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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

8.23.2009

BMBs e Sarney



SARNEY E EU

Por Adelécio Freitas. (um BMB legitimo),

Algumas semanas atrás recebi um email sobre uma manifestação na frente do Congresso Nacional pedindo "Fora Samey", na hora fiquei bastante animado, encaminhei email para toda a minha lista de contatos e pensei que finalmente as pessoas iriam se indignar e reagir à tanta sujeira. No dia da manifestação me bateu uma preguiça... após um longo dia de trabalho o cansaço me venceu, e afinal, quem iria sentir a minha falta? No dia seguinte eu procurei eufórico nos sites de jornalismo sobre a tão falada manifestação que foi toda planejada em comunidades virtuais e bastante divulgada pelo twitter. Para a minha surpresa não existia nenhuma manchete, nem ao menos uma nota de roda pé .Resolvi entrar em uma das comtmidades do orkut que organizaram a manifestação, e para a surpresa de todos, apenas cinquenta pessoas se dispuseram a ir para a frente do Congresso.
Apenas 50 pessoas? Sendo que eu sozinho divulguei para mais de 100O? Que povo mais acomodado, pensei indignado, porque será que eles não foram?? Não demorou muito para a ficha cair, Eles não foram pelo mesmo motivo que eu não fui. Esperava que "alguém" iria no meu lugar. Recostei-me na poltrona em frente à televisão e olhei para a janela do meu apartamento, que refletia a minha imagem. Fiquei olhando para mim e para a minha confortável inércia. Foi quando de súbito, eu tive a arrebatadora visão daquilo que sempre procurei e nunca encontrei, o meu verdadeiro papel na sociedade.

Que bunda. mole!!!
Finalmente,depois de tantos anos de crise existencial, pude perceber que eu era uma peça importante na sociedade, um legítimo Bunda-mole brasilierise (ou BMB).Existem bunda- moles municipais e estaduais, mas eu tenho orgulho de dizer que sou um bunda-mole federal!! Nas minhas viagens de férias sempre algum engraçadinho vinha falar; "De Brasília né."já tem conta na Suíça?", Eu ficava indignado, falando que eu era um funcionário público concursado, que pagava os meus impostos, enquanto o povo que roubava vinha de fora e blá blá blá. Mas agora eu vejo com nitidez que eu tenhoum papel importante nesse cenário, Eu como um legítimo BMB ajudei a criar esta barreira de proteção que mantém os verdadeiros FDP livres para fazerem o que bem entenderem. Eu acho que as coisas estão bem do jeito que estão; Tenho dinheiro todo mês para pagar a prestação do meu carro 1.0 e do meu apartamento de dois quartos, frequento uma academia para queimar o meu excesso de ociosidade, tenho meu smart phone comprado na feira do Paraguai, e nofinal do ano ainda vou ficar um mês em uma casa de praia alugada junto com a minha família para a incrível experiência de assarmos como batata na areia...Mais BMB, impossível!!
Nas sextas-feiras, eu me sento com os meus amigos em um barzinho e depois do terceiro copo de cerveja soltamos toda a nossa indignação contra patifaria que rola solta em Brasília, cada um conta um caso de um amigo próximo que enriqueceu da noite para o dia às custas do dinheiro público. (O difícil é disfarçar aquela pontinha de admiração pelo "ixperto"). Depois traçamos os planos para endireitar o país. Planos que vão embora pelo ralo do mictório antes de pagar a conta. BMB de carteirinha!!
Os anos passam e as conversas vão mudando; PC Farias, anões do orçamento, precatórios, privatizações, dólar na cueca, mensalão, sanguessugas, vampiros, Lulinha Gamecorp, Daniel Dantas, o dono do castelo, Petrobrás, e agora a cereja do bolo, ele, o único, o inigualável Samey!! Samey é como um ícone do atraso nacional (clientelismo, fisiologismo, nepotismo, coronelismo, apropriação da máquina pública, desvio de verbas públicas, etc), mas o que seria do Sarney sem a legitimidade dos BMB's? O que seria da ilha da fantasia, dos cabides de emprego, dos lobistas, do QI (quem indicou), dos cargos de confiança, dos funcionários fantasmas, dos atos secretos, sem a nossa apática presença?
Imaginem se no nosso lugar estivessem aqueles sul-coreanos malucos que iam para a rua protestar partindo pra cima da polícia, ou aqueles jovens em Seattle que furavam um fórle esquema de segurança da OMC para protestarem contra a globalização.
O BMB precisa ter o seu papel reconhecido, somos nós que deixamos tudo correr frouxo, somos nós que damos uma cara de democracia a este coronelismo em que vivemos. O nosso poder aquisitivo acima da média nacional protege o Congresso e os palácios da miséria e da violência que ferrvilham em nosso entorno.
Bunda-moles: Vamos exigir os nossos direitos!! Precisamos finalmente mostrar a nossa cara. Nunca antes na história deste país o bundamolismo foi tão grande. Seja ele de centro, de esquerda ou de direita. Bundamolismo no movimento estudantil chapa branca, nos sindicatos que só vão para a frente do Congresso para pedir aumento e nos artistas que se acomodaram no conforto dos patrocínios oficiais.
Vamos exigir que se crie em Brasílía o museu do bundamolismo nacional na esplanada dos ministérios, uma enorme bunda branca de concreto, que irá combinar muito bem com a arquitetura de Niemeyer. Assistimos de nossas poltronas o Brasil tomar o rumo da mediocridade, sem um projeto à altura do seu papel de grande potência ambiental do planeta, que pode liderar a nova economia limpa e inclusiva que irá gerar mílhôes de empregos. Mas que faz o contrário, age como a eterna colônia de exportação de matéria.primas, fazendo vista grossa para o colosso chinês que irá nos engolir com a sua máquina movida à destruição ambiental e desrespeito aos direitos humanos, para criar uma efêmera ilusão de prosperidade às custas de nossa biodiversidade e da nossa água doce (estes slm os nossos bens mais valiosos).
A bundamolização é muito mais eficaz do que o autoritarismo, ela pode ser eletrônica, através de novelas, videocassetadas, big brotheres e cultos picaretas.Pode ser química, com cerveja, maconha ou anti.depressivos. E também pode ser ideológica;com receitas milagrosas, e debates calorosos que sempre desaparecem em um clicar de mouse. Vivemos em uma sociedade anestesiada e chapada, sem rumo, imersa em ilusões baratas.
O bundamolismo nos une, não segrega ninguém, é a democracia verdadeira, que brilha por debaixo de uma crosta de hipocrisia e ignorância. E como toda ideologia que se preze, nós temos o nosso avatar, o nosso guru. Aquele que nos trás para a realidade e mostra quem realmente somos,. revela o nosso eu profundo; a nossa essência;
Obrigado Samey, só você para tirar as minhas dúvidas e me mostrar o mundo real por trás das ilusões. Samey, nós somos duas faces da mesma moeda. Somos Yin e Yang, Nós somos os pilares deste país, um não existiria sem o outro. A sua cara de pau só existe porque do outro lado está a minha babaquice,

Bunda-moles de todo o pais uni.vos!! Vamos celebrar a nossa rnediocridade, vamos sair às ruas gritando; Viva Sameyf! Viva Collor!! Viva Maluf!! Viva Roriz!! Viva Gim Argello!! Viva Renan Calheiros!! Viva Romero Jucá!! Viva o FHC!! Viva LULA!! Viva a República das bananas do Brasil!!!

8.22.2009

Aquilo que não está nos jornais

Jornal Folha de S. Paulo
22 de agosto de 2009
A8 Brasil


Governo obriga Receita a tirar grupo de Lina da fiscalização
Cartaxo avisa subsecretário que não tem como segurá-lo
LEONARDO SOUZA
LEANDRA PERES
Da Sucursal de Brasília

A pouco mais de um ano das eleições, o governo federal decidiu intervir na Receita e mudar o responsável por auditar o recolhimento de impostos das maiores empresas do país.


Numa reunião tensa com a cúpula do órgão, o novo secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, avisou o subsecretário de Fiscalização "que não teria como segurá-lo" no cargo devido a pressões do ministro Guido Mantega (Fazenda).

Henrique Jorge Freitas é peça central num projeto elaborado pela ex-secretária Lina Vieira, que mudou o foco de ação da Receita: mais preocupada com grandes contribuintes, e não com pessoas físicas e pequenas empresas. Procurados pela Folha, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal informaram que não iriam se manifestar.

No primeiro semestre deste ano em São Paulo, por exemplo, a Receita Federal autuou as grandes pessoas jurídicas em R$ 7,7 bilhões -mais do que o dobro no mesmo período do ano passado (R$ 3,1 bilhões).

Outro exemplo foi a ofensiva lançada contra os bancos para retomar uma cobrança de tributos questionada na Justiça estimada em R$ 20 bilhões.

Essa nova postura provocou protestos na iniciativa privada e descontentamento no governo. A Folha apurou que Lina Vieira foi demitida no dia 9 de julho, entre outros motivos, por não ter atendido a uma série de pedidos políticos.

A reunião de cúpula da Receita foi realizada na casa de Cartaxo, em Brasília. Foi convocada com o propósito de comunicar a dispensa dos servidores mais próximos de Lina.

Levante

A discussão avançou a madrugada e resultou num levante, não por causa da substituição dos cargos de confiança, mas pela suspeita de que ela estava sendo usada como pretexto para acobertar mudanças na política de cerco aos grandes contribuintes. Os presentes bateram pé pela permanência de Henrique Freitas. Cartaxo encerrou o encontro com a promessa de que voltaria a falar com o ministro Mantega.

Participaram da reunião outros dois ocupantes de cargos de confiança nomeados por Lina: Alberto Amadei, assessor especial da ex-secretária, e Marcelo Lettieri, coordenador-geral de Estudos. Amadei já foi avisado da exoneração. Lettieri também foi avisado que terá de sair, mas sua demissão ainda não foi consumada.

Tanto Amadei quanto Lettieri foram terça-feira ao Senado para acompanhar o depoimento de Lina, no qual a ex-secretária reafirmou que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) lhe pediu para agilizar a investigação sobre os negócios da família do senador José Sarney.

Integrantes do Ministério da Fazenda consideraram inapropriada a atitude dos servidores e isso está sendo usado por Mantega como argumento para o afastamento dos dois.

Henrique Freitas não foi ao Congresso, porém. Até ontem ele se recusava a comentar à imprensa as declarações de Lina. A ex-secretária citou o funcionário como testemunha de parte de seu relato sobre o encontro com Dilma no Planalto.
A razão mais difundida pelo governo para a demissão de Lina foi uma divergência entre a Receita e a Petrobras sobre uma mudança de regime tributário adotada pela estatal.

Integrantes do governo culpam a ex-secretária, e sobretudo o departamento comandado por Freitas, pela queda na arrecadação verificada neste ano. Os números, contudo, mostram que a arrecadação deste ano se mantém dentro da média de crescimento histórico

Um conto de duas subversivas

Por: DEMÉTRIO MAGNOLI

Dilma Rousseff e Lina Vieira são subversivas, mas em tempos diferentes. Dilma rebelou-se contra a ordem no passado, usando a mentira factual para combater a verdade de um poder ilegítimo. Lina insurge-se contra a ordem no presente, usando a verdade factual para desmascarar a mentira de um poder legítimo, mas abusado.

Ano passado, o senador Agripino Maia sugeriu que as mentiras contadas pela jovem Dilma nos porões indicariam uma propensão da ministra a mentir ao Senado sobre o dossiê elaborado na Casa Civil contra Ruth Cardoso. A resposta da ministra cortou o ar como a espada de um samurai: "Diante da tortura, quem tem dignidade fala mentira. Aguentar tortura é dificílimo. Me orgulho de ter mentido porque salvei companheiros da mesma tortura e da morte."

Agripino Maia iniciou sua carreira política na Arena, o partido situacionista na ditadura militar. A sua pergunta infeliz à ministra evidenciou a persistência de um desvio de princípio. Nas democracias, diante das autoridades policiais e judiciárias, um acusado tem o direito de calar para não se incriminar. Desse direito decorre o direito sagrado à mentira diante dos torturadores. Ele devia saber disso.

A resposta da ministra não foi submetida ao crivo da crítica, em virtude de sua carga emotiva. Mas ela estava errada ao justificar a mentira por meio da sua finalidade útil. A jovem Dilma pertenceu à VAR-Palmares, uma organização que se enxergava como vanguarda do proletariado e ferramenta de uma história em rota rumo ao porto do socialismo. A mentira nos porões servia não só para salvar companheiros, mas sobretudo para preservar a organização revolucionária. Mas essa justificativa política e moral da mentira só funciona no universo lógico do militante que pensa possuir a chave mágica de um futuro redentor.

A lógica da militante está presente na resposta da ministra. Ela podia ter dito que mentiu porque os que a interrogavam não tinham nenhum direito de fazê-lo. Mas preferiu dizer o que disse - e sua escolha tem significado. Justificar a mentira pela sua utilidade política é abrir uma senda perigosa, que desconhece a fronteira entre a ditadura e a democracia. Sob a lógica utilitária, Lula poderá um dia dizer que alegou nada saber a respeito do mensalão a fim de preservar um governo devotado a salvar o povo da "elite que manda no Brasil há 500 anos". No mesmo diapasão, Antonio Palocci pode confessar, no futuro, que determinou a quebra do sigilo bancário de uma testemunha com a finalidade de conservar a racionalidade de uma política econômica contestada no núcleo do PT. E, como cada um elege valores segundo critérios de consciência individual, José Sarney fica moralmente autorizado a esclarecer, amanhã, que mentiu sem parar sobre os atos secretos do Senado para proteger os interesses de seus filhos, primos, sobrinhos, afilhados e netos...

Lina converteu-se em perigosa subversiva ao assumir o cargo de secretária da Receita Federal. O seu gesto de insurgência consistiu em cumprir a lei - ou seja, conferir tratamento igual a todos os contribuintes. A adesão à lei representa uma corajosa ruptura com a norma, num tempo em que o princípio da impessoalidade na administração pública experimenta uma baixa sem precedentes.

No Brasil de Lula, elaboram-se teorias sobre as virtudes da distinção. As universidades, em nome da justiça social, selecionam candidatos segundo a cor da pele (na prática, muitas vezes segundo o alinhamento ideológico a ONGs do movimento negro). O governo, em nome da projeção externa de uma empresa nacional, muda a lei de telecomunicações de modo a favorecer os empresários que financiaram a fundo perdido os negócios do filho do presidente. O próprio Lula declara que o ex-presidente no comando do Senado, hoje seu aliado político, não deve ser escrutinado como uma pessoa comum. Sobre essa tela de fundo, o gesto de Lina equivale a uma conclamação revolucionária.

Conheço uma professora universitária que se esqueceu de lançar no imposto de renda uma receita simbólica, de umas centenas de reais, pela participação eventual numa banca de doutorado. Anos depois, a falha valeu-lhe uma cobrança da Receita que, acrescida de multa e juros, importava em milhares de reais. Quando Lina resolveu que grandes empresas privadas (leia-se: generosos financiadores de campanhas eleitorais) mereciam abordagem similar, chegaram à imprensa rumores de que a secretária havia se cercado de "sindicalistas", aparelhando o órgão.

No passo seguinte, Lina impugnou uma manobra contábil da Petrobras que "economiza" o pagamento de bilhões em impostos. A ousadia de mexer com a estatal intocável, um ícone da pátria no panteão do nacionalismo de araque, selou-lhe a sorte. A máquina de difamação disseminou um diagnóstico de incompetência da secretária, que seria a responsável pela inevitável queda na arrecadação no curso do ciclo recessivo. Por ordem do Planalto, a subversiva foi demitida.

A imprensa apurou que, na trajetória da insurreição, os caminhos de Dilma e de Lina se cruzaram. A ministra teria solicitado uma reunião sigilosa com a secretária, na qual pediu o célere encerramento de uma investigação fiscal da família Sarney. Lina confirmou a história, oferecendo sua palavra como garantia. Dilma negou a existência da própria reunião.

Mais uma vez, tudo gira em torno da verdade factual. A ministra podia ter dito que sim, se reuniu a sós com Lina, porém não pediu que tratasse Sarney como um homem incomum. Mas escolheu um caminho que faz da existência da reunião uma comprovação lógica de que existiu também o pedido. Agora, surgiu uma testemunha ocular do agendamento da reunião: chama-se Iraneth Weiler e (ainda) ocupa a chefia de gabinete do secretário da Receita. É uma prova de crime e caberia a Dilma refutá-la factualmente. A não ser que ela pense mesmo que o valor da verdade se mede pela sua utilidade.

DEMÉTRIO MAGNOLI é sociólogo e doutor em geografia humana pela USP.
do: O Globo 20/08/09

Comentário da semana nº 47 – Ambientalismo; Palestras sobre Roraima; Bolívia, e Ministros.

Meditando

Meditando sobre o futuro do nosso País, parecia-me que teríamos um futuro sombrio entre um herdeiro do grupo entreguista e uma ex guerrilheira recalcada e vingativa. Esse "plebiscito" tendia a ser decidido mais por rejeição do que por apoio, o que seria perigoso para a unidade nacional, o que me fazia torcer por um terceiro nome em quem pudesse votar. O que não esperava é que surgisse um ainda pior do que os existentes. Um que com certeza esfacelaria a Nação.

A candidatura da Marina Silva assusta sim. Parece natimorta com seus 3% com os minguados minutos do PV na propaganda "gratuita", mas nada será assim tão fácil. Todo o aparato de comunicação, ligado ao estrangeiro e às ONGs estará apoiando a candidatura dela, bem como os serristas que esperam que ela tire votos do PT. Ela ainda contabilizará muitos votos dos que rejeitam a ambos os candidatos e não percebem o perigo que represente essa detestável criatura.

Mesmo na melhor hipótese (uma fragorosa derrota dela) podemos esperar no mínimo uma nova ofensiva ambientalista para engessar o progresso (só o do Brasil), mas orquestrada em todo o mundo. O quadro atual já é aterrador. O nosso País já tem estradas e hidrelétricas paralisadas por descabidas exigências ambientais criadas por ela e corre o risco de perder mais de 20% de sua área cultivada se cumprida a legislação atual. Se aprovadas todas as propostas do Min. do Meio Ambiente nem haveria terras suficientes no Brasil; só para atender as exigências teríamos que usar todo o Mercosul.

Isto é irracional, sabemos. Mas é real. E apavorante. Não se pode ignorar o apelo ao "meio ambiente" distorcidamente apresentado pelos melhores e mais criativos cérebros da propaganda mundial. Eles já nos transformaram no povo mais preocupado com o aquecimento global, mesmo não havendo base para as afirmações que fazem diuturnamente. Agora isto será ampliado na campanha eleitoral. Marina terá a sua disposição, além do aparato internacional de comunicação, a adesão sincera dos iludidos com a poesia do ambientalismo distorcido, que transforma estradas asfaltadas (que nos causam inveja dos outros povos) em agressões à natureza, e terrenos cultivados (que nos encantam no primeiro mundo) em crimes ambientais.

No momento em que países do mundo inteiro tentam se unir para combater o desemprego e a fome, aqui no Brasil o governo, inspirado pelo discurso "ambientalóide" de ONGs estrangeiras, pode estar promovendo o desemprego de 20% a 40% dos brasileiros nos próximos anos, caso seja mantida a obrigação do produtor rural averbar 20 a 80% das suas propriedades para reserva legal. E isto tudo pode vir junto com as pressões causadas pela crise financeira e pela escassez de recursos naturais. Dá para sentir uma tempestade se armando.

Vamos nos reunir para a enfrentar.

 

 De Palestras sobre Roraima

- Em palestra, Quartiero, o líder da resistência disse: - "O que aconteceu em Roraima mostrou quem realmente tem compromisso com essa nação e quem está lutando contra os interesses nacionais. Fomos derrotados, mas temos que reagir. E isso é para ontem. Não precisamos nos transformar em um homem-bomba, é apenas marcar que não concordamos, que não colaboramos, que resistimos".  O fazendeiro disse ainda que os índios que teriam sido "beneficiados" com a medida estão hoje morrendo de desnutrição. "Muitos estão aband onando a área e vindo tentar a sorte na cidade. Estão sem condições de permanecer lá porque não há mais trabalho e a comida é escassa"..., "O que fizeram em Roraima foi desmanchar um Estado com um imenso potencial. Essa política indigenista destroçou a nossa sociedade e dizimou as famílias de Roraima. Hoje vivemos em um Estado que só tem problema",.

    - Outra palestra que abordou a polêmica foi a do general  Lessa, ex-comandante militar da Amazônia (1998-1999). Ele criticou os movimentos pela ampliação das terras já demarcadas e chamou de "suicida" a atual política indigenista do Brasil. "Estamos criando um verdadeiro muro de Berlim crioulo no interior do Brasil. Se ficarmos quietos, ele só tende a aumentar", disse o general."

 

Evo Morales prova o seu veneno

 A ironia com que a História castiga os ineptos atingiu o presid. boliviano Evo Morales, o grande promotor da divisão de seu país em etnias hostís. Empreendendo esforços para explorar as jazidas petrolíferas da sua região amazônica, ele está enfrentando forte oposição de tribos indígenas por supostas razões ambientais. Os "índios" impedem a movimentação de trabalhadores e equipamentos de perfuração. Morales agora condena os "irmãos índios".

À testa dos protestos está a ONG Fobomade (Fórum Boliviano sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento).  A Fobomade foi uma das principais ONGs que, por anos  criaram um contencioso diplomático entre o Brasil e a Bolívia por causa da construção das hidrelétricas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau).

A lista dos patrocinadores da ONG mostra os que estão por trás do movimento ambiental e indígena na Amazônia boliviana. Vejamos quem são: O Novib (governo holandês); a Fundação Heinrich Boell (Partido Verde Alemão); o Canadian Lutheran World Relief (ligado ao Conselho Mundial de Igrejas); o Gaia/Grain (establishment britânico); a Oxfam (establishment britânico) e o C. S. Mott Foundation (establishment americano)

 O Evo sempre se apoiou nas ONGs. Talvez sem saber, foi  marionete dos patrocinadores. Agora que prove seu próprio veneno.

- Enquanto isto, o governo da Bolívia afirma que expulsará "à força" as famílias de brasileiros que vivem no povoado de San Ignacio de Velasco, no departamento de Santa Cruz.

 

Ministros

 - O ministro da (in)Justiça, Tarso Genro, reforçou a crítica em relação à interpretação de que a Lei da Anistia impede a responsabilização criminal de quem cometeu tortura. Disse que tem esperança de que o STF decida que a legislação "não se aplica aos torturadores".

 - Elementos ligados ao Foro de São Paulo tentarão detonar o Min. da Defesa, Nelson Jobim por três motivos. 1- defendeu os militares contra o revisionismo da Lei de Anistia. 2 - tenta se credenciar como um possível candidato a vice-presidente, interferindo nas articulações de Lula com o PMDB. 3-  estaria atrapalhando negócios ocultos dos petistas na compra de equipamentos para as Forças Armadas.

 - A droga de ministro Carlos Minc Meio Ambiente deixa o cargo em março, para tentar se eleger alguma coisa, no Rio. Conta com os votos dos colegas da marcha de apologia ao consumo de maconha. O problema é os viciados se lembrarem da votar.

                                Segue  apêndice  sobre a exploração do Pré Sal e sobre Roraima.

Que Deus guarde a todos vocês

                                                                                                             Gelio Fregapani

 

 

APENDICE

 

Os Ventos do Nacionalismo Retornam na Questão do Petróleo .

Diante da mais importante descoberta de petróleo do mundo em anos, o governo  está buscando controlar diretamente a extração e o desenvolvimento dos campos em águas profundas, que geólogos internacionais estimam poder conter dezenas de bilhões de barris de petróleo recuperáveis

A medida faz parte de um impulso nacionalista para aumentar os benefícios obtidos pelo país com seus recursos naturais e cimentar sua posição como potência global.
O pré-sal é a maior reserva em desenvolvimento no mundo, especialmente importante face ao aumento do consumo mundial e as dúvidas sobre o atendimento das necessidades  na próxima década.

As apostas são altas.   Brasil pretende mais que dobrar sua produção de petróleo, para 5,7 milhões de barris por dia até 2020. O nacionalismo está novamente borbulhando no momento. Não é que seja hostil aos estrangeiros, mas é decidir quem ficará com os benefícios do nossos  recursos naturais, e isto depende basicamente do esforço que estejamos dispostos a fazer para os explorar e defender. Já contamos com uma economia diversificada, o que nos ajudará a evitar o "mal" da dependência de um recurso natural, que tem afetado várias das potências mundiais de petróleo.

Os ventos nacionalistas estão começando a soprar de novo. O novo fervor nacionalista lembra o dos anos 70, quando o governo militar do Brasil declarava que "a Amazônia é nossa" para rechaçar enclaves estrangeiros na floresta tropical.

        O País tem bons motivos para querer limitar a participação estrangeira. Os preços do petróleo estão mais altos e tudo indica que subirão astronomicamente. O desenvolvimento dos novos campos, antes arriscado, "agora é um bilhete premiado".

Quem não gostou foram os estrangeiros – "A decisão de dar à Petrobras o controle operacional é míope, arriscada e poderá atrasar a capacidade do Brasil de usar o petróleo para ajudar a transformar o país", afirmam consultorias de risco em Nova York. E o risco não é só este; riquezas e debilidade militar atraem ambições e guerras, mormente se as potências dominantes necessitarem do ouro negro para sobreviver. Além disto a exploração exigirá um esforço hercúleo. A Petrobras precisará de 40 plataformas  capazes de atingir os novos campos - mais da metade das existentes no mundo.  Muitas ela terá que construir.

No País apesar da comoção nacionalista ainda não há a unanimidade do tempo do governo militar. Há quem pense (não sem razão) que governo usará politicamente o argumento ideológico, nacionalista e emocional para a eleição do próximo ano, mas se agir de acordo com o interesse nacional terá direito a colher os louros. Ao contrário, os que pensarem internacionalmente pelos motivos que forem, pagarão o ônus político e receberão o repúdio geral. Por maiores que sejam os inconvenientes do uso das estatais como cabides de empregos para os aliados políticos, isto ainda é menos ruim do que a desnacionalização do FHC.

 O governo atual, que merece nossa condenação pela covardia ante as exigências descabidas da Bolívia e do Paraguai e pela divisão do País em etnias hostis, neste caso está merecendo aplauso e apoio.

(Resumido e comentado de notícia da internet)

 

Falta de Patriotismo e de Visão Estratégica
    A Imprensa noticiou, de forma muito acanhada, faz pouco tempo, que os arrozeiros expulsos da Reserva Raposa Serra do Sol (RRSS) aceitaram proposta do governo da Guiana para  cultivarem arroz, em larga escala, naquele país. A imensa área, de 50 mil hectares, que lhes será concedida, localiza-se na região do Pirara, que foi perdida, diga-se, em 1904, para a Inglaterra, com o apoio da etnia tribal macuxi, uma das que habitam a  RRSS (roguemos a Deus para que fato semelhante não venha a ocorrer nos colossais vazios demográficos das reservas indígenas de Roraima...). Assim, mercê de uma antipatriótica Decisão do STF, a produção de arroz, numa região assaz ca rente, foi considerada uma ação criminosa, inviabilizando-se uma excelente capacidade produtiva, oriunda da experiência de lavoureiros do Sul do Brasil, ora aproveitada, inteligentemente, pela Guiana, país que nos é fronteiriço. E tudo para que os índios sejam tratados como animais, em verdadeiros "jardins zoológicos", permanecendo em seus estágios primitivos, segregados da civilização. Também alguns meios de comunicação nos deram conta, de maneira igualmente tímida, de que o Tribunal de Contas da União (TCU)  e a Controladoria-Geral da União (CGU) proibiram a perniciosa ONG "Conselho Indigenista de Roraima" (CIR) – uma das promotoras da campanha pela demarcação contínua da RRSS -, de firmar novos convênios com a União, por suspeitas de irregularidades. Outrossim, receberam a mesma proibição as ONGs "Coordenação Indígena da Amazônia Brasileira" e "Federação das Organizações do Rio Negro". Acrescente-se que o CIR (congrega ap enas uma parte das etnias de Roraima) vem negociando uma parceria com o espúrio MST, com vistas à produção agrícola na área, tornando-se, os seus integrantes, que tanto lutaram e conseguiram criminalizar a cultura do arroz na RRSS, "empresários do agronegócio", fazendo da "reserva indígena", uma "reserva de mercado"... Diga-se mais que as ONGs deveriam ser Organizações Sociais de Interesse Público – OSIPs . Tais Organizações vêm suprindo o Estado brasileiro em suas carências, porém de maneira cada vez mais crescente, num equivocado entendimento do que seja ação subsidiária, arvorando-se em "Estado paralelo" ou "poder paralelo" (há, evidentemente, as que são sérias, competentes e necessárias). Na Amazônia, entretanto, proliferam, desafortunadamente, inúmeras ONGs que praticam, para potências hegemônicas, a espionagem e a predação de nossa biodiversidade e minérios. E mais: a FUNAI vem delegando a várias delas, a assistênc ia aos índios, ou seja, se "terceirizou", estando os nossos aborígines duplamente tutelados: pelo Estado, por meio da mencionada Fundação, e por ONGs que seguem os ditames da caótica política indigenista brasileira, fazendo dos silvícolas meros objetos para "estudos de caso" de antropologia. O Estado (aí ressalvado o benemérito trabalho das Forças Armadas) vem se omitindo até porque a Amazônia não lhe desperta muito interesse, eis que possui o menor colégio eleitoral do país – apenas 7% do mesmo.
    Tudo isso é fruto da lastimável falta de patriotismo e de visão prospectiva - de cunho estratégico -, das ditas elites nacionais, o que culminou com as demarcações, em área contínua e na faixa de fronteira, das reservas existentes nas "orelhas" do estado de Roraima, riquíssimas em minérios. Os grandes responsáveis por essas infelizes Decisões, foram os presidentes Collor, Fernando Henrique e Lula, sendo as mesmas ratificadas  por nossa Suprema Corte de Justiça, quando do julgamento da demarcação da RRSS, à exceção do voto patriótico do Ministro Marco Aurélio. Isso dará ensejo à criação de "n" nações indígenas", Estados-fantoches, plurinacionais e multiculturais, Também já se fala na fundação da grande "Nação Guarani" (que terá, certamente, o apoio da ONU),   formada por vários países sul-americanos, uma reconstituição mal acabada, do "Império Teocrático dos Jesuítas", com as suas inúmeras reduções indígenas, de que são exemplo os "Sete Povos das Missões", no RS, violências inadmissíveis à Unidade Nacional (Unidades Territorial e Lingüística).
    Eis a recente e maldita herança que ameaça a Soberania Nacional e tende a se agravar no futuro. Jamais devemos olvidar que  recebemos a Amazônia, de intrépidos lusitanos tais como Raposo Tavares e Pedro Teixeira, que a desbravaram, fazendo de nosso Brasil, um país-continente, o qual d evemos legar aos pósteros, tal e qual o recebemos de nossos avós. Em verdade, já nos dizia o Conde de Linhares (tido como "O Precursor da Geopolítica Brasileira")  Ministro da Guerra, de Dom João, quando da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808: " O Brasil é, sem dúvida, a primeira possessão de quantas os europeus estabeleceram fora do seu continente, não pelo que há, atualmente, mas pelo que pode ser no futuro. A feliz posição do Brasil dá a seus possuidores uma tal superioridade de forças, pelo aumento da povoação que se alimenta dos seus produtos e facilidade do comércio, que, sem grandes erros políticos, jamais os vizinhos do norte e do sul lhes poderão ser fatais".
    Urge que meditemos sobre essas sábias afirmações!
                      Manoel Soriano Neto – Coronel, Historiador Militar.

Figueiredo e o Iimpostor grileiro da Presidência da República , o corruptor do Senado Federal

 
Da série "Recordar é viver".................

Agora dá para entender o motivo do Gen Figueiredo não ter passado a faixa pro Sarney. Ele estava certo, os militares, mais uma vez, acertaram. É só ver os bandidos que estão conduzindo essa nação. Pobre Brasil. Perdido.
 
 
 
Figueiredo e o Impostor grileiro da Presidência da República , o corruptor do Senado Federal
 
 
 
03 de agosto de 2009

João Figueiredo estendeu a mão para a pacificação da Nação, patrocinou a Lei da Anistia e sonhou com a dignidade dos brasileiros para a restauração da democracia. Acertou em não passar a faixa presidencial a José Sarney, o impostor, grileiro da Presidência da República e corruptor do Senado Federal.
Do Observatório de Inteligência
Por Orion Alencastro

Qualquer pessoa ou turista que desembarcasse em Santarém, às margens dos rios Tapajós e Amazonas, poderia ter a oportunidade de ser levado ao Sr. Bentes, cidadão de aparência simples, mas conhecido negociante de ouro, pedras, antiguidades e santos barrocos.
Tarso Genro, ministro da Justiça, bem que poderia desenterrar interessante relatório da Polícia Federal, dando conta que o ex-governador do Maranhão José Sarney, após a sua eleição a vice-presidente da República em 1984, adquiriu do amigo  Bentes, 180 peças de santos barrocos nacionais e estrangeiros, alguns até ornados com cabelos humanos.

A ilha dos santos de Sarney
Quem for à ilha de Curupu, em São Luiz, convidado pela família Sarney, provavelmente poderá entrar na sua casa colonial e  ajoelhar-se  extasiado frente à belíssima coleção de imagens de santos barrocos que inspiram a religiosidade dos Sarneys, gratos às divinas bênçãos que receberam pelo árduo trabalho na política para alcançar fortuna que beira o primeiro bilhão patrimonial.
Muitas dessas estatuetas de santos já foram motivos de boletins de ocorrência policial no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Vale do Paraíba, Goiás e Nordeste, alvos de saques encomendados. Adidos culturais de embaixadas da América Latina já andaram dando buscas de semelhantes relíquias pelo país, algumas sigilosamente devolvidas por seus "inocentes" ou incautos possuidores.

Os 16 km2 da ilha da  fantasia, suposta herança da família de Marly Sarney, esposa do ex-udenista Sarney, como doação a frei Mata Borges, contrasta com a prostituição, criminalidade e miséria do povo maranhense.
A ilha preserva obras que integram a biblioteca do astuto político maranhense, para deleite dos visitantes, com livros que envaidecem o seu proprietário, membro imortal da Academia Brasileira de Letras.

A fé na  Presidência da República
A devoção à legião de seus santos barrocos, naturalmente, inspirou a fé em Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, o cognominado José Sarney, para ocupar efetivamente a presidência da República a qualquer tempo. Nada é por acaso. O eleito  presidente da República, Tancredo Neves, era internado às pressas para grave cirurgia no Hospital de Base de Brasília, no dia 14 de março de 1985, véspera da sua posse no Palácio do Planalto, a ser transmitida pelo último soldado presidente, João Batista Figueiredo.
Na manhã do dia 15, enquanto Dr.Tancredo Neves contorcia-se no leito hospitalar , a Nação assistiu José Sarney arvorar-se no direito de substituir o enfermo, o presidente que jamais seria empossado dada a gravidade da sua saúde, já que o presidente da Câmara Federal , Ulisses Guimarães, na linha de sucessão não quis assumir a presidência da República.
João Figueiredo não se convencia de que o mandarim do Maranhão assumisse como vice-presidente o lugar de um presidente que não tinha assumido seu posto. A estimativa palaciana do dia e relatórios secretos do Serviço Nacional de Informações davam conta do evidente e difícil desfecho do futuro chefe da Nova República.
Sabia de véspera que Leitão de Abreu, chefe da Casa Civil, havia exonerado o seu ministério e recebeu o aviso de que o casal José Sarney estava a caminho do Palácio do Planalto, onde diplomatas, autoridades e familiares aguardavam o ato para transmissão do poder.
Não à faixa de presidente para Sarney
Instantes antes das dez horas daquele intrigante 15 de março, o major ajudante de ordens comunicou a João Figueiredo que o elevador privativo o aguardava. Num gesto inusitado, o soldado-presidente avisa e confirma a seu leal Chefe da Casa Civil que se recusava, terminantemente, a passar a faixa presidencial a um impostor e, de imediato, deixou o palácio pela garagem. O ato encerrou seu mandato e marcou o nojo que sentia pelos políticos falsos e sanguessugas do poder com quem teve que conviver. Abalado na sua cardiopatia, implorou à Nação: "esqueçam-me".

O mandarim do Maranhão e seus "santos barrocos" que conspiram pela desonra que o seu proprietário hes causa e não o perdoarão pelos sacrilégios causados contra a Nação a às instituições do Brasil.
O patrono da anistia política,  ao sabor do seu slogan "lugar de brasileiro é no Brasil", desejou pacificar a Nação para que as suas elites responsáveis olhassem o porvir da Pátria com grandeza para o desenvolvimento, soberania e paz social,  sob a restauração da harmonia do exercício dos três poderes da democracia.

O crepúsculo do impostor
Aí está José Sarney, o impostor pré-octogenário, mandarim do Maranhão e vice-Rei da República, a desmoralizar a  Democracia, o Parlamento, o Judiciário, a Nação, a Imprensa e o Brasil no exterior, apoiado por Luiz Inácio da Silva, o presidente do governo mais corrupto da história de nossa amargurada Pátria, e pela insanidade de colegas do Congresso Nacional.  
Caberia um instante de humildade ao colecionador de santos barrocos para sair pela porta da frente do Senado Federal e evitar a desonra de ser obrigado a deixá-lo pela garagem, saída que, para o último general-presidente foi uma honra, posto que evitou pegar nas suas mãos sujas pelo poder e entregar a faixa de grileiro da Presidência da República.    
Aguardemos a rebelião dos "Santos de Curupu" contra o instinto impostor daquele que não entendeu que chegou o seu crepúsculo de gatuno e exemplo da imoralidade da política nacional. (OI/Brasil acima de tudo)
Sebastião Wanderley
Rio de Janeiro

 



I M P U N I D A D E


8.20.2009

Marcos Coimbra SOLICITO PUBLICAÇÃO E/OU DIVULGAÇÃO

Marcos Coimbra

INCOERÊNCIA OU SUBMISSÃO

Prof. Marcos Coimbra

Conselheiro Diretor do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES), Professor de Economia e autor do livro Brasil Soberano.

            A política internacional adotada pela administração de Lula é, no mínimo, esquizofrênica ou oportunista. Ao mesmo tempo em que pretende manter o Brasil na posição de interlocutor privilegiado dos EUA, funcionando como uma espécie de “garante” dos interesses da potência hegemônica na América do Sul, procura atender aos ditames do Foro de São Paulo, que possui, como uma de suas figuras primordiais,  justamente o ministro de fato de Relações Exteriores do Brasil o Sr. MAG, ou seja Marco Aurélio Garcia. O objetivo real do citado Foro é o de procurar erigir uma URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina), sob a orientação de Cuba, no lugar da antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas), dinamitada pelos EUA, com a conivência de traidores em postos de comando, tendo como símbolo a queda do muro de Berlim.

            A postura  da administração  Lula com relação à questão de Honduras é flagrantemente a favor do ex-presidente Zelaya, o qual foi deposto em função de ter ferido a Constituição daquele país, por iniciativa do Congresso hondurenho, com o aval do Judiciário daquele país. Sem dúvida, o ocorrido foi “sui generis”, pois não há em Honduras a figura do “impedimento”, existente em outros países, como o nosso. Por exemplo, o ex-presidente Collor foi impedido pelo Congresso brasileiro em função de razões muito menos graves do acontecido em Honduras e mesmo no Brasil de hoje. Desta forma, a saída lá foi a deposição pura e simples. A atitude da administração de Lula foi acompanhada por praticamente todos os outros países.

            A incoerência reside no fato de que, ao mesmo tempo em que adota esta posição no relativo a Honduras, defende no MERCOSUL  a entrada da Venezuela do Cel Chávez, o qual mostra a cada dia suas claras tendências ditatoriais, buscando adotar a posição de Bolívar, defensor da “presidência vitalícia”, bem como o ingresso de Cuba na OEA. Como justificar a posição contraditória? Como classificar os regimes cubano e venezuelano como capazes de atender às cláusulas democráticas exigidas pelos organismos internacionais, ao mesmo tempo em que se execra a nova administração hondurenha? O fato não resiste a um mínimo de lógica e honestidade ideológica. Ou condena-se todo e qualquer regime de exceção ou admite-se todos eles, independentemente de postura ideológica.

            Além disto, é notório que, na atual administração, nunca na história deste país o segmento financeiro e as empreiteiras obtiveram  tamanho lucro. Ou seja, a administração Lula atende perfeitamente aos interesses dos “donos do mundo”, tanto nacionais quanto estrangeiros. Não por acaso, justamente estes setores são os principais financiadores de campanhas eleitorais no Brasil. A próxima campanha para a presidência da República está calculada para um custo mínimo de R$ 100 milhões, considerando-se um candidato já conhecido e detentor de máquina eleitoral. Ora, qual o político brasileiro que possui e está disposto a investir tal volume de recursos próprios em uma campanha eleitoral sem a certeza de vitória? É evidente que os recursos serão provenientes dos setores anteriormente mencionados, que cobrarão no futuro o retorno do investimento aplicado. E este candidato deverá ser apoiado por muitos candidatos a governos estaduais, bem como por dezenas de candidatos ao mandato eletivo, tanto no âmbito federal como estadual. E isto demanda uma enorme quantidade de recursos monetários.

            Outro ponto a ser analisado é a persistente capitulação da administração de Lula às investidas de vizinhos próximos, não por coincidência parceiros do Foro de São Paulo. Primeiro, foi a ocupação de instalações da Petrobrás por tropas bolivianas e outras ações agressivas semelhantes cometidas contra outras empresas brasileiras. A seguir, a tentativa da administração equatoriana em não pagar dívidas a empreiteiras brasileiras e outras iniciativas do tipo. O Cel Chávez também, volta e meia, fere os interesses nacionais brasileiros, sem que haja resposta à altura das autoridades brasileiras. Até agressões ao Congresso brasileiro foram cometidas. Sabemos que o nosso Congresso não é o ideal , sendo pleno de defeitos graves, mas não admitimos que estrangeiros se intrometam em nossos assuntos internos. Sejam americanos ou venezuelanos. Agora, é o Paraguai que quer usufruir de vantagens indevidas do erro estratégico ocasionado com a construção de Itaipu, em conjunto com aquele país, quando poderia ter sido construída uma usina semelhante em território apenas brasileiro, sem necessidade  de ter sido firmado o acordo em vigor.

            Também é inadmissível o fato de, ao mesmo tempo em que condenamos com justificadas razões a instalação de bases americanas na Colômbia e a reativação da IV Frota dos EUA, não protestamos quanto às ações de Chávez com a Rússia e  Irã, não só no relativo a manobras militares, até com uma frota russa comandada por um cruzador nuclear e aviões de última geração em área venezuelana, como aos acordos nucleares em fase de conclusão e a existência de campos de treinamento de combatentes, sob a orientação de instrutores iranianos e cubanos. Isto sem falar no misterioso surgimento de moderno armamento comprado pela Venezuela da Suécia em poder das FARCs. Ora, é necessário haver equilíbrio e ponderação na nossa postura em situações deste tipo. Ou condenamos a todas elas, sejam quais forem suas origens ideológicas, ou as ignoramos. Afinal, a administração Lula é incoerente ou é submissa aos ditames do Foro de São Paulo?

            Por que, ao invés de defendermos a bandeira de que os países maiores (no caso, o Brasil) devem ajudar os países menores (Bolívia, Paraguai e outros), não tentamos proteger nossos irmãos brasileiros seriamente ameaçados de perda de todo seu patrimônio, inclusive do mais valioso, a vida, no Paraguai e na Bolívia? No primeiro, é preocupante a situação dos chamados “brasilguaios”, que lá já estão há gerações. No segundo,o governo de Morales afirmou que expulsará “à força” cerca de 20 famílias de brasileiros que vivem no povoado de San Ignácio de Velasco, no departamento de Santa Cruz. Os brasileiros são acusados de terem se assentado na cidade sem autorização e de derrubarem indiscriminadamente árvores na região. O vice-ministro de Terras do país, Alejandro Almaraz, afirmou à rádio Erbol que a remoção das famílias se dará em uma ou duas semanas. Será isto de fato procedente? Que ajuda terão nossos irmãos brasileiros?

            Também recentemente “aviões da Força Aérea Boliviana aterrissaram no aeroporto de Pando, transportando centenas de “cocaleros“que ocuparão lotes de terra na fronteira do Acre. O projeto de reforma agrária de Morales prevê o assentamento de quatro mil plantadores de coca nas áreas de fronteira, ocupando, inicialmente, cem mil hectares. Morales afirma que seu projeto de assentamento visa a manutenção da soberania ameaçada pelos brasileiros, assumindo uma clara  postura de quem não ficou satisfeito com a solução relativa às questões das refinarias da Petrobrás e de quem contesta o Tratado de Petrópolis, que finalizou à Questão Acreana. Numa operação militar, brasileiros estão sendo expulsos e os plantadores de coca ocupam, de imediato, terras que pertenciam a agricultores brasileiros, inclusive com a interferência truculenta da Organização Internacional para Migrações (OIM), órgão da ONU, que recebeu US$ 10 milhões do Brasil para custear o deslocamento das famílias brasileiras e não está ressarcindo-as”.

Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br

Sítio : www.brasilsoberano.com.br (Artigo escrito em 18.08.09 para o MM).

OBS: O texto entre aspas foi extraído do artigo “Cocaleros ameaçam o Acre e Rondônia”, escrito pelo Cel Eng Hiram Reis e Silva, professor do Colégio Militar de Porto Alegre, em 10.08.09.

 

Subject: SOLICITO PUBLICAÇÃO E/OU DIVULGAÇÃO

 

Cocaleiros ameaçam o Acre e Rondônia

 

Por Cel Hiram Reis e Silva, 10 de Agosto de 2009

 

“Enquanto Lula fica se imiscuindo nos problemas da vizinha Colômbia, fazendo coro com o lunático do Chávez, vendo ameaça aonde não existe, dois Estados brasileiros correm grande perigo de fato com os projetos do índio cocaleiro, que afora estar usando da violência para expulsar agricultores brasileiros do território boliviano, está colocando em risco nossas fronteiras ao criar assentamentos para plantação de coca, o que irá incentivar ainda mais a violência e o crime na região. E Lula preocupado com Uribe”.

(Arthur/Gabriela)

 

- Assentamento de Cocaleiros

 

Neste final de semana, aviões da Força Aérea Boliviana aterrissaram no Aeroporto Internacional de Pando, transportando centenas de cocaleros que ocuparão lotes de terras na fronteira do Acre. O projeto de reforma agrária de Evo Morales prevê o assentamento de quatro mil plantadores de coca nas áreas de fronteira, ocupando, numa fase inicial do projeto, cem mil hectares.

 

Os assentamentos na região da fronteira agravarão os ilícitos decorrentes da rota do tráfico internacional. Os cocaleros, certamente, irão incentivar o tráfico no território brasileiro, aumentando significativamente os índices de criminalidade.

 

- Nación Camba

 

A ‘Nación Camba’ é uma região da Bolívia Oriental que cobre dois terços do país e é formado pelos Estados de Santa Cruz, Beni, Pando, e Departamentos de Chuquisaca e de Tarija. Em pouco mais de um século a região se converteu na primeira potência econômica do país graças, sobretudo, à venda do gás e da soja. As características históricas e culturais singulares existentes entre o Altiplano boliviano e as Zonas Baixas deram origem a movimentos autonomistas e separatistas. Evo, ao deslocar seus simpatizantes antes das eleições para Pando, neutraliza as correntes políticas que lutam pela independência e procura garantir sua reeleição.

 

- Enfretamento

 

Morales afirma que seu projeto de assentamento visa a manutenção da soberania ameaçada pelos brasileiros, assumindo uma clara postura de quem não ficou satisfeito com a solução relativa à questão das refinarias da Petrobras e de quem contesta o Tratado de Petrópolis, que pos fim à Questão Acreana.

 

Numa verdadeira operação militar, os brasileiros estão sendo expulsos e os plantadores de coca ocupam, de imediato, terras que pertenciam a agricultores brasileiros.

 

“(...) Prado (deputado estadual do PSB) disse que está surpreso com a ONU, pois um de seus braços auxiliares, a Organização Internacional para Migrações (OIM), está atuando com truculência no deslocamento das famílias de brasileiros. Além disso, Prado quer saber o que está sendo feito com os dez milhões de dólares que o Governo brasileiro repassou à OIM e que deveriam custear o deslocamento das famílias. ‘Não estão indenizando ninguém e ainda extorquem e fazem ameaças’, acusa o deputado.

 

Segundo relato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Plácido de Castro, Francisco de Assis, quando alguém pergunta aos funcionários da OIM o que acontecerá, caso não queiram deixar suas terras, a resposta é a mesma: então podem ir preparando o peito para a bala.

 

‘Eles usam um uniforme com o emblema da OIM e são de cinco nacionalidades diferentes, mas não tem nenhum brasileiro’, informa Sebastião Vieira de Pinho, presidente da Associação dos Seringueiros de Plácido de Castro. Sebastião, 42 anos, mora desde os três em uma propriedade de mil hectares onde sobrevive do extrativismo de borracha e castanha. ‘Toda a produção de borracha de Plácido de Castro vem dos seringais da Bolívia’, explica. No ano passado, a associação, de 40 famílias, produziu 150 toneladas de borracha e 29 mil latas de castanha.

 

O vereador Raimundo Lacerda (PC do B) de Brasileia, também teme que os ânimos se exaltem nas colocações mais distantes por falta de comunicação. ‘Tem gente que passa seis meses sem vir à cidade e pode ser vítima de especuladores interessados em ficar com suas propriedades. Tem muitos falando que não vão sair. Além disso, a população de Brasileia está indignada e querendo expulsar os bolivianos. Aí vão médicos, dentistas, enfermeiros que trabalham lá’, disse”. (Arthur/Gabriela)

 

Enquanto isso, o governo ‘companheiro’ cede aos pedidos de Fernando Armindo Lugo de Méndez, do Paraguai, propondo a alteração de Tratado de Itaipu e sugere a ‘convocação’ do Presidente dos EUA para discutir o aumento da presença militar norte-americana na Colômbia. O governo parece estar mais preocupado com seus vizinhos do que com seus próprios cidadãos.

8.19.2009

Notícia

 
Duelo de espadins com Sarney
Orlando Brito
Foto
José Sarney

Militares atribuem a Lula a “imposição” do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para entregar os espadins dos 454 novos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras, sábado (22), em Resende (RJ).   Protestam em e-mails ao comandante da Aman, general Edson Pujol, contra “a desonra à espada de Caxias”, pedem o descumprimento do protocolo e sugerem exonerar os militares que convidaram Sarney.

Cláudio Humberto com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos



8.18.2009

Outro sonho, outra burrada.

É claro que Marina Silva tem menos chances em 2010 do que Lula tinha em 1989. Mas é inegável que boa parte do articulismo nacional já se deslumbrou com a hipótese de sua candidatura. E quando o articulismo nacional se deslumbra com algo, podem apostar que vem muita água sob aquela pedra que - mais dia, menos dia - acaba furando.

Foi assim com Lula.

Deslumbrada com a hipótese de um "presidente-operário", a quase totalidade da imprensa nacional aderiu à causa sem se perguntar sobre a real ética por trás do discurso petista ou do quanto o tributarismo do partido aos métodos totalitários esquerdistas e o sindicalismo viciado do próprio Lula poderiam ser danosos para uma democracia recém conquistada. Nada disso. Fruto do esforço militante - mas também, em boa parte, do encantamento da imprensa nacional com a possibilidade de um operário ocupar a presidência -, passados treze anos desde sua primeira candidatura, Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto.

Está acontecendo novamente. Agora, a figura a assanhar o imaginário do articulismo e da imprensa nacional é uma mulher, ecologista. Ela, é claro, tem origens humildes e uma história de superação pessoal. Estas coisas que são rastilho de pólvora nos corações de uma categoria profissional que não raro alimenta um certo sentimento de culpa por ser classe média em um país de grandes contrastes sociais - quando não tem, em casos mais extremos, por ápice de sua formação humanista ícones da auto-ajuda esquerdista como Leonardo Boff.

Como já vi que há articulistas respeitáveis entrando nessa, só posso recomendar cautela. Porque só falta a imprensa nacional , ou boa parte dela, que pariu Lula ao alimentar o seu capital simbólico enquanto "representante das massas operárias" e fechar os olhos para todo o resto - resto que, é bom lembrar, já mostrava a ponta do rabo nas prefeituras administradas, à época, pelo petismo - agora sustentar cegamente o mito da mulher de origem humilde, a menina que 'veio da selva', defensora ardorosa da natureza que 'não se deixou corromper pelo poder'.

Só falta a imprensa nacional incensar Marina Silva, tal qual incensou Lula uma vez, fechando os olhos para o seu autismo em relação à economia, seu apego a 'modos de produção" que não passam de utopias mal-acabadas e seu despreparo geral para ocupar a presidência de um país como o Brasil. Só falta a imprensa se fazer de cega, inclusive, para a obviedade de que Marina Silva seguiu no PT mesmo quando o discurso ético do partido se revelou o maior estelionato eleitoral que já se viu por essas terras - exatamente aquilo que a assemelha a um Pedro Simon, grudado há décadas em um PMDB que diz não reconhecer.

É provável que tal cruzada só venha a render frutos em quinze anos - talvez menos, considerando que as novas tecnologias de informação aceleram todos os processos. Mas dá medo. Porque o Brasil já perdeu tempo - e recursos - demais com aventuras utópicas. Não precisávamos de um operário fajuto, representante de uma ética do "não sei, não vi" tanto quanto não precisamos - hoje ou daqui a uma década - de uma ecochata filha da mesma ética.

Por: Nariz Gelado
I M P U N I D A D E

8.17.2009

Quem tem medo da doutora Dilma?

DANUZA LEÃO

Quem tem medo da doutora Dilma?

Ela personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem de medo, aquela diretora


VOU CONFESSAR: morro de medo de Dilma Rousseff. Não tenho muitos medos na vida, além dos clássicos: de barata, rato, cobra. Desses bichos tenho mais medo do que de um leão, um tigre ou um urso, mas de gente não costumo ter medo. Tomara que nunca me aconteça, mas se um dia for assaltada, acho que vai dar para levar um lero com os assaltantes (espero); não me apavora andar de noite sozinha na rua, não tenho medo algum das chamadas "autoridades", só um pouquinho da polícia, mas não muito.
Mas de Dilma não tenho medo; tenho pavor. Antes de ser candidata, nunca se viu a ministra dar um só sorriso, em nenhuma circunstância.
Depois que começou a correr o Brasil com o presidente, apesar do seu grave problema de saúde, Dilma não para de rir, como se a vida tivesse se tornado um paraíso. Mas essa simpatia tardia não convenceu. Ela é dura mesmo.
Dilma personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem de medo, aquela diretora de escola que, quando se era chamada em seu gabinete, se ia quase fazendo pipi nas calças, de tanto medo. Não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura.
Ela tem filhos, deve ter gasto todo o seu estoque com eles, e não sobrou nem um pingo para o resto da humanidade. Não estou dizendo que ela seja uma pessoa má, pois não a conheço; mas quando ela levanta a sobrancelha, aponta o dedo e fala, com aquela voz de general da ditadura no quartel, é assustador. E acho muito corajosa a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, que está enfrentando a ministra afirmando que as duas tiveram o famoso encontro. Uma diz que sim, a outra diz que não, e não vamos esperar que os atuais funcionários do Palácio do Planalto contrariem o que seus superiores disserem que eles devem dizer. Sempre poderá surgir do nada um motorista ou um caseiro, mas não queria estar na pele da suave Lina Vieira. A voz, o olhar e o dedo de Dilma, e a segurança com que ela vocifera suas verdades, são quase tão apavorantes quanto a voz e o olhar de Collor, quando ele é possuído.
Quando se está dizendo a verdade, ministra, não é preciso gritar; nem gritar nem apontar o dedo para ninguém. Isso só faz quem não está com a razão, é elementar.
Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula; Regina foi criticada, sofreu com o PT encarnando em cima dela -e quando o PT resolve encarnar, sai de baixo. Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo -nem se explicitou-, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior, mas Deus é grande.
Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas. Eles não falaram em 20 anos? Então ainda faltam 13, ninguém merece.
Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que a mestra em doutorado, Dilma Rousseff, passe para o segundo turno

O voto é do eleitor

O Globo
O apagão de Dilma
Ricardo Noblat

"O voto não é do Serra, nem da Dilma, nem do Lula, nem de ninguém. Ele é do eleitor." (Marina Silva, senadora do PT-AC)

Em que estado se encontravam as lamparinas do juízo da ministra Dilma Rousseff quando ela negou o encontro que teve no final do ano passado, no Palácio do Planalto, com a então secretária da Receita Federal, Lina Vieira? Não teria sido mais fácil confirmar o encontro e negar o que Lina disse ter ouvido dela? Ou afirmar que fora mal entendida?

Lina contou à "Folha de S.Paulo" que fora chamada para uma reunião com Dilma.

O portador do convite — ou da convocação, se preferirem — não foi ninguém menos que Erenice Guerra, secretáriaexecutiva da Casa Civil. Inusitado que tenha sido Erenice. Ela é importante demais para sair dos seus domínios e se ocupar com tarefa tão prosaica.

Mas por inusitado, parece crível. Erenice não discute ordens de Dilma. Está ali para fazer o que ela manda.

O resto da equipe da Casa Civil, também. Alguns assessores veneram a ministra.

A maioria teme seus ataques de cólera. O chefe do Gabinete de Segurança da Presidência, general Jorge Armando Felix, já foi alvo de um deles.

Lina revelou ter ouvido de Dilma a recomendação para que apressasse as investigações em torno dos negócios suspeitos do empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).

A Polícia Federal chegou a pedir a prisão dele, recusada por um juiz do Maranhão. Lina foi embora do gabinete de Dilma e não falou mais com ela sobre o assunto.

A assessoria da ministra negou tudo — o encontro e a conversa sobre Fernando Sarney. No dia seguinte, foi a própria ministra que negou.

E voltou a negar mais duas vezes. Fala Lina: "Ela me perguntou se eu podia agilizar a fiscalização do filho do Sarney. Fui embora e não dei retorno. Acho que eles não queriam problema com o Sarney."

Fala Dilma: "Eu não fiz esse pedido. Olha, eu encontrei com a secretária da Receita várias vezes, com outras pessoas junto, em grandes reuniões. Essa reunião privada a que ela se refere, eu não tive com ela." Fala de novo Lina: "Ela sabe que eu estive lá e sabe que falou comigo. Não custava nada ela ter dito a verdade."

Vai na bola, Dilma: "Há coisas que a gente não afirma; a gente prova. Não vou fazer avaliação subjetiva quanto a interesses de ninguém". Devolve a bola, Lina: "Qual a dificuldade (de a ministra admitir o encontro)? Na minha biografia não existe mentira".

Por sua vez, Erenice negou ter sido portadora de convite para que Lina se reunisse com Dilma.

Erenice falou por meio de nota oficial: "A secretáriaexecutiva da Casa Civil da Presidência da República afirma que jamais esteve no gabinete de trabalho da exsecretaria da Receita Federal Lina Vieira". Rebateu de viva voz Iraneth Dias, ex-chefe de gabinete de Lina: "Eu confirmo que ela esteve aqui e que a secretária (Lina) falou que iria ao palácio".

Quem fala a verdade? É o que quer saber a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que convidou Lina para depor amanhã. Lina pediu passagem e hospedagem para voltar a Brasília.

Está de repouso numa praia. Alguns senadores querem ouvir também Dilma e, se possível, acareá-la com Lina. Nem pensar, retruca o governo.

Seria muito fácil para o governo provar que a verdade está do lado de Dilma e Erenice.

Ninguém entra no Palácio sem ser identificado.

Nenhum carro estaciona ali sem ter a placa anotada.

Ninguém circula pelos corredores a salvo de câmeras de televisão. Depois de consultar seus arquivos, por que o governo não disse simplesmente que Lina mentiu?

De duas, uma: não disse porque Lina falou a verdade. Ou porque o apagão nas lamparinas do juízo de Dilma o deixou sem saída. Recolheu-se ao silêncio obsequioso. De resto, Dilma já mentiu em outras ocasiões. Disse, por exemplo, que era mestre e doutoranda pela Universidade de Campinas — falso. Disse que não participou da luta armada contra a ditadura de 64 — falso. Disse que o governo não fez dossiê sobre despesas sigilosas do governo Fernando Henrique — nada mais falso.
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