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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

2.17.2008

Villas Boas Correa A corrida de obstáculo das CPIs

Ainda não dá para apostar um saque de ministro com o cartão de crédito corporativo em quem vencerá a corrida de obstáculos para instalar a CPI para investigar o último escândalo da coleção dos dois mandatos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No plenário às moscas da Câmara e do Senado, com intensa e nervosa movimentação nos corredores e nos gabinetes, a excitação dos líderes na caça de assinaturas no simples e protocolar "requerimento" no cabeçalho das listas, com o jamegão dos ilustres representantes do povo, provocou o encaixe do entreato burlesco, que amenizou a tensão do singular espetáculo no palco em que o governo disputa com a oposição, a iniciativa da instalação de uma CPI chapa-branca, com a presidência e o relator indicado pela maioria situacionista para investigar as denúncias de saques marotos para pagar despesas de aquinhoados com o cartão de acesso aos cofres da viúva.

Não foi o último ato do espetáculo chinfrim da peça com o enredo da luta do governo para se auto-investigar, como quem espreme cravos no rosto diante do espelho. Convém esperar pelo desfecho nos capítulos finais, programados para a próxima semana. Mas, para não perder nada do entrecho novelesco, é indispensável acompanhar a patuscada desde os primeiros capítulos. Ou o seu resumo, com destaque para a sucessão de emoções da semana. E que terminou com o aviso ao distinto público que na próxima serão exibidos os capítulos finais do primeiro ato.

Entre os principais personagens da novela parlamentar, o destaque para o presidente do Senado, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), e para o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a quem coube o papel de protocolar na Mesa do Senado, o requerimento da criação da CPI oposicionista, com o apoio de 134 parlamentares da oposição e 84 da bancada governista, além de seis senadores e deputados independentes. Parece mesmo coisa de circo mambembe do interior, sem o toque de ingenuidade e a dedicação do elenco reduzido e que o tempo da televisão e da internet acabou de enterrar.

Durou menos que um piscar de olhos a euforia da oposição. No fim da tarde de quinta-feira, 14, o atento presidente, senador Garibaldi Alves, advertiu aos autores do requerimento que rejeitara as assinaturas dos 35 senadores: por um cochilo de redação, na lista dos senadores, o cabeçalho registrava "apoiamento", em vez do regimental "requerimento". Miçangas que complicam o andamento do papelório de uma Casa tão cuidadosa do respeito às normas regimentais.

Atenção que o melhor do capítulo começa com a instantânea reação do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), líder da bancada do seu partido, que decidiu desafiar o tempo e iniciou uma desabalada correria pelos corredores e gabinetes para coligir novas assinaturas de senadores. Já noite fechada, protocolou na Mesa do Senado a nova lista com 28 assinaturas de senadores.

Bem, e agora? Estamos apenas no começo, o melhor está por vir e promete emoções para o resto do ano ou, pelo menos, até o fim do período útil de um ano de eleições municipais para prefeitos e vereadores, a base de apoio de senadores, deputados federais e estaduais, O governo não recua um passo na sua obstinada decisão de impor as normas regimentais que asseguram, à maior bancada e à segunda em número de senadores ou deputados, o direito de indicar o presidente e o relator das CPIs.

A oposição reage com o argumento ético de transparente evidência: uma CPI chapa-branca, controlada pelo governo com a indicação do presidente e do relator, será uma pantomima que arrastará o Congresso para o ridículo. E que vai resistir apelando para todos os recursos, além dos extremos regimentais. O senador Arthur Virgílio repete que a oposição retrucará com uma CPI do Senado, onde é maioria. E, na CPI governista, cutucará o constrangimento da maioria governista, convocando para depor a ex-ministra Matilde Ribeiro, que se demitiu da Secretaria da Igualdade Racial, e os ministros Orlando Silva, do Esporte, e Altemir Gregolin, da Pesca, todos personagens do escândalo dos saques e pagamento de contas de despesas pessoais com os cartões de crédito corporativo. Correndo por fora, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em mensagem à direção do PSDB, reiterou que não teme qualquer investigação sobre as despesas efetuadas pela Presidência da República durante os seus dois mandatos.

As picuinhas que cruzam os ares, trocadas entre o presidente Lula e seu antecessor FH, ultrapassam os limites do bom senso e da compostura. Parece coisa de... Bem, deixa para lá.

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