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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

6.18.2008

Militar freqüentava Complexo de São Carlos



Polícia quer refazer percurso do crime com quebra de sigilo telefônico

Rio - A relação de um dos militares com o Complexo de São Carlos — dominado pela facção Amigos dos Amigos (ADA) — começou bem antes do contato feito, na manhã de sábado, para que os três jovens da Providência, controlada pelo Comando Vermelho (CV), fossem levados até a comunidade rival para morrer. Há pelo menos quatro anos, José Ricardo Rodrigues de Araújo, o soldado Rodrigues, de 19 anos, freqüenta a região, onde moram tios e primos.

Como O DIA informou ontem, a quebra dos sigilos telefônicos foi pedida. Rastreando as ligações e os registros das antenas, principalmente do telefone celular do soldado, os investigadores esperam reconstituir o passo-a-passo do crime.

O que a Polícia Civil já sabe é que o veículo do Exército entrou no complexo pelo acesso que fica ao lado da subestação da Light e seguiu até a região conhecida como Chuveirinho, no Morro do Zinco. Lá, os jovens foram entregues a Anderson Eduardo Timóteo, o Derson, um dos gerentes do tráfico, que tem fama de sanguinário. Em maio de 2004, ele matou o primo Célio, 14 anos, e obrigou o tio a tirar o corpo da favela em carrinho de mercado.

A autorização para matar os jovens foi dada pelo chefe do tráfico, Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol ou Lindão, que não teria participado das execuções. “Mas ele proibiu que qualquer morador ficasse perto ou comentasse o assunto aqui dentro”, revelou um morador. Quando os militares chegarem à favela com as vítimas, um soldado — que a polícia investiga se foi Rodrigues — teria saltado do veículo e cumprimentado alguns bandidos. O trio foi deixado e os militares foram embora.

Levados a um campo de futebol, os rapazes foram torturados e mortos com golpes de faca e dezenas de tiros. Após jogarem os corpos numa lixeira na Praça São Roberto, divisa entre o Zinco e a Mineira, os bandidos fizeram contato para que um caminhão de lixo retirasse a caçamba dali. Mesmo num sábado, conseguiram. Os corpos foram parar no Caju e, dali, seguiram para o Aterro Sanitário de Gramacho, em Caxias.

A ligação de Rodrigues com o São Carlos deve-se, principalmente, ao fato de seus tios e primos morarem em uma das subidas da favela. O local fica perto da casa do militar, no Rio Comprido.

Na favela, moram tia do militar e o marido dela, que já foi condenado por assalto à mão armada. O casal foi pivô de confusão no morro em 2004, registrada na 6ª DP (Cidade Nova). Através da família, a 4ª DP vai tentar chegar aos criminosos com quem Rodrigues mantinha contato.

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