>> vergonha nacional >> Impunidade >> impunidadE I >> impunidadE II >> VOTO CONSCIENTE >>> lEIA, PARTICIPE E DIVULGUE

Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

10.05.2007

Ciro Gomes e o fim da CPMF


por Carlos I.S. Azambuja em 05 de outubro de 2007

Resumo: Além dos benefícios assistencialistas bancados pela CPMF há aqueles que sustentam todo o tipo de atividades para distribuir renda de forma imoral e ilegal, à margem da Lei e extorquindo o contribuinte.

© 2007 MidiaSemMascara.org

“Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito”.

(Cardeal de Retz)

Em 21 de setembro de 2007 o Portal Terra veiculou o extrato de uma entrevista que teria sido concedida pelo deputado federal Ciro Gomes – agora no Partido Socialista Brasileiro (PSB) - nesse mesmo dia em Teresina, Piauí, criticando a oposição no Congresso Nacional que, segundo disse, quer o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Disse ele: “Criticar a CPMF é assunto de branco que não quer pagar imposto para que o povo perca o Bolsa-Família. Se acabar a CPMF, acaba o Bolsa-Família. Isso é o que eles (oposição) querem e não têm coragem de dizer”.

Como se sabe, o Partido Socialista Brasileiro é um partido integrante da sustentação da tal base parlamentar do governo e, como tal, pode ser dito que Ciro Gomes, como deputado, falou em nome dessa tal base ou, em última análise, falou em nome do governo, dando conta que desconhece a função da CPMF, que é a de financiar a saúde pública e não manter bolsas de auxílio, o que constitui, no mínimo, uma ilegalidade, além de ser um fator de degradação da pessoa humana.

O interessante em sua argumentação é que ele disse uma coisa que todos já estão cansados de saber, embora negado pelo governo: que o imposto CPMF, instituído para dar respaldo à saúde da população, é utilizado sem cerimônia e irregularmente para manter os programas sociais desse mesmo governo. Ora, para 2007 é estimada a quantia de 40 bilhões de reais para esses programas sociais – arrecadação prevista do imposto sobre CPMF - cujo conceito é a transferência de renda a pessoas e grupos tidos como desprivilegiados, objetivando, em teoria, reduzir a distância social que os separa dos setores mais favorecidos. Esses programas sociais envolvem dezenas de milhões de pessoas e, na medida em que são ampliados tendem a envolver mais e mais pessoas, exigindo sempre maiores recursos, tornando-os proporcionalmente mais vulneráveis à malversação.

Os principais programas de assistência social são 17, sendo que 8 não implicam em transferência direta e sem contrapartida de dinheiro do Estado para pessoas físicas, e os 9 restantes exigem contrapartida e implicam transferência direta de dinheiro. Será que os 40 bilhões da CPMF, originalmente, por lei, destinados à saúde do povo brasileiro, serão suficientes para o atendimento do universo extraordinariamente amplo desses 17 programas sociais e ainda o favorecimento, em dinheiro, a ONG’s, MST, MLST, Via Campesina e outros movimentos de sem-terra, estimados em cerca de 100 em todo o país?

São os seguintes os 8 programas de assistência social que não implicam transferência direta de dinheiro do Estado para pessoas físicas:

1. Abono Salarial PIS/PASEP, aos trabalhadores que receberam, em média, 2 salários-mínimos mensais no ano anterior, cadastrados no PIS/PASEP há pelo menos 5 anos e que tenham trabalhado no ano anterior por pelo menos 30 dias;

2. Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano . Ação de assistência social destinada a jovens entre 15 e 17 anos que proporciona capacitação teórica e prática por meio de atividades que não configuram trabalho mas que possibilitam a permanência do jovem no sistema de ensino, preparando-o para uma futura inserção no mercado. Benefício concedido: 65 reais durante até 12 meses;

3. Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos e portadores de deficiência sem condições de sustento próprio ou amparo. Público alvo: idosos a partir de 65 anos e pessoas portadoras de deficiência que as incapacitam para o trabalho. Benefício concedido: um salário-mínimo mensal;

4. Bolsa Qualificação, concedida ao trabalhador com contrato de trabalho suspenso devidamente matriculado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador. Benefício concedido: um valor calculado com base nos três últimos salários;

5. Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescntes-Sentinela : atendimento social especializado a crianças e adolescentes vítimas de abusos e exploração sexual. Benefício concedido: atendimento social especializado em Centros e Serviços de Referência e na rede de serviços existentes nos municípios;

6. Garantia Safra, é uma garantia de renda ao pequeno agricultor, vítimas de sinistros, calamidades, emergências ou estiagem, destinados aos produtores do semi-árido que perderem entre 50% e 100% da safra por situações de calamidade, emergência ou estiagem. Benefício concedido: 475 reais mensais divididos em 5 parcelas iguais de 95 reais;

7. Previdência Rural: consiste em um seguro social, constituído por um programa de pagamentos como compensação parcial ou total da perda de capacidade de trabalho, geralmente mediante um vínculo contributivo. Público alvo: trabalhadores rurais aposentados aos quais é concedido um auxílio mensal de um salário-mínimo;

8. Serviço de Ação Continuada (SAC) para atendimento a crianças de 0 a 6 anos, idosos e pessoas portadoras de deficiência em creches e instituições especializadas. A rede hoje existente foi herdada da extinta Legião Brasileira de Assistência (LBA). O benefício concedido é o repasse de um valor per capita para estados e municípios que atendem os usuários diretamente ou por intermédio de instituições conveniadas.

Os 9 programas restantes, que implicam em transferência de renda são os seguintes:

9. Auxílio-Gás às famílias de baixa renda prejudicadas com o fim do subsídio ao preço do gás de cozinha. Benefício concedido: repasse de 7 reais e 50 centavos mensais por família. Esse auxílio é pago bimestralmente em parcelas de 15 reais;

10. Bolsa-Alimentação é um programa de transferência de renda a famílias carentes, para combater a mortalidade infantil e a desnutrição, destinado a crianças de 0 a 6 anos, gestantes e nutrizes de famílias com renda mensal per capita inferior a meio salário mínimo. Benefício concedido: 15 reais por beneficiário, até três beneficiários por família.

11. Bolsa-Escola é um programa de transferência de renda a famílias carentes para combater a evasão escolar e o trabalho infantil, destinado a crianças de 7 a 14 anos com renda familiar per capita inferior a 90 reais. Benefício concedido: 15 reais por beneficiário, até três beneficiários.

12. Bolsa-Família é um programa de suplementação de renda que beneficia famílias pobres e tem como público-alvo famílias com renda mensal per capita de até 100 reais, concedido a famílias com renda mensal de até 50 reais, caso elas tenham filhos ou não. Além do valor fixo, as famílias com filhos entre 0 e 15 anos têm um benefício variável de 15 reais por filho, até o limite de três benefícios. Para famílias com renda mensal acima de 50 reais e até o limite de 100 reais, o Bolsa-Família paga mensalmente o benefício variável de 15 reais por filho de 0 a 15 anos, até o limite de três benefícios.

13. Bolsa-Renda é um programa emergencial de distribuição de renda para atender famílias residentes em Municípios em estado de calamidade pública reconhecida pelo governo federal. Público-alvo: agricultores familiares atingidos pelos efeitos da estiagem em Municípios em estado de calamidade pública ou de situação de emergência reconhecidos pelo governo federal. Benefício concedido: apesar do benefício definido em lei ser de até 60 reais, em nenhum momento o governo efetivou esse valor, pagando no máximo 30 reais por família.

14. Cartão-Alimentação é um programa de transferência de renda a famílias carentes em situação de insegurança alimentar, destinado a famílias com renda familiar mensal per capita inferior a um salário-mínimo.

15. Programa de Erradicação do Trabalho Infantil tem como objetivo erradicar as piores formas de trabalho infantil no país. É destinado a crianças de 7 a 15 aos cujas famílias tenham renda per capita até meio salário-mínimo. Benefício concedido: 25 reais por criança na área rural e 49 reais por criança na área urbana.

16. Renda Mensal Vitalícia é a garantia de um salário mínimo mensal a pessoas idosas e pessoas portadoras de deficiência, concedido a idosos com mais de 70 anos de idade e pessoas portadoras de deficiência sem meios de subsistência próprios nem amparo. O benefício é de um salário-mínimo mensal.

17. Seguro Desemprego é um benefício integrante da seguridade social para promover assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado, em virtude de dispensa sem justa causa. É destinado ao trabalhador dispensado sem justa causa e o benefício tem o valor de um salário-mínimo a 449,04 durante até cinco meses ao trabalhador doméstico e ao pescador artesanal.

Uma curiosidade: desses 17 benefícios sociais, apenas dois foram criados e implantados no governo Lula: Bolsa-Família (outubro de 2003), Cartão-Alimentação (“Fome Zero”, em fevereiro de 2003), e os quinze outros nos governos anteriores.

Seriam esses dois benefícios responsáveis pelos 40 bilhões de reais, arrecadados pela CPMF, destinados à saúde pública e utilizados ilegalmente em bolsas x-tudo a que o diligente deputado federal Ciro Gomes se referiu quando declarou que “a CPMF é assunto de branco que não quer pagar imposto para que o povo perca o Bolsa-Família”?

Segundo matéria publicada em O Estado de São Paulo de 23 de setembro de 2007, intitulada “Repasses de R$ 12,5 bi da União ficam sem prestação de contas”, há 2.719 prestações de contas, referentes a convênios, contratos e termos de parceria, que nem sequer foram apresentadas aos órgãos e entidades que transferiram os recursos, com projetos num valor de cerca de R$ 1,8 bilhão. O maior número de atrasos, 790, foi detectado no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Em seguida, vêm o Ministério da Integração Nacional, com 405, e o Ministério da Educação, com 263. Ou seja, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, distribui dinheiro e não se preocupa com as prestações de conta. De onde sai esse dinheiro? Da CPMF...

Segundo o ministro Ubiratan Aguiar, do Tribunal de Contas, “existem 39 mil convênios com prestação de contas não analisadas (...) Há órgãos que já foram extintos e nunca prestaram contas” (jornal O Estado de São Paulo de 24 de setembro de 2007).

Essa foi a forma encontrada pelo governo dexte país, que parece ter perdido o pudor e a prudência, para distribuir renda de forma imoral e ilegal, à margem da Lei e extorquindo o contribuinte.



Dados referentes aos benefícios extraídos de:

http://64.233.169.104/search?q=cache:omzYegYKBEoJ:www.senado.gov.br/web/comissoes/cas/es/ES_ProgramasSociais1.pdf+esrudo+referente+aos+programas+sociais+governamentais&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br

10.02.2007

EU QUERO VOLTAR PRÁ UTI!


“BRASIL ACORDOU DO COMA APÓS TRÊS DÉCADAS”

Após três décadas na UTI, em estado de coma, a economia brasileira vive um momento auspicioso, afirmou ontem Lula da Silva. "Esse país estava assim a três décadas, trinta anos de sofrimento... o paciente acordou do coma, recebeu alta e caminha normalmente", disse Lula, em discurso no BNDES.

“SOU O RESULTADO DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO”
Durante a comemoração do aniversário de 180 anos do Jornal do Commércio, no Rio de Janeiro - "De vez em quando falam que sou contra ou a favor da liberdade de imprensa. Eu sou o resultado dela. Eu não seria presidente da República se não houvesse liberdade para a imprensa atuar"Lula.

VAMOS VIAJAR NO TEMPO:
PARA TRÊS DÉCADAS ATRÁS (1977)
General Ernesto Geisel - 1974-1978

Em 15 de março de 1974, o General Ernesto Geisel assumiu a presidência. Teve que enfrentar dificuldades econômicas e políticas que anunciavam o fim do "Milagre Econômico", além dos problemas herdados de outras gestões: já no final de 1973, a dívida externa contraída para financiar as obras faraônicas do governo ultrapassava os 10 bilhões de dólares. Em 1974, a inflação chegava a 34,5% e dificultava a correção dos salários.

Geisel, surpreendentemente, ao invés de utilizar-se de uma política recessiva de maior contenção, se propôs a investir no crescimento econômico. O Brasil permaneceu, assim, com grande endividamento externo, mas direcionando os investimentos na indústria, para projetos que substituíssem importações. A meta era alcançar um crescimento industrial de 12% ao ano até 1979. Para isso desenvolveu o II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), que visava a criar bases para a indústria (procurando reduzir a dependência em relação a fontes externas).

Com o objetivo de ampliar as fontes alternativas de energia para fazer frente à Crise do Petróleo, os investimentos se estenderam para o setor energético. Iniciou-se um programa visando à implantação de um combustível alternativo à gasolina, o álcool. Surgiu então o Proálcool. Ainda na área de energia, foi aprovado em 1975 o Programa Nuclear Brasileiro. Houve também a preocupação com o aproveitamento do potencial hidráulico. Foram construídas as usinas de Tucuruí, no rio Tocantins, e de Itaipu, no rio Paraná, a maior usina hidroelétrica do mundo.

Pacote de Abril - Prevendo uma vitória da oposição nas eleições de 1978, Geisel fechou o Congresso por duas semanas e decretou em abril de 77 o "Pacote de Abril", que alterava as regras eleitorais: as bancadas estaduais da Câmara não podiam ter mais do que 55 deputados ou menos que seis. Com isso, os estados do Norte e do Nordeste, menos populosos, porém mais controlados pela Arena, garantiriam uma boa representação no Congresso, contrabalançando as bancadas do Sul e Sudeste. Já ao final de seu mandato, em 1o. de janeiro de 1979, Geisel fez um ato louvável: extinguiu o AI-5.

COMENTÁRIO: Quero voltar pra UTI! Prefiro o coma do AI-5, a esta maldita doença do Gramsci.
Digam o quiserem, mas eu quero de volta o meu direito ao “sono profundo”, ao meu “estado de coma”! Quero poder voltar no tempo e desacordar deste pesadelo, ao qual o seu Lula inadvertidamente diz ter-me “acordado”.

Quero dormir e sonhar com aquele Brasil de 1977, que planejava crescer 12% ao ano, que tinha metas e investia com seriedade, que construía sua base industrial sem maquinações para desviar verbas e fazer caixa 2. Quero aquele Brasil que - ao contrário do que afirma a esquerdalha sem vergonha – tinha senso apurado de justiça, ética e moral, até mesmo quando fechou o Congresso, por duas semanas, para estabelecer melhor equilíbrio na representação política dos Estados dentro Congresso. Enquanto este pesadelo falante, este ditadorzinho petista sonha em fechar o Congresso definitivamente, para continuar fazendo apologia da sua ignorância.

Quero dormir de novo e permanecer em 1977. Alguém me tire deste pesadelo maldito no qual acordei, e tapem minhas narinas deste bodum repugnante que exala o reinado medíocre do Lula da Silva.

Quero sonhar com este governo militar que extinguiu o AI-5, e desacordar deste pesadelo, onde este cínico cara de pau afirma que ele é o “resultado da liberdade de expressão”, quando sabemos que sua censura ocorre da forma mais vil e ordinária possível. Prefiro o coma do AI-5, a esta maldita doença de Gramsci.

Com todos os erros que possam ter ocorrido no passado, nem mesmo juntando todos eles, resulta no estrago brutal e medonho que este desgoverno Lula da Silva está promovendo. Onde a vergonha morre e nasce os expedientes mais desonrados de todos os tempos.

Lula inovou na mentira. Resolveu substituir a palavra “promessa”, por “momento auspicioso”. Que escárnio! Chega de quadrilhas, chega de vagabundos comunistas! Basta de PACtóides, de lambanças de imoralidades! QUERO VOLTAR PRÁ UTI, JÁ! Por Gaúcho/Gabriela

“CHOQUE DE GESTÃO É CONTRATAR MAIS GENTE”
O Lula da Silva defendeu ontem a expansão do funcionalismo público ao inaugurar unidade de produção de vacinas na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio. Ele afirmou que o verdadeiro choque de gestão se dá com a contratação de funcionários públicos qualificados e bons salários. Por Alexandre Rodrigues e Felipe Werneck – O Estado de São Paulo

NÃO SE ASSUSTEM!
LULA DESISTIU DE VEZ DA CLASSE MÉDIA
Lula ao dizer ontem que choque de gestão é contratar mais pessoas, na verdade desistiu de vez da classe média e lançou-se nos braços do populismo mais escrachado em busca de um lupemeleitorado desinformado, que gosta do discurso, mas não participa dos concursos públicos e menos ainda do peleguismo dos cargos em comissão. Não participa do banquete ficando com as migalhas das bolsas de qualquer coisa. As pesquisas nas capitais do sudeste e sul mostram que a rejeição a Lula já é grave -em geral- e explosiva na classe média. Blog do César Maia

FALTA É “CHOQUE DE VERGONHA NA CARA”...
Claro que “vossa excelência” não faz a menor idéia do que seja “gestão pública”, quando confunde “inchaço” com ‘choque de gestão. Talvez seja fruto de seu analfabetismo, uma vez que ele próprio disse que, para fazer política não se precisa de diploma. Como dissemos, para praticar crimes, não se exige dos criminosos que sejam formados em alguma escola decente. Para fazer a política que o governo de "vossa excelência" insiste em praticar, da mesma forma: não é preciso diploma, basta ter propensão ao crime e está feita a porcaria.

A bem da verdade, o choque que o país mais precisa é de indignação. Chega deste manjar de desonestidade infestando o país e obrigando os cidadãos que trabalham honestamente a terem que pagar caro a conta, sem que os serviços públicos melhorem um milímetro sequer. O governo de “vossa excelência” só sabe ver o tamanho de nossos bolsos para saber o tamanho da facada que nos dará para repartir na sociedade dos amigos do poder, encastelados em centrais sindicais, ongs. Por Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia.

REDE NACIONAL!
Ontem à noite a presença da ministra Marta R&G em rede nacional de TV foi um escárnio. Gastou milhões de reais de dinheiro público para falar de programas de lazer e viagem - internos. E no final - saiu do tema - e fez deslavados elogios ao governo Lula em outras matérias como melhorias sociais, etc... que nada tem a ver com a pasta dela. Uma vergonha publicitária. Uma ILEGALIDADE em rede! - Blog César Maia

INCITATUS E BEBEL
– Incitatus, o cavalo que ficou famoso na história, quando foi nomeado Senador, no Império Romano, poderia e deveria renascer para ocupar uma cadeira no Senado Federal brasileiro.

Em Roma, a desmoralização do Senado ficou marcada, quando o imperador Calígula nomeou o seu cavalo Senador. E ainda mais: o fez acompanhado por séqüito de servos, como naquele tempo era apelidado o que hoje chamam de Assessores.

Tivesse o Brasil alguém com os poderes (e a insanidade) de Calígula, certamente poderia haver um cavalo sentado no plenário do seu Senado Federal. A ousadia, todavia, não chegou a tanto. Mas a desmoralização do Senado brasileiro atingiu nível tão elevado, que se tornou cenário de deboche e achincalhe em uma novela de televisão. Por
Josué Maranhão - Última Instância – Leia texto completo aqui


Por Movimento da Ordem e Vigilia Contra Corrupcao

O Supremo pode começar a reforma política

De Deodoro, Rui Barbosa e Vargas ao operário Luiz Inácio Lula da Silva
Amanhã o Supremo Tribunal Federal deve começar a fazer a reforma política (e lógico, eleitoral) que está para ser feita desde que assassinaram a Constituição de 1946, quando ia completar a maioridade. Não completou os 18 anos de idade, o País parou no tempo, no espaço, na decepção, na frustração, no não fazer.


O Supremo vai acabar com a infidelidade partidária, pelo menos por 6 a 5 ou 7 a 4. O que não se sabe ainda: quem mudar de partido, perderá o mandato a partir de agora, ou a decisão terá efeito retroativo, os que se elegeram por uma legenda e logo mudaram para outra, serão "deseleitos?"


Não há dúvida que pelo bom senso, lógica, compreensão, clareza e respeito ao eleitor e à própria legislação, quem se eleger por um partido terá que permanecer nele. O que se admite é a mudança dentro de um certo período, digamos no último ano.


A primeira observação, o primeiro estudo, a primeira conclusão leva à obrigação do candidato eleito ficar no partido pelo menos por 3 anos. Isso é claríssimo: nenhum cidadão pode se candidatar sem partido, sem legenda, sem filiação. Dessa forma, o mandato pertence ao partido, embora estes sejam "dirigidos" por mercadores que não têm a menor convicção sobre coisa algum.


Até 1934 havia o voto independente, como existe até hoje nos EUA, França, Inglaterra. É saudável embora poucos consigam se eleger apenas com sua representação e seu nome gritado em 15 segundos, como o saudoso Enéas.


Rui Barbosa foi duas vezes candidato independente a presidente da República. Só havia então o Partido Republicano. Mas como era Rui, chegou a ameaçar em 1910 a vitória do general Hermes da Fonseca, que tinha tudo a seu favor. Mas numa época de comunicação precaríssima, Rui correu o Brasil todo com sua formidável "Campanha Civilista", enfrentando as três maiores potências existentes: as Forças Armadas, a Igreja, o Partido Republicano.


56 anos depois da República tivemos a primeira eleição verdadeira, em 2 de dezembro de 1945. Passamos pela inconstitucionalidade (ruptura) da reforma de 1926, a farsa da "revolução" de 30, a decepção ditatorial de 1933/34, a ditadura do Estado Novo, e tudo isso sem nenhum avanço democrático, econômico, administrativo, financeiro, de preservação das nossas riquezas, de sentimento de Poder, de otimismo.


Desequilibrado, estouvado, sem convicção, fizemos, então, logo depois de derrubado o Estado Novo, a eleição que era possível naquelas circunstâncias. Começava o pluripartidarismo, com as mulheres votando pela primeira vez para presidente, o Partido Comunista na legalidade e com candidato (o engenheiro Yeddo Fiuza, que teve 9 por cento dos votos) e uma novidade que só valeu para essa eleição.


Os candidatos podiam disputar o mandato de senador e deputado por 7 estados, lógico, optando por um só. Vargas depois de 15 anos como ditador ostensivo ou não se elegeu deputado pelos 7 estados e senador pelo Rio Grande do Sul, escolheu este. Era o seu estado, além disso mais longo, 6 anos. (Só depois passaria para 8, um equívoco que precisa ser corrigido).


Prestes também se elegeu por vários estados e conseguiu uma façanha: no Rio, então Distrito Federal, se elegeu ao mesmo tempo deputado e senador, realmente incrível. É evidente que a reforma política tem que ser mais ampla, não pode ficar apenas na fidelidade. Mas é o que o Supremo pode começar amanhã.


PS - Posso apontar pelo menos 8 itens importantíssimos que têm que ser mudados. E ninguém tenha dúvida: toda a calamidade nacional surge da falta de autenticidade do voto, da representatividade e dos "representantes".

Por Helio Fernandes

Relatora avisa: não há acerto sobre CPMF

BRASÍLIA - A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) só deve chegar ao Senado na semana que vem, mas a relatora da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), avisa desde já que é contra a prorrogação do imposto e que não há espaço para nenhum acerto com o governo. "Comigo não existe acordo. Não há nada que eu possa negociar com o governo em troca da CPMF", afirma.

Como Kátia é um dos expoentes da bancada ruralista no Congresso, setores da base do governo trabalham com a alternativa de negociar uma compensação para atender ao segmento em troca da prorrogação da CPMF. "Não tem agrado para o setor que me faça apoiar a CPMF, mesmo porque este assunto diz respeito ao Brasil inteiro", adianta a relatora.

"Pegar benesses"

Ela justifica sua negativa com o argumento de que não pode "pegar benesses" para o setor agrícola e deixar todos os outros descobertos. "Além disso, tenho que ter em mente o fato de que a CPMF incomoda, e muito, o agronegócio".

A eventual negociação da CPMF foi tema da última reunião de ruralistas da Câmara e do Senado na casa do deputado Waldemir Moka (PMDB-MS). Segundo a senadora, quando um dos presentes avaliou que o "governo poderia estar mais flexível", abrindo espaço para trocar a prorrogação da CPMF pela renegociação das dívidas do setor, que giram em torno dos R$ 70 bilhões, o deputado Marcos Montes (DEM-MG) citou o resultado de recente pesquisa de opinião feita com empresários do agronegócio.

Pelo levantamento, recorda-se Kátia Abreu, 74% dos empresários ouvidos disseram que preferiam o voto contra a CPMF a qualquer outra compensação. "Este é um dos motivos que me fazem ser contra a CPMF", insiste a senadora, ao explicar que sua posição neste caso não é apenas partidária, mas também pessoal.

"Além do Democratas ter fechado questão contra a CPMF, sou totalmente contrária a esta carga tributária absurda de 40% do PIB (Produto Interno Bruto)", emenda ela. A seu ver, o argumento petista de que a CPMF só incomoda os ricos é totalmente falso.

"Não tem nada pior para o meu setor do que uma carga tributária tão alta e a CPMF incidindo em toda a cadeia de produção," avalia a relatora. Diante disto, ela avisa que "já está se esmerando" para produzir um bom relatório, "com argumentos sólidos" contra a prorrogação da CPMF.

Embalada pela experiência de outros países, que só conseguiram cortar despesas depois do corte de tributos que reduziu a receita, a relatora argumenta que o fim da CPMF pode acabar produzindo as reformas previdenciária e trabalhista reclamada pelo setor produtivo.

Kátia Abreu explica que não se trata de uma implicância pessoal ou partidária com a CPMF, mas da convicção de que a carga tributária atingiu um nível insuportável. "À esta altura, em tese eu sou contra todos os impostos", anuncia, certa de que não haverá espaço para uma negociação específica entre o Planalto e a bancada ruralista. "Como esta vinculação não existe, minha aposta é de que cada senador votará com seu partido", encerra.

http://www.tribunadaimprensa.com.br/

Panfletagem subversiva


Livro didático e propaganda política
Ainda os livros didáticos, um problema mais grave do que eu imaginava. Para 2008, o MEC me informa que já comprou mais de um milhão de exemplares do livro de História “Projeto Araribá, História, Ensino Fundamental, 8”, a ser distribuído na rede pública a partir de janeiro. Para ser exato, 1.185.670 exemplares, a um custo de R$ 5.631.932,50. É agora o campeão de vendas.

Sem dúvida, o livro tem um pouco mais de compostura que o “Nova História Crítica”, que analisei há 15 dias, mas, em essência, apresenta os mesmos defeitos e um novo, gravíssimo: faz propaganda político-eleitoral do PT. Na unidade 3, “A Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa”, o livro diz o seguinte, logo na abertura, sob o título “Um sonho que mudou a História”: “Em 1o de janeiro de 2003, o governo federal apresentou o programa Fome Zero. Segundo dados do IBGE, 54 milhões de brasileiros vivem em estado de pobreza. Em nenhum país do planeta existem tantos pobres vivendo entre pessoas tão ricas (...). Por que, apesar de tantos avanços tecnológicos, pessoas continuam morrendo de fome? É possível mudar essa situação? Os revolucionários russos de 1917 acreditavam que sim.

Seguros de que o capitalismo era o responsável pela pobreza, eles fizeram a primeira revolução socialista da História. Depois disso, o mundo nunca mais seria o mesmo. Hoje, passado quase um século, o capitalismo retornou à Rússia, e a União Soviética, (...) não existe mais. Valeu a pena? É difícil responder. Mas como dizia um membro daquela geração de revolucionários, é preciso acreditar nos sonhos.” Entenderam a sutileza? Os alunos são levados a acreditar que não há país no mundo com mais pobres do que o nosso (os autores se esqueceram da Índia, para citar apenas um?).

E que o Fome Zero seria o sonho de 1917 revivido.

Por uma questão de espaço, publico apenas na internet uma análise completa sobre como o livro trata o socialismo e o capitalismo, simpatia extrema pelo primeiro, crítica aguda contra o segundo (o leitor encontra e s s a a n á l i s e e m w w w . o g l o bo. com. br/op iniã o). Aqui vou me concentrar na novidade do livro, naquilo que mais espanta: a propaganda políticoeleitoral.

Depois de relatar o sucesso do Plano Real no governo Itamar, o livro explica assim a vitória de FH sobre Lula nas eleições de 1994: “Uma habilidosa propaganda política transformou o candidato do governo, Fernando Henrique, no pai do Plano Real.” Sobre os resultados do primeiro governo FH, o livro contraria tudo o que os especialistas dizem sobre os efeitos imediatos do Plano Real: “A inflação foi controlada, mas a um preço muito elevado. O desemprego cresceu, principalmente na indústria, elevando a miséria, a concentração de renda e a violência no país.” Herança maldita é pouco.

Depois de contar como o governo foi obrigado a desvalorizar o real, o livro diz que o segundo mandato de FH trouxe duas conquistas no campo social: ampliou as matrículas no ensino fundamental e reduziu a mortalidade infantil. Mas o capítulo termina assim: “O PT chegou ao poder com a responsabilidade de vencer um enorme desafio: manter a inflação sob controle e combater a desigualdade social no Brasil, onde 54 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza.” Como os autores disseram no início, o sonho não acabou.

O livro termina com oito páginas sobre a fome no mundo e no Brasil.

As causas da fome, apontadas pelo livro, são as dificuldades de acesso à terra, o aumento do desemprego e a divisão desigual da renda. Depois de repetir que “o nosso país tem fome”, o livro “esclarece”: “O combate à fome é o principal objetivo do governo Lula, que tomou posse em janeiro de 2003. Para isso, o governo lançou o Programa Fome Zero. A implantação do programa tem como referência o Projeto Fome Zero — uma proposta de política de segurança alimentar para o Brasil, um documento que reúne propostas elaboradas pelo Partido dos Trabalhadores em 2001. Leia agora parte desse documento.” E as crianças são então expostas a 52 linhas do documento de propaganda partidária elaborado em 2001 pelo Instituto da Cidadania, do PT. E a nenhum outro.

O Fome Zero, que não conseguiu sair do papel, vira História.

Tudo isso distribuído gratuitamente pelo governo federal a mais de um milhão de alunos. Isso é possível? Isso é republicano? Não acredito que o presidente Lula aceite que propaganda política de um único partido seja distribuída com o uso de dinheiro público como se fosse aula de História. Não acho também que o MEC concorde com isso.

Fica aqui o alerta.

Três detalhes.

O livro, deliberadamente, confunde pobreza com fome. A OMS admite até 5% de pessoas magras em qualquer população (os geneticamente magros e, não, os emagrecidos pela falta de alimento). O Brasil tem 4% de magros e, em pouquíssimas áreas, esse percentual chega a 7%; a Índia tem 50%. A fome no nosso país é, portanto, um fenômeno localizado, na casa das centenas de milhares de pessoas, nunca na casa dos milhões.

O livro, que se bate contra a globalização e o neoliberalismo, foi impresso na China. Usando uma linguagem que poderia ser a dos autores, “roubando empregos brasileiros”.

E, por último, para que o leitor tenha certeza da péssima qualidade do projeto, sugiro uma visita à página 83 do livro de geografia para a oitava série, da mesma coleção (1.087.059 exemplares, ao custo de R$ 4.859.153,73). Lá, num texto sobre o Islã, está escrito que a corrente sunita é a mais moderada e que “a xiita ou fundamentalismo islâmico é a mais radical”. Sim, eles acham que o xiismo e o fundamentalismo são sinônimos. Sim, eles ignoram que a AlQaeda, a manifestação mais brutal do fundamentalismo, é sunita. No mesmo texto, está escrito também que a Arábia Saudita, o berço do sunismo radical, é... xiita.

Pobres de nossas crianças.

Por ALI KAMEL - Página 7 - 1o Caderno - O Globo

10.01.2007

Tv Estatal - Investiguem tambem como a TV Globo acabou com a TV JB

A defesa intransigente do aliado Renan Calheiros vai custar novos ataques pesados a Lula da Silva e a pessoas muito próximas ao presidente. A revista Veja será obrigada a soltar, nas próximas edições, o arsenal de denúncias mais pesadas que tem estrategicamente guardado, para usar na hora mais conveniente. Tal momento chegou, depois que a Executiva Nacional do PT resolveu apoiar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a venda da TVA, do Grupo Abril, para a transnacional espanhola Telefônica.

A CPI interessa diretamente a Renan Calheiros – que deseja desviar o foco das denúncias que a Veja faz contra ele. Mas a CPI, atrapalhando os negócios da Telefônica, não interessa ao primeiro-filho Fábio Luiz da Silva. Lulinha tem interesse em fechar uma parceria com a transnacional espanhola para ampliar sua PlayTV (canal que arrendou do Grupo Bandeirantes de Comunicação). O projeto dele e de seus sócios da Gamecorp é criar uma rede nacional de emissoras com a base de apoio da operadora de telefonia. Tal negócio é encarado com antipatia pelas grandes redes de televisão, principalmente a Globo, que não aceita a concorrência das teles no mercado televisivo. A briga promete muita baixaria nos seus próximos capítulos.

A tal CPI, desejada por Renan e já apoiada pelo PT, quer investigar se a transação entre a Abril e a Telefônica fere ou não a lei que estabelece em 49% o limite de capital estrangeiro numa empresa de TV a cabo. O caso já é motivo de fofoca na Câmara. Desde agosto, quando Renan Calheiros lançou suas suspeitas sobre o negócio, revelando que foi criada até uma empresa laranja para tocar o empreendimento de comunicação, a Abril teria soltado seus lobistas no Congresso para evitar a abertura da CPI.

Alguns deputados admitem que foram que foram abordados por representantes da editora e pressionados para retirar suas assinaturas do requerimento de abertura da comissão. Até petistas afirmaram que receberam orientação – supostamente do Planalto – para retirar seus nomes da CPI, mas não cumpriram “a tal recomendação”.

Um Relatório do conselheiro-diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio Aguiar Júnior, informou que o Grupo Abril e a Telefônica infringiram a lei brasileira assinando um Acordo de Acionistas pelo qual as deliberações do Conselho de Administração e da Assembléia Geral dependerão de uma “reunião prévia” na qual participam e votam todos os acionistas, inclusive os que possuem as ações que não dão direito a voto. Ou seja, na prática, a Telefônica assumiu o controle da TVA.

O duro ataque de Renan

No dia 4 de setembro, Renan Calheiros resolveu chutar o balde contra a Editora abril.

Além do caso da venda da TVA para a Telefônica, Renan denunciou um suposto negócio escuso na venda das ações da empresa para a empresa sul-africana Nasper:

“A revista Veja que diz que “apura e denuncia tudo que prejudica o Brasil e os brasileiros”, precisa urgentemente publicar a venda das ações da Editora Abril para empresa sul-africana Nasper, conglomerado de comunicação racista que sustentou o “apartheid” na África do Sul e que cedeu três de seus diretores para dirigir a África do Sul segregacionista. Mas este é o aspecto imoral e repulsivo da questão. O mais grave é o caráter marginal montado na operação que já foi denunciada em diversas reportagens da Rede Bandeirantes de Televisão e da Revista Caros Amigos. É uma montagem fraudulenta com empresas fantasmas, laranjas e lavanderias para concretizar um negócio pantanoso, asqueroso”.

"A Naspers tem aqui dentro, apenas no papel, uma empresa chamada MIH Brasil Participações, que funciona na Holanda. O CNPJ da MIH Brasil, vou ler devagar para aqueles que se interessam por “tudo que prejudica o Brasil e os Brasileiros”; o CNPJ da MIH é 72.091.963/0001-77. Só que a MIH é uma empresa fantasma, isso mesmo, fantasma. O endereço declarado é fictício e este CNPJ pertence à Curundéia Participações Limitada. A Curundéia também não tem sede, não tem funcionários e os endereços e telefones apresentados pela Curundéia são de outras pessoas ou estão em endereços inexistentes. A Curundéia é virtual, não existe, só existe no papel”.”

"Agora pasmem Senhoras e Senhores. Foi este laranjal de empresas inexistentes, com CNPJ duplicados, com endereços fictícios, sem sede, sem funcionários, que adquiriu 30% da Editora Abril. Um negócio que movimentou em torno de 900 milhões de reais. A MIH Brasil Participações não existe, o que existe, e só no papel é a Curundéia e esta desembolsou R$ 380 milhões de reais para comprar 30% da Editora Abril”.

"O capital social da Curundéia é de apenas 878 mil reais. Isso significa que para concretizar o malcheiroso negócio, a Curundéia gastou 430 vezes mais do que seu capital Social na compra sorrateira de 30% da patriótica editora Abril. Mas por qual motivo recorrer a tantos “laranjas”, tantos porões infectos, tantos negócios furtivos? Simples. Sendo a Curundéia uma empresa nacional, mesmo só no papel, pode comprar além dos 30% das ações permitidas pela Lei brasileira”.

Coleguinhas do poder

A jornalista Tereza Cruvinel será a presidente da Empresa Brasil de Comunicação, a rede pública de TV que o governo Luiz Inácio Lula da Silva pretende lançar em dezembro.

Cruvinel é a principal colunista de política do jornal "O Globo", onde trabalha há mais de 20 anos. Também faz comentários na Globonews.

Ela foi convidada pelo ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Franklin Martins, que também pertenceu à Rede Globo.

Por Jorge Serrão do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/


Bolsa pilantragem - Mensalão das ONGs

Bolsa pilantragem

Em pelo menos 15 cidades, comerciantes retêm dos seus clientes o cartão do benefício como garantia de pagamento de débitos do Bolsa Família – a grande moeda eleitoral e clientelista do governo Lula.

Lojistas recebem senha e fazem o saque em bancos.

Tal esquema, considerado criminoso, é investigado pela Controladoria Geral da União e Polícia Federal.

Mensalão das ONGs

O Ministério da Educação cortou todos os repasses para ONGs envolvidas no programa Alfabetização Solidária após descobrir fraude em convênios.

Os recursos federais são direcionados apenas para prefeituras e governos estaduais.

O que também não dá garantia nenhuma de que sejam bem empregados.

Armação manjada

A participação das ONGs no programa, que chegou a ser de 55% em 2003, havia caído para 29% no ano passado.

Se fosse mantido o percentual do Orçamento de 2006, este ano as ONGs levariam cerca de R$ 91 milhões.

Muitas dessas ONGs são usadas como laranjas pelos políticos para receber a grana federal e repassá-la, por debaixo dos panos, para os caixas dois eleitoreiros.

Farra da anistia

As indenizações milionárias, que fizeram a fortuna de perseguidos políticos e já provocaram uma despesa estimada em cerca de R$ 3 bilhões ao Tesouro, estariam com os dias contados.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, pretende reduzir entre 50% a 80% do montante que vinha sendo concedido caso a caso.

Ou seja, o governo já pagou à elite revolucionária, e agora quer dar apenas um qualquer para a raia miúda que entrou na festinha revolucionária dos anos 60 e 70.

R$ 29 milhões detonados

As dez maiores indenizações retroativas já deferidas pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça desde que a nova lei entrou em vigor, em 2001 - e sobre as quais não há mais como recorrer - alcançam a colossal cifra de R$ 29 milhões e 878 mil reais.

São valores que o governo já pagou ou terá de pagar integralmente aos favorecidos.

O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão admitiu que, em alguns casos, os valores são absurdos e injustificáveis, mas explica que foram deferidos com o que determina a lei de anistia.

Che. Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa

"Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto." Há quarenta anos, no dia 8 de outubro de 1967, essa frase foi gritada por um guerrilheiro maltrapilho e sujo metido em uma grota nos confins da Bolívia. Nunca mais foi lembrada. Seu esquecimento deve-se ao fato de que o pedido de misericórdia, o apelo desesperado pela própria vida e o reconhecimento sem disfarce da derrota não combinam com a aura mitológica criada em torno de tudo o que se refere à vida e à morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, argentino de Rosário, o Che, que antes, para os companheiros, era apenas "el chancho", o porco, porque não gostava de banho e "tinha cheiro de rim fervido".


Diogo Schelp e Duda Teixeira

Foto Antonio Nunez Jimenez/AFP
ÀS VÉSPERAS DO GOLPE
Che em Caballete de Casas, em Cuba, em 1958: exceto na revolução cubana, sua vida foi uma seqüência de fracassos. Como guerrilheiro, foi derrotado no Congo e na Bolívia

VEJA TAMBÉM
Exclusivo on-line
Ouça entrevistas sobre Che

Essa é a realidade esquecida. No mito, sempre lembrado, ecoam as palavras ditas ao tenente boliviano Mário Terán, encarregado de sua execução, e que parecia hesitar em apertar o gatilho: "Você vai matar um homem". Essas, sim, servem de corolário perfeito a um guerreiro disposto ao sacrifício em nome de ideais que valem mais que a própria vida. Ambas as frases foram relatadas por várias testemunhas e meticulosamente anotadas pelo capitão Gary Prado Salmón, do Exército boliviano, responsável pela captura de Che. Provenientes das mesmas fontes, merecem, portanto, idêntica credibilidade. O esquecimento de uma frase e a perpetuação da outra resumem o sucesso da máquina de propaganda marxista na elaboração de seu maior e até então intocado mito. Che tem um apelo que beira a lenda entre os jovens dos cinco continentes. Como homem de carne e osso, com suas fraquezas, sua maníaca necessidade de matar pessoas, sua crença inabalável na violência política e a busca incessante da morte gloriosa, foi um ser desprezível. "Ele era adepto do totalitarismo até o último pêlo do corpo", escreveu sobre ele o jornalista francês Régis Debray, que por alguns meses conviveu com Che na Bolívia.

Por suas convicções ideológicas, Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro. Entre a captura e a execução de Che na Bolívia, passaram-se 24 horas. Nesse período, o governo boliviano e os americanos da CIA que ajudaram na operação decidiram entre si o destino de Guevara. Execução sumária? Não para os padrões de Che. Centenas de homens que ele fuzilou em Cuba tiveram sua sorte selada em ritos sumários cujas deliberações muitas vezes não passavam de dez minutos.

VEJA conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha e no governo cubano na tentativa de entender como o rosto de um apologista da violência, voluntarioso e autoritário, foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas. Seu retrato clássico – feito pelo fotógrafo cubano Alberto Korda em 1960 – é a fotografia mais reproduzida de todos os tempos. O mito é particularmente enganoso por se sustentar no avesso do que o homem foi, pensou e realizou durante sua existência. Incapaz de compreender a vida em uma sociedade aberta e sempre disposto a eliminar a tiros os adversários – mesmo os que vestiam a mesma farda que ele –, Che é, paradoxalmente, visto como um símbolo da luta pela liberdade. Guevara é responsável direto pela morte de 49 jovens inexperientes recrutas que faziam o serviço militar obrigatório na Bolívia. Eles foram mobilizados para defender a soberania de sua pátria e expulsar os invasores cubanos, sob cujo fogo pereceram. Tendo ajudado a estabelecer um sistema de penúria em Cuba, Che agora é apresentado como um símbolo de justiça social. Politicamente dogmático, aferrado com unhas e dentes à rigidez do marxismo-leninismo em sua vertente mais totalitária, passa por livre-pensador.

O regime policialesco de Fidel Castro não permite que aqueles que conviveram com Che e permanecem em Cuba possam ir além da cinzenta ladainha oficial. Por isso, apesar do rancor que pode apimentar suas lembranças, os exilados cubanos são vozes de maior credibilidade. O movimento que derrubou o ditador Fulgencio Batista, em 1959, não foi uma ação de comunistas, como pretende Fidel Castro. Boa parte da liderança revolucionária e dos comandantes guerrilheiros tinha por objetivo a instauração da democracia em Cuba. Mas foi surpreendida por um golpe comunista dentro da revolução. Acabaram presos, fuzilados ou deportados. Desde o início, Che representou a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro. Na versão mitológica, Che era dono de um talento militar excepcional. Seus ex-companheiros, no entanto, lembram-se dele como um comandante imprudente, irascível, rápido em ordenar execuções e mais rápido ainda em liderar seus camaradas para a morte, em guerras sem futuro no Congo e na Bolívia.

The New York Times
A "MALDIÇÃO DE SATURNO"
Com Fidel em Havana, em 1959: "Que esta revolução não devore seus próprios filhos", dizia Fidel. Ele fez o contrário. As últimas transmissões de rádio de Che na Bolívia foram ignoradas em Havana


Huber Matos, que lutou sob as ordens do argentino em Cuba, falou a VEJA sobre o fracasso de Che como comandante: "A luta foi difícil na primavera de 1958. A frente de comportamento mais desastroso foi a de Che. Mas isso não o afetou, porque era o favorito de Fidel, que nos impedia de discutir abertamente o trabalho pífio de seu protegido como guerrilheiro". Pouco depois do triunfo da guerrilha, ao perceber os primeiros sinais de tirania, Huber renunciou a seu posto no governo revolucionário e informou que voltaria a ser professor. Preso dois dias depois, passou vinte anos na cadeia. Vive hoje em Miami. À moda soviética, sua imagem foi removida das fotos feitas durante a entrada solene em Havana, em que aparecia ao lado de Fidel e Camilo Cienfuegos, outro comandante não comunista desaparecido em circunstâncias misteriosas nos primórdios da revolução.

Nomeado comandante da fortaleza La Cabaña, para onde eram levados presos políticos, Che Guevara a converteu em campo de extermínio. Nos seis meses sob seu comando, duas centenas de desafetos foram fuzilados, sendo que apenas uma minoria era formada por torturadores e outros agentes violentos do regime de Batista. A maioria era apenas gente incômoda.

Napoleon Vilaboa, membro do Movimento 26 de Julho e assessor de Che em La Cabaña, conta agora ter levado ao gabinete do chefe um detido chamado José Castaño, oficial de inteligência do Exército de Batista. Sobre Castaño não pesava nenhuma acusação que pudesse produzir uma sentença de morte. Fidel chegou a ligar para Che para depor a favor de Castaño. Tarde demais. Enquanto dava voltas em torno de sua mesa e da cadeira onde estava o militar, Che sacou a pistola 45 e o matou ali mesmo com balaços na cabeça. Em outra ocasião, Che foi procurado por uma mãe desesperada, que implorou pela soltura do filho, um menino de 15 anos preso por pichar muros com inscrições contra Fidel. Um soldado informou a Che que o jovem seria fuzilado dali a alguns dias. O comandante, então, ordenou que fosse executado imediatamente, "para que a senhora não passasse pela angústia de uma espera mais longa".

Em seu diário da campanha em Sierra Maestra, Che antecipa o seu comportamento em La Cabaña. Ele descreve com naturalidade como executou Eutímio Guerra, um rebelde acusado de colaborar com os soldados de Batista: "Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no lobo temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Seus bens agora me pertenciam". Em outro momento, Che decidiu executar dois guerrilheiros acusados de ser informantes de Batista. Ele disse: "Essa gente, como é colaboradora da ditadura, tem de ser castigada com a morte". Como não havia provas contra a dupla, os outros rebeldes presentes se opuseram à decisão de Che. Sem lhes dar ouvidos, ele executou os dois com a própria pistola. Essa frieza e a crueldade sumiram atrás da moldura romântica que lhe emprestaram, construída pelos mesmos ideólogos que atribuíram a ele a frase famosa – "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás". Frase criada pela propaganda esquerdista.

Como o jovem aventureiro que excursionou de motocicleta pelas Américas se tornou um assassino cruel e maníaco? O jornalista americano Jon Lee Anderson, autor da mais completa biografia de Che, escreveu que ele era um fatalista – e esse fatalismo aguçou-se depois que se juntou aos guerrilheiros cubanos. "Para ele, a realidade era apenas uma questão de preto e branco. Despertava toda manhã com a perspectiva de matar ou morrer pela causa", afirma Anderson.

Ernesto Guevara Lynch de la Serna nasceu em 14 de maio de 1928, em uma família de esquerdistas ricos na Argentina. Sofreu de asma a vida inteira. Antes de se formar em medicina, profissão que nunca exerceu de fato, viajou pela América do Sul durante oito meses. Depois de terminada a faculdade, saiu da Argentina para nunca mais voltar. Encontrou-se com Fidel Castro no México, em 1955, onde aprendeu técnicas de guerrilha. No ano seguinte, participou do desembarque em Cuba do pequeno contingente de revolucionários. Depois de dois anos de combates na Sierra Maestra, Fidel tomou o poder em Havana. Che ocupou-se primeiro dos fuzilamentos e, depois, da economia, assunto do qual nada entendia. José Illan, que foi vice-ministro de Finanças antes de fugir de Cuba, contou a VEJA que o argentino "desprezava os técnicos e tratava a nós, os jovens cubanos, com prepotência". No comando do Banco Central e depois do Ministério da Indústria, Che começou a nacionalizar a indústria e foi o principal defensor do controle estatal das fábricas. "Che era um utópico que acreditava que as coisas podiam ser feitas usando-se apenas a força de vontade", diz o historiador Pedro Corzo, do Instituto da Memória Histórica Cubana, em Miami. Como resultado de sua "força de vontade", a produção agrícola caiu pela metade e a indústria açucareira, o principal produto de exportação de Cuba, entrou em colapso. Em 1963, em estado de penúria, a ilha passou a viver da mesada enviada pela então União Soviética.

AFP
CASADO COM SI PRÓPRIO
Che com sua segunda mulher, Aleida March, no dia de seu casamento, em Havana, em 1959. Elas não podiam competir com o "chamado da aventura"

Não havia mais o que Che pudesse fazer em Cuba. Era ministro da Indústria, mas divergia de Fidel em questões relativas ao desenvolvimento econômico. De maneira simplista, ele acreditava que incentivos morais tinham maiores probabilidades de estimular o trabalho. Che também se tornou crítico feroz da União Soviética, da qual o regime cubano dependia para sobreviver. Não por discordar do Kremlin, mas porque julgava os soviéticos tímidos na promoção da revolução armada no Terceiro Mundo. Para se livrar dele, Fidel o mandou como delegado à Assembléia-Geral das Nações Unidas em 1964. No ano seguinte, Che foi secretamente combater no Congo, à frente de soldados cubanos. Ali, paralisado por incompreensíveis rivalidades tribais, derrotado no campo de batalha e abatido pela diarréia, Che propôs a seus comandados lutar até a morte. Mas foi demovido do propósito pela soldadesca, que não aceitou o sacrifício numa guerra sem sentido.

Daí em diante o argentino tornou-se uma figura patética. Em Havana, Fidel divulgara a carta em que ele renunciava à cidadania cubana e anunciava sua disposição de levar a guerra revolucionária a outras plagas. Pego de surpresa pela leitura prematura do documento, Che ficou no limbo, sem ter para onde voltar. "Sua vida foi uma seqüência de fracassos", disse a VEJA o historiador cubano Jaime Suchlicki, da Universidade de Miami. "Como médico, nunca exerceu a profissão. Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria. Como guerrilheiro, foi eficiente apenas em matar por causas sem futuro." Na falta de opções, Che escolheu a Bolívia para sua nova aventura guerrilheira. Ele lutaria em território montanhoso e inóspito, imerso na selva, sem falar o dialeto indígena dos camponeses bolivianos. O plano original era adentrar, pela fronteira, a província argentina de Salta. Mas um contigente exploratório foi aniquilado rapidamente pelo exército daquele país. A missão boliviana era, de todos os pontos de vista, suicida. Ainda assim, Fidel a apoiou, a ponto de designar alguns soldados de seu exército para o destacamento guerrilheiro. O ditador cubano também equipou e financiou a expedição, com a qual manteve contato até que seu fracasso se tornou evidente.

Além da falta de apoio do povo boliviano, que tratou os cubanos chefiados por Che como um bando de salteadores, a expedição fracassou também pela traição do Partido Comunista Boliviano. VEJA perguntou a um de seus mais altos dirigentes dos anos 60, Juan Coronel Quiroga: "O PCB traiu Che Guevara?". Resposta de Quiroga: "Sim". A explicação? "Nosso partido era afinado com Moscou, onde a estratégia de abrir focos de guerrilha como a de Che estava há muito desacreditada." Quiroga era amigo pessoal do então ministro da Defesa da Bolívia e conseguiu que as mãos do cadáver de Che Guevara fossem decepadas, mantidas em formol e entregues a ele. "Por anos guardei as mãos de Che debaixo da minha cama em um grande pote de vidro. Um dia meu filho deparou com aquilo e quase entrou em pânico", conta Quiroga. Anos mais tarde, coube a Quiroga a missão de entregar o lúgubre pote com as mãos de Guevara à Embaixada de Cuba em Moscou.

A morte de Che foi central para a estabilização do regime cubano nos anos 60, de acordo com o polonês naturalizado americano Tad Szulc, na sua celebrada biografia de Fidel. O fim do guerrilheiro argentino ajudou o ditador a pacificar suas relações com Moscou e ainda lhe forneceu um ícone de aceitação mais ampla que a própria revolução. O esforço de construção do mito foi facilitado por vários fatores. Quando morreu, Che era uma celebridade internacional. Boa-pinta, saía ótimo nas fotografias. A foto do pôster que enfeita quartos de milhões de jovens foi tirada num funeral em Havana, ao qual compareceram o filósofo francês Jean-Paul Sartre – que exaltou Che como "o mais completo ser humano de nossa era" – e sua mulher, a escritora Simone de Beauvoir. A foto de 1960 só ganhou divulgação mundial sete anos depois, nas páginas da revista Paris Match. Dois meses mais tarde, Che foi morto na selva boliviana e Fidel fez um comício à frente de uma enorme reprodução da imagem, que preenchia toda a fachada de um prédio público cubano. Nascia o pôster.

Três fatos ajudaram a consolidar o mito. O primeiro foi a morte prematura de Che, que eternizou sua imagem jovem. Aos 39 anos, ele estava longe de ser um adolescente quando foi abatido, mas a pinta de galã lhe garantia um aspecto juvenil. O fim precoce também o salvou de ser associado à agonia do comunismo. A decadência física e política de Fidel Castro, desmoralizado pela responsabilidade no isolamento e no atraso econômico que afligem o povo cubano, dá uma idéia do que poderia ter acontecido com Che, que era apenas dois anos mais jovem que o ditador.

Reuters
PARA IMPRESSIONAR "IKE"
Guevara e Fidel em jogo-treino de golfe para disputar uma partida, que nunca houve, com Eisenhower em Washington: "Fidel ganhou, mas Che o deixou ganhar"

O segundo fato foi a ajuda involuntária de seus algozes. Preocupados em reunir provas convincentes de que o guerrilheiro célebre estava morto, os militares bolivianos mandaram lavar o corpo e aparar e pentear sua barba e seu cabelo. Também resolveram trocar sua roupa imunda. Tudo isso para poder tirar fotos em que ele fosse facilmente identificado. O resultado é um retrato com espantosa semelhança com as pinturas barrocas do Cristo morto de expressão beatificada. A terceira contribuição recebida pelos esquerdistas na construção do mito veio do contexto histórico. Che morreu às vésperas dos grandes protestos em defesa dos direitos civis, da agitação dos movimentos estudantis e da revolução de costumes da contracultura – turbulências que marcaram o ano de 1968. Era um personagem perfeito para ser símbolo da juventude de então, que se definia pela "determinação exacerbada e narcisista de conseguir tudo aqui e agora", como escreveu o mexicano Jorge Castañeda, em sua biografia de Che. A história, no entanto, mostra que o homem era muito diferente do mito. Mas quem resiste? Neste mês, nos Estados Unidos, o cubano Gustavo Villoldo, chefe da equipe da CIA que participou da captura do guerrilheiro, vai leiloar uma mecha de cabelo de Che.

Se houve um ganhador da Guerra Fria, foi Che Guevara. Ele morreu e foi santificado antes que seu narcisismo suicida e os crimes que decorreram dele pudessem ser julgados com distanciamento, sob uma luz mais civilizada, que faria aflorar sua brutalidade com nitidez. Pobre Fidel Castro. Enquanto Che foi cristalizado na foto hipnótica de Alberto Korda, ele próprio, o supremo comandante, aparece cada dia mais roto, macilento, caduco, enquanto se desmancha lentamente dentro de um ridículo agasalho esportivo diante das lentes das câmeras da televisão estatal cubana. O método de luta política que Guevara adotou já era errado em seu tempo. No rastro de suas concepções de revolução pela revolução, a América Latina foi lançada em um banho de sangue e uma onda de destruição ainda não inteiramente avaliada e, pior, não totalmente assentada. O mito em torno de Che constitui-se numa muralha que impediu até agora a correta observação de alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas. Está passando da hora de essa muralha cair.

A FRASE MAIS FAMOSA ATRIBUÍDA A GUEVARA É...
"Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura."

...OUTRAS MENOS CONHECIDAS REVELAM SUA REAL PERSONALIDADE:

"Estou na selva cubana, vivo e sedento de sangue."
Carta à esposa, Hilda Gadea, em janeiro de 1957


Keystone/Getty Images

"Fuzilamos e seguiremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta até a morte."
Discurso na Assembléia-Geral da ONU, em 11 de dezembro de 1964

"O ódio intransigente ao inimigo (...) converte (o combatente) em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm de ser assim."
Revista cubana Tricontinental, em maio de 1967

O mundo tomou outro rumo

CUBA
Apesar de tentar exportar sua revolução, a ilha tornou-se a vitrine de seu fracasso. Sem liberdade política nem econômica, o país é um museu de prédios, carros e dirigentes decrépitos, onde comida, combustíveis e energia são racionados.


BOLÍVIA
O foco guerrilheiro de Guevara foi derrotado pela população pobre da Bolívia, que negou ajuda e ainda delatou o grupo.


CONGO
Guevara e um contingente de cubanos lutaram ao lado do chefe tribal Laurent Kabila contra o coronel Mobutu. Em 1997 Kabila finalmente derrubou Mobuto, mas foi assassinado em 2001. Em seu curto governo, 3 milhões de pessoas foram mortas em guerras tribais.

CHINA
A ideologia de Mao Tsé-tung, que Guevara citava como modelo de comunismo, foi sepultada pelos chineses.

COMUNISMO
Depois da queda do Muro de Berlim, a ideologia será lembrada sobretudo como a responsável pela morte de 100 milhões de pessoas.

VIETNÃ
Na frase famosa, Guevara propôs criar "dois, três, muitos Vietnãs". Acertou. A globalização da economia está criando Vietnãs pelo mundo – países adeptos da economia de mercado, com rápido crescimento econômico e aliados dos Estados Unidos.

"A ordem de execução veio pelo rádio"


Fotos divulgação
ção
O ÚLTIMO DIA DO GUERRILHEIRO
Maltrapilho e sujo, Guevara posa com os soldados que o capturaram na vila de La Higuera, onde seria morto. A seu lado, assinalado, está o agente da CIA Felix Rodríguez. À direita, Felix hoje, em Miami

Felix Rodríguez foi uma das últimas pessoas a conversar com Che Guevara. Mais do que isso, foi ele quem recebeu e transmitiu a ordem para que o guerrilheiro fosse executado. Cubano exilado nos Estados Unidos, ele era o operador de rádio enviado à Bolívia pela CIA para auxiliar na caçada e, também, para ajudar a identificar Guevara. Veterano da fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961, Rodríguez vive hoje em Miami, aos 66 anos. Ele falou ao repórter Duda Teixeira.

COMO CHEGOU A ORDEM PARA MATAR CHE?
As instruções que recebi nos Estados Unidos eram para poupar sua vida. A CIA sabia da divergência de idéias entre Che e Fidel e acreditava que, a longo prazo, ele poderia cooperar com a agência. A ordem para sua execução veio por rádio, de uma alta autoridade boliviana. Era uma mensagem em código: "500, 600". O primeiro número, 500, significava Guevara. O segundo, que ele deveria ser morto. Tentei em vão convencer os militares bolivianos a permitir que ele fosse levado para ser interrogado no Panamá. Eles negaram meu pedido e me deram um prazo. Eu deveria entregar o corpo de Guevara até as 2 horas da tarde. Perto das 11h30, uma senhora aproximou-se de mim e perguntou quando iríamos matá-lo, pois ouvira no rádio que Che havia morrido em combate. Naquele momento compreendi que a decisão de executá-lo era irrevogável.

COMO FOI SUA ÚLTIMA CONVERSA COM ELE?
Fui até o local de seu cativeiro e disse a ele que lamentava, mas eram ordens superiores. Che ficou branco como um papel. "É melhor assim. Eu nunca deveria ter sido capturado vivo", falou. Tirou o cachimbo da boca e me pediu para que o desse a um dos soldados. Ofereci-me para transmitir mensagens à sua família. "Diga a Fidel que esse fracasso não significa o fim da revolução, que logo ela triunfará em alguma parte da América Latina", ele falou em tom sarcástico. Aí lembrou da esposa. "Diga a minha senhora que se case outra vez e trate de ser feliz." Foram suas últimas palavras. Apertou a minha mão e me deu um abraço, como se pensasse que eu seria o carrasco. Saí dali e avisei a um tenente armado com uma carabina M2, automática, que a ordem já tinha sido dada. Recomendei a ele que atirasse da barba para baixo, porque se supunha que Che havia morrido em combate. Eram 13h10 quando escutei o barulho de tiros. Che Guevara tinha sido morto.

COMO FOI O SEU PRIMEIRO CONTATO COM CHE GUEVARA?
Cheguei a La Higuera de helicóptero em 9 de outubro, um dia depois da captura de Che Guevara. Eu o encontrei com os pés e as mãos amarrados, ao lado dos corpos de dois cubanos. Sangrava de uma ferida na perna. Era um homem totalmente arrasado. Parecia um mendigo.

COMO FORAM SUAS CONVERSAS COM CHE?
Nós nos tratamos com respeito. Eu o chamava de comandante. Falamos de Cuba e de outras coisas, mas ele permanecia calado quando as perguntas eram de interesse estratégico. Houve momentos em que não consegui prestar atenção ao que ele dizia. Ao olhar aquele homem derrotado, vinha-me à mente sua imagem no passado, sempre altiva e arrogante.

COMO FORAM AS RELAÇÕES DE CHE COM A POPULAÇÃO NA BOLÍVIA?
Para sobreviver, é essencial que uma força guerrilheira conte com o apoio da população local. A aventura de Che na Bolívia foi um caso único em que uma guerrilha não conseguiu recrutar um único morador da área onde atuou. Só um agricultor ganhou a confiança dos guerrilheiros, e mesmo esse acabou por passar informações que permitiram ao Exército armar uma emboscada. Os poucos bolivianos que participaram da guerrilha eram dissidentes do Partido Comunista. Nenhum camponês.

POR QUE O SENHOR FOI ENVIADO À BOLÍVIA?
O Exército boliviano estava totalmente despreparado para enfrentar uma guerrilha. A maior parte dos soldados trabalhava na construção de estradas e provavelmente jamais dera um tiro de fuzil. Nos primeiros embates, os guerrilheiros aprisionavam os soldados, tiravam suas roupas e os soltavam. Foi então que o governo boliviano pediu ajuda aos Estados Unidos.

Limparam Che para a foto


No dia de sua morte, amarrado ao esqui de um helicóptero militar, Che Guevara foi levado do local da execução para um vilarejo chamado Vallegrande. A brasileira Helle Alves, repórter, e o fotógrafo Antonio Moura, então trabalhando para o Diário da Noite, de São Paulo, viram a chegada do corpo, que foi levado para a lavanderia do hospital local (acima). Ali, Moura foi o único jornalista a fotografar o corpo de Guevara ainda sujo, vestido de trapos e calçado com o que sobrou de uma botina artesanal de couro (abaixo). Moura conseguiu fotografar o corpo antes da limpeza e da arrumação. "Che usava um calço em um dos calcanhares, provavelmente para corrigir uma diferença de tamanho entre uma perna e outra", lembra Helle. Ela contou pelo menos dez marcas de tiro no corpo do argentino. "Os moradores tinham raiva dele e invadiram a lavanderia, mas, quando viram o corpo, passaram a dizer que ele parecia Jesus Cristo." Começara o mito.

Fotos Antonio Moura

Ele está em toda parte


Fotos Mauricio Lima/Jonathan Utz-AFP e Alfredo Tedeschi-File-Reuters

O retrato de Che feito por Alberto Korda em 1960 é agora uma imagem de múltiplos significados: é pop no biquíni da Cia. Marítima vestido por Gisele Bündchen e uma manifestação de truculência e mau humor nas tatuagens de Maradona e Mike Tyson

Fonte: http://veja.abril.uol.com.br/031007/p_082.shtml