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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

9.25.2007

Só não vê quem não quer


por João Luiz Mauad em 25 de setembro de 2007

Resumo: Só altas doses de fantasia ideológica, sintetizada pela permanente recusa em aceitar evidências plenas de nossos sentidos e o sistemático desprezo pelo raciocínio lógico, para fazer alguém, em sã consciência, continuar apostando no socialismo.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Duas ex-colônias inglesas da África Meridional, Zimbábue e Botswana, enveredaram por rotas distintas depois de proclamadas as respectivas independências. A primeira, governada pelo truculento tirano Robert Mugabe, nação um dia chamada de "A Jóia da África", seguiu o caminho do socialismo, lançando mão de frenéticas políticas de expropriação, redistribuição e estatização da economia. Como era previsível - pelo menos para quem conhece minimamente a teoria econômica e a história do século XX -, seu povo encontra-se hoje em situação de profundo sofrimento, com destaque para a fome, as doenças, a perseguição política, a hiperinflação e a falta de liberdade.

Enquanto isso, a vizinha Botswana escolheu o caminho oposto, do livre mercado, tendo-se tornado uma das mais dinâmicas economias não apenas do continente, mas de todo o mundo, dona de uma renda per capta superior a do próprio Brasil (US$ 11.400 em 2006) e equivalente a 4,5 vezes a do Zimbábue. Graças à firme aderência ao Estado de Direito e à economia de mercado, há no país um clima de relativa prosperidade, especialmente quando comparado aos vizinhos próximos e ao restante da África Subsahariana.

A diferença entre os dois países chega a ser gritante. Enquanto Botswana tem mantido uma das maiores taxas de crescimento econômico do mundo, desde a sua independência em 1966 (média anual de 8,5%), o povo do Zimbábue vive na mais absoluta penúria. Como não poderia deixar de ser, os níveis de renda dos dois países mantém fortíssima correlação com os respectivos índices de liberdade econômica (veja gráficos abaixo). Enquanto Botswana ocupa o 38º lugar no ranking da Heritage Foundation, o Zimbabwe é o 154º, à frente somente de Líbia, Cuba e Coréia do Norte.

Fonte: Heritage Foudation

Mas, engana-se quem pensa que as coisas sempre foram assim. Na época da sua independência (1966), Bostswana tinha somente oito quilômetros de estradas (a maioria de terra batida). Não dispunha nem mesmo de uma moeda própria e utilizava a da África do Sul em suas trocas. Por volta de 1970, sua renda per capta era de US$ 590, enquanto a média dos demais países da África Negra (exceto África do Sul) era de US$ 609.

Já a história do Zimbábue é diametralmente oposta. Em 1980, quando o estúpido Mugabe subiu ao poder, o país tinha uma renda per capta ao redor de US$ 1.600 (praticamente idêntica à do vizinho). Hoje, sua RPC é de míseros US$ 2.580, o que dá um crescimento médio anual de parcos 1,8% em mais de 25 anos. Se tomarmos somente o período analisado pela Heritage Foundation, entre 1995 e 2006 (veja gráfico), a performance da economia socialista do Zimbábue é ainda mais horrorosa, com crescimento negativo da renda, em média, de 0,5% anual.

É evidente que todas essas diferenças não ocorrem por mero acaso. Há muito tempo já se sabe que o desenvolvimento econômico e social das nações guarda relação direta e estreita com certas instituições formais e informais, com destaque para o respeito ao direito de propriedade, a liberdade de comércio, empreendimento e escolhas individuais.

Ludwig Von Mises e F. A. Hayek, em suas contundentes e insofismáveis críticas ao socialismo, evidenciaram de forma cristalina que a propriedade privada e a liberdade para negociar os direitos a ela inerentes estavam na base do desenvolvimento econômico e social. Sem elas, o dinheiro perde a sua funcionalidade, os sinais de ganhos e perdas são distorcidos e a alocação dos recursos torna-se absolutamente ineficiente.

Nos exemplos de Botswana e Zimbábue, fica claro que o tamanho do Estado e a interferência dos governos na vida econômica tiveram papel preponderante nos destinos das duas nações. Enquanto na primeira o Estado manteve-se relativamente contido, dentro de suas atribuições primordiais, oferecendo segurança, garantindo o direito de propriedade e cuidando da infra-estrutura, na segunda ocorreu basicamente o inverso.

A exemplo de Alemanha (1945 a 1989) e Coréia (1953 até hoje), que sofreram divisões geopolíticas forçadas por guerras e mostraram ao mundo resultados sócio-econômicos totalmente diversos nos dois lados da fronteira, Zimbábue e Botswana também dividem, além de uma grande fronteira, homogeneidade étnica e lingüística, além de culturas e tradições bastante similares. A diferença está justamente nas escolhas dos modelos adotados.

Depois de tantos exemplos ao longo da história, só altas doses de fantasia ideológica, sintetizada pela permanente recusa em aceitar evidências plenas de nossos sentidos e o sistemático desprezo pelo raciocínio lógico, para fazer alguém, em sã consciência, continuar apostando no socialismo. Os áulicos petistas que o digam.

Não ao desmembramento do Brasil


Por Adriano Benayon

Tem tido repercussão – embora a mídia não toque no assunto - matéria publicada pelo Movimento de Solidariedade Ibero-Americana (MSIA), em 19 do corrente, sobre preparativos do ministro da Defesa para expulsar brasileiros não-índios da região da Raposa Serra do Sol, em Roraima, situada junto às fronteiras com a Guiana e a Venezuela.


A ação da Polícia Federal seria para este mês, com a participação de 500 agentes federais, prevendo-se resistência armada da população local. Trata-se de operação de natureza militar inexeqüível sem a participação das Forças Armadas.


Ora, não pode estar de acordo com tal violência quem quer que respeite seu País, como é o caso do general Maynard Santa Rosa. Ele declarou que o Exército não recomenda a invasão. Foi, por isso, demitido do cargo de secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa. Em 04 de setembro, O Globo publicara declarações do General de que as Forças Armadas resistem em dar apoio à Polícia Federal para a retirada dos brasileiros.


Também foi demitido de importante cargo no Ministério da Defesa o general Rômulo Bini Pereira. Além disso, na ABIN foram afastados o Diretor-Geral, Marcos Buzanelli, e o gerente em Roraima, Cel. Gélio Fregapani, todos por serem contrários à intervenção na Raposa do Sol.


A matéria do MSIA alude à inquietação que se aprofunda nas Forças Armadas brasileiras, sendo iminente grave crise institucional se a presidência da República insistir em atribuir-lhes a desonrosa missão. É o caso de evocar a petição do Marechal Deodoro à Princesa Isabel de que liberasse o Exército da inglória tarefa de capitão do mato na perseguição a escravos foragidos.


Hoje querem envolver as Forças Armadas em ação de guerra contra brasileiros que defendem o direito de ficar nas terras em que vivem e trabalham legalmente há dezenas de anos. É difícil conceber afronta mais grave ao povo brasileiro e deslustre maior para as Forças Armadas.


Os índios da Serra do Sol são aculturados, muitos têm cartão de identidade e título de eleitor. Alto percentual, e majoritário entre os macuxis, a principal etnia, é contrário à separação do território. Esta é imposta por entidades estrangeiras a serviço dos donos do poder mundial, ávidos por monopolizar a fabulosa riqueza mineral do subsolo da área. É de notar, que, em abril de 2005, a retirada da população “não-índia” por agentes federais foi obstada por índios.
Expulsar moradores de suas terras, porque não são índios, constitui crime de tipo nazista. É agir em conformidade com o princípio racista. É violência combinada com discriminação racial, além de odiosa, inacreditável em razão da grande mestiçagem.


Que pretendem fazer? Como vão definir quem é índio? Fazendo exames de DNA? Ou julgando não-índios os que se consideram brasileiros?


Aí está. Querem que o Exército faça derramar muito sangue para separar do território nacional mais uma região estratégica. Ora, isso é crime tipificado no Código Penal Militar. Diz o art. 142 do CPM: “Tentar: III – internacionalizar, por qualquer meio, região ou parte do território nacional. Pena – reclusão, de quinze a trinta anos, para os cabeças; de dez a vinte anos para os demais agentes.”


Os envolvidos na preparação do genocídio e os desinformados alegam que não há cessão de território e que a Constituição prevê reservas indígenas. Mas só não vê a ação de potências hegemônicas na região quem não se quer informar. Há farta documentação sobre as atividades de ONGs e de outras entidades que desviam para o exterior preciosos recursos minerais em várias partes da Amazônia. Fazem-no antes mesmo de se acabar oficialmente com a jurisdição brasileira sobre os territórios saqueados.


Uma das razões de não se evitar a pilhagem é a míngua de recursos do Orçamento para as FFAA. Mais de 2 trilhões de reais, em valor atualizado, desde 1988, foram gastos com o serviço da dívida pública formada pela capitalização de juros absurdamente altos. Ver: http://paginas.terra.com.br/educacao/adrianobenayon/


Para quê, senão para assegurar em definitivo a continuidade da pirataria, demarcar, em faixa contínua, mais uma reserva “indígena”, exatamente sobre subsolo dos mais ricos do Planeta, numa área cujo tamanho está em gritante desproporção com a diminuta população indígena?


A Raposa do Sol tem 1.747.000 hectares, ou seja, 17,5 mil km2 quadrados, e 18.700 índios: um por km2. No pretenso território ianomâmi, destinaram-se a 8 mil índios, em Roraima e no Amazonas, 9,4 milhões de hectares (94 mil km2), formando, com a área contígua da Venezuela, um território de 180 mil km2. Cometeram também o crime cominado pelo Código Penal Militar os responsáveis pela portaria, no governo Collor, que criou a reserva “ianomâmi.”


Como informou Sebastião Nery (Tribuna da Imprensa 24.06.2006), há um "governo ianomâmi no exílio, presidido por um norte-americano de Massachusetts, com Parlamento de 18 membros, sob a presidência de um alemão; do tal governo, faz parte um índio, dito brasileiro, chamado Iacota”. E: “O saudoso embaixador Geraldo Nascimento e Silva ‘localizou em Londres um escritório que coletava recursos em nome dos ianomâmis, recém-emancipados (sic), para promover a causa indígena’ ".


Agora, em 12 de setembro de 2007, a Assembléia-Geral das Nações Unidas aprovou a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, adotada em 26.06.2006 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.


A Declaração diz, no art. 3º, que “os povos indígenas tem direito à autodeterminação e, assim, a determinar o seu status político”. Isso implica que podem escolher fazer parte do Estado que quiserem e/ou declarar sua independência formal, outro modo de anexação de fato por potências hegemônicas.


Que outras áreas “indígenas” já tenham sido criadas, não desonera os responsáveis pela demarcação da Raposa do Sol. Ao contrário, o crime é ainda mais grave. Por duas razões. A primeira é que a repetição consolida o abandono da soberania nacional, princípio basilar da Constituição.


A segunda razão é que a entrega não ocorrerá sem o emprego das Forças Armadas do País contra seus próprios nacionais. Pergunta-se: é legítimo cumprir ordem contrária às bases da existência nacional, como a soberania, a integridade do território e a dignidade das Forças Armadas?


Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”. Editora Escrituras: www.escrituras.com.br

http://alertatotal.blogspot.com

Incompetência oficial

Incompetência oficial
A fuga é uma prerrogativa de todo e qualquer apenado, mas a um ministro da Justiça não cabe ser mal assessorado. Desembarcar em Mônaco de Monte Carlo sem os documentos necessários para a extradição de Salvatore Cacciola mostra o talento de um governo que bambeia na linha da incompetência. O gaúcho Tarso Genro, que está nos domínios da real família Grimaldi, levou debaixo do braço a sentença condenatória de Cacciola, mas em português. Ou seja, o governo brasileiro parece que agora se empenha para ver o banqueiro livre. Afinal, atrasar a entrega de documentos é tudo o que Salvatore Cacciola mais precisa e quer.

Por
ucho.info

MUITO GRAVE : BRASIL, AMANHÃ MENOR ?

O VOTO NA MÃO DE UM POVO IGNORANTE PODE SER UMA ARMA EM SUA CABEÇA

Charles De Gaulle

BRASIL: AMANHÃ MENOR ?

Por André Rainha 10/09/2007 às 12:55 EMVERMELHO:RESERVAS DANDO LIVRE ACESSO LEGAL AO PAÍS.


EM
VERMELHO:RESERVAS DANDO LIVRE ACESSO LEGAL AO PAÍS.

Há pouco tempo, e segundo orgãos de Inteligência, teria sido sob pressão de Hugo Chavez , que Lula decretou a imensa e despropositada reserva Raposa-Serra do Sol em Roraima, tomando descabidamente grande parte do estado, contrariando toda a população lesada, a orientação estratégica de nossos militares e até dos próprios ambientalistas. Resultou numa verdadeira invasão de estrangeiros na área da reserva.


Lula teriz permitido que se divulgasse livremente o conceito de Nação Yanomami , ou seja, um Estado dentro do Estado, sob pressão da Venezuela e de ONGs suspeitas infiltradas.


Esse fato possibilita em tese, que haja uma intervenção militar estrangeira legal em Roraima, sob alegação fictícia de ajuda humanitária ou de defesa da floresta, com o apoio de toda comunidade internacional.


Para se ter uma idéia, a "Nação Yanomami" já possui bandeira própria, hino nacional e escritório em Paris (a Guiana Francesa é vizinha, com professores franceses ensinando a sua língua aos índios brasileiros, dentro de nosso país).

Lula não permitiu a existência de uma faixa de exclusão que salvaguardasse nossa fronteira , conforme solicitado por nossas FFAA.


Por quê ? Hoje articula-se claramente o motivo.


Hugo Chavez, companheiro vermelho de Lula, tem todo o interesse em que Roraima seja terra de ninguém , pois é conhecida a sua pretensão de anexação daquelas terras e as da Guiana, ao território venezuelano.


- Agora começamos a entender, o porque das crescentes e descaradas invasões da nossa "ainda" Roraima, por militares da Venezuela, e a mudez do governo Lula sobre isso , ordenando que nossas tropas naquela área nada fizessem para coibir o abuso.


Órgãos militares brasileiros e da Interpol, já divulgaram informes sobre as doações de milhões de dólares feitas por Chavez ao PT, apoiando as eleições de Lula, bem como, de 3 milhões de dólares também doados pelas FARC , em apoio nas últimas eleições presidenciais. Cujos representantes guerrilheiros circulam livremente no Brasil, no Foro de S. Paulo, sob apoio e assistência de representantes de nosso governo, como o "MAG", o homem do "top-top" no acidente da TAM , que ocupa hoje uma sala ao lado do gabinete de Lula, em Brasília.


- Agora entendemos o porque da inércia e da submissão desse governo aos abusos de Chavez e Evo Morales, e o porque da negativa de Lula em aprovar o aumento de tropas brasileiras em Roraima, pedido pelo nosso Exército .


Quem teria recebido dinheiro ilegal do exterior, teria o rabo prêso para sempre, e quem doou esses recursos, sabidamente elimina os que não cumprem sua parte no trato.

É o modus operandi de Chavez e das FARC.

Ou alguém acha que todo esse dinheiro veio só pela falida ideologia, e não há cobrança sobre o mesmo?

- Agora entendemos o grande esforço desse governo, no desarmamento dos cidadãos brasileiros, como que obedecendo ordens do exterior.

- Agora entendemos o porque do atraso no rearmamento geral do Brasil, e melhoria salarial de nossos militares. Ambos são odiados pelos esquerdistas, que não toleram que um país não tenha um governo e sistema totalitários como o cubano, chinês ou albanês.


- Agora enxergamos uma possível origem do dinheiro do Mensalão , que pretendia corroer e sabotar as Instituições do Estado brasileiro, e perpetuar a elite marxista no poder . E também da malograda manobra de Lula, em tentar subverter e sindicalizar os sargentos do Contrôle de Tráfego Aéreo, quebrando a hierarquia militar de um setor estratégico à defesa nacional.


-E também dá para entender o porque de Lula nunca ter expressado uma mensagem oficial de condolências às famílias dos policiais mortos pelo PCC, sabidamente uma organização de orientação socialista e com relações com as FARC narcotraficante .


Diante disso, ainda poderemos passar a sentir o maior dos medos, além de perdermos Roraima :


O da eventual possibilidade de oficiais superiores em nossas forças armadas e policiais, estarem gradualmente sendo corrompidos por dinheiro e favores escusos ; sob ameaças pessoais e familiares, ou, sendo substituidos por elementos sabotadores, comprometidos com a malfadada causa vermelha, disseminando-a aos escalões inferiores.


Aí sim, nosso destino estará somente em nossas mãos...

OS DESAPARECIDOS

O jornal " O Povo" é um diário da cidade de Fortaleza.



Themístocles de Castro e Silva

JORNAL O POVO – SEÇÃO PEOPLE - 15/09/2007

A pessoa mais indicada para falar sobre os "desaparecidos", no lançamento do livro da secretaria dos Direitos Humanos, é hoje figura de influência na equipe de Lula. Trata-se de Franklin Martins, chefe do setor de imprensa, mas leva nome de ministro. É filho do antigo deputado da UDN, também jornalista, Mário Martins, mas ligado a Lacerda.


Foi ele, Franklin Martins, o redator do Manifesto da Ação Libertadora Nacional (ALN) e do Movimento Revolucionário de Outubro (MR-8), divulgado nos jornais, rádios e televisão como condição "b" para libertação do embaixador dos Estados Unidos, Burke Elbrick, seqüestrado em setembro de 1969. Aqui, no O POVO, foi publicado no dia 6.9.69, com o título "O manifesto dos terroristas". A outra condição era a libertação de 15 prisioneiros, inclusive José Dirceu.


Leiam só o primeiro período, onde os terroristas confessam o que já vinham fazendo há tempos. Quantos morreram nas ações que descrevem?


"Ao povo brasileiro - Grupos revolucionários detiveram, hoje, o senhor Embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum ponto do País, onde o mantêm preso. Este ato não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a bancos, onde arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; tomadas de quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições pela luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários para devolvê-los à luta do povo; as explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrasco e torturadores. Na verdade, o rapto do embaixador é apenas mais um ato de guerra revolucionária que avança a cada dia e que este ano ainda iniciará a sua etapa rural".


Como viram, foi uma declaração de "guerra revolucionária, que avança a cada dia", como proclama o próprio manifesto.


Só muita intimidade com os terroristas para receber deles a missão de redigir semelhante documento. Assim, ninguém melhor do que Franklin Martins, que vive ao lado de Lula, para saber quem foi para a "guerra revolucionária" e levado por quem, inclusive a guerrilha rural do Araguaia, coordenada pelo PC do B de João Amazonas, que ficou em São Paulo, deixando sem orientação os jovens que seduziu.


Se foi uma guerra, na expressão deles próprios, desde quando o lado vencedor tem a missão de procurar desaparecidos do lado perdedor? Quem selecionou o pessoal dos terroristas é que deve saber e conhecer todos eles e onde se encontravam. José Genoíno, por exemplo, foi um dos presos pelo Exército. Se um dos principais não sofreu nada (e ainda recebeu R$ 100 mil de indenização), por que o Exército iria preferir os insignificantes para fazê-los desaparecer?


Não se esqueçam de que o manifesto termina com a seguinte advertência: "Agora, é olho por olho, dente por dente".


Se são tão valentes no manifesto, por que agora querem aparecer como vítimas? Para faturar mais alguma coisa?


Antes das exigências, a advertência macabra:


"A vida e a morte do embaixador Elbrick estão nas mãos da ditadura. Se ela atender às duas exigências, o senhor Elbrick será libertado. Caso contrário, seremos obrigados a cumprir a Justiça Revolucionária".


Quem garante que não foi cumprida com relação a vários companheiros? Se iriam matar o embaixador, não podem reclamar o cumprimento, pelos vencedores, da justiça revolucionária criada por eles próprios.

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Os parlamentares investigados:

Além do mensalão, em 52 casos o Supremo já encontrou elementos suficientes para transformar 23 deputados e cinco senadores em réus de ações penais. O restante das investigações está na fase de inquérito, procedimento a partir do qual são instaurados os processos criminais.

Os parlamentares investigados:

por crimepor partidopor estado

os deputadosos senadores

Suspeitas que se repetem

O passeio pelo Código Penal é extenso: alcança, pelo menos, 12 tipos criminais. A relação, no entanto, pode ser ainda mais extensa, já que o site do STF não informa a natureza de 19 das 195 ações identificadas pela reportagem (veja a divisão por tipo penal).

As denúncias por crimes contra a administração pública, como corrupção, peculato (apropriação de bens ou valores por servidor público em função do cargo), prevaricação e emprego irregular de verba pública, são as mais freqüentes. Elas se repetem 68 vezes.

Entre os denunciados por crimes dessa natureza, estão os cinco deputados acusados de receber recursos do mensalão: José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Paulo Rocha (PT-PA), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Valdemar, aliás, já é réu em outro caso, por crime contra a ordem tributária.

Em segundo lugar, com 22 acusações, aparecem os casos de crime de responsabilidade, quase todos relacionados a irregularidades cometidas em gestões estaduais ou municipais, ou de improbidade administrativa.

A partir daí, o rol das suspeitas se diversifica. Há 17 denúncias por crimes de imprensa ou contra a honra; 15 por crimes eleitorais, outras 15 por crime contra a ordem tributária; dez por crimes ambientais; nove por crimes contra o patrimônio; oito por crimes contra o sistema financeiro; cinco por crimes contra a pessoa; cinco por crime contra a fé pública; uma motivada por suspeita de crime contra o planejamento familiar, e outra por crime de trânsito (homicídio culposo) (entenda a tipificação dos crimes).

“Saber que são principalmente por crimes contra a administração pública assusta um pouco, mas, de qualquer forma, nós não podemos prejulgar ninguém. Claro que há alguns que assustam mais. Há casos de indícios de corrupção e isso, sim, é preocupante. Mas, insisto, não podemos prejulgar”, avalia o deputado Ricardo Izar (PTB-SP), presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara.

http://congressoemfoco.ig.com.br/

9.24.2007

As poderosas secções do Lulismo


por Ipojuca Pontes em 24 de setembro de 2007

Resumo: E se Lula resolvesse colocar em ação os seus bate-paus do MST, CUT e afins para paralisar o país, o que aconteceria: reação de uma oposição que não existe, ou a repetição de acontecimentos já vistos na Rússia, Itália e Alemanha?

© 2007 MidiaSemMascara.org

“Aprendi muito com o marxismo. Não com essas doutrinações sociais, essas asneiras absurdas – mas, sim, com os seus métodos”.

Adolf Hitler

Numa reação ao movimento de protesto “Cansei”, que colocou nas ruas de alguns Estados da federação cerca de dez mil pessoas, a maioria composta por membros da classe média insatisfeita com a degradação do País, o operário-presidente Lula, reagindo ao fato, afirmou em tom de velada ameaça que ele, e só ele, sabe “como ninguém botar o povo nas ruas”.

Lula, que mente muito e se desmente muito pouco, afinal, disse uma verdade acachapante: hoje, somando as tropas de choque do PT, MST, MLST, CUT, UNE, sindicatos e militantes da esquerda dentro e fora do aparelho do Estado, ele pode reunir, num estalar de dedos, nos espaços urbanos ou rurais, em torno de cinco milhões de “companheiros de viagem”. Só com os militantes do MST, o seu braço armado mais ostensivo, Lula contaria, no mínimo, com 1 milhão de bem nutridos bate-paus. (É bom lembrar que os petistas sempre que encontram algum obstáculo político no meio do seu projeto totalitário, ameaçam colocar nas ruas a exercitada militância dos “movimentos sociais”).

Não há nada de novo no front: todo governo que busca o poder totalitário tem a sua massa de manobra para tomar as ruas, impor sua vontade, debilitar o sistema político vigente e atemorizar os opositores. O velho Lenin, antes e depois de 1917, formou um vasto contingente de “tropas bolcheviques de ocupação”, cujo objetivo era aterrorizar a população “burguesa”, sabotar o governo, tumultuar o parlamento (Duma), roubar bancos, incendiar fábricas, ocupar propriedades e abater friamente os adversários ou dissidentes recalcitrantes.

Os militantes das facções bolcheviques, com suas braçadeiras vermelhas, e os “comissários do povo”, com os seus casacos de couro preto, ambos com porretes, revólveres, facas, martelos e barras de ferro, foram os principais responsáveis pelo célebre massacre da Prospekt Nevski, em Petrogrado, no mês de fevereiro de 1917. Em meio à enfurecida massa de operários, soldados e desocupados, as obedientes hordas bolcheviques não tiveram dificuldades em fazer eclodir aquilo que viria a se chamar, no dizer do escritor socialista Máximo Gorki, o “caos sanguinário” da Revolução. Dali por diante, derrubar o império de Nicolau II, desestabilizar o governo provisório de Kerensky e, depois, estabelecer a violenta ditadura comunista de Lenin - era só uma questão de tempo.

Por sua vez Benito Mussolini, ex-dirigente socialista, não teve o menor constrangimento em criar na Itália, antes e depois do assalto ao poder, os “Fasci de combattimento” para enfrentar a socos e pontapés nas ruas de Milão, Turim, Genova, Ferrara, Ravena, Livorno, Fiume e Parma, entre outras cidades, a hegemonia dos “quadros de luta” socialistas tutelados por Moscou. As “squadre” de “camisas negras” do “Duce” (tendo a frente Ítalo Balbo, uma espécie carcamano do vosso João Pedro Stedile) especializaram-se em realizar atos de protesto, ocupar espaços públicos, congestionar estradas, tomar prefeituras, saquear armazéns, incendiar casas - estabelecendo enfim, nas cidades invadidas, verdadeiros governos paralelos.

A propalada Marcha sobre Roma, que derrubou do governo italiano o primeiro-ministro Luigi Facta, em 1922, tinha na instrumentação política dos “Fasci de combattimento” o suporte da violência moral e física que colocou e manteve Benito Mussolini no poder totalitário e que, mais tarde, levou a Itália à ruína.

Já o “führer” Adolfo Hitler, o fundador do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, inspirado nas lições da Revolução Russa, criou, organizou e incentivou as “secções de assalto”, as famosas SA, que adotaram à perfeição os métodos terroristas utilizados por Lenin na Rússia Soviética.

Hitler – como, de resto, Lenin, Stalin e Trostsky – entendia a violência como necessário instrumento de defesa e ataque para atingir seus objetivos ditatoriais. Assim, em 1921, diante da ação terrorista da “Guarda Erhard-Auer”, tropa de choque comunista destinada a combater na raiz o emergente NSDAP, o “Führer” fundou sua virulenta SA - a “vanguarda militante” constituída, na sua maioria, por professores primários, militares humilhados, balconistas desempregados, desocupados, etc. - que tinha por objetivo ganhar a “batalha das ruas”.

De cassetete em punho, braçadeiras suásticas presas às mangas das camisas pardas, portando bandeiras e entoando cânticos de guerra, os membros da SA, reivindicando uma “nova ordem social”, percorriam a Alemanha invadindo propriedades, escolas, espaços públicos hostis ao nacional-socialismo e, muito especialmente, o comércio da burguesia em geral e judaica em particular. Para acionar sua organização paramilitar, Hitler partia do pressuposto bolchevique de que uma demonstração de força, por pessoas identificadas pela braçadeira do partido, tinha não só o efeito de intimidar o adversário como também o de seduzir as massas. “As pessoas necessitam de um medo salutar”, disse certa vez a propósito da ação da SA. “Elas desejam ardentemente alguém que as façam tremer e lhes cause arrepios”.

Mas voltemos à vaca fria brasileira. Ao cabo de tudo, a pergunta que se faz imperiosa é a seguinte: diante de um movimento democrático que visasse colocar não dez, mas quinhentas mil pessoas protestando nas ruas contra o governo petista, o que faria o operário-presidente, hoje reconhecido milionário: botaria, para o confronto, o exército do MST armado de foice, faca, machado e revólver para massacrar os oponentes? Permitiria a UNE fechar escolas e universidades? Fecharia os olhos para a ocupação das fábricas pelos filiados da CUT? Deixaria (como já o fez) o MLST ocupar, incendiar e saquear o campo?

Se Lula fizesse isso, e ele pode fazer se quiser, não aconteceria nada, pois a oposição, além de nula, só conta com eleitores.

E olhe lá.

VAI PIORAR




"Tolerância zero com tudo o que nos desmoraliza e humilha, perseguição implacável ao cinismo, mudança total nas futuras eleições, faxina no Congresso"



Escritores devem escrever, palestrantes devem falar. Qualquer pessoa tem a obrigação de pensar e o direito de se expressar. Claro que isso não acontece num país de analfabetos, onde não se tem interesse em que o povo pense: um povo informado escolheria outros líderes, não ficaria calado quando pisoteiam sua honra, expulsaria de seus cargos os pseudolíderes e tentaria recompor as instituições aviltadas. Mas nós não fazemos nada disso: parecemos analfabetos e afásicos, uma manada de bobos assistindo às loucuras que se cometem contra nós, contra cada um de nós.

E eu, que tenho as duas atividades, escrever e eventualmente falar, que desde criança fui ensinada que cabeça não foi feita só para separar orelhas, mas para pensar, questionar – e também para ser feliz –, neste momento, não sei o que pensar. Muito menos o que responder quando me perguntam interminavelmente o que estou achando, como estou me sentindo. Estou virando pessimista. Não em minha vida pessoal, mas em relação a este país. Ou melhor: a seus governantes, autoridades, homens públicos, políticos. Mal consigo acreditar no que se está passando. A cada dia um espanto, a cada dia uma decepção, a cada dia um desânimo e uma indignação.

Este já foi o país dos trouxas, que pagam impostos altíssimos e quase nada recebem em troca; o país dos bobos, que não distinguem um homem honrado dum patife, uma ação pelo bem geral de uma manobra para encher o bolso ou galgar mais um degrauzinho no poder a qualquer custo; o país dos mistérios, onde quem é responsável absoluto não sabe de nada, ou finge enxergar outra realidade, não a nossa. Hoje, estamos ameaçados de ser o país dos sem-vergonha. A falta de pudor e o cinismo imperam e não há, exceto talvez o Supremo Tribunal, lugar totalmente confiável.

Entre os políticos, com cargos ou não, impera um corporativismo repulsivo – ou estaremos todos de rabinho preso? Nós, povo que se deixa enganar tão facilmente, que pouco se informa e questiona, vamos nos tornando da mesma laia? Seremos também, concreta ou moralmente, vendidos? Quando eu era menina de colégio, às vezes os rapazes se insultavam gritando "vendido!", não me lembro bem por quê. Deviam ser questões esportivas. Um ponto não marcado, um gol roubado. Era grave insulto. Hoje, parece que ninguém mais liga para insultos, leves ou pesados – nada pega, tudo é água em pena de pato, escorre e acabou-se. Um povo teflon. Vemos líderes vendendo-se em troca de comodidade, cargo, poder, dinheiro, impunidade,preservação de algum sórdido segredo, ou simplesmente a covardia protegida. Quem nos deve representar sumiu no ralo. Quem nos deve orientar se transformou em mamulengo. Quem nos deve servir de modelo chafurda na lama. E nós, povo brasileiro, nos arrastamos na tristeza. Reagimos? Como reagimos? Pintamos a cara e saímos às ruas aos milhares, aos milhões, jogamos ovos podres, paramos o país, pacificamente que seja, tentamos mudar o giro da máquina apodrecida? Aqui e ali um tímido protesto, nada mais.

De algum lugar surgiram os senadores que votam às escondidas porque não têm honra suficiente para enfrentar quem os elegeu; os deputados pouco confiáveis, alguns duvidosos ministros, de onde surgiram? De nós. Nós os colocamos lá, nós votamos, nós permitimos que lá estejam e continuem – nós, através das mãos dos ditos representantes, instituímos a vergonha nacional que em muitas décadas será lembrada como um tempo de opróbrio.

E não argumentem que a economia está ótima: ainda que esteja, digo que me interessa muito menos a economia do que a honra e a confiança, poder ser brasileiro de cabeça erguida. Existe o Bolsa Família, a miséria está um pouco menos miserável? Pode ser. Mas os hospitais continuam pobres e podres, as escolas e universidades carentes, as estradas intransitáveis, a autoridade confusa e as instituições esfaceladas,os horizontes reduzidos. O Senado terminou de ruir? Querem até acabar com ele? Pode parecer neste momento que ele não faz muita falta, mas sua ausência seria um passo para o Executivo ditatorial, a falência total da ordem e a perda de um precário equilíbrio.

Com pressentimentos nada bons, faço – embora sem grande esperança – uma conclamação: tolerância zero com tudo o que nos desmoraliza e humilha, perseguição implacável ao cinismo, mudança total nas futuras eleições, faxina no Congresso, Senado e câmaras, renovação positiva no país. Conscientização urgente, pois,acreditem, do jeito que vai a coisa tende a piorar.

por
Lya Luft

Quem é traidor?

Cogito ergo apedeuta

Em entrevista publicada ontem no jornal "The New York Times", o presidente Lula afirmou não acreditar que haja prova contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que responderá criminalmente, por corrupção ativa e formação de quadrilha, no Supremo Tribunal Federal, pelo envolvimento com o mensalão petista.

"Não acredito que haja prova de que ele cometeu o crime de que é acusado. Ele será julgado".

Três anos após o incidente da tentativa de expulsão do então correspondente do New York Times no Brasil, Larry Rohter, o presidente Lula da Silva deu sua primeira entrevista ao jornal norte-americano para nos brindar com tamanha pérola de inocência ou cinismo.

Quem é traidor?

Na entrevista ao NYT, Lula se recusou a revelar se alguém em especial o traiu:

"Há centenas de empregados ao meu redor que eu não tenho a menor idéia do que fazem".

Daqui a pouco, a culpa de tudo de errado será do mordomo do Palácio da Alvorada...

por Aleta Total

Generico

“General” Jobim irrita militares

Militares estão perplexos e revoltados com a súbita demissão do secretário de Política e Estratégia do Ministério da Defesa, general Maynard Santa Rosa. O ministro Nelson Jobim não gostou do depoimento do general na Câmara, contrário a que o Exército ajude a Polícia Federal no conflito reserva indígena Raposa do Sol (Roraima). Estrategistas militares sentem cheiro de sangue na ação, que seria desastrosa, com desfecho imprevisível.

Vaia em Lula

O "Movimento Curitiba Vaia Lula" promoverá um protesto contra o presidente. Prometem uma vaia daquelas. A concentração está marcada para a Boca Maldita, na Praça Osório, a partir das 14h de sábado (29).

Dependência

Presa com papelotes de cocaína em Brasília, uma araponga voltou à Agência Brasileira de Inteligência mediante hábeas corpus, constrangendo os colegas. Ali, são graves os casos de agentes dependentes químicos.

Palocci 2010

A atuação do deputado Antônio Palocci (PT-SP) como relator da CPMF tem sido considerada no Planalto como a "recuperação" do ex-ministro da Fazenda. Já tem petista citando seu nome para a sucessão de Lula.

Repúdio e honraria

A Câmara de Cuiabá votou moção de repúdio ao senador Mario Couto (PSDB-MT) por suas denúncias contra Luiz Pagot, indicado para o DNIT. Essa câmara já homenageou o "comendador Arcanjo", que está em cana.

Voto secreto

No momento em que o Senado decide sobre o voto aberto, vale o Barão de Itararé, o grande Apparício Torelly: "O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato".

'Buraco negro' em Florianópolis

A Aeronáutica garante que não existem pontos cegos nos céus brasileiros, mas pilotos e controladores denunciam que há um buraco negro, dos grandes, na aproximação do aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis. A partir dos 8 mil pés (3 mil metros) até a proximidade dos mil pés (300 metros) da pista, os aviões somem da torre de controle. Tudo por conta de um radar mal posicionado na região montanhosa que cerca a capital.

Nem aí

Dezenas de relatórios alarmantes sobre o "buraco negro" em Floripa já chegaram ao Departamento de Controle de Espaço Aéreo. Nada aconteceu.

Governabilidade a 0,38%

Como confessa o presidente, a governabilidade agora depende da CPMF.

Novo slogan

CPMF: você ainda vai morrer com ela.

Pensando bem...

...é difícil saber quem tem mais bronca do Congresso Nacional: o aprendiz de ditador venezuelano Hugo Chávez ou o povo brasileiro

por Claudio Humberto.

Cacciola afastará da mídia a corrupção do Governo


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23 de setembro de 2007

Com as recomendações do presidente,
Tarso Genro cumprirá uma missão não
impossível que deverá distrair a mídia
dos embaraços do Governo com a cor-
rupção oficial.
Do Observatório de Inteligência
Por Orion Alencastro

Em meio às denúncias de irregularidades em dezenas de obras do PAC, com flagrantes ajustes de facilidades (corrupção) apontadas pelo Tribunal de Contas da União, o estado de sub judice da quadrilha de quarenta oportunistas do mensalão no Superior Tribunal Federal, o desmoralizante caso Renan destruindo a imagem do Senado da República e as prisões de narcotraficantes com repercussão internacional, o ministro da Justiça Tarso Genro desembarca no principado de Mônaco para tratar da extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola.


Cacciola se prepara
para eventual amargo
regresso e guarda na
sua "mochila" bombas
de efeito retardado que
podem complicar par-
ceiros aproveitadores
da República.
Tarso Genro, o ministro pigmeu, estará voando como superhomem e será recebido segunda-feira pela douta procuradora-geral Annie Brunet Fuster, municiado de argumentos escritos e linguagem ensaiada, com a expectativa velada de uma grande jogada política em conseguir trazer Cacciola de volta ao Brasil o mais breve possível.

A senhora Brunet Fuster e a máxima autoridade da Justiça de Mônaco Philippe Narmino receberão individualmente Tarso Genro mas, pelos comentários da imprensa do principado, transparece o ponto de vista comum das autoridades que se trata de caso processual de cunho eminentemente jurídico, descartando-se quaisquer conotações de ordem política ou diplomática. Merece ser lembrado que os governantes e a sociedade de Mônaco primam por defender o principado da sua conceituação inverídica de paraiso fiscal, não acobertando criminosos transnacionais, o que torna o ambiente favoravel à extradição.

O ministro brasileiro será recebido diplomaticamente e a justiça do principado aguarda com serenidade as alegações da defesa de Salvatore Cacciola com argumentos que deverão configurar um caso político para livrá-lo do pedido de extradição ao Brasil.

O fato político está na percepção do defensor do ex-banqueiro, advogado Frank Michel, ao interpretar o ambiente subjetivo político-ideológico do governo brasileiro, a obstinação de Tarso Genro e a expectativa do chefe petista da Polícia Federal, um dos investigadores do caso Cacciola. Estes desejam a pronta punição de Cacciola, condenado a treze anos de prisão em 2005 por crime de gestão fraudulenta, peculato e corrupção passiva por ocasião da crise cambial em 1999 no governo FHC, que resultou na desvalorização do real.


Não quer falar do passado: Cacciola
foi uma complicação no aproveita-
mento de oportunidades do seu go-
verno.
A justiça de Mônaco cumprirá rigorosamente os ritos judiciais e observará o respeito ao direito de defesa do candidato à extradição mas, de qualquer maneira, será aguardado o desembarque de Salvatore Cacciola algemado no aeroporto de Brasília. Não temos dúvidas, será um fato político que renderá ampla cobertura da mídia e simbolizará mais um troféu na sala de audiências do presidente Luiz Inácio da Silva.

Como já comentado na série "Luiz Inácio organiza polícia política para se garantir na Presidência", em quatro partes e restando a última, o ministro da Justiça coordena tacitamente a montagem da polícia política do presidente da República para blindá-lo de fatos adversos que possam comprometê-lo e necessita produzir eventos em sintonia com o Ministério das Comunicaçoes Sociais para tirar da mídia os acontecimentos da corrupção que possam escapar e afetar a imagem do ocupante do Palácio do Planalto ou abalar o Governo. (OI/Brasil acima de tudo)

9.23.2007

Mantega tenta enganar o povo em rede nacional

Ministro da Fazenda mostra desespero do governo

- O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi à televisão, em rede nacional nesta sexta-feira( 21-09), tentar enganar o povo , falando em diminuição de impostos no dia em que os jornais mostram o aumento da carga tributária.

A afirmação é do vice-presidente nacional dos Democratas, deputado federal Paulo Bornhausen, logo após pronunciamento do Ministro da Fazenda.

- O pronunciamento é uma prova do desespero do governo ante as últimas notícias. Primeiro, foi a pesquisa CNI/IBOPE, que mostrou que a maioria dos brasileiros é contra a prorrogação da CPMF. E os jornais desta sexta-feira também mostram os números que o ministro omitiu: Conforme os números da Receita divulgados ontem, os brasileiros pagaram R$ 1,588 bilhão em impostos em cada um dos 243 dias desses oito meses – ressaltou Paulo Bornhausen, que também é vice-líder do partido na Câmara.

Segundo Bornhausen, o que está acontecendo "é uma transferência brutal de dinheiro do bolso do povo para os cofres do Governo". O deputado catarinense continua: "E esse dinheiro, como está nos jornais, o governo está usando para comprar votos pela prorrogação da CPMF", denunciou.

- É um escândalo. Ministro da Fazenda quando convoca uma rede nacional, é para falar sobre a macro economia do país, para sinalizar rumos da economia para o mercado, ou para tentar interferir em uma crise financeira com o seu pronunciamento. Guido Mantega veio fazer propaganda enganosa – enfatiza Bornhausen.

Postado por: Xô CPMF

A malta que nos governa

 É claro que não tenho certeza, mas creio que a grande maioria dos brasileiros se sente enredada num clima de bandidagem, no qual avultam em maior destaque os políticos. Que se espere, talvez, de pessoas mais esclarecidas ou informadas, uma distinção entre os poucos bons e os muitos maus.
Mas não se espere isso dos muitíssimos que nem dinheiro têm para comprar um jornal barato, ou nunca viram um jornal, ou não sabem ler, ou estão mais preocupados em conseguir um copo com água para beber, daquela que há séculos vem sido prometida a seus antepassados e sempre foi para os açudes dos coronéis ou para o saco sem fundo de administradores e empresas delinqüentes.
Acredito que essa maioria de brasileiros não vê mais indivíduos entre os políticos. Vê uma massa amorfa, buliçosa e esquiva de ladrões, mentirosos, escroques, assassinos, vivaldinos — o que lá se pense de condição criminal ou moralmente execrável. Se distingue a cara de um ou outro, é como quem distingue um bandido famoso de outro.
O resto é percebido como uma geléia geral de, no mínimo, aproveitadores safados, que se cevam no poder e nunca pensaram em ninguém senão neles mesmos, na parentela e na freguesia. Podemos, assim, para usarmos linguagem elegante e compreensível alémmar, nos referir sem medo de errar à “ malta que nos governa ” .
A palavra é quase sempre usada no sentido de corja mesmo, mas também pode ser entendida como, digamos, bando. E bando não é injúria, já que foi termo empregado pelo presidente para referir-se a generais, estamos garantidos nesta.
Contudo, devemos lembrar, como várias vezes lembramos antes, os políticos não nos foram enviados de outros planetas, como uma espécie de força invasora de precursão. Lamentavelmente, temos que concordar que são brasileiros como nós, criados como nós, indivíduos daqui como nós.
Ou seja, a verdade dói, mas nem por isso deixa de ser verdade: não podemos dizer que são “ eles ” , temos que reconhecer que somos “ nós ” . “ Ah, tou fora dessa, eu nem posso falar em político que tenho de tomar Plasil na veia! ” poderá você protestar. Está certo, então você confirma a venerável afirmação de que o Brasil não tem povo, tem platéia.
Claro, se todo mundo pensar ou, mesmo não pensando, agir assim, está tudo muito certo, está tudo muito bem e, quando tiver o que reclamar, relaxe na poltrona, dê uma risadinha e, se puder, goze.
Durante nossa História, fosse na condição de platéia, de governados subservientes (o que até hoje persiste — estou para conhecer povo mais rabo-entreas-pernas e sim-sinhô que nós) ou até de escravos, ficamos acostumadinhos assim.
E nossos governantes também foram ficando acostumadinhos assim. Mais recentemente, conosco na decidida condição de platéia (e platéia dessas frias, que ator detesta e aí capricha para esquentar), eles foram experimentando até onde poderiam chegar.
E, vamos convir, de uns tempos para cá estão agindo como se o céu fosse o limite — embora os prazeres que almejem não devam ser dos mais celestiais, no sentido estrito da palavra. O resultado é que a platéia está se desinteressando, pegou raiva, quer o dinheiro dela de volta e, se saírem perguntando por aí o que é que o perguntado acha de se acabar com o Senado, receio que onze entre cada dez responderiam que era uma boa, pelo menos uma economia considerável.
O mesmo acontecerá, mais ou menos da mesma forma, se perguntarem sobre a Câmara de Deputados. Vai ver que o ministro do Futuro, o dr. Mangabeira Unger, que, aliás, tem costela baiana (o sotaque não engana) já jogou os búzios e já sabe tudo. O povo acha que nem Senado nem Câmara servem para e só fazem atrapalhar — vejam como agora o presidente diz que problema do Senado é problema Senado, o que ele quer é que isso não o impeça de trabalhar. Só que o presidente, mesmo nos momentos mais distraídos de sua oportuna viagem à Escandinávia, estava cansado de saber que apoiava o dr. Renan Calheiros, que o PT também o apoiaria e que isso fazer com que o Senado não o deixasse trabalhar mesmo. Portanto, que é isso? O presidente apoiava uma situação que sabia que no futuro o atrapalharia?
Será que, como homem do povo, ele também partilha da visão de que o Senado não serve para nada e deve ser extinto?
Muitas vozes de seu partido falaram isso, é interessante. Não há espaço para explicar, mas, graças a Deus, para muita gente não é preciso explicar. Sim, o Senado e a Câmara têm feito o possível para desfigurar monstruosamente sua imagem, mas não podemos passar sem eles. Olhemos a História, não só a nossa como a de outros povos. Agora estamos na posição desconfortabilíssima, quase masoquista, de defender a preservação de instituições cujos membros fazem tudo para que as vejamos como, mais que inúteis, maléficas. Mas temos de defendêlas. E elas têm que ajudar mais do que promete a força humana, porque senão perdemos. O admirável senador Pedro Simon disse que queria ver o povo nas ruas. Não queira, não, Senador, porque não para apoiar o Senado, mas para consumar sua morte. E, se perdermos, que acontece? Sou baiano também, mas não ensino em Harvard e aí não sei jogar búzios.
Há quem tema, como eu, a gradual instalação de um, com perdão da má palavra, mussolinato, como parece ocorrer na Venezuela — pois quem pensa que aquilo lá é de esquerda acha que Perón Lenine. Claro, o presidente disse que não aceitará um terceiro mandato nem que o povo peça. Mas presidente, sabem como é, não é que minta ou faça promessas falsas, é que, como falou em relação CPMF, ele muda de idéia. Verdade, já mudou de idéia até a respeito de si mesmo e poderá voltar a fazê-lo. É, pessoal, não é por nada, não, mas vamos tapar o nariz e defender essas casas hoje aviltadas, mas recuperáveis.Há situações piores, posso garantir.
JOÃO UBALDO RIBEIRO é escritor.
O Globo http://www.oglobodigital.com.br/ - PRIMEIRO CADERNO - 23/09/2007

O racismo negro - uma esparrela pretista

Um dos grandes ativos brasileiros é a convivência racial, especialmente naquilo que o Brasil tem de melhor: o povo brasileiro. Existe um racismo disfarçado em alguns setores, classe média e alta não-intelectualizada, em alguns ambientes, não no ambiente popular.
Freqüento botecos onde convivem brancos, pardos e negros, em que posso chamar o Almeida de "negão" sem ser acusado de racismo, assim como ele pode me chamar de "turco". Tenho liberdade para lhe dizer que "negão" só faz besteira, ele de me ameaçar com um "navio branqueiro" quando tomar o poder, sem precisar dar satisfação de nossa amizade e nossasbrincadeiras a nenhum centurião do politicamente correto.
Nosso ponto em comum é a amizade e a música, é cantar dona Ivone Lara e Ary Barroso, é celebrar a mistura de raças, que me permite ter sobrinhos com 50% de sangue judeu e quase outro tanto de sangue libanês.

Corra-se a periferia de São Paulo, das grandes cidades, freqüentem-se as pequenas cidades e se verá o povo irmanado na música, no futebol, na solidariedade para enfrentar um modelo econômico perverso.

Se souber que meu condomínio discrimina negros ou pobres, irei até as barras do tribunal para fazer valer a lei, porque o Brasil tem leis expressas para colocar racista na cadeia.

No entanto, sob a capa das políticas compensatórias, está em marcha um processo que pode fortalecer o pior dos mundos: a intolerância racial aberta, praticada por grupos negros politizados, especialmente contra pardos e brancos de estratos sociais inferiores.

Semanas atrás fui jurado em concurso de práticas sociais da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Um dos projetos era um curso profissionalizante em uma favela de Belo Horizonte, ao qual só tinham acesso alunos negros. O favelado quase branco, quase negro passou a sofrer duas espécies de discriminação: fora do seu meio, por ser favelado; no seu meio, por ser um quase negro, quase branco.

O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) tem uma assessora negra retinta, lustrosa, bonita, instruída. Foi vetada em um bloco de Carnaval em Salvador porque consideraram que sua negritude não era plena.

O Brasil não merece isso! E, quando se entram com políticas compensatórias raciais -como é o caso das cotas para negros em universidades-, começa a se dar legitimidade institucional a esseracismo. Pode-se discutir ou não a legitimidade de cotas para alunos de escolas públicas, cotas para pobres, mas não cotas para negros.

Como é que se vai aceitar esse pensamento desvairado e transformar em política pública algo que começa a contaminar até as relações de solidariedade nas classes populares?

As cotas raciais, assim como a elegia a esse racismo negro, são uma ameaça concreta que precisa ser abortada no berço. Não se pode cair na esparrela da dívida histórica para tornar mais deserdados ainda os simplesmente pobres.

E viva Paulinho da Viola -meio negro, meio branco.

por LUÍS NASSIF - Luisnassif@uol.com.br
Fonte: Folha de S. Paulo- 04/03/2005

A ideologia da anti-ideologia

O sonho de um mundo “sem ideologias”, onde tudo seja resolvido por meio de critérios “pragmáticos” e “de mercado”, orienta hoje não só muitas decisões da classe empresarial mas a política externa de vários países e boa parte das opiniões em circulação no debate público sobre os mais variados assuntos.

Para muita gente, o pragmatismo supra-ideológico – chamemo-lo assim, em falta de outro nome -- adquiriu estatuto de sabedoria convencional ao ponto de que já quase ninguém percebe que ele próprio é uma ideologia, e aliás uma das mais grosseiras que o mundo já conheceu. A estrutura interna do pensamento ideológico caracteriza-se pela compressão forçada da realidade para dentro de uma única dimensão, portanto pela recusa ou proibição de examinar os fatos e aspectos que não caibam no padrão escolhido.

Em geral os fundadores de uma ideologia sabem que ela é objetivamente falsa. Não a defendem porque crêem que ela descreve acuradamente a realidade, mas porque esperam que, se um número suficiente de pessoas acreditar no que dizem, a conduta delas se tornará mais previsível e manipulável na direção desejada.

Toda ideologia é nesse sentido uma profecia auto-realizável: ela visa a criar as próprias condições sociais e psicológicas que lhe darão retroativamente uma aparência de veracidade. Mas no fundo a ambição dos ideólogos-fundadores é transcender a distinção de aparência e realidade, fazendo com que esta copie tão bem aquela que se torne indiscernível dela e acabe por se transformar nela efetivamente. Essa ambigüidade inata do pensamento ideológico escapa geralmente à quase totalidade dos seus aderentes e seguidores, sendo uma espécie de segredo originário bem guardado pelos fundadores e só acessível, em cada geração a uma reduzida elite dos discípulos mais talentosos e clarividentes.

Todo ideólogo – inclusive o fundador – é por excelência um manipulador, mas, por isso mesmo, está sujeito a ser manipulado por seus adversários, na medida em que estes, sabendo de antemão como ele interpretará (ou fingirá interpretar) o curso dos acontecimentos, podem alimentá-lo de informações pré-selecionadas para induzi-lo a conclusões que sejam as mais interessantes para eles, não necessariamente para ele.

Toda ideologia é assim um canal de desinformação, mas com mão dupla, no qual o desinformante está sujeito a ser ele próprio desinformado. Isso acontece quando o ideólogo, no afã de persuadir os outros, se deixa ele próprio persuadir pela sua ideologia, esquecendo-se de que ela era apenas um instrumento de ação, na origem, e passando a tomá-la como critério de explicação da realidade.

No corpo total dos adeptos e propugnadores de uma ideologia, evidentemente os mais sujeitos a cair nesse erro são os círculos “exteriores” mais distantes do fundador, que já receberam a ideologia pronta e, não tendo participado da sua criação, são geralmente insensíveis à sua ambigüidade originária.

O risco é maior se nem mesmo receberam a doutrina da sua fonte inicial, mas de segunda mão, como crença usual infusa na cultura ambiente. Assumindo como verdade objetiva a simplificação compressiva originária, tornam-se assim maximamente previsíveis e manipuláveis.

No caso da ideologia aqui mencionada, o pragmatismo supra-ideológico, a ironia da situação é que um dos seus mais fortes atrativos retóricos é o apelo à “maturidade”, ao “realismo”, à “política de resultados” e à “objetividade dos fatos” (com forte respaldo “tecno-científico”) em oposição ao “romantismo” e à “fé irracional” que, segundo essa perspectiva, seria a característica eminente das ideologias em geral – isto é, porca miséria, das outras ideologias.

Por meio desse viés o pragmatista supra-ideológico se torna o mais ingênuo e manipulável dos ideólogos no instante mesmo em que se imagina imunizado contra ilusões ideológicas.

Na medida em que encara o mundo sub specie mercatus , ele fecha os olhos para todas as motivações humanas que não possam ser explicadas pelo cálculo econômico racional, tornando-se assim incapaz de prever as ações de tipos como os aiatolás muçulmanos, os generais chineses ou os homens da KGB. Quando se defronta com essas ações, ilude-se ao ponto de desprezá-las como irracionais, primitivas e destinadas ao fracasso, com o que ajuda esses seus adversários a passar por fracos para mais facilmente derrotá-lo.

É claro que ao me referir a cálculo econômico não quero dizer que o pragmatista supra-ideológico explique tudo por fatores econômicos (se bem que ele o faça até com freqüência), mas que o tipo de raciocínio que ele emprega em todas as áreas de investigação e ação ao seu alcance -- a diplomacia ou a guerra, por exemplo -- seja estruturalmente o mesmo que emprega em economia, fundado no egoísmo racional dos motivos.

É por isso que ações de longuíssimo prazo, que transcendem a expectativa de vida dos personagens envolvidos, não lhe parecem ter realidade em si mesmas, mas ser apenas construções ideológicas erigidas em cima de interesses mais imediatos e palpáveis – o que significa que ele não as compreende de maneira alguma.

As derrotas vexaminosas do Ocidente na competição com o movimento comunista internacional – cada vez mais patentes por trás da ilusória “queda da URSS” – ou a impotência européia ante a invasão islâmica são os exemplos mais notórios.

O pragmatismo supra-ideológico não só é uma ideologia, mas é mesmo uma das mais enganosas, já que a maior parte de seus seguidores lhe ignora totalmente as origens e por isso mesmo dificilmente se encontra entre eles um manipulador consciente: são praticamente todos vítimas da ilusão que propagam.

Embora leve o nome da escola filosófica fundada por Charles Sanders Peirce e William James, essa ideologia tem pouco a ver com ela; e, embora seja hoje moeda corrente entre os liberais, ela se origina no que pode haver de mais oposto ao liberalismo, isto é, a tecnocracia positivista com seu sonho de substituir a vida política por uma administração científica centralizada.

Os pragmatistas supra-ideológicos são tão inconscientes das implicações reais da sua escolha que nem percebem que a hegemonia da racionalidade econômica sobre os fatores ditos ideológicos e “irracionais” da vida social não traria jamais a vitória da liberdade de mercado, mas a expansão ilimitada da administração estatal.

Um mundo sem ideologias é o mesmo que um mundo sem política – é o projeto da “sociedade administrada”, isto é, totalmente controlada, para o qual tantos liberais contribuem inconscientemente por meio de sua adesão ao pragmatismo supra-ideológico, que deveriam antes combater por todos os meios ao seu dispor.

O discurso ideológico é, no fundo, nada mais que retórica – o tipo de pensamento que não é voltado para o conhecimento, mas para a ação imediata. A persuasão retórica é absolutamente indispensável à ação prática, na esfera privada como na vida pública. Querer eliminá-la é tão utópico – e tão ideológico – quanto querer suprimir o mercado.

O mal não está na mera existência do pensamento ideológico, nem mesmo na sua onipresença na vida social. O mal aparece quando as esferas de atividade que deveriam ser orientadas por formas de pensamento mais exigentes e mais voltadas à descoberta da verdade se deixam infectar de ideologismo, como acontece, no Brasil, com a quase totalidade do que se produz sob o rótulo de “ciências sociais”. Mas a adesão mesma de tantos acadêmicos e consultores empresariais ao pragmatismo supra-ideológico é um sintoma desse mal.

por Olavo de Carvalho
Publicado pelo Diário do Comércio em 10/09/2007