou prestadores de serviço violaram o Foreign Corrupt Practices Act, uma lei contra a corrupção que torna ilegal subornar funcionários estrangeiros para ganhar ou manter negócios".

A matéria do Financial Times deixou Dilma pt da vida porque destacou que "muitos dos supostos problemas ocorreram quando a presidente Dilma Rousseff foi chefe da empresa antes de tomar posse (como presidente da República) em 2011". Concretamente, Dilma já sabe que, independentemente de ser chefe de Estado, corre o risco de ser alvo de investigação e processo nos EUA.

O FT apavorou a petralhada: "O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal sobre a companhia que tem recibos de ações negociados em Nova York. Enquanto a Securities and Exchange Comission (SEC, órgão do governo norte-americano que regula o mercado de capitais) realiza uma investigação civil".

Mensagem

ta: 18 de dezembro de 2014 22:31
Assunto: FW: CAer - Mensagem do Presidente

MENSAGEM DO PRESIDENTE

Maj Brig Ar Marcus Vinícius Pinto Costa
Presidente do Clube de Aeronáutica


Temos plena consciência de que a Diretoria do Clube de Aeronáutica
deve ser totalmente voltada para prestar o melhor atendimento possível às
necessidades dos Sócios. Esse atendimento implica a programação de
atividades culturais e recreativas que contemplem as preferências dos
variados grupos sociais que se selecionam por afinidades e interesses
comuns. Uns grupos são maiores, outros nem tanto, mas são todos muito
importantes.
Outro objetivo de grande relevância é continuar proporcionando
instalações confortáveis e adequadas às atividades já referidas, que tornem
mais agradável, ainda, a permanência daqueles que nos prestigiam com suas
presenças.
Dentro desse espírito, já começamos a recuperação de algumas
facilidades da Sede Central, bem como da Sede Barra da Tijuca.
Deve, ainda, o Clube procurar integrar-se aos demais segmentos da
nossa sociedade, para o que, vem apoiando as atividades preparatórias dos
Jogos Olímpicos e mantendo entendimentos para inserir-se na nova concepção
do Porto Maravilha.
Mas, tão importantes quanto as atividades culturais e recreativas dos
sócios, é a obrigação estatutária de defender-lhes os interesses e os
direitos, sempre que ameaçados.
Para tanto, o Clube de Aeronáutica fez, em julho de 2013, juntamente
com os Clubes Naval e Militar, uma representação à Procuradoria Geral da
República – PGR – (ainda sem solução, passado mais de um ano), no sentido
de que a comissão nacional da verdade (cnv) fosse obrigada a cumprir a lei
que a criou e apurasse, também, as violações dos direitos humanos cometidas
pelos militantes de esquerda, durante a extensão de todo o prazo previsto,
e não apenas as praticadas pelos agentes do Estado, durante, somente, o
período da Revolução Democrática de 31 de Março, como se limitaram seus
membros, por simples resolução interna.
Diante do silêncio da PGR, os clubes militares entraram com ação junto
à Justiça Federal, para que a cnv fosse obrigada a cumprir a Lei que a
criou. Tendo em vista a proximidade da divulgação do relatório, foi pedida
a tutela antecipada, para prevenir prejuízos irreversíveis, caso o
relatório fosse divulgado antes do julgamento da causa, o que,
infelizmente, foi negado, tendo os clubes militares impetrado recurso,
também, negado.
Assim sendo, foi, no dia 10 de dezembro, finalmente, entregue e
divulgado o relatório da comissão. Como era de se esperar, o tal documento
não passa de uma série de injúrias, difamações e calúnias, ornadas por
sugestões absurdas.
O Clube de Aeronáutica não pode silenciar-se diante de mais essa
arbitrariedade da comissão, que, de verdade nada tem, pois procura,
unicamente, ignorar a História, para atentar contra a integridade das
Forças Armadas brasileiras, atribuindo-lhes as iniquidades que seus
próprios correligionários cometeram, visando a impedir, assim, que reajam
contra o verdadeiro objetivo de rever, unilateralmente, a Lei da Anistia.
Depois do inaceitável constrangimento imposto a militares idosos e,
até mesmo, a viúvas de alguns deles, que sofreram assédio moral impiedoso,
mas, também, ilegal, intimadas que foram para que entregassem os documentos
e registros pessoais de seus finados maridos (documentos e registros esses
que não serviriam para elucidar a verdade, mas para ser distorcidos e
usados para coonestar a deturpação histórica em curso), a maior das
arbitrariedades surgiu com a liberação do conteúdo do relatório.
Foram acusados de serem responsáveis, pelo que chamaram de "crimes da
ditadura", personalidades de reputação ilibada e de grande relevância para
a História do Brasil em geral e para as de suas Forças Armadas em
particular.
Nessa lista, foram incluídos vários Presidentes da República, e muitos
ministros Militares. Da Aeronáutica constam os nomes de figuras veneradas
por todos, como os Ministros Nelson Freire Lavenère-Wanderley, Joelmir
Campos de Araripe Macedo e Délio Jardim de Mattos, além de muitos outros
respeitadíssimos Chefes Militares.
Mas a heresia das heresias, afronta imperdoável, que deve merecer o
mais veemente repúdio de todos os militares da Força Aérea Brasileira, foi
a inclusão do seu Patrono, e também Ministro da Aeronáutica, o
Marechal-do-Ar Eduardo Gomes.
Cumpre lembrar que todas essas iniquidades foram financiadas pelo
contribuinte, que, mais uma vez, viu seus impostos malversados, porquanto a
missão atribuída à comissão foi deturpada e não foram atingidos os
objetivos fixados em lei. Trata-se, sem dúvida, de um caso a ser apurado
pelo Tribunal de Contas da União.
Manifestamos a nossa mais absoluta indignação, sendo o repúdio e a
insurgência contra esse relatório iníquo um dever de todos os integrantes
da nossa Força Aérea.
O Clube de Aeronáutica não poupará esforços para a defesa dos
brasileiros que cumpriram o seu dever de defender a Pátria e a salvaram de
um regime ditatorial sectário, mas, hoje, têm suas honras enxovalhadas por
aqueles a quem combateram e venceram.
Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os associados,
funcionários e frequentadores do Clube, assim como às suas famílias, um
Natal muito feliz e grandes realizações no Ano Novo.

12.18.2014

Almoço com as estrelas: rapa do tacho de 2014


Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva




16 de dezembro.  A presidenta, comandante-em-chefe (ou "comandanta", não sei mais qual é a grafia correta) das FFAA, almoça com seu alto comando. Parece que estou vendo, um coquetel de abertura. Os "estrelados", já esquecidos do engolido "a fórceps" no ano passado (ver "A RAPA DO TACHO NO ALMOÇO COM AS ESTRELAS, no "ALERTA TOTAL ", em 27/02//2013), entre um gole e outro de champanhe, comentando sobre seus quartéis, que agora viraram "casa da mãe Joana", constantemente invadidos que foram pela horda vermelha da CN"M"V, ao longo deste ano.




Para variar, os que não contam mais, aqueles que foram escrachados na saída do Clube Militar/Ri no dia 29 de março de 2012, ah, esses ficaram de fora. Tanto melhor é o pensamento em meio ao caviar! Afinal de contas, essa história "démodé" de Revolução de 1964 poderia ser ventilada e deixar mal aos que já foram cooptados, aqueles absolutamente indiferentes ao relatório final de uma revanchista comissão que, tão somente, só deseja que peçamos desculpas pelo tresloucado posicionamento de, já "esclerosados", antigos comandantes e instrutores de escolas de formação que precisam, urgentemente, se dobrar à nova ordem e renegar o seu passado de luta.




Eis que os convidados se dirigiram para suas mesas, as estrelas refulgindo a submissão dos dominados.Só que o sobrecenho, daqueles agora mais acomodados profissionais das armas, não está mais tão sobrecarregado como no ano passado. Não corrói mais os generais-de-exército o fato da constante/permanente incapacidade dos sistemas operacionais das grandes unidades/brigadas da Força Terrestre nem a realidade de uma governança que não disponibiliza recursos para equipá-la e mantê-la em condições para operações de defesa externa contra os grandes predadores militares que, hoje, mais do que nunca, ameaçam colocar por terra o legado maior do Duque de Caxias, qual seja, a integridade do território nacional.




Almirantes e brigadeiros, que beleza, se entreolhando conformados. Nas comissões do congresso apenas mendigam, não exigem os recursos para compra/fabricação de mecanismos de alta tecnologia, tudo de vital importância para equipar suas forças em curto prazo, já que, no momento presente, MB e FAB não somam absolutamente nada para dissuadir, quiçá enfrentar, ameaças mais do que reais, sobremodo e particularmente, em face à região norte e ao pré-sal.




Brigadeiros ressabiados, sussurrando quanto ao preço que o Brasil pagará pelos caças, previsto no contrato final, que é quase US$ 1 bilhão superior ao previsto em dezembro de 2013. Almirantes comentando sobre o que está rolando na INTERNET, uma explicação do comandante da Marinha pela declaração atribuída a ele em apoio ao relatório da Comissão Nacional da "Meia" Verdade, recentemente divulgado. Com certeza se perguntam: se seu comandante não tivesse recebido pesadas críticas de companheiros, indignados com uma manchete dos jornais de sábado, na qual ele teria dito: "A Comissão da Verdade cumpriu o seu papel", este teria se dado ao incômodo de tantos esclarecimentos nas redes sociais? Salvo melhor juízo, teria sido melhor permanecer em silêncio obsequioso, como sempre fazem seus pares na FAB e no EB.




Será que a "presidenta" estaria sendo alertada na "mesa da santa ceia", por quem de direito e dever, de que o espírito de corpo da brigada de infantaria de montanha do Exército ficou abalado pela proscrição da utilização do seu nome BRIGADA 31 DE MARÇO?  Ah! Mas e se fosse dito, para ela, que os oficiais-generais ali presentes estavam apenas cumprindo um ato de serviço, posto que estavam/eram totalmente solidários com a atitude tomada pelo seu companheiro, o general chefe do DGP?




Porém isto seria acreditar ainda e muito em Papai Noel! A presidenta, com certeza, se engasgaria entre uma garfada e outra se lhe segredassem ao pé do ouvido que aquele busto, afrontando os brios do 1º BPE-BATALHÃO MARECHAL ZENÓBIO DA COSTA, estava com os dias contados e, se logo depois do brinde costumeiro, para azedá-lo, que, em seu lugar seria aposta a imagem do nosso Major José Júlio Toja Martinez, assassinado pelos seus "cumpanheros" da luta armada!




Parece que estou vendo o momento da sobremesa. Entre um docinho e outro, não houve como fugir: a calda adocicada se misturou ao fel do vil achincalhe da "Medalha do Pacificador" e suas correspondentes nas forças irmãs. Que não se duvide! Sim, conjeturaram que ainda se vai criar uma "Medalha José Genoíno Resistente" e que, em nome da tão invocada "disciplina" (que atualmente pretere a lealdade à Pátria), devem sem constrangimento receber o galardão para não desagradar a governança comunopetista.




No contexto da difamação da Força Terrestre, generais intimidados, incapazes de uma reação á altura de seus postos, à boca pequena comentam, entre outras guloseimas, a intempestiva remoção, pela Prefeitura de Taquari/RS,da estátuaerigida pela cidade onde nasceu o ex-presidente Artur da Costa e Silva, um oficial-general do Exército Brasileiro que teve seuperfil atirado na calçada como se fosse um Lenin de triste e ignominiosa memória, e isto porque, simplesmente,Comissão da "MEIA" Verdade motivou  a iniciativa, como afirma Emanuel Jesus (PT/RS)!




Bem disse o filósofo alemão Georg Christoph Lichtenberg: - "Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito! "Profissionais das armas deste País! Alerta! Nada mais nada menos! Simplesmente! Desavergonhadamente! O busto do Excelentíssimo Senhor Marechal Artur da Costa e Silva, ex-presidente do Brasil, foi atirado ao chão e não se ouviu um maldito "ai" pelo alto comando da Força Terrestre. Que fato tiranicamente inacreditável! Estou vendo Lula dizendo: -" Nunca na história deste País... "




Por fim, não posso deixar de imaginar o "papo do cafezinho", aquele sorver amargo, servido com a cobertura insossa das recomendações finais do relatório da famigerada CN"M"V.Entre outros absurdos o cacho eletrizante do "reconhecimento de culpa" pelas FFAA. Segundo a insidiosa comissão, "até agora as Forças Armadas não negaram que ocorreram abusos de direitos humanos cometidos em suas instalações, cometidos por seus militares. Mas isso não seria suficiente. A primeira recomendação do relatório final é que as forças reconheçam sua responsabilidade institucional pelos abusos ocorridos durante a ditadura. "




Meus irmãos em armas, que se diga: ATÉ SOBEJAS PROVAS EM CONTRÁRIO, seria válido a instituição de uma loteria, por que não dizer, de um "bolão": QUEM VAI DECLARAR O "MEA CULPA" DAS FFAA, PELO FATO DELAS TEREM IMPEDIDO A IMPLANTAÇÂO DE UM REGIME COMUNISTA NO PAÍS?




Brasileiros, façam suas apostas: será um general, brigadeiro ou um almirante?




Quem viver verá!





Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior.

12.17.2014

ENC: VEJAM PARTE DO QUE FOI OMITIDO PELA "COMISSÃO DA MEIA-VERDADE"


De: JC Medeiros
Enviada em: ‎16/‎12/‎2014 22:26
Para: ;
Assunto: Fw: VEJAM PARTE DO QUE FOI OMITIDO PELA "COMISSÃO DA MEIA-VERDADE"


 

 VEJAM PARTE DO QUE FOI OMITIDO PELA "COMISSÃO DA MEIA-VERDADE"


 Repassando:- Faça o mesmo, o Brasil precisa conhecer melhor quem é Dilma Rousseff. Se ela algum dia teve alguma competência, certamente foi usada em prol de tudo que você encontrará logo abaixo.

 

   VEJA PARTE DO QUE FOI OMITIDO PELA "COMISSÃO DA MEIA-VERDADE"

 


Nunca antes ...

Acabou de sair no New York Times, o caso Petrobrás é o maior caso de corrupção em um país democrático na história do mundo moderno. As somas ultrapassam o PIB da maioria dos países e em termos de valores o mensalão é apenas centavos, em uma singela comparação, daria para se construir um milhão de aeroportos.

Revista VEJA

Vai ser publicado na VEJA desse final de semana a riqueza do LULINHA. Sócio majoritário dos Frigoríficos JBS (Friboi) , Sócio majoritário da Telefonia OI. Proprietário de 6 fazendas que somadas dão um total de 1.400.000 hectares. Criador de mais de 500.000 cabeças de gado no Estado do Para. Hoje seu meio de transporte é um Jato Executivo avaliado em 50 milhões de dólares. Para quem era funcionário público cuidador de zoológico. Essa é parte da distribuição de renda do ex-presidente Lula defende para a Dilma.

12 senadores, 49 deputados e 03 governadores, todos do PT, já foram INCRIMINADOS na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Eduardo Costa, preso e apavorado com o risco de pegar mais de 40 anos de cadeia.

Este governo por meio de seus políticos roubavam mais de 3% de TODOS os contratos sob sua responsabilidade, desde 2003 até os dias de hoje! Só a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, tem preço final de R$ 40 BILHÕES, implicando numa PROPINA de R$ 1 BILHÃO E 200 MILHÕES. O MENSALÃO será considerado apenas um troco, comparado ao ROMBO dentro da Petrobrás!

A VERDADE está chegando na HORA CERTA! PT em pânico. Lula convoca reunião de emergência em SP. Rui Falcão está desesperado. Reunião no Planalto.

"O POVO ESTÁ DORMINDO. NÓS ESTAMOS ACORDADOS. NÓS COMPANHEIROS DA INTERNET SOMOS UNIDOS, PARA FAZER O QUE NUNCA ANTES FOI FEITO NESSE PAÍS: "OU A CORRUPÇÃO PARA, OU NÓS PARAMOS O BRASIL!"

SEJA PATRIOTA: Passe adiante... Se cada pessoa passar para 10 amigos de setores diferentes no 6 repasse atingimos 5 milhões de usuários . Vamos tirar 5 minutos para mudar o Brasil , faça sua parte!

12.16.2014

Rumo a tropa. Rumo ao mar

Rompemos com a Coroa, mas não rompemos com o passado!" (Presidente Deodoro da Fonseca, em um acesso de fúria...)




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Manoel Soriano Neto




O Positivismo surgiu na França e teve fundamental influência na evolução histórica de países como o México, o Chile e o Brasil, principalmente, bastando ver-se o lema positivista de nossa Bandeira (a propósito, Santos=Dumont, o Patrono da Aviação Brasileira, ao receber os seus prêmios, se negava a empunhar a Bandeira Nacional, preferindo um galhardete verde e amarelo, pois dizia que não desejava ser propagandista de uma seita internacionalista e sectária).




Tal ideologia ancorava-se em princípios agnósticos da ciência pura, segundo o que foi chamado de "Religião da Humanidade", com a sua "Deusa Razão", Clotilde de Vaux, amásia de Augusto Comte. Em estreita síntese, diríamos que o Positivismo era cientificista – só era verdadeiro o que pudesse ser comprovado cientificamente, segundo ensinava Descartes; era pacifista, humanista, cosmopolita, anticlerical, propugnador da "ditadura republicana", sendo um de seus epíginos, o ditador do Paraguai, Dr. Francia, e adepto da extinção dos Exércitos permanentes que deveriam ser substituídos pelas gendarmerias, formadas por "cidadãos-soldados".




Almejavam, quanto ao Brasil, a sua desintegração, com a criação de várias "pátrias brasileiras" (ver discurso do coronel Afonso de Carvalho, quando deputado federal, em 1946, publicado, em alguns trechos, pela magnífica edição histórica, de novembro passado, do Jornal Inconfidência, alusiva à Intentona Comunista, em que o ilustre oficial traça paralelos entra as ideologias positivista e comunista, condenando, com veemência, a ambas).




Àquela época, nossos jovens oficiais faziam questão de ser chamados de "doutores" ao invés de Alferes, Tenentes ou Capitães (a exemplo de seu ídolo, o Tenente-Coronel Benjamin Constante, que só se declinava como "Doutor Benjamin"), como se pejassem de seus postos na hierarquia militar. A politização do Exército, primeiro, a mentalidade dos oficiais positivistas, em segundo lugar, e a Revolução Federalista de 1893 e a concomitante Revolta da Armada, por final, foram as causas (aliás, concausas) alistadas por Tasso Fragoso para justificar o que chamou de "a estagnação das Forças Armadas", nos albores da República, tudo muito pernicioso para a atividade-fim das Instituições Militares, o que veio a se refletir nos "quase fiascos de Canudos e Contestado".




E continuava o grande historiador militar, após abjurar o Positivismo, ele que fora um de seus mais ardorosos profitentes: "Por seu turno, a Revolta da Armada, com íntimas ligações com a Revolução de 1893, quebrou a coesão da Marinha e a isolou do Exército, pelo que a novel República seria presa fácil de qualquer aventureiro alienígena".

Para  bem evidenciar-se o que se passava na Escola Militar, vejamos o depoimento do líder federalista, Senador Gaspar da Silveira Martins, que da tribuna do Senado, iterativamente, condenava o "bacharelismo militar". Disse o valoroso Chefe "maragato", que bem conhecia a metodologia da Escola, pois um de seus filhos era aluno da mesma: "Em vez, porém, da têmpera forte que convém dar ao Exército, o que se vê em nossas Escolas Militares? A mocidade imbuída das doutrinas de Augusto Comte e Laffite e professando uma "Religião da Humanidade" que visa ao cosmopolitismo.




Pode ser que sejam boas tais doutrinas, mas não para o Soldado, que antes de tudo é feito para empunhar armas em defesa da Pátria. Alguns diretores dessas Escolas chamam, filosoficamente, os grandes Generais, de "assassinos dos povos". Singular maneira, aliás, de encarar a questão em uma Escola de Soldados"...

A dicotomia entre oficiais ditos "práticos-tarmbeiros" e "teóricos-bacharéis" acentuou-se, sobremaneira, com a reforma de ensino promovida por Benjamin Constant, quando Ministro da Guerra. Tal reforma era voltada para uma formação militar eminentemente bacharelesca, o que assaz potencializava o divisionismo entre as duas correntes anteriormente referidas.




E isso veio a se exacerbar, agudamente, quando foram publicados trabalhos de alunos positivistas, que condenavam a Guerra do Paraguai e depreciavam, acerbamente, nossos Comandantes, em especial o Duque de Caxias, teses que foram aprovadas, "summa cum laude" pelo Ministro "Doutor Benjamin". Os alunos afirmavam que a guerra foi "um grande rolo", de três contra um, atentatória aos princípios humanitários e pacifistas empalmados pelos seguidores da "Religião da Humanidade".

Mas a atitude do Ministro desagradou profundamente a Deodoro e Floriano, ambos, assim como Benjamin Constant, partícipes daquele conflito. "Rompemos com a Coroa, mas não rompemos com o passado!" bradou Deodoro, em um acesso de fúria, quando de uma reunião do Ministério, rasgando com violência, alguns dos ditos trabalhos. Iniciava-se uma grave crise política que redundou, posteriormente, no rompimento definitivo entre o Presidente e Benjamin Constant, que permaneceu na Pasta da Guerra por apenas quatro meses.




Àquele tempo, tudo o que se relacionasse ao Império, como os seus gloriosos feitos marciais, era propositadamente esquecido e/ou depreciado pelos "bacharéis fardados", não porém pelos militares mais idosos, a começar por Deodoro da Fonseca. Os velhos combatentes da Guerra do Paraguai eram vaiados pela mocidade militar, como nos relata Tasso Fragoso em "Advertência Preliminar", no seu livro "A Batalha do Passo do Rosário".




Diga-se que o ínclito Marechal José Pessoa registrou em suas memórias, a estranheza que sentiu, quando iniciava como aluno a sua formação castrense, em 1903, o do centenário de nascimento do Duque de Caxias, quando sequer o augusto nome de nosso "Soldado Maior" foi lembrado em sua Escola. Aduza-se que somente em 1925 (55 anos após o término da Guerra do Paraguai!), a memória do impoluto Duque, "O Pacificador", "Patrono da Anistia" - epíteto que lhe deu o jornalista e acadêmico Barbosa Lima Sobrinho - e Patrono do Exército, foi resgatada de um injusto anonimato, não condizente com os tantos e tamanhos serviços por ele prestados ao Brasil, na paz e na guerra. Naquele 1925, o Ministro da Guerra, General Setembrino de Carvalho, instituiu o "Dia do Soldado", a ser comemorado a cada 25 de agosto, data do nascimento do Duque invicto.




A "ditadura republicana", apregoada pelos prosélitos do Positivismo foi implantada pela Constituição de Júlio de Castilhos, no RS, a qual foi resguardada, por muito anos, pelo ultra-positivista Borges de Medeiros (era "um Estado dentro de um Estado", consoante Rui Barbosa).




Em 1904, o governo fecha a Escola Militar da Praia Vermelha, em face de uma sublevação coletiva dos alunos (ainda não havia o título de cadete), contra a vacina obrigatória, ocasião em que estes saíram às ruas do Rio de Janeiro e praticaram atos vandálicos como a quebra de inúmeros lampiões.




No período em comento, a grave situação das Forças Armadas, sem um "minimum minimorum" de espírito militar, teria de ser radicalmente modificada. Esta passou a ser a grande motivação, a prioridade de número primo, após a morte de Benjamin Constant, em 1891. A reação àquele estado de coisas ocorreu no Exército e na Marinha.

Quatro nomes, dentre outros, avultam, a nosso sentir, na cruzada em prol do soerguimento do moral, do espírito militar e da operacionalidade das Forças Armadas: o Barão do Rio Branco, nosso Chanceler, que propugnou "à outrance", pelo reaparelhamento da Marinha e do Exército; Olavo Bilac, que desencadeou memorável apostolado cívico, por todo o País, em defesa do Serviço Militar Obrigatório, do qual é, aliás, o digno Patrono; o Marechal Hermes da Fonseca, Ministro da Guerra, que encetou a dita "Reforma Hermes', cujo lema era "Rumo à Tropa!" e o Ministro Almirante Alexandrino de Alencar, que promoveu campanha semelhante na Marinha, cujo mote era "Rumo ao Mar!".




E, posteriormente, no bojo dessas reformas, uma plêiade de oficiais foi estagiar na Alemanha (eram os "Jovens Turcos"); foi criada, em 1919, a "Missão Indígena" para a instrução na Escola Militar do Realengo e trazida da França uma Missão Militar que atuou no Exército, de 1920 a 1940.




Assim, saiu vitoriosa a corrente dos "tarimbeiros", "troupiers" ou "combatentes". Em pouco tempo, os "bacharéis fardados", também apodados, pejorativamente, de "filhotes de Benjamin", "desapareceram", pois foram sistematicamente preteridos nas promoções e transferidos para longe do Rio de Janeiro, tendo a grande maioria, muitos ainda bem jovens, solicitado transferência para a Reserva.

Anos depois, outros jovens oficiais, já formados sob rígidos regulamentos, na Escola Militar do Realengo, criada em 1913, vão deflagrar um período de bernardas, na década de 1920, chamado de "Tenentismo", pela honra do Exército e para "regenerar a Pátria": em  1922, em 1924, com a intrusão da Revolução Libertadora, de 1923, no RS, epílogo, digamos assim, da Revolução Federalista ou "Da Degola", de 1893/9, e, finalmente a Revolução de 1930. São os enigmas da História...




Finda essa incompleta recorrência histórica, traçada, de escantilhão, para melhor entendermos a atual conjuntura em que as Forças Armadas foram enxovalhadas por essa maligna, parcial e revanchista Comissão da Verdade, faz-se necessário que haja, como houve no passado, uma FIRME REAÇÃO do estamento militar brasileiro contra as mentiras, vilanias e calúnias contidas no relatório apresentado no dia 10 de dezembro.

A par das indignadas e justas reações dos generais Etchegoyen e Paulo Chagas, em vista dos ataques às figuras honorabilíssimas de seus genitores, além das notas dos clubes militares e dos inúmeros protestos que circulam em várias mídias, gostaria de também expressar o meu repúdio ao constatar, na nominata de eméritos Chefes militares do passado, existente naquele covarde relatório, o nome de um meu ex-comandante, o General Amadeu Martire, já falecido há muito tempo. Integrei, com muito orgulho, no 12º RI, de Belo Horizonte, então comandado pelo Cel Dióscoro do Vale, o "Destacamento Tiradentes" que partiu de Minas para o Rio de Janeiro, a fim de derrubar o governicho cripto-comunista de João Goulart. No ano seguinte, o Regimento passou a ser comandado pelo Cel Amadeu Martire, um herói da FEB, eis que na Itália, comandou, como Capitão, a 8ª Companhia do 1° RI – o Regimento Sampaio.




A sua subunidade foi decisiva nos combates para a conquista de Monte Castelo. Eu tive o privilégio de ler os assentamentos desse grande chefe militar, de "excepcional coragem física e moral", no campo de batalha. Era um comandante rígido, cumpridor ferrenho do dever, mas extremamente humano, incapaz de fazer mal a quem quer que fosse. Já tive excelentes comandantes, mas, com certeza, o Cel Martire foi o que mais marcou a minha longa vida militar, influenciando em meu comportamento e conduta, desde que eu era um jovem Tenente.




Mantive contato com ele até a sua morte e fiquei estarrecido quando vi o seu honrado nome na relação dos que contribuíram, direta ou indiretamente, para com a tortura e maus tratos a prisioneiros. Não tenho nenhuma procuração da família para defender esse saudoso e valoroso Chefe; o seu filho, Comandante Martire, Capitão de Mar e Guerra, faleceu recentemente, mas tenho absoluta certeza de que os comandados desse insigne oficial-general, como eu, se sentiram revoltados ao ler o seu nome no faccioso relatório. Descanse em paz, bravo General Amadeu Martire, pois os que o conheceram, saberão vela por sua inatacável memória!




E de tudo o que antes foi expendido, resta uma pergunta que não quer calar, parafraseando o inolvidável Marechal Deodoro, ao se dirigir a Benjamin Constant: será que as FFAA romperam com o seu passado? Onde a Nota de Repúdio (independentemente do Ministério da Defesa, pois de lá nada se deve esperar), cabal demonstração de liderança, dos três comandantes, ao maldito relatório que só enxovalha, afronta e denigre as Forças e os brios militares, nas pessoas de inúmeros e excepcionais Soldados de nosso recente passado?




Discordo, peremptoriamente, dos que pensam que o cômodo, omisso e obsequioso Silêncio (ora, "quem cala consente"), como se fôssemos dóceis cordeiros, é a melhor arma contra essa patifaria que atinge, em cheio e contundentemente, os bons militares. Só falta, agora, as Forças Singulares pedirem desculpas à Nação pelo período do regime militar, como desejam esses sub-intelectualoides da Comissão da Verdade (?), atrelados ideologicamente.  Onde estão os Deodoros, os Setembrinos de Carvalho, os Hermes da Fonseca, os Alexandrinos de Alencar, os Brigadeiros Eduardo Gomes - Patrono de nossa FAB -, os Barões do Rio Branco, os Olavo Bilac e tantos e tantos outros?




Mas é bom que se lembre de que há um Tribunal da História ("a Mestra da Vida", "a Mestra das Mestras"), implacável com os covardes, os omissos, os pusilânimes, os tartufos, os sabujos, os biltres e os poltrões...




"A Honra se lava com o sangue de Heróis, de Gente Brava! (da Canção Militar "Fibra de Herói")



Manoel Soriano Neto é Coronel de Infantaria e Estado-Maior, na reserva.

Comissão da Verdade deve ouvir os que mataram os militares que, "em defesa do Estado Nacional e no cumprimento de deveres que lhes haviam sido legitimamente atribuídos, foram vitimados por atentados dos quais participaram, ativa ou passivamente

Os presidentes dos Clubes Militares emitiram ontem nota conjunta exigindo que a Comissão da Verdade ouça também os que mataram os militares que, "em defesa do Estado Nacional e no cumprimento de deveres que lhes haviam sido legitimamente atribuídos, foram vitimados por atentados dos quais participaram, ativa ou passivamente, alguns dos desaparecidos ontem lamentados". Na nota, os presidentes dos Clubes do Exército, general Renato Tibau; Naval, almirante Ricardo Veiga Cabral e da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, pedem que "o restabelecimento da História Nacional, no período indicado, deve ser completo" e alertam que, para isso, "é imperioso" "ouvir e registrar o que ex-agentes do Estado bem como ex-militantes revelarem sobre atos em apreciação da Comissão".






A nota dos Clubes Militares reflete uma preocupação não só dos oficiais da reserva, mas também dos da ativa, que reclamam das declarações de integrantes da comissão de que apenas "agentes do Estado" devem ser investigados pela Comissão da Verdade. Eles também se queixaram do discurso da presidente Dilma Rousseff, que ao instalar a comissão chegou a se emocionar ao lamentar a morte dos perseguidos políticos e exaltar o desejo de seus familiares de os enterrarem, sem se referir aos que foram mortos pela esquerda.




Os presidentes dos clubes lembraram que as famílias dos militares mortos pela esquerda, que passam de 100, "sentem a mesma imensa dor, a qual se agrega o sofrimento de se verem totalmente desamparadas e ignoradas pelo Estado, enquanto que às famílias dos antigos militantes tudo é concedido. Honrarias, pensões, indenizações, etc...." Eles pedem este reconhecimento "também, por razões humanitárias e de justiça".




A nota conclui afirmando que "dentro destes princípios estamos certos de que a História do nosso País poderá ser enriquecida com Verdades, hoje distorcidas por versões e meias verdades, no mais das vezes destinadas a iludir as novas gerações a quem nos cabe legar um passado adequadamente descrito e que sirva de exemplo para o futuro".




Ontem, em reunião, os presidentes dos Clubes Militar (Exército) e da Aeronáutica, deram apoio à comissão paralela da verdade criada pelo Clube Naval, para dar assistência jurídica aos militares que forem convidados a depor pela Comissão da Verdade.

Armas e munições inegociáveis

Armas e munições inegociáveis

Caros amigos

O Dr Pedro Dallari, coordenador da comissão nacional da verdade, ao tentar coagir os militares, por intermédio do Congresso, a admitir que as Forças Armadas "institucionalizaram" violações dos direitos humanos no período sectariamente "investigado" por um grupo de comissários "comprados", nos revela a existência de mais um tipo de "bolsa" governamental que se soma à "bolsa ditadura", à "bolsa esmola" – ou da "fome" ou "família" - e, entre outras, à mais rentável, porque envolve bancos suíços e paraísos fiscais, a "bolsa propina".

Todas elas visam a assegurar algum compromisso eleitoreiro ou ideológico da parte abrangida pelo programa, objetivando, logicamente, a conquista do poder total e permanente para os corruPTos.

Agora, graças à indiscrição do Dr Dallari, estamos conhecendo a "bolsa projetos de defesa", ou seja o governo "compra" o silêncio, a autoestima, o orgulho, a história, a moral e a honra militar em troca de recursos para que as Forças Armadas possam adquirir equipamentos que lhes permitam cumprir suas missões constitucionais. Ou seja, a defesa da Pátria e o cumprimento do dever passaram a ser moedas de troca para a garantia dos interesses ideológicos do governo

Em resumo, o Dr Dallari nos revela que os militares entregam – têm entregado ou devem entregar - suas almas ao governo para obter os meios de que necessitam para o cumprimento de suas missões!

Ao tomar conhecimento disso, um velho e desatualizado soldado de Cavalaria, como eu, formado e adestrado a cavalo, na penúria, na míngua e na privação, mas sempre senhor da sua alma, orgulhoso, seguro e fiel ao compromisso de VENCER que nos foi passado pelos magníficos soldados que nos antecederam e que, com muito menos, mantiveram invicto o Exército de Caxias, perguntaria:

"Como pode um exército querer vencer, mesmo modernamente equipado, quando não dispõe mais de sua alma?"

Aprendi e nunca esquecerei que as mais caras e poderosas armas de um exército são seus Soldados, armados com a vontade de lutar e municiados com a honra que lhes dá a força, com o amor à Pátria que lhes dá a coragem para enfrentar a morte e com a herança de seus antecessores que lhes dá o compromisso com a vitória!

Ainda não me permito crer que estas armas e munições sejam negociáveis, como quer insinuar o Dr Dallari.

Gen Bda Paulo Chagas

12.15.2014

Outra canalhice da cnv

A família de Nelson Freire Lavenére-Wanderley vem a público para protestar veementemente contra a absurda e mentirosa afirmação da Comissão da Verdade de que o referido seria responsável por qualquer tipo de crime em sua vida e/ou em sua carreira militar.
Sua vida inteira foi marcada por um espírito nacionalista, patriótico e de Homem de bem. Seus contemporâneos, no país e no exterior, que o conheceram, independente de credo político, guardam dele a melhor lembrança que se pode ter de uma pessoa honrada e de princípios.
Suas virtudes são comprovadas pelos conhecidos, amigos, colegas de farda, familiares, por quem com ele conviveu ou o procurou e pela História da Força Aérea Brasileira registrada até ontem.
Mesmo após reformado, permaneceu se dedicando exclusivamente a assuntos vinculados à Aeronáutica, como historiador e conferencista.
Sem poder imaginar essa mentirosa insinuação que hoje lhe fazem e expressando seu amor à FAB ele disse: "A epopéia do Correio Aéreo Nacional não terminará; ela se transfere, de geração em geração. Sob novos tempos, ela prosseguirá impulsionada pelo anseio que empolga a Força Aérea Brasileira de servir à Pátria, de ser útil e de participar da integração e do desenvolvimento nacional".
No decorrer do texto do relatório da comissão, seu nome surge pelo fato de que em 4 de abril de 1964, ao assumir o comando da 5ª Zona Aérea foi alvejado com tiros, dos quais 2 o acertaram, desferidos por um oficial a quem dera voz de prisão e que, ato contínuo foi morto por um 1 tiro dado por um terceiro oficial presente no recinto de seu gabinete.
O fato foi largamente divulgado por toda a mídia nacional, foi instaurado um inquérito para apuração dos fatos e um processo penal que absolveu, em todas as instâncias, o oficial que alvejou o insubordinado. Até a viúva do oficial morto, em carta aberta publicada no jornal O Globo, se manifestou elogiando o Comandante por ter mandado prestar honras militares ao oficial por ocasião de seu enterro.
Durante os depoimentos para comissão, a verdade foi distorcida, escamoteada e escondida para que o falecido fosse considerado vítima militar da revolução e justificasse uma indenização. Para isso então surgiu uma versão de que o mesmo teria sido vítima de rajada de metralhadora nas costas, com 16 perfurações apontadas numa perícia médica.
Essa versão teve sua revogação pedida por participantes da comissão, mas esta optou por não discutir se a morte ocorreu por legítima defesa e salientou-se que o deferimento da versão já dada se concretizou por decreto presidencial e que a CEMDP não teria competência para revogá-la e assim permanece até hoje, conforme consta nas páginas 60 e 61 do Direito à Memória e à Verdade da Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da Republica, de 2007.
A acusação de crime é contra o Patrono do Correio Aéreo Nacional, título que lhe foi concedido, em 12 de junho de 1986, em reconhecimento à sua carreira militar e ao seu legado para a FAB. Principalmente, por seu pioneirismo no CAN, onde, junto com Eduardo Gomes, Lemos Cunha, Casemiro e tantos outros traçaram os caminhos que hoje unem a Nação Brasileira.
Em Ordem do Dia do Comandante da Aeronáutica em 12 de junho de 2014, foi dito: "HOUVE UM DIA EM QUE PIONEIROS EMPUNHARAM O ESTANDARTE DOS BANDEIRANTES E COMEÇARAM A SEMEAR, POR ESTE IMENSO PAÍS, AS OPORTUNIDADES DO ENCONTRO, DA SOLIDARIEDADE E DA INTEGRAÇÃO. HÁ OITENTA E TRÊS ANOS, OS TENENTES NELSON FREIRE LAVENÉRE-WANDERLEY E CASEMIRO MONTENEGRO FILHO VENCERAM A SERRA DO MAR E FIZERAM DO 12 DE JUNHO DE 1931 UM MARCO DE PATRIOTISMO E TENACIDADE".
O mesmo Homem que entre as inúmeras homenagens que a FAB lhe prestou ressaltamos apenas a última, ocorrida em 15 de outubro de 2014 quando foi inaugurado um auditório na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica com seu nome, é apontado no relatório final da Comissão Nacional da Verdade como responsável por crimes cometidos.
Não é justo, moral nem ético que a FAB que ressalta entre seus valores a liderança, como motivador de seus subalternos; o servir à Pátria, como essência de exemplo; a honra, como decoro da classe; a coragem, traduzida pela franqueza, perseverança e firmeza de atitudes e de convicções e a lealdade, como compromisso assumido com a Instituição e junto a seus superiores, pares e subordinados não se pronuncie a respeito dessa acusação.